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Análise Semanal 17/09

Publicado em 17.09.2010 por na(s) categoria(s) AMBV4, Análises, Análises em Vídeo, Análises Semanais

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Ibov, DJI, S&P500, VIX e Fluxo Investidores

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Raio X: AMBV4
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Importante: O vídeo têm propósito exclusivamente informativo e o intuito apenas de servir como um canal de discussão sobre estratégias gráficas. Em nenhum momento, as opiniões pessoais do autor representam recomendações de investimento financeiro de qualquer natureza. O autor não recomenda que seja feito uso desses modelos em aplicações comerciais e por sua vez, não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas.

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Livros sobre a crise financeira

Publicado em 19.03.2009 por na(s) categoria(s) Livros

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A crise financeira atual pode ser comparada à Grande Depressão dos anos 30. E assim como naquela época, hoje em dia, muitos “especialistas”, procuram identificar as causas que levaram ao caos atual e tentam traçar cenários futuros para a economia no mundo.

Sem dúvida, o momento não poderia ser mais propício para a literatura financeira. Diversas publicações começam a brotar nas livrarias, tentando suprir a demanda por informação do indivíduo comum, que foi surpreendido pela gravidade da crise e pela possibilidade de ser diretamente atingido.

Pensando nisso, resolvi garimpar alguns títulos que considero interessantes, para que o meu leitor possa se familiarizar com o que de fato ocorreu com a economia americana e perceber que estamos diante de uma nova ordem econômica mundial, talvez menos capitalista e neoliberal, mas muito mais homogênea.

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livro1 A Solução Para o Subprime , Robert J. Shiller

A crise do subprime é, em seu cerne, o resultado de uma bolha especulativa do mercado imobiliário que começou a explodir em 2006 nos Estados Unidos, e causou rupturas em muitos outros países na forma de fracassos financeiros e forte contenção no sistema global de crédito. Neste livro, Robert Shiller argumenta que a bolha do mercado imobiliário americano cresceu a esse ponto porque a sociedade não soube lidar com bolhas especulativas. A solução para o subprime, explica o que aconteceu e aponta que medidas devem ser tomadas para reestruturar os fundamentos institucionais da economia financeira e do mercado imobiliário americano, tanto com relação à tomada de decisões de curto prazo para aliviar a crise quanto a mudanças de longo prazo que inibam o desenvolvimento de bolhas, estabilizem o mercado imobiliário e os mercados financeiros de todo o mundo.
Principais Características:
- O autor é o maior especialista em crises financeiras, previu essa crise e entende de psicologia de mercado
- Livro curto e ótimo para quem deseja entender profundamente as mudanças no mundo atualmente

livro2 A Crise de 2008 e a Economia da Depressão , Paul R. Krugman

No livro A Crise de 2008 e o Retorno da Depressão Econômica, Krugman analisa os últimos acontecimentos na economia globalizada da atualidade e revela ao leitor que diversas formas de restrição ao capital podem ser postas em prática. O autor demonstra ainda como a falta de planejamento para acompanhar o sistema financeiro cada vez mais fora de controle levou os Estados Unidos, e o mundo em geral, a enfrentar a maior crise financeira desde os anos 30. O autor aponta as medidas que devem ser tomadas para conter a crise e reverter uma economia instável numa recessão profunda. Este livro será o pilar fundamental para o debate sobre como devemos reagir à crise financeira atual.
Principais Características:
- Paul Krugman ganhou o prêmio Nobel de Economia de 2008
- O livro analisa a economia global no momento de crise
- Livro foi traduzido pelo tradutor oficial do Krugman no Brasil
- Em reconhecimento ao seu trabalho, a Associação Americana de Economia deu a Krugman, em 1991, a medalha John Bates Clark, prêmio dado a cada dois anos para o economista com menos de 40 anos que fez uma contribuição significativa para o conhecimento econômico.

