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Ela está de volta

Publicado em 12.11.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

Depois de uma pequena trégua nos últimos dias, hoje a volatilidade dos mercados voltou com força total.

Rumores de que a Amex, teria se transformado em holding bancária de olho em um possível acesso ao programa de ajuda do Fed e a reação ao corte de projeção de resultados para o ano fiscal de 2009, da maior companhia de eletrônicos norte-americana, a Best Buy, foram o estopim do mau humor dos investidores logo pela manhã.

Em seguida, números da economia britânica, confirmando a recessão, e a fala do secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, apresentando mudanças no pacote de salvamento já aprovado, aumentaram o pessimismo.

DJI

IBOV

DJI - Gráf. Diário

Ibov - Gráf. Diário

No fim do dia, o Dow Jones fechou em queda de 4,73%, em 8266 pontos. O Nasdaq nos 1499 pontos (-5,17%). O S&P500 nos 852 pontos (-5,19%). O Ibovespa nos 34373 pontos (-7,75%)

O Dow Jones se aproxima do importante suporte nos 8200. Se rompido, o índice americano deve buscar os próximos objetivos nos 7500 e posteriormente nos 6000 pontos.

O Ibovespa, por outro lado, mostrou um volume bem acima do apresentado nos últimos dias. A principal responsável por isso, foi a Petrobras. Investidores estrangeiros, possivelmente descontentes com o resultado apresentado pela empresa, saíram maciçamente do papel (Fluxo das 10 mais -PETR4- saldo hoje -R$240milhões).

Amanhã o índice brasileiro, deve testar o suporte dos 33800. A perda deste patamar desfaz a figura do OCOI, mencionada no vídeo semanal.

vix

petroleo

VIX - Gráf. Diário

Petróleo NY
Gráf. Mensal

O VIX, índice de volatilidade de Nova York, voltou a subir e hoje confirmou um pequeno pivot de alta, fechando nos 66 pontos.

Acompanhando a queda nas bolsas, o petróleo em NY, confirmou a perda do importante suporte dos US$60,00. Fechou cotado a 55,70 dólares. O próximo objetivo são os US$50,00. Foi neste patamar de preço que se iniciou, em Janeiro de 2007, a forte tendência de alta da commoditie, e que culminou com o recorde histórico de US$147,00 dólares em Julho deste ano. Usando o Fibonacci no tempo, podemos identificar como possíveis meses de término da correção os meses de Novembro (38%), Fevereiro/09 (50%) e Junho/09 (61,8%). O gráfico mensal do Petróleo exemplifica este estudo. (Devido a uma limitação técnica da plataforma não pude traçar as linhas de 38% e 50%).

Talvez esta perspectiva gráfica possa coincidir com um novo corte da Opep, que pretende antecipar a reunião, marcada para o final do mês.

risco

tres2

Risco Brasil

Treasuries 2 anos

O Risco Brasil, hoje subiu 2,05% (447 pontos) . Nunca é interessante ver esse importante indicador da saúde econômica do país subir, mas se o compararmos hoje com o de outros países emergentes, a alta foi irrisória. O risco da Turquia subiu 8% e o russo disparou 26%. Na Russia aliás, mais uma vez a bolsa por lá acionou o circuit breaker.

Talvez o sinal de maior fraqueza apresentado hoje, tenha sido a perda do suporte de 1,30 dos treasuries de 2 anos. O fechamento foi em 1,16. É o menor patamar dos últimos 4 anos. Com um rendimento tão pequeno nos títulos do tesouro americano, fica evidente o receio dos investidores em tomar posições em mercados mais arriscados.

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"Rali Obama"

Publicado em 05.11.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

O que se viu nos últimos dias nos mercados mundiais foi uma euforia (talvez exagerada…) em torno da eleição de Barack Obama. Agora, com a eleição definida, (Obama eleito) os mercados devem voltar a normalidade.

