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Ontem, o Bradesco iniciou a safra de balanços brasileiros com os números do ano de 2008. Nos próximos dois meses, a maioria das principais empresas negociadas na bolsa paulista vão apresentar os resultados do ano passado.
Como já era esperado, o banco apresentou um lucro menor se comparado ao ano de 2007. O Bradesco teve lucro líquido de R$ 1,605 bilhão no quarto trimestre, acumulando R$ 7,62 bilhões no ano. O resultado do quarto trimestre é 27% inferior ao de igual período de 2007 e 16% menor do que o do terceiro trimestre de 2008. No ano, a queda foi de 4,9% em comparação com R$ 8,01 bilhões de 2007.
Mas o banco prefere trabalhar com os números do lucro líquido recorrente, que exclui fatores como a marcação a mercado dos papéis, causada pelo forte aumento da volatilidade, e o reforço das provisões. Nesse caso, também não entra na conta os ganhos obtidos com a venda das ações da BM&F.
O lucro líquido ajustado de 2008 ficou em R$ 7,625 bilhões, 5,8% maior do que o resultado também ajustado de 2007, de R$ 7,210 bilhões.
Na verdade, o que importa como indicador para o setor de bancos é o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE). O ROAE no 4T08 ficou em 22,8%, representando queda de 2,3 % sobre o trimestre anterior e -6,6 %, em relação ao ano de 2007. Apesar da queda, os números são expressivos, ainda mais se pensarmos na crise que assolou a maioria das instituições financeiras no mundo.
Em entrevista e na conferência de hoje com analistas e investidores, o presidente da companhia, Marcio Cipriano, confirmou que pretende recuperar a liderança no setor privado, perdida recentemente pelo Itau-Unibanco, nos próximos 5 anos. E o mais impressionante… segundo o dirigente isso deve ocorrer através de um crescimento orgânico da empresa e não incorporando outros bancos. Para Cipriano, o mercado brasileiro não apresenta, no curto prazo, oportunidades de aquisição.
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Múltiplos setor bancário
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Os números confirmam o contágio provocado pela crise americana, mas inegavelmente o setor bancário ainda se apresenta como um dos mais sólidos e portando defensivos do mercado brasileiro. Até mesmo a redução dos juros no Brasil, deve ter um impacto reduzido nos próximos trimestres. Já que a expectativa que o fluxo de crédito volte a trabalhar dentro da normalidade no segundo semestre e desta forma proporcionar um maior retorno para o setor.
Gráficos

Graficamente, o BBDC4, respeitou a LTB vinda desde o topo histórico e se encontra no momento próxima a uma zona de suporte horizontal nos 20,00 / 19,80.
Todas as médias móveis acompanhadas (21,50,100,200) se encontram apontando para baixo, sinalizando claramente que a tendência de baixa persiste com força.
No curto prazo, o estocástico lento e o IFR se aproximam de uma zona sobre vendida, o que pode gerar um repique e uma retomada dos preços. A mudança da atual tendência, apenas quando conseguirmos “pivotear” acima da LTB e da média móvel de 100 períodos.
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Veja abaixo a lista das empresas que apresentarão resultados no mês de Fevereiro: