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Ela está de volta

Publicado em 12.11.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

Depois de uma pequena trégua nos últimos dias, hoje a volatilidade dos mercados voltou com força total.

Rumores de que a Amex, teria se transformado em holding bancária de olho em um possível acesso ao programa de ajuda do Fed e a reação ao corte de projeção de resultados para o ano fiscal de 2009, da maior companhia de eletrônicos norte-americana, a Best Buy, foram o estopim do mau humor dos investidores logo pela manhã.

Em seguida, números da economia britânica, confirmando a recessão, e a fala do secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, apresentando mudanças no pacote de salvamento já aprovado, aumentaram o pessimismo.

DJI

IBOV

DJI - Gráf. Diário

Ibov - Gráf. Diário

No fim do dia, o Dow Jones fechou em queda de 4,73%, em 8266 pontos. O Nasdaq nos 1499 pontos (-5,17%). O S&P500 nos 852 pontos (-5,19%). O Ibovespa nos 34373 pontos (-7,75%)

O Dow Jones se aproxima do importante suporte nos 8200. Se rompido, o índice americano deve buscar os próximos objetivos nos 7500 e posteriormente nos 6000 pontos.

O Ibovespa, por outro lado, mostrou um volume bem acima do apresentado nos últimos dias. A principal responsável por isso, foi a Petrobras. Investidores estrangeiros, possivelmente descontentes com o resultado apresentado pela empresa, saíram maciçamente do papel (Fluxo das 10 mais -PETR4- saldo hoje -R$240milhões).

Amanhã o índice brasileiro, deve testar o suporte dos 33800. A perda deste patamar desfaz a figura do OCOI, mencionada no vídeo semanal.

vix

petroleo

VIX - Gráf. Diário

Petróleo NY
Gráf. Mensal

O VIX, índice de volatilidade de Nova York, voltou a subir e hoje confirmou um pequeno pivot de alta, fechando nos 66 pontos.

Acompanhando a queda nas bolsas, o petróleo em NY, confirmou a perda do importante suporte dos US$60,00. Fechou cotado a 55,70 dólares. O próximo objetivo são os US$50,00. Foi neste patamar de preço que se iniciou, em Janeiro de 2007, a forte tendência de alta da commoditie, e que culminou com o recorde histórico de US$147,00 dólares em Julho deste ano. Usando o Fibonacci no tempo, podemos identificar como possíveis meses de término da correção os meses de Novembro (38%), Fevereiro/09 (50%) e Junho/09 (61,8%). O gráfico mensal do Petróleo exemplifica este estudo. (Devido a uma limitação técnica da plataforma não pude traçar as linhas de 38% e 50%).

Talvez esta perspectiva gráfica possa coincidir com um novo corte da Opep, que pretende antecipar a reunião, marcada para o final do mês.

risco

tres2

Risco Brasil

Treasuries 2 anos

O Risco Brasil, hoje subiu 2,05% (447 pontos) . Nunca é interessante ver esse importante indicador da saúde econômica do país subir, mas se o compararmos hoje com o de outros países emergentes, a alta foi irrisória. O risco da Turquia subiu 8% e o russo disparou 26%. Na Russia aliás, mais uma vez a bolsa por lá acionou o circuit breaker.

Talvez o sinal de maior fraqueza apresentado hoje, tenha sido a perda do suporte de 1,30 dos treasuries de 2 anos. O fechamento foi em 1,16. É o menor patamar dos últimos 4 anos. Com um rendimento tão pequeno nos títulos do tesouro americano, fica evidente o receio dos investidores em tomar posições em mercados mais arriscados.

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Semana do Fomc e do Copom

Publicado em 27.10.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

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Uma semana que promete chamar a atenção pela decisão tanto do Fed como do Banco Central brasileiro sobre as taxas de juros dos EUA e do Brasil, respectivamente. As duas serão reveladas na quarta-feira, mas a expectativa é bem diferente para cada uma delas.

Enquanto nos EUA, é tido como certa uma redução substancial (de até 0,50%, hoje em 1,5% aa) na taxa americana, em virtude da eminente recessão, aqui no Brasil, a decisão parece ser uma incógnita. Enquanto alguns economistas, consideram fundamental uma revisão na política de aperto monetário, outros acreditam que com a alta do dólar o Banco Central brasileiro continuará o aumento da Selic.

Em tempo… quarta-feira será o dia 29 de Outubro, data de comemoração do 79o. aniversário do crash de 1929. Uma sombria coincidência ?

A segunda-feira mostrou a mesma volatilidade das últimas semanas.O sobe e desce acompanhou os mercados até a última hora do pregão, quando o Dow Jones mergulhou trazendo todas as outras bolsas.

O Ibovespa encerrou as operações na mínima do dia, com queda de 6,50%, aos 29.435,11 pontos - o menor patamar desde 28 de outubro de 2005 (29.318,18 pontos). O Dow Jones registrou baixa de 2,42%, aos 8.175,77 pontos; o S&P-500 caiu 3,18%, aos 848,92 pontos; e o Nasdaq Composite cedeu 2,97%, aos 1.505,90 pontos.

IBOV DJI sp500

Ibov - Fechou na mínima, completando 5 pregões em queda.

DJI - Testanto a última zona de suporte antes do fundo nos 7900 pontos

SP500 - mostrou menos fraqueza que o DJI e deixou um doji, como sinal de indecisão.

Destaque hoje, foi o alívio sinalizado pelos metais no mundo, que depois de inúmeros pregões em queda, voltaram a se valorizar.

Metal

Compra/Venda  (em US$)

Variação (em US$)

Cobre 4.020,00/4.021,00 +250,00
Chumbo 1.295,00/1.300,00 +25,00
Zinco 1.185,00/1.185,50 +20,00
Alumínio 2.038,00/2.039,00 +68,00
Níquel 11.050,00/11.100,00 +1.050,00
Estanho 13.545,00/13.550,00 +1.795,00

Apesar do mau humor no final do pregão, o Risco Brasil voltou a cair e fechou nos 607 pontos. Queda de 6,47%.

E os juros futuros para Janeiro de 2010, depois do pânico da semana passada, caíram -2,59% em 16,58% aa.

risco juros
Risco Brasil Juros Futuros - Janeiro 2010
A recessão já começa a assustar as economias emergentes. Muita gente já acredita que a desaceleração causará também impactos em países como a China, a Índia e o Brasil.
Na quinta-feira a divulgação do PIB do terceiro trimestre americano mostrará a força da retração.
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Aversão ao risco

Publicado em 22.10.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

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Assim é a vida de um investidor que se aventura a escrever sobre o mercado quase que diariamente. Ontem animado com a perspectiva de que a volatilidade irracional estava perto do final, escrevi um artigo focando na possível trégua que o indicador VIX estaria sinalizando. Mas hoje o mercado, voltou a dar mostras que não pretende facilitar a vida dos analistas.

O VIX voltou a trabalhar próximo do patamar dos 70 pontos, refletindo as quedas das bolsas pelo mundo.

O Ibovespa registrou queda de 10,18%, aos 35069 pontos (menor patamar desde 25 de setembro de 2006). Mais uma vez o circuit breaker foi acionado às 17h18.

O Dow Jones encerrou em baixa de 5,69%, aos 8.519 pontos; o S&P-500 caiu 6,10%, aos 896 pontos; e o Nasdaq declinou 4,77%, aos 1.615 pontos. Na Europa, o dia também foi negativo: o londrino FTSE-100 perdeu 4,46%; o CAC-40, de Paris, -5,10%; e, em Frankfurt, o DAX registrou decréscimo de 4,46%. Na Ásia, mais perdas: na Bolsa de Tóquio, o Nikkei 225 recuou 6,8%.

IBOV

DJI

vix

Ibov

Dow Jones

VIX

Além do VIX, outros indicadores deixam claro o aumento da aversão ao risco por parte dos investidores em todo o mundo.

Os treasuries americanos, que representam o principal instrumento de proteção em momentos de pânico, tiveram uma forte queda. Os yelds de 10 anos cairam para 3,60, baixa de 3,20%. A queda nos yelds (rendimento) dos treasuries se deve a procura maior pelos títulos do tesouro americano.