Nos últimos 5 dias o Dow Jones apresentou uma valorização próxima de 20% e o Ibov alcançou 35% de alta. Olhando para os gráficos dos dois índices a análise é distinta. No Dow, a alta não foi acompanhada por um incremento do volume. Já no Ibov, o volume, sempre próximo da média, reflete uma força compradora.

IBOV

DJI

fluxo

Ibov

Dow jones

Fluxo 10 Mais
Diário

Além disso, olhando para o Fluxo das 10 Mais, ontem as corretoras estrangeiras apresentaram um movimento forte de alocação de recursos. O saldo desta terça foi positivo em mais de R$500 milhões. O segundo patamar mais alto alcançado desde o início do estudo.

Essa melhoria recente apresentou seus reflexos também na volatilidade. O VIX finalmente conseguiu “cortar” a linha de tendência de alta e parece querer voltar para um patamar de racionalidade.

vix libor

VIX

Libor 3 meses

Outro aspecto que traz um certo alento para os mercados é a cotação da Libor. A Libor de vencimento em três meses caiu pelo 17º dia consecutivo, para 2,71% ao ano, e voltou para níveis anteriores ao dia 15 de setembro, quando a concordata da Lehman Brothers trouxe um congelamento no crédito no mundo todo. No dia 10 de outubro, a Libor de três meses chegou ao seu pico no ano, de 4,81875% ao ano.

Essa queda da Libor sinaliza que as linhas de crédito internacionais entre os bancos voltam a operar com mais confiança no sistema.

Futuro

Índices Futuros NY (10:35hs)

Apesar do otimismo, o repique está muito próximo do fim (veja os futuros dos indíces americanos acima). “A crise financeira foi suavizada, por outro lado a retração das principais economias do mundo apenas começou e fará ainda mais estragos nos mercados globais.”

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Semana do Fomc e do Copom

Publicado em 27.10.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

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Uma semana que promete chamar a atenção pela decisão tanto do Fed como do Banco Central brasileiro sobre as taxas de juros dos EUA e do Brasil, respectivamente. As duas serão reveladas na quarta-feira, mas a expectativa é bem diferente para cada uma delas.

Enquanto nos EUA, é tido como certa uma redução substancial (de até 0,50%, hoje em 1,5% aa) na taxa americana, em virtude da eminente recessão, aqui no Brasil, a decisão parece ser uma incógnita. Enquanto alguns economistas, consideram fundamental uma revisão na política de aperto monetário, outros acreditam que com a alta do dólar o Banco Central brasileiro continuará o aumento da Selic.

Em tempo… quarta-feira será o dia 29 de Outubro, data de comemoração do 79o. aniversário do crash de 1929. Uma sombria coincidência ?

A segunda-feira mostrou a mesma volatilidade das últimas semanas.O sobe e desce acompanhou os mercados até a última hora do pregão, quando o Dow Jones mergulhou trazendo todas as outras bolsas.

O Ibovespa encerrou as operações na mínima do dia, com queda de 6,50%, aos 29.435,11 pontos - o menor patamar desde 28 de outubro de 2005 (29.318,18 pontos). O Dow Jones registrou baixa de 2,42%, aos 8.175,77 pontos; o S&P-500 caiu 3,18%, aos 848,92 pontos; e o Nasdaq Composite cedeu 2,97%, aos 1.505,90 pontos.

IBOV DJI sp500

Ibov - Fechou na mínima, completando 5 pregões em queda.

DJI - Testanto a última zona de suporte antes do fundo nos 7900 pontos

SP500 - mostrou menos fraqueza que o DJI e deixou um doji, como sinal de indecisão.

Destaque hoje, foi o alívio sinalizado pelos metais no mundo, que depois de inúmeros pregões em queda, voltaram a se valorizar.

Metal

Compra/Venda  (em US$)

Variação (em US$)

Cobre 4.020,00/4.021,00 +250,00
Chumbo 1.295,00/1.300,00 +25,00
Zinco 1.185,00/1.185,50 +20,00
Alumínio 2.038,00/2.039,00 +68,00
Níquel 11.050,00/11.100,00 +1.050,00
Estanho 13.545,00/13.550,00 +1.795,00

Apesar do mau humor no final do pregão, o Risco Brasil voltou a cair e fechou nos 607 pontos. Queda de 6,47%.

