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Ela está de volta

Publicado em 12.11.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

Depois de uma pequena trégua nos últimos dias, hoje a volatilidade dos mercados voltou com força total.

Rumores de que a Amex, teria se transformado em holding bancária de olho em um possível acesso ao programa de ajuda do Fed e a reação ao corte de projeção de resultados para o ano fiscal de 2009, da maior companhia de eletrônicos norte-americana, a Best Buy, foram o estopim do mau humor dos investidores logo pela manhã.

Em seguida, números da economia britânica, confirmando a recessão, e a fala do secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, apresentando mudanças no pacote de salvamento já aprovado, aumentaram o pessimismo.

DJI

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DJI - Gráf. Diário

Ibov - Gráf. Diário

No fim do dia, o Dow Jones fechou em queda de 4,73%, em 8266 pontos. O Nasdaq nos 1499 pontos (-5,17%). O S&P500 nos 852 pontos (-5,19%). O Ibovespa nos 34373 pontos (-7,75%)

O Dow Jones se aproxima do importante suporte nos 8200. Se rompido, o índice americano deve buscar os próximos objetivos nos 7500 e posteriormente nos 6000 pontos.

O Ibovespa, por outro lado, mostrou um volume bem acima do apresentado nos últimos dias. A principal responsável por isso, foi a Petrobras. Investidores estrangeiros, possivelmente descontentes com o resultado apresentado pela empresa, saíram maciçamente do papel (Fluxo das 10 mais -PETR4- saldo hoje -R$240milhões).

Amanhã o índice brasileiro, deve testar o suporte dos 33800. A perda deste patamar desfaz a figura do OCOI, mencionada no vídeo semanal.

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petroleo

VIX - Gráf. Diário

Petróleo NY
Gráf. Mensal

O VIX, índice de volatilidade de Nova York, voltou a subir e hoje confirmou um pequeno pivot de alta, fechando nos 66 pontos.

Acompanhando a queda nas bolsas, o petróleo em NY, confirmou a perda do importante suporte dos US$60,00. Fechou cotado a 55,70 dólares. O próximo objetivo são os US$50,00. Foi neste patamar de preço que se iniciou, em Janeiro de 2007, a forte tendência de alta da commoditie, e que culminou com o recorde histórico de US$147,00 dólares em Julho deste ano. Usando o Fibonacci no tempo, podemos identificar como possíveis meses de término da correção os meses de Novembro (38%), Fevereiro/09 (50%) e Junho/09 (61,8%). O gráfico mensal do Petróleo exemplifica este estudo. (Devido a uma limitação técnica da plataforma não pude traçar as linhas de 38% e 50%).

Talvez esta perspectiva gráfica possa coincidir com um novo corte da Opep, que pretende antecipar a reunião, marcada para o final do mês.

risco

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Risco Brasil

Treasuries 2 anos

O Risco Brasil, hoje subiu 2,05% (447 pontos) . Nunca é interessante ver esse importante indicador da saúde econômica do país subir, mas se o compararmos hoje com o de outros países emergentes, a alta foi irrisória. O risco da Turquia subiu 8% e o russo disparou 26%. Na Russia aliás, mais uma vez a bolsa por lá acionou o circuit breaker.

Talvez o sinal de maior fraqueza apresentado hoje, tenha sido a perda do suporte de 1,30 dos treasuries de 2 anos. O fechamento foi em 1,16. É o menor patamar dos últimos 4 anos. Com um rendimento tão pequeno nos títulos do tesouro americano, fica evidente o receio dos investidores em tomar posições em mercados mais arriscados.

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Aversão ao risco

Publicado em 22.10.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

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Assim é a vida de um investidor que se aventura a escrever sobre o mercado quase que diariamente. Ontem animado com a perspectiva de que a volatilidade irracional estava perto do final, escrevi um artigo focando na possível trégua que o indicador VIX estaria sinalizando. Mas hoje o mercado, voltou a dar mostras que não pretende facilitar a vida dos analistas.

O VIX voltou a trabalhar próximo do patamar dos 70 pontos, refletindo as quedas das bolsas pelo mundo.

O Ibovespa registrou queda de 10,18%, aos 35069 pontos (menor patamar desde 25 de setembro de 2006). Mais uma vez o circuit breaker foi acionado às 17h18.

