A crise hoje mudou seu epicentro. Até então, todas as notícias ruins tinham como principal procedência os EUA, mas hoje os mercados europeus foram o destaque negativo.
A chanceler alemã, Angela Merkel, foi a público ontem, dizer que os cidadãos não devem temer pela segurança de suas poupanças. “Nós queremos dizer a todos os que têm contas de poupança que seus depósitos estão seguros. O governo federal está garantindo isso”. Sem dúvida, uma atitude com a melhor das intenções. Mas diante do cenário fragilizado pela falta de confiança do investidor, as palavras da chanceler, deixaram transparecer que a crise na Europa também é muito profunda. Além da financiadora de hipotecas Hypo Real Estate, a expectativa que mais instituições passem por dificuldades financeiras e de liquidez.
O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, recuou 7,85%, aos 4.589,19 pontos.
O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, apresentou queda de 9,03%, aos 3.711,98 .
O índice DAX-30, da Bolsa de Frankfurt, caiu 7,07%, aos 5.387,01 pontos.
Como demonstrado no gráfico ao lado, as 3 principais bolsas européias continuam andando coladas.
O agravamento da crise na Europa, preocupa particularmente o Brasil, porque os países do velho continente representam o principal mercado dos produtos chineses. Com uma recessão, a demanda deve arrefecer e afetar as empresas exportadoras de insumos brasileiras.
No mercado brasileiro, o dia foi mais uma vez de circuit breaker. Desta vez, não bastou o primeiro patamar de perdas (10%), foi necessário acionar novamente o sistema quando o Ibov, principal índice brasileiro, tocou nos 15% de desvalorização.
Aliás, não foram apenas os papéis da bolsa brasileira a suspender as negociações. No meio da tarde as negociações com o contrato de dólar futuro para novembro foram paralisadas na BM&F
BOVESPA. O contrato atingiu o limite superior estabelecido pela Bolsa para o pregão de hoje (R$ 2,192), variação de 6%.
Muito se comenta no mercado que a alta do dólar é somente um fator especulativo e que em breve a moeda americana vai se acalmar. Pode até ser… mas a verdade é que desde o início de Setembro a desvalorização do real já superou os 30%. Em apenas 6 dias de Outubro o dólar bateu 15,44% de valorização. (veja no gráfico mensal do dólar comercial ao lado).
O índice Bovespa encerrou hoje em queda de 5,43%, aos 42100 pontos. O volume financeiro do dia foi de R$5,27 bilhões. Em uma primeira análise pode-se pensar que o volume foi baixo. Mas se lembrarmos que o mercado ficou parado por mais de 1 hora, a movimentação foi acima da média.
Nos EUA, o índice Dow Jones fechou abaixo dos 10 mil pontos. O índice caiu 3,58% aos 9.955,50 pontos, menor nível desde 16 de agosto de 2004. Já o Nasdaq recuou 4,26%, aos 1.864,27 pontos, e o S&P 500 desvalorizou 3,41% com 1.061,74 pontos.
Os sinais gráficos tanto nos mercados americanos como no Ibovespa, podem ser interpretados como um alento depois deste dia turbulento. Conforme podemos observar abaixo, no DJI, no S&P500 e no Ibov, a recuperação no final do pregão configurou uma reversão (no curto prazo) nos gráficos. Mas sem dúvida, diante de tanta irracionalidade vista nas últimas semanas, qualquer sinal gráfico deve ser usado com muita ponderação.
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Petróleo
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VIX
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Antes de finalizar este artigo, trago mais dois gráficos que foram destaque hoje. O primeiro é o Petróleo em Nova York que fechou nos U$ 89,00 abaixo do suporte dos U$90,00 marcado pelo fundo anterior. Deixando espaço para maiores correções. Próximo suporte nos US$86,00.
E o segundo gráfico, é o VIX – Índice de volatilidade de Nova York, que conseguiu a façanha de superar o topo anterior e bater nos 55 pontos. Analistas americanos especialistas em precificação que utilizam diariamente o VIX, consideram que uma cotação acima de 35 já representa que o imponderável já está acontecendo.
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