E os juros futuros para Janeiro de 2010, depois do pânico da semana passada, caíram -2,59% em 16,58% aa.

risco juros
Risco Brasil Juros Futuros - Janeiro 2010
A recessão já começa a assustar as economias emergentes. Muita gente já acredita que a desaceleração causará também impactos em países como a China, a Índia e o Brasil.
Na quinta-feira a divulgação do PIB do terceiro trimestre americano mostrará a força da retração.
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Aversão ao risco

Publicado em 22.10.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

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Assim é a vida de um investidor que se aventura a escrever sobre o mercado quase que diariamente. Ontem animado com a perspectiva de que a volatilidade irracional estava perto do final, escrevi um artigo focando na possível trégua que o indicador VIX estaria sinalizando. Mas hoje o mercado, voltou a dar mostras que não pretende facilitar a vida dos analistas.

O VIX voltou a trabalhar próximo do patamar dos 70 pontos, refletindo as quedas das bolsas pelo mundo.

O Ibovespa registrou queda de 10,18%, aos 35069 pontos (menor patamar desde 25 de setembro de 2006). Mais uma vez o circuit breaker foi acionado às 17h18.

O Dow Jones encerrou em baixa de 5,69%, aos 8.519 pontos; o S&P-500 caiu 6,10%, aos 896 pontos; e o Nasdaq declinou 4,77%, aos 1.615 pontos. Na Europa, o dia também foi negativo: o londrino FTSE-100 perdeu 4,46%; o CAC-40, de Paris, -5,10%; e, em Frankfurt, o DAX registrou decréscimo de 4,46%. Na Ásia, mais perdas: na Bolsa de Tóquio, o Nikkei 225 recuou 6,8%.

IBOV

DJI

vix

Ibov

Dow Jones

VIX

Além do VIX, outros indicadores deixam claro o aumento da aversão ao risco por parte dos investidores em todo o mundo.

Os treasuries americanos, que representam o principal instrumento de proteção em momentos de pânico, tiveram uma forte queda. Os yelds de 10 anos cairam para 3,60, baixa de 3,20%. A queda nos yelds (rendimento) dos treasuries se deve a procura maior pelos títulos do tesouro americano.

O petróleo, depois que os números dos estoques americanos confirmaram uma demanda menor pela commodity, confirmou a perda do suporte nos 70 doláres, caindo com força mais de 7% e fechando o dia cotado em NY nos 67 dólares.

treas

petroleo

Treasuries 10 anos

Petróleo

Risco Brasil disparou e alcançou os 661 pontos, alta de 26% (até as 18:00hs). Lembrando que este indicador representa como o investidor estrangeiro enxerga a conjuntura econômica do Brasil. Aliás por falar em economia brasileira, hoje a dupla dinâmica, formada pelo Sr. Henrique Meirelles e pelo Sr. Guido Mantega, anunciou uma medida provisória (443) que delega poderes ao Banco do Brasil de comprar qualquer instituição pública ou privada que estiver em dificuldade. Essa notícia caiu como uma bomba no mercado. Rapidamente começaram os boatos sobre possíveis quebras de instituições financeiras brasileiras e sobre um possível risco sistêmico eminente.

Diante deste cenário, os juros futuros na BMF acionaram também o seu circuit breaker. Os juros para Janeiro de 2010 bateram nos incríveis 16,22 pontos, alta de 10,19%.

A reunião do Copom sobre a taxa de juros, na semana que vém, promete ser de difícil decisão para os seus membros. Afinal de contas, de um lado temos a recessão batendo na porta e do outro a inflação alimentada por um dólar incontrolável.