O petróleo, depois que os números dos estoques americanos confirmaram uma demanda menor pela commodity, confirmou a perda do suporte nos 70 doláres, caindo com força mais de 7% e fechando o dia cotado em NY nos 67 dólares.

treas

petroleo

Treasuries 10 anos

Petróleo

Risco Brasil disparou e alcançou os 661 pontos, alta de 26% (até as 18:00hs). Lembrando que este indicador representa como o investidor estrangeiro enxerga a conjuntura econômica do Brasil. Aliás por falar em economia brasileira, hoje a dupla dinâmica, formada pelo Sr. Henrique Meirelles e pelo Sr. Guido Mantega, anunciou uma medida provisória (443) que delega poderes ao Banco do Brasil de comprar qualquer instituição pública ou privada que estiver em dificuldade. Essa notícia caiu como uma bomba no mercado. Rapidamente começaram os boatos sobre possíveis quebras de instituições financeiras brasileiras e sobre um possível risco sistêmico eminente.

Diante deste cenário, os juros futuros na BMF acionaram também o seu circuit breaker. Os juros para Janeiro de 2010 bateram nos incríveis 16,22 pontos, alta de 10,19%.

A reunião do Copom sobre a taxa de juros, na semana que vém, promete ser de difícil decisão para os seus membros. Afinal de contas, de um lado temos a recessão batendo na porta e do outro a inflação alimentada por um dólar incontrolável.

Por falar na moeda americana, hoje, mesmo com novas intervenções do banco central, ela voltou a trabalhar próximo dos R$ 2,40, alta de mais de 5%.

risco

juros

dolar

Risco Brasil

Juros Jan/2010

Dólar Futuro

A sensação aparente no mercado é que todos os agentes estão se preparando para enfrentar uma dura e longa recessão nos países desenvolvidos. Por isso a procura por ativos seguros na moeda americana. Neste momento a palavra de ordem é: segurança. A estratégia é: desmontar operações em países emergentes de maior risco e se proteger debaixo das garantias (será ? ) dos títulos do tesouro americano.
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Circuit Breaker

Publicado em 29.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

circuit A Bovespa parou. Hoje, as 14:49hs, a bolsa de São Paulo interrompeu as negociações por meia hora. Literalmente, desligaram a luz de força (”circuit breaker”).

Toda vez, que os negócios atingem o limite de baixa de 10% em relação ao fechamento anterior, a bolsa interrompe o pregão por 30 minutos. Após este período, caso os negócios estendam as perdas, chegando a uma desvalorização de 15% em relação ao pregão anterior, os negócios são interrompidos por uma hora. Tal fato ocorreu em 11 de setembro de 2001, depois dos ataques terroristas nos EUA.Este procedimento é chamado de “Circuit Breaker” e usado na maioria das bolsas do mundo.

(more…)

Evento catalisador

Publicado em 15.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

Nervosismo. Inquietação. Desespero. Pânico.

Os mercados hoje, foram mais uma vez sacudidos por notícias graves sobre a crise financeira nos EUA. Durante, a tranquilidade do final de semana, executivos do Merril Lynch transferiram o controle da empresa para o Bank of America.

A primeira alternativa de aquisição do BofA era o Lehman Brothers. Mas com a negativa do Fed de auxiliar ($$$) na compra, o BofA arrematou o Merril Lynch por US$50 bilhões. Assim o Lehman ficou “desamparado”. Não restava outra alternativa, se não pedir concordata.

Com o quarto maior banco americano indo à falência, as bolsas mundiais não suportaram e despencaram.

fechamento Lembrando que hoje, as bolsas asiáticas ficaram fechadas, devido ao feriado.

Se não fosse apenas o crash do setor financeiro americano, as commodities também se deterioram. O petróleo caiu 6,86%, cotado nos US$94,18 e o CRB -3,26, nos 348 pontos. Nem mesmo a redução da taxa de juros na China, que a priori representa um possível incremento na economia e por consequência maior demanda por commoditties, foi suficiente para reverter as perdas.

petroleo Petróleo perdeu o suporte psicológico dos US$100,00, agora caminha a passos largos para os US$86,00.
crb CRB próximos suportes 340 e 300 pontos.

Os títulos do tesouro americano de 10 anos, voltaram a atrair o investidor, desta forma a cotação dos yelds cairam, fechando cotados 3,45 , -7%. O interesse pelos treasuries ocorre quando os investidores estão avessos ao risco.

O Risco Brasil apresentou a maior alta diária dos últimos anos. Apenas hoje, o índice subiu incríveis 16,60%, 309 pontos. Confirmando a deterioração do cenário externo.

risco
Risco Brasil - Gráf. Diário
Com a confirmação do rompimento do topo anterior, nos 300 pontos, o Risco Brasil busca o objetivo principal nos 370 pontos.