O Dow Jones encerrou em baixa de 5,69%, aos 8.519 pontos; o S&P-500 caiu 6,10%, aos 896 pontos; e o Nasdaq declinou 4,77%, aos 1.615 pontos. Na Europa, o dia também foi negativo: o londrino FTSE-100 perdeu 4,46%; o CAC-40, de Paris, -5,10%; e, em Frankfurt, o DAX registrou decréscimo de 4,46%. Na Ásia, mais perdas: na Bolsa de Tóquio, o Nikkei 225 recuou 6,8%.

IBOV

DJI

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Ibov

Dow Jones

VIX

Além do VIX, outros indicadores deixam claro o aumento da aversão ao risco por parte dos investidores em todo o mundo.

Os treasuries americanos, que representam o principal instrumento de proteção em momentos de pânico, tiveram uma forte queda. Os yelds de 10 anos cairam para 3,60, baixa de 3,20%. A queda nos yelds (rendimento) dos treasuries se deve a procura maior pelos títulos do tesouro americano.

O petróleo, depois que os números dos estoques americanos confirmaram uma demanda menor pela commodity, confirmou a perda do suporte nos 70 doláres, caindo com força mais de 7% e fechando o dia cotado em NY nos 67 dólares.

treas

petroleo

Treasuries 10 anos

Petróleo

Risco Brasil disparou e alcançou os 661 pontos, alta de 26% (até as 18:00hs). Lembrando que este indicador representa como o investidor estrangeiro enxerga a conjuntura econômica do Brasil. Aliás por falar em economia brasileira, hoje a dupla dinâmica, formada pelo Sr. Henrique Meirelles e pelo Sr. Guido Mantega, anunciou uma medida provisória (443) que delega poderes ao Banco do Brasil de comprar qualquer instituição pública ou privada que estiver em dificuldade. Essa notícia caiu como uma bomba no mercado. Rapidamente começaram os boatos sobre possíveis quebras de instituições financeiras brasileiras e sobre um possível risco sistêmico eminente.

Diante deste cenário, os juros futuros na BMF acionaram também o seu circuit breaker. Os juros para Janeiro de 2010 bateram nos incríveis 16,22 pontos, alta de 10,19%.

A reunião do Copom sobre a taxa de juros, na semana que vém, promete ser de difícil decisão para os seus membros. Afinal de contas, de um lado temos a recessão batendo na porta e do outro a inflação alimentada por um dólar incontrolável.

Por falar na moeda americana, hoje, mesmo com novas intervenções do banco central, ela voltou a trabalhar próximo dos R$ 2,40, alta de mais de 5%.

risco

juros

dolar

Risco Brasil

Juros Jan/2010

Dólar Futuro

A sensação aparente no mercado é que todos os agentes estão se preparando para enfrentar uma dura e longa recessão nos países desenvolvidos. Por isso a procura por ativos seguros na moeda americana. Neste momento a palavra de ordem é: segurança. A estratégia é: desmontar operações em países emergentes de maior risco e se proteger debaixo das garantias (será ? ) dos títulos do tesouro americano.
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Hoje foi a vez da Europa

Publicado em 06.10.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

 

A crise hoje mudou seu epicentro. Até então, todas as notícias ruins tinham como principal procedência os EUA, mas hoje os mercados europeus foram o destaque negativo.

A chanceler alemã, Angela Merkel, foi a público ontem, dizer que os cidadãos não devem temer pela segurança de suas poupanças. "Nós queremos dizer a todos os que têm contas de poupança que seus depósitos estão seguros. O governo federal está garantindo isso". Sem dúvida, uma atitude com a melhor das intenções. Mas diante do cenário fragilizado pela falta de confiança do investidor, as palavras da chanceler, deixaram transparecer que a crise na Europa também é muito profunda.  Além da  financiadora de hipotecas Hypo Real Estate, a expectativa que mais instituições passem por dificuldades financeiras e de liquidez.

bolsasO índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, recuou 7,85%, aos 4.589,19 pontos.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, apresentou queda de 9,03%, aos 3.711,98 .

O índice DAX-30, da Bolsa de Frankfurt, caiu 7,07%, aos 5.387,01 pontos.

Como demonstrado no gráfico ao lado, as 3 principais bolsas européias continuam andando coladas.

O agravamento da crise na Europa, preocupa particularmente o Brasil, porque os países do velho continente representam o principal mercado dos produtos chineses. Com uma recessão, a demanda deve arrefecer e afetar as empresas exportadoras de insumos brasileiras.