Por falar na moeda americana, hoje, mesmo com novas intervenções do banco central, ela voltou a trabalhar próximo dos R$ 2,40, alta de mais de 5%.

risco

juros

dolar

Risco Brasil

Juros Jan/2010

Dólar Futuro

A sensação aparente no mercado é que todos os agentes estão se preparando para enfrentar uma dura e longa recessão nos países desenvolvidos. Por isso a procura por ativos seguros na moeda americana. Neste momento a palavra de ordem é: segurança. A estratégia é: desmontar operações em países emergentes de maior risco e se proteger debaixo das garantias (será ? ) dos títulos do tesouro americano.
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Hoje foi a vez da Europa

Publicado em 06.10.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

 

A crise hoje mudou seu epicentro. Até então, todas as notícias ruins tinham como principal procedência os EUA, mas hoje os mercados europeus foram o destaque negativo.

A chanceler alemã, Angela Merkel, foi a público ontem, dizer que os cidadãos não devem temer pela segurança de suas poupanças. "Nós queremos dizer a todos os que têm contas de poupança que seus depósitos estão seguros. O governo federal está garantindo isso". Sem dúvida, uma atitude com a melhor das intenções. Mas diante do cenário fragilizado pela falta de confiança do investidor, as palavras da chanceler, deixaram transparecer que a crise na Europa também é muito profunda.  Além da  financiadora de hipotecas Hypo Real Estate, a expectativa que mais instituições passem por dificuldades financeiras e de liquidez.

bolsasO índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, recuou 7,85%, aos 4.589,19 pontos.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, apresentou queda de 9,03%, aos 3.711,98 .

O índice DAX-30, da Bolsa de Frankfurt, caiu 7,07%, aos 5.387,01 pontos.

Como demonstrado no gráfico ao lado, as 3 principais bolsas européias continuam andando coladas.

O agravamento da crise na Europa, preocupa particularmente o Brasil, porque os países do velho continente representam o principal mercado dos produtos chineses. Com uma recessão, a demanda deve arrefecer e afetar as empresas exportadoras de insumos brasileiras.

No mercado brasileiro, o dia foi mais uma vez de circuit breaker. Desta vez, não bastou o primeiro patamar de perdas (10%), foi necessário acionar novamente o sistema quando o Ibov, principal índice brasileiro, tocou nos 15% de desvalorização.

Aliás, não foram apenas os papéis da bolsa brasileira a suspender as negociações. No meio da tarde as negociações com o contrato de dólar futuro para novembro foram paralisadas na BM&FdolarBOVESPA. O contrato atingiu o limite superior estabelecido pela Bolsa para o pregão de hoje (R$ 2,192), variação de 6%.

Muito se comenta no mercado que a alta do dólar é somente um fator especulativo e que em breve a moeda americana vai se acalmar. Pode até ser… mas a verdade é que desde o início de Setembro a desvalorização do real já superou os 30%. Em apenas 6 dias de Outubro o dólar bateu 15,44% de valorização. (veja no gráfico mensal do dólar comercial ao lado).

O índice Bovespa encerrou hoje em queda de 5,43%, aos 42100 pontos. O volume financeiro do dia foi de R$5,27 bilhões. Em uma primeira análise pode-se pensar que o volume foi baixo. Mas se lembrarmos que o mercado ficou parado por mais de 1 hora, a movimentação foi acima da média.

Nos EUA, o índice Dow Jones fechou abaixo dos 10 mil pontos. O índice caiu 3,58% aos 9.955,50 pontos, menor nível desde 16 de agosto de 2004. Já o Nasdaq recuou 4,26%, aos 1.864,27 pontos, e o S&P 500 desvalorizou 3,41% com 1.061,74 pontos.

DJI

sp500

IBOV

DJI

SP500

Ibov

Os sinais gráficos tanto nos mercados americanos como no Ibovespa, podem ser interpretados como um alento depois deste dia turbulento. Conforme podemos observar abaixo, no DJI, no S&P500 e no Ibov, a recuperação no final do pregão configurou uma reversão (no curto prazo) nos gráficos. Mas sem dúvida, diante de tanta irracionalidade vista nas últimas semanas, qualquer sinal gráfico deve ser usado com muita ponderação.

petroleo

vix

Petróleo

VIX

Antes de finalizar este artigo, trago mais dois gráficos que foram destaque hoje. O primeiro é o Petróleo em Nova York que fechou nos U$ 89,00 abaixo do suporte dos U$90,00 marcado pelo fundo anterior. Deixando espaço para maiores correções. Próximo suporte nos US$86,00.

