O assunto do descolamento entre o mercado brasileiro e americano é tema recorrente na maioria das publicações financeiras.
Uma possível explicação pode ser encontrada no forte crescimento das commodities. Como todos sabemos, as principais ações da bolsa brasileira dependem fortemente da cotação das commodities no mercado internacional. Basta olharmos para as recentes altas da Usiminas e da CSN.
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USIM5
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CSNA3
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Enquanto a China apresentar um crescimento sustentado, graças principalmente aos investimentos na industrialização, urbanização e infra-estrutura do país, a demanda por commodities brasileiras continuará em alta. Mas esse fato, não é privilégio apenas do atual momento da economia brasileira. O crescimento no Brasil está intimamente ligado ao comportamento dos preços das commodities.
O gráfico abaixo, apresentado pelo Morgan Stanley, publicado no Valor Economico e adaptado por mim, apresenta a íntima correlação entre o crescimento do PIB brasileiro e o preço das commodities (excluído o preço do petróleo).

Interessante notar, que entre 1997 e 2002 (exceto 2000), a variação do preço das commodities foi negativo (-4% ao ano, em média) e consequentemente o PIB do Brasil ficou em 1,7% ao ano (média). No período seguinte, 2003-2007, o crescimento brasileiro superou os 4%, graças a uma alta das commodities de mais de 13% (em média).
Fica claro portanto, que o Brasil é muito dependente das oscilações das commodities.
Desta forma, se olharmos o CRB (Commodity Research Bureau) talvez encontremos a tão procurada explicação para o “decoupling” (descolamento) do índice brasileiro.
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CRB
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Depois do rompimento do seu antigo TH por volta dos 370 pontos, em 08/02/2008 , o CRB se valorizou quase 10% até o final do pregão de hoje.
Por outro lado, quando as commodities teminarem seu pequeno ciclo de alta, a economia brasileira pode voltar na zona inferior de crescimento mostrado no gráfico do Morgan. E por consequência a balança comercial brasileira sofrerá. Os preços das exportações brasileiras são estreitamente relacionados com os preços das commodities. Nos últimos anos, responderam pelo crescimento das receitas das exportações, que permitiram o crescimento das importações sem compromisso do equilíbrio externo.
Em resumo, e sem muita novidade, o futuro do mercado brasileiro está nas mãos das commodities !
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