No mercado brasileiro, o dia foi mais uma vez de circuit breaker. Desta vez, não bastou o primeiro patamar de perdas (10%), foi necessário acionar novamente o sistema quando o Ibov, principal índice brasileiro, tocou nos 15% de desvalorização.

Aliás, não foram apenas os papéis da bolsa brasileira a suspender as negociações. No meio da tarde as negociações com o contrato de dólar futuro para novembro foram paralisadas na BM&FdolarBOVESPA. O contrato atingiu o limite superior estabelecido pela Bolsa para o pregão de hoje (R$ 2,192), variação de 6%.

Muito se comenta no mercado que a alta do dólar é somente um fator especulativo e que em breve a moeda americana vai se acalmar. Pode até ser… mas a verdade é que desde o início de Setembro a desvalorização do real já superou os 30%. Em apenas 6 dias de Outubro o dólar bateu 15,44% de valorização. (veja no gráfico mensal do dólar comercial ao lado).

O índice Bovespa encerrou hoje em queda de 5,43%, aos 42100 pontos. O volume financeiro do dia foi de R$5,27 bilhões. Em uma primeira análise pode-se pensar que o volume foi baixo. Mas se lembrarmos que o mercado ficou parado por mais de 1 hora, a movimentação foi acima da média.

Nos EUA, o índice Dow Jones fechou abaixo dos 10 mil pontos. O índice caiu 3,58% aos 9.955,50 pontos, menor nível desde 16 de agosto de 2004. Já o Nasdaq recuou 4,26%, aos 1.864,27 pontos, e o S&P 500 desvalorizou 3,41% com 1.061,74 pontos.

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IBOV

DJI

SP500

Ibov

Os sinais gráficos tanto nos mercados americanos como no Ibovespa, podem ser interpretados como um alento depois deste dia turbulento. Conforme podemos observar abaixo, no DJI, no S&P500 e no Ibov, a recuperação no final do pregão configurou uma reversão (no curto prazo) nos gráficos. Mas sem dúvida, diante de tanta irracionalidade vista nas últimas semanas, qualquer sinal gráfico deve ser usado com muita ponderação.

petroleo

vix

Petróleo

VIX

Antes de finalizar este artigo, trago mais dois gráficos que foram destaque hoje. O primeiro é o Petróleo em Nova York que fechou nos U$ 89,00 abaixo do suporte dos U$90,00 marcado pelo fundo anterior. Deixando espaço para maiores correções. Próximo suporte nos US$86,00.

E o segundo gráfico, é o VIX - Índice de volatilidade de Nova York, que conseguiu a façanha de superar o topo anterior e bater nos 55 pontos. Analistas americanos especialistas em precificação que utilizam diariamente o VIX, consideram que uma cotação acima de 35 já representa que o imponderável já está acontecendo.

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Circuit Breaker

Publicado em 29.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

circuit A Bovespa parou. Hoje, as 14:49hs, a bolsa de São Paulo interrompeu as negociações por meia hora. Literalmente, desligaram a luz de força (”circuit breaker”).

Toda vez, que os negócios atingem o limite de baixa de 10% em relação ao fechamento anterior, a bolsa interrompe o pregão por 30 minutos. Após este período, caso os negócios estendam as perdas, chegando a uma desvalorização de 15% em relação ao pregão anterior, os negócios são interrompidos por uma hora. Tal fato ocorreu em 11 de setembro de 2001, depois dos ataques terroristas nos EUA.Este procedimento é chamado de “Circuit Breaker” e usado na maioria das bolsas do mundo.

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Risco sistêmico

Publicado em 17.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

domino Hoje, pela primeira vez se falou de maneira mais contundente em risco sistêmico.

Risco Sistêmico: risco de que uma instituição financeira não tenha recursos suficientes, deixando de pagar a outra, causando um efeito cascata, “efeito dominó”, levando ao colapso toda a estrutura de bancos e financeiras.

Nem mesmo o resgate da seguradora AIG, encampada pelo Federal Reserve por US$ 85 bilhões e a compra de alguns ativos do concordatário Lehman Brothers pelo britânico Barclays acalmaram os mercados. Teme-se que mais instituições financeiras enfrentem problemas de solvência em razão de perdas com crédito imobiliário.