E o segundo gráfico, é o VIX - Índice de volatilidade de Nova York, que conseguiu a façanha de superar o topo anterior e bater nos 55 pontos. Analistas americanos especialistas em precificação que utilizam diariamente o VIX, consideram que uma cotação acima de 35 já representa que o imponderável já está acontecendo.

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Circuit Breaker

Publicado em 29.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

circuit A Bovespa parou. Hoje, as 14:49hs, a bolsa de São Paulo interrompeu as negociações por meia hora. Literalmente, desligaram a luz de força (”circuit breaker”).

Toda vez, que os negócios atingem o limite de baixa de 10% em relação ao fechamento anterior, a bolsa interrompe o pregão por 30 minutos. Após este período, caso os negócios estendam as perdas, chegando a uma desvalorização de 15% em relação ao pregão anterior, os negócios são interrompidos por uma hora. Tal fato ocorreu em 11 de setembro de 2001, depois dos ataques terroristas nos EUA.Este procedimento é chamado de “Circuit Breaker” e usado na maioria das bolsas do mundo.

(more…)

Raio X do mercado - 11/09

Publicado em 11.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

A Petrobras foi a grande vedete do mercado brasileiro hoje. As ações da empresa apresentaram uma forte valorização (+9,48%), resultado da descoberta de petróleo no poço de Iara, na camada pré-sal da Bacia de Santos, anunciada ontem à noite pela estatal.

O petróleo cotado em Nova Yorke,  pouco influenciou a empresa brasileira (como de costume),  já que a commodity fechou em queda de 1,51%, cotado nos US$101,03. Esse pessimismo se deve ao impacto negativo da expectativa de desaceleração da demanda, além da valorização do dólar no mercado internacional de divisas.

PETR4s
PETR4 - Gráf. Diário

Próximas resistências nos 32,00 e 33,80. Coincidindo com as médias móveis de 10 e 21 períodos.
Teste importante na LTB.

petroleo
Petróleo - Gráf. Diário

Continua o teste importante no suporte dos US$100,00.
O rompimento desta barreira psicológiga, deixa espaço aberto até a mínima do ano nos US$86,00.

O Copom anunciou ontem a noite, o já esperado aumento na taxa de juros brasileira, de 0,75%, passando para 13,75% aa. O grande destaque foi o resultado apertado (5 a 3) em favor do aumento. Presume-se desta forma, que o aperto monetário diminua de intensidade nas próximas reuniões.

O dólar apesar da forte valorização da bolsa, continuou seu caminho e apresentou mais uma valorização (+1,40%). Como já é notório, sustentado pelos estrangeiros nos mercados futuros.

DOLFUT

fluxo

Dólar Futuro

Fluxo - Dólar BMF

A alta do Ibovespa hoje alcançou 3,30%. Em grande parte graças ao forte movimento da Petrobrás.
Isso fica claro, quando olhamos o movimento do Risco Brasil. Com a forte valorização da nossa bolsa, o normal seria a queda do índice medido pelo JP Morgan, mas o que se viu foi exatamente o contrário. O Risco Brasil subiu 2,99%, chegando nos 275 pontos.

IBOV

riscobrasil

IBOV - Gráf. Diário

Risco Brasil

Nos EUA além dos novos pedidos de seguro-desemprego  diminuírem em 6 mil na semana, no confronto com a anterior, ficando em 445 mil, a situação precária do Lehman Brothers atraiu novamente as atenções.

Ontem, a agência de classificação de risco Moody’s Investors Service colocou os ratings de longo prazo do banco em revisão, sem previsão de elevação ou rebaixamento definida.  Já a Standard & Poor’s Ratings anunciou que manterá os ratings em lista de observação com implicações negativas.