Olhando isoladamente para o Ibovespa, a queda de 7,59% é a maior  registrada desde 11 de setembro de 2001 e a menor pontuação desde 16 de agosto de 2007.

Em momentos como este, apesar de muitas ações em diversas partes do mundo, estarem com cotações bem abaixo do valor justo de mercado, os players precisam de um evento catalizador para transformarem o que os livros sobre avaliação de ativos ensinam e voltarem a comprar no mercado. A expectativa de novas quebras no setor financeiro americano deixa o cenário ainda muito incerto.

Todas as atenções agora ficam voltadas para reunião de amanhã do Fomc. Uma redução de até 0,50 pontos percentuais na taxa de juros americana pode dar novo ânimo para os investidores.

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Raio X do mercado - 11/09

Publicado em 11.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

A Petrobras foi a grande vedete do mercado brasileiro hoje. As ações da empresa apresentaram uma forte valorização (+9,48%), resultado da descoberta de petróleo no poço de Iara, na camada pré-sal da Bacia de Santos, anunciada ontem à noite pela estatal.

O petróleo cotado em Nova Yorke,  pouco influenciou a empresa brasileira (como de costume),  já que a commodity fechou em queda de 1,51%, cotado nos US$101,03. Esse pessimismo se deve ao impacto negativo da expectativa de desaceleração da demanda, além da valorização do dólar no mercado internacional de divisas.

PETR4s
PETR4 - Gráf. Diário

Próximas resistências nos 32,00 e 33,80. Coincidindo com as médias móveis de 10 e 21 períodos.
Teste importante na LTB.

petroleo
Petróleo - Gráf. Diário

Continua o teste importante no suporte dos US$100,00.
O rompimento desta barreira psicológiga, deixa espaço aberto até a mínima do ano nos US$86,00.

O Copom anunciou ontem a noite, o já esperado aumento na taxa de juros brasileira, de 0,75%, passando para 13,75% aa. O grande destaque foi o resultado apertado (5 a 3) em favor do aumento. Presume-se desta forma, que o aperto monetário diminua de intensidade nas próximas reuniões.

O dólar apesar da forte valorização da bolsa, continuou seu caminho e apresentou mais uma valorização (+1,40%). Como já é notório, sustentado pelos estrangeiros nos mercados futuros.

DOLFUT

fluxo

Dólar Futuro

Fluxo - Dólar BMF

A alta do Ibovespa hoje alcançou 3,30%. Em grande parte graças ao forte movimento da Petrobrás.
Isso fica claro, quando olhamos o movimento do Risco Brasil. Com a forte valorização da nossa bolsa, o normal seria a queda do índice medido pelo JP Morgan, mas o que se viu foi exatamente o contrário. O Risco Brasil subiu 2,99%, chegando nos 275 pontos.

IBOV

riscobrasil

IBOV - Gráf. Diário

Risco Brasil

Nos EUA além dos novos pedidos de seguro-desemprego  diminuírem em 6 mil na semana, no confronto com a anterior, ficando em 445 mil, a situação precária do Lehman Brothers atraiu novamente as atenções.

Ontem, a agência de classificação de risco Moody’s Investors Service colocou os ratings de longo prazo do banco em revisão, sem previsão de elevação ou rebaixamento definida.  Já a Standard & Poor’s Ratings anunciou que manterá os ratings em lista de observação com implicações negativas.

Já se ouvem boatos no mercado, sobre um possível socorro do Fed juntamente com outra instiuição privada. A idéia seria seguir os moldes da operação envolvendo o Bear Stearn e o JP Morgan a alguns meses.
Talvez por isso, o humor no Dow Jones melhorou no final do dia e o índice fechou com uma alta de 1,46%.
As ações da Lehman hoje, continuaram a derrocada e perderam mais de 40% do seu valor.

lehman

DJI

vix

Lehman Brothers
Gráf. Diário

Dow Jones
Gráf. Diário

VIX
Gráf. Diário

O VIX, índice de volatilidade do S&P500, mostrou uma redução da oscilação nos ativos da bolsa americana. Um bom sinal do indicador, mas amanhã os números sobre a inflação americana podem trazer de volta o nervosismo.