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Evento catalisador

Publicado em 15.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

Nervosismo. Inquietação. Desespero. Pânico.

Os mercados hoje, foram mais uma vez sacudidos por notícias graves sobre a crise financeira nos EUA. Durante, a tranquilidade do final de semana, executivos do Merril Lynch transferiram o controle da empresa para o Bank of America.

A primeira alternativa de aquisição do BofA era o Lehman Brothers. Mas com a negativa do Fed de auxiliar ($$$) na compra, o BofA arrematou o Merril Lynch por US$50 bilhões. Assim o Lehman ficou “desamparado”. Não restava outra alternativa, se não pedir concordata.

Com o quarto maior banco americano indo à falência, as bolsas mundiais não suportaram e despencaram.

fechamento Lembrando que hoje, as bolsas asiáticas ficaram fechadas, devido ao feriado.

Se não fosse apenas o crash do setor financeiro americano, as commodities também se deterioram. O petróleo caiu 6,86%, cotado nos US$94,18 e o CRB -3,26, nos 348 pontos. Nem mesmo a redução da taxa de juros na China, que a priori representa um possível incremento na economia e por consequência maior demanda por commoditties, foi suficiente para reverter as perdas.

petroleo Petróleo perdeu o suporte psicológico dos US$100,00, agora caminha a passos largos para os US$86,00.
crb CRB próximos suportes 340 e 300 pontos.

Os títulos do tesouro americano de 10 anos, voltaram a atrair o investidor, desta forma a cotação dos yelds cairam, fechando cotados 3,45 , -7%. O interesse pelos treasuries ocorre quando os investidores estão avessos ao risco.

O Risco Brasil apresentou a maior alta diária dos últimos anos. Apenas hoje, o índice subiu incríveis 16,60%, 309 pontos. Confirmando a deterioração do cenário externo.

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Risco Brasil - Gráf. Diário
Com a confirmação do rompimento do topo anterior, nos 300 pontos, o Risco Brasil busca o objetivo principal nos 370 pontos.

Olhando isoladamente para o Ibovespa, a queda de 7,59% é a maior  registrada desde 11 de setembro de 2001 e a menor pontuação desde 16 de agosto de 2007.

Em momentos como este, apesar de muitas ações em diversas partes do mundo, estarem com cotações bem abaixo do valor justo de mercado, os players precisam de um evento catalizador para transformarem o que os livros sobre avaliação de ativos ensinam e voltarem a comprar no mercado. A expectativa de novas quebras no setor financeiro americano deixa o cenário ainda muito incerto.

Todas as atenções agora ficam voltadas para reunião de amanhã do Fomc. Uma redução de até 0,50 pontos percentuais na taxa de juros americana pode dar novo ânimo para os investidores.

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Raio X do mercado - 11/09

Publicado em 11.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

A Petrobras foi a grande vedete do mercado brasileiro hoje. As ações da empresa apresentaram uma forte valorização (+9,48%), resultado da descoberta de petróleo no poço de Iara, na camada pré-sal da Bacia de Santos, anunciada ontem à noite pela estatal.

O petróleo cotado em Nova Yorke,  pouco influenciou a empresa brasileira (como de costume),  já que a commodity fechou em queda de 1,51%, cotado nos US$101,03. Esse pessimismo se deve ao impacto negativo da expectativa de desaceleração da demanda, além da valorização do dólar no mercado internacional de divisas.

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PETR4 - Gráf. Diário

Próximas resistências nos 32,00 e 33,80. Coincidindo com as médias móveis de 10 e 21 períodos.
Teste importante na LTB.

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Petróleo - Gráf. Diário

Continua o teste importante no suporte dos US$100,00.
O rompimento desta barreira psicológiga, deixa espaço aberto até a mínima do ano nos US$86,00.

O Copom anunciou ontem a noite, o já esperado aumento na taxa de juros brasileira, de 0,75%, passando para 13,75% aa. O grande destaque foi o resultado apertado (5 a 3) em favor do aumento. Presume-se desta forma, que o aperto monetário diminua de intensidade nas próximas reuniões.

O dólar apesar da forte valorização da bolsa, continuou seu caminho e apresentou mais uma valorização (+1,40%). Como já é notório, sustentado pelos estrangeiros nos mercados futuros.