Já se ouvem boatos no mercado, sobre um possível socorro do Fed juntamente com outra instiuição privada. A idéia seria seguir os moldes da operação envolvendo o Bear Stearn e o JP Morgan a alguns meses.
Talvez por isso, o humor no Dow Jones melhorou no final do dia e o índice fechou com uma alta de 1,46%.
As ações da Lehman hoje, continuaram a derrocada e perderam mais de 40% do seu valor.

lehman

DJI

vix

Lehman Brothers
Gráf. Diário

Dow Jones
Gráf. Diário

VIX
Gráf. Diário

O VIX, índice de volatilidade do S&P500, mostrou uma redução da oscilação nos ativos da bolsa americana. Um bom sinal do indicador, mas amanhã os números sobre a inflação americana podem trazer de volta o nervosismo.

Perdendo nas duas pontas

Publicado em 04.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

Em meados de 2007, se iniciou o agravamento da crise americana. Apesar das commodities se encontrarem nessa época em uma tendência firme de alta, o mercado brasileiro menosprezou a teoria do “decoupling” e começou juntamente com as bolsas americanas a sua trajetória de queda.

Este ano, nas últimas semanas, quando tivemos o fortalecimento do dólar e consequentemente a valorização dos ativos americanos, a Bovespa pareceu estar intimamente ligada ao comportamento das commodities, que então, iniciavam o estouro da bolha especulativa.

Portanto… Preocupação com a eminente recessão mundial ou o agravamento da crise nas commodities ? Para onde devemos direcionar nossa atenção ? Para ambos os lados. E se possível para outros também que venham a assumir papel importante dentro desta complexa ciranda financeira.

Fica claro, que se torna irrelevante descobirmos uma referência única para o humor da nossa bolsa. O mercado parece, cada vez mais, ter vida própria.

IBOV
Ibov - Gráf. Diário

A perda dos 53000 (com volume) no Ibov, nos permite vislumbrar a possibilidade de um teste nos próximos suportes - 48500 / 46000.

DJI
Dow Jones - Gráf. Diário

O Dow Jones confirmou o rompimento do canal de curto prazo, e se aproximou do suporte nos 11100. Abaixo deste patamar a próxima zona importante é marcada pelo fundo nos 10800.

Hoje, nos mercados, destaque negativo para os números do desemprego americano.

O número de novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos subiu acima do esperado. Na semana encerrada em 30 de agosto, o Departamento do Trabalho contabilizou 444 mil requerimentos, bem acima dos 420 mil calculados pelos analistas e dos 429 mil do período anterior.

Amanhã, sai o relatório oficial sobre a criação de vagas e a taxa de desemprego (Payroll) no mês de agosto. Podemos esperar mais emoção.

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vixComo havía comentado no vídeo semanal,  a retomada da volatilidade que o VIX (Índice de volatilidade de NY) apresentava no final da semana passada era preocupante. Cheguei inclusive a falar sobre a forte valorização na sexta e o setup gráfico altista apresentado pelo indicador Trix.

Infelizmente as minhas suposições se confirmaram. Um aumento de volatilidade representa na maioria das vezes um reflexo do aumento do medo. Por isso o apelido que o indicador possui em Nova Yorke (”Index Fear”).

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A prova que faltava

Publicado em 27.08.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Fluxo Investidores

Se existia alguma dúvida de que o tom pessimista do mercado brasileiro está perdendo força, depois da manchete de hoje no jornal O Valor Econômico, não resta mais nenhuma:

Carteiras de ações começam a registrar regates em agosto

Os fundos de renda variável apresentaram uma saída de recursos na ordem de mais de R$6 bilhões até agora. Os principais cotistas destes fundos são as pessoas físicas. Como já é sabido e demonstrado, (veja o artigo “Mais uma prova“) o fluxo de recursos da pessoa física é inversamente proporcional ao dos estrangeiros e consequentemente ao direcionamento do principal índice brasileiro.

