Ela está de volta
Publicado em 12.11.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises
Depois de uma pequena trégua nos últimos dias, hoje a volatilidade dos mercados voltou com força total.
Rumores de que a Amex, teria se transformado em holding bancária de olho em um possível acesso ao programa de ajuda do Fed e a reação ao corte de projeção de resultados para o ano fiscal de 2009, da maior companhia de eletrônicos norte-americana, a Best Buy, foram o estopim do mau humor dos investidores logo pela manhã.
Em seguida, números da economia britânica, confirmando a recessão, e a fala do secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, apresentando mudanças no pacote de salvamento já aprovado, aumentaram o pessimismo.
O Dow Jones se aproxima do importante suporte nos 8200. Se rompido, o índice americano deve buscar os próximos objetivos nos 7500 e posteriormente nos 6000 pontos.
O Ibovespa, por outro lado, mostrou um volume bem acima do apresentado nos últimos dias. A principal responsável por isso, foi a Petrobras. Investidores estrangeiros, possivelmente descontentes com o resultado apresentado pela empresa, saíram maciçamente do papel (Fluxo das 10 mais -PETR4- saldo hoje -R$240milhões).
Amanhã o índice brasileiro, deve testar o suporte dos 33800. A perda deste patamar desfaz a figura do OCOI, mencionada no vídeo semanal.
O VIX, índice de volatilidade de Nova York, voltou a subir e hoje confirmou um pequeno pivot de alta, fechando nos 66 pontos.
Acompanhando a queda nas bolsas, o petróleo em NY, confirmou a perda do importante suporte dos US$60,00. Fechou cotado a 55,70 dólares. O próximo objetivo são os US$50,00. Foi neste patamar de preço que se iniciou, em Janeiro de 2007, a forte tendência de alta da commoditie, e que culminou com o recorde histórico de US$147,00 dólares em Julho deste ano. Usando o Fibonacci no tempo, podemos identificar como possíveis meses de término da correção os meses de Novembro (38%), Fevereiro/09 (50%) e Junho/09 (61,8%). O gráfico mensal do Petróleo exemplifica este estudo. (Devido a uma limitação técnica da plataforma não pude traçar as linhas de 38% e 50%).
Talvez esta perspectiva gráfica possa coincidir com um novo corte da Opep, que pretende antecipar a reunião, marcada para o final do mês.
O Risco Brasil, hoje subiu 2,05% (447 pontos) . Nunca é interessante ver esse importante indicador da saúde econômica do país subir, mas se o compararmos hoje com o de outros países emergentes, a alta foi irrisória. O risco da Turquia subiu 8% e o russo disparou 26%. Na Russia aliás, mais uma vez a bolsa por lá acionou o circuit breaker.
Talvez o sinal de maior fraqueza apresentado hoje, tenha sido a perda do suporte de 1,30 dos treasuries de 2 anos. O fechamento foi em 1,16. É o menor patamar dos últimos 4 anos. Com um rendimento tão pequeno nos títulos do tesouro americano, fica evidente o receio dos investidores em tomar posições em mercados mais arriscados.
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A Bovespa parou. Hoje, as 14:49hs, a bolsa de São Paulo interrompeu as negociações por meia hora. Literalmente, desligaram a luz de força (”circuit breaker”).