DOLFUT

fluxo

Dólar Futuro

Fluxo - Dólar BMF

A alta do Ibovespa hoje alcançou 3,30%. Em grande parte graças ao forte movimento da Petrobrás.
Isso fica claro, quando olhamos o movimento do Risco Brasil. Com a forte valorização da nossa bolsa, o normal seria a queda do índice medido pelo JP Morgan, mas o que se viu foi exatamente o contrário. O Risco Brasil subiu 2,99%, chegando nos 275 pontos.

IBOV

riscobrasil

IBOV - Gráf. Diário

Risco Brasil

Nos EUA além dos novos pedidos de seguro-desemprego  diminuírem em 6 mil na semana, no confronto com a anterior, ficando em 445 mil, a situação precária do Lehman Brothers atraiu novamente as atenções.

Ontem, a agência de classificação de risco Moody’s Investors Service colocou os ratings de longo prazo do banco em revisão, sem previsão de elevação ou rebaixamento definida.  Já a Standard & Poor’s Ratings anunciou que manterá os ratings em lista de observação com implicações negativas.

Já se ouvem boatos no mercado, sobre um possível socorro do Fed juntamente com outra instiuição privada. A idéia seria seguir os moldes da operação envolvendo o Bear Stearn e o JP Morgan a alguns meses.
Talvez por isso, o humor no Dow Jones melhorou no final do dia e o índice fechou com uma alta de 1,46%.
As ações da Lehman hoje, continuaram a derrocada e perderam mais de 40% do seu valor.

lehman

DJI

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Lehman Brothers
Gráf. Diário

Dow Jones
Gráf. Diário

VIX
Gráf. Diário

O VIX, índice de volatilidade do S&P500, mostrou uma redução da oscilação nos ativos da bolsa americana. Um bom sinal do indicador, mas amanhã os números sobre a inflação americana podem trazer de volta o nervosismo.

Depois das férias

Publicado em 02.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Fluxo Investidores

Hoje na prática os mercados americanos voltaram a ativa, depois das férias do mês de Agosto.

Passado o susto com o furação Gustav,o petróleo abriu o dia despencando. Chegou a ser cotado nos US$105,50 , dez dólares abaixo do fechamento de sexta, atingindo o limite de flutuação de preço e levando à paralização dos negócios na plataforma eletrônica. Mas com o passar do dia, se recuperou e fechou nos US$109,71 em Nova Yorke (-4,98%) . Deixando uma configuração gráfica de retomada dos preços no curto prazo.

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Petróleo - Gráf. Diário

O patamar dos US$110,00 juntamente com a MM 200 períodos que antes funcionavam como suporte, hoje serviram de barreira para retomada dos preços.
Próximo suporte US$ 100,00.

Acompanhando o passo, o CRB caiu , reagindo principalmente à valorização generalizada do dólar. Só que não mostrou a mesma força de recuperação do “ouro negro”. Fechou cotado nos 378,55 pontos, queda de 3,36%.

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CRB - Gráf. Diário

Com o feriado de ontem, o CRB abriu com um grande gap e não conseguiu superar (assim como o petróleo) o antigo suporte, agora resistência, nos 378,50.
Próximo suporte 360,00.

A devolução das perdas no petróleo afetaram as bolsas americanas, que abriram o dia com uma forte puxada pra cima, mas não resistiram.  O Dow Jones terminou o dia em baixa de 0,23%, aos 11.516,9 pontos, o S&P perdeu 0,41%, aos 1.277,57 pontos, e o Nasdaq recuou 0,77%, para 2.349,24 pontos.

Os indicadores econômicos divulgados hoje, pouco influenciaram na performance da bolsa americana. O índice ISM de atividade no setor de manufatura caiu para 49,9 em agosto, abaixo do patamar de 50 (sugerindo contração da atividade), mas ficou levemente acima dos 49,5 previstos pelos economistas. Já os gastos com construção cederam 0,6% em julho, um pouco acima da retração de 0,5% esperada pelos economistas.

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Índices Americanos

Ao lado, os principais índices americanos sobrepostos.
Nasdaq subiu mais forte, mas também foi a única (até o momento) a perder o último fundo.

A Bolsa paulista acompanhando as commodities, recuou 1,37%, aos 54.404 pontos. Oscilou entre a mínima de 54.207 pontos (-1,73%) e a máxima de 55.412 pontos (+0,45%). No mês, acumula baixa de 2,29% e, no ano, de 14,84%. O volume financeiro totalizou R$ 4,201 bilhões, mais que o dobro do registrado ontem (R$ 1,998 bilhão).