Desta forma, as recentes altas apresentadas pelo Ibov juntamente com o saldo positivo da última semana no fluxo das 10 Mais, reforça a idéia de que um novo horizonte começa a se abrir.

Abaixo segue o Fluxo das 10 Mais, atualizado:

fluxo

IBOV

Fluxo 10 Mais - Diário acumulado

IBOV - Diário

A única ressalva fica ainda pelo volume abaixo da média apresentado nos últimos pregões pelo mercado. Isso denota a cautela do investidor[bb] frente a um cenário bastante preocupante, formado por uma crise financeira e temor de recessão na Europa e Japão.

Hoje o Ibovespa fechou com valorização de 2,13%, aos 55.519 pontos. Mas o giro financeiro segue reduzido, apenas R$ 3,58 bilhões.

Em Wall Street, a alta no preço do petróleo, reflexo de um furacão que ameaça a infra-estrutura petrolífera no Golfo do México, teve pouca influência sobre o humor do investidor. O que deu o tom dos negócios foi a alta acima do esperado nos pedidos por bens duráveis, que foi recebida como um sinal de melhora no ritmo de crescimento econômico. O Dow Jones encerrou o pregão com valorização de 0,79%, enquanto o Nasdaq ganhou 0,87%.

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As Olimpíadas e a bolsa

Publicado em 19.08.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

Enquanto os atletas chineses vem apresentando números impressionantes nas Olimpíadas, desbancando os tradicionais campeões americanos das últimas edições dos jogos, no mercado financeiro, a bolsa de Shangai, amarga uma desvalorização impressionante de quase 65% nos últimos 10 meses, desde o seu último topo (6124 pontos).

china
Shangai Composite

Alguns fatores podem ser apontados como os responsáveis pelo pessimismo: a desvalorização das commodities, a subida do dólar e principalmente o fantasma da inflação chinesa.

Nos últimos anos as bolsas dos países emergentes subiram praticamente juntas. E agora parecem fazer o caminho inverso, da mesma forma.

A verdade é que apesar da recente queda do Ibov, o mercado brasileiro ainda se mostra menos penalizado do que os demais mercados.

Segundo estatísticas as quedas do Ibovespa corroem, em média, 60% (muito próximo da principal retração de Fibonacci, 61,8%) do movimento de alta. Além disso, o índice cai duas vezes mais rápido do que quando se valoriza - quer dizer, sobe de escada e desce de elevador. Se estes dois fatores se repetirem, sobre o último movimento de valorização de 67 meses (entre outubro de 2002 e maio último), é possível dizer que o Ibovespa cairá para os 34 mil pontos pelos próximos 30 meses, ou seja, até o fim de 2010.

IBOV
Ibov - Gráf. Semanal

Para este cenário sombrio acontecer as commodities precisariam perder valor na mesma proporção (ou muito próximo disso) do Ibov. O que, até o momento, me parece muito improvável. Para explicar o porquê desta minha opinião volto a citar a China e as recentes estatísticas e estudos apresentados no Financial Times, por Martin Wolf, respeitadíssimo editor chefe de economia do jornal.

Há pouco menos de 200 anos, em 1820, a China produzia aproximadamente um terço da produção mundial e a Índia, 16%. Os quatro grandes países europeus respondiam por 17% e os EUA, por menos de 2%. Em 1950, a fatia dos EUA havia aumentado para 27%, o da China havia caído para 5% e o da Índia, para 4%. Os quatro grandes europeus reivindicaram 19%.

Vejamos agora as projeções, em termos de paridade de poder de compra, para 2015. A produção da China, a 20%, se nivelará à dos EUA. Esses números podem se revelar inexatos, mas a direção é clara. Segundo alguns cálculos, a China ultrapassará facilmente os EUA antes de 2015.

Portanto senhores, a atual supremacia olímpica chinesa, pode representar o primeiro passo rumo a nova ordem econômica mundial. Pensando desta forma, a forte dependência das nossas empresas pela demanda asiática deixa o cenário futuro menos nebuloso para o Ibov..