livro3 O Segundo Mundo , Parag Khanna

Ambiciosas tentativas de explicar as interações da geopolítica do século XXI têm ficado aquém das expectativas – até agora. O jovem acadêmico Parag Khanna, consultor de política externa da campanha de Barack Obama, eleito uma das 75 pessoas mais influentes pela revista Esquire, conduz os leitores por uma viagem vibrante. Mostra como a era de hegemonia dos Estados Unidos foi substituída por outro padrão, em que a União Européia e a China competem com os EUA na modelagem da ordem mundial, em bases inéditas.
O autor analisa as estratégias dessas três grandes potências pela conquista das nações emergentes, aquelas que servem de fiel da balança num mundo multipolar, cujas decisões podem alterar o equilíbrio global de poder. Segundo o The Washington Post, “a investigação de Khanna é notável, fundamentalmente por sua análise do Segundo Mundo: uns cem países transicionais como o Brasil, a Ucrânia e o Irã, que não se qualificam nem como ricos e avançados estados industriais, nem como nações menos desenvolvidas”.
No prefácio da obra o autor aponta as perspectivas de sua investigação: “Se as relações humanas são uma questão de ´conquistar amigos e influenciar pessoas´, a geopolítica busca conquistar parceiros e influenciar países. Alinhados ao longo dos três grandes impérios mundiais e espremidos entre eles, os Estados do Segundo Mundo são a principal arena de comparação das estratégias das superpotências para expandir a base global de seu poderio e solapar os rivais.”

livro4 O Novo Modelo dos Mercados Financeiros, George Soros

Em meio à mais grave comoção financeira registrada em décadas, George Soros investiga as origens dessa crise e argumenta que o paradigma hoje dominante para os mercados financeiros é ao mesmo tempo falso e induz ao erro, e que a única maneira de evitar o desastre econômico é explorar uma nova estrutura de conceitos sobre o funcionamento dos mercados. Em um ensaio que combina conhecimento e densidade filosófica, ele oferece uma contribuição inestimável para o entendimento da grande crise de crédito que o mundo atravessa e suas implicações para as nações e para a economia global.

livro5 Mercados em Colisão, Mohamed A. El-erian

Mesmo antes da eclosão da atual crise financeira, a economia mundial já estava sofrendo um processo de importantes modificações. oferecendo previsões sobre desenvolvimentos futuros, el-erian, um dos maiores especialistas em finanças da atualidade, dirige seu foco para nos ajudar a entender melhor o novo cenário econômico e financeiro e, ao mesmo tempo, limitar a exposição a novos riscos. Além de oferecer uma exaustiva análise e uma clara perspectiva dos eventos recentes, traça um mapa detalhado para encontrarmos o melhor caminho por este novo cenário econômico. Para que você nunca seja pego de surpresa, os eventos recentes são colocados no devido contexto, proporcionando as ferramentas que podem ajudar a interpretar os mercados, obter benefícios da mudança global e navegar pelos riscos.

livro6 A Reconstrução do Sistema Financeiro Global, Martin Wolf

Martin Wolf apresenta um histórico do sistema financeiro mundial das últimas três décadas, mostrando as origens da atual crise econômica, comparando com outros choques anteriores e propondo alternativas de soluções onde a segurança da economia global dependeria da habilidade dos países emergentes em desenvolver sistemas financeiros fortes baseados em suas moedas domésticas. Construída em oito capítulos, a obra parte de uma comparação histórica com outros momentos econômicos mundiais do passado, discute o liberalismo e a globalização, mostra como se passa da crise para o desequilíbrio, e apresenta os caminhos para um ajuste e reforma globais na busca de um mundo mais estável.

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As crises do passado

Publicado em 28.10.2008 por na(s) categoria(s) Análises, Destaques, Estratégias

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O mercado tem se comportado de uma forma tão irracional nos últimos meses, que para que possamos tentar entender o atual cenário, o jeito é olharmos para as crises passadas.

Considerando os últimos 15 anos no Brasil, podemos identificar pelo menos outras 5 crises. Quando as crises ocorrem as bolsas começam a operar em uma tendência de baixa, chamada nos EUA de “bear markets”. Poderíamos utilizar diversos indicadores técnicos para definirmos um “bear market”, mas os americanos costumam utilizar esta definição quando os índices caem mais de 20%.

Olhando para o Ibov, teríamos os seguintes períodos de baixa:

Bear Market 1

IBOV1 Início: Setembro / 1994
Fim: Março / 1995
Queda no período: 61,20%
Duração rompimento topo: 612 dias
No. de dias atingir -20%: 42
Variação US$ no período: +17,05%

Bear Market 2

IBOV2 Início: Julho / 1997
Fim: Setembro / 1998
Queda no período: 65,04%
Duração rompimento topo: 870 dias
No. de dias atingir -20%: 43
Variação US$ no período: +77,47%

Bear Market 3