Além das vedetes Petrobras e Vale, destaque negativo para as siderúrgicas, Usiminas PNA derreteu 6,33%, CSN ON, -5,79%, Gerdau PN, -2,62%, Metalúrgica Gerdau, -2,79%. Uma notícia do outro lado do mundo não foi vista com bons olhos pelo segmento. Segundo a Dow Jones, que cita o diretor-gerente da Nanjing Iron & Steel United, Yang Siming, as siderúrgicas chinesas vêm reduzindo sua produção há um mês, prejudicadas pela diminuição de demanda e pelos custos elevados de produção. Demanda menor também acende o sinal amarelo nas empresas brasileiras.

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Siderúrgicas

Seguindo a idéia dos gráficos sobrepostos trago os principais players do setor de siderúrgia.
Hoje, a configuração gráfica mais atraente, se encontra na GGBR4 e GOAU4.

Nos fluxos, mais um teste muito importante para o nosso estudo do Fluxo das 10 Maiss. Isso porque, o saldo das dez principais corretoras estrangeiras, terminou novamente o dia no positivo (+90 milhões), insistindo na divergência com a bolsa brasileira.

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Enquanto o Ibov não resiste e testa o fundo anterior, o Fluxo das 10 Mais, mostra que os estrangeiros continuam o processo de acumulação.

O mês de Setembro, representa a volta ao trabalho para os mercados mundiais. A partir de agora devemos ter uma noção mais clara sobre o que nos espera para o restante do ano.

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No centro dos holofotes

Publicado em 05.08.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Informações, Opinião

Com a recente queda das commodities, as bluechips do mercado brasileiro ficaram no centro dos holofotes não só dos investidores locais, mas também do capital externo. A saída de recursos estrangeiros da Bovespa já se aproxima dos R$15 bilhões em menos de dois meses. E empresas como Petrobras, Vale, CSN e Gerdau, além da dependência da cotação das commodities, possuem uma grande líquidez, propiciando uma saída rápida.

A semana iniciou com um “sangramento” pesado no petróleo e principalmente no CRB. Ambos testam no momento importantes suportes. O petróleo procura não romper a barreira dos 120 dólares, enquando o CRB se esforçar para não superar o patamar dos 400.

petroleo

crb

Petróleo

CRB

O reflexo foi sentido não apenas em empresas brasileiras. Assim como a Vale, grandes mineradoras mundiais também vém sofrendo fortes perdas nos últimos dias. Vejam os gráficos:

VALE5

bhp

rtp

VALE5
Gráf. Diário

BHP Biliton
Gráf. Diário

Rio Tinto
Gráf. Diário

Até pouco tempo as commodities eram as responsáveis pela alta do mercado brasileiro. Agora elas passaram para o lado oposto, mas continuam como protagonistas. Parece que dificilmente veremos esse papel ser perdido. A impressão que fica é que cada vez mais as commodities exercerão um posto fundamental dentro da economia mundial. Os investidores do mundo todo (inclusive do Brasil) cada vez mais querem produtos atrelados as commodities para especularem. Um exemplo, foram os recentes fundos lançados pelo Credit Suisse Group e o Deutsche Bank, que utilizam como principal produto de negociação o minério de ferro.

O minério de ferro não é negociado em nenhuma bolsa de futuros, dificultando portanto que especuladores apostem em movimentos de preço do produto. Mas o recente interesse nas commodities parece estar despertando a atenção dos grandes bancos. É bem provável, que muito em breve, instrumentos financeiros sejam criados mudando a forma como o dinheiro flui. Investidores que quiserem lucrar com o minério de ferro não comprarão mais ações de uma produtora (Vale, por exemplo), mas sim contratos futuros do produto. As próprias mineradoras devem usar esse novo mercado, fazendo hedge dos seus estoques.

Tentar identificar até quando as commodities vão cair é uma tarefa ilusória. Me parece porém evidente que por de trás de todo o capital especulativo que vém sendo expurgado, ainda existe uma forte demanda das commodities no mundo e as empresas relacionadas continuam apresentando resultados consistentes e sólidos.

Nota: A Vale apresenta os resultados amanhã. A expectativa é que apresente um forte crescimento no lucro em comparação com o segundo trimestre de 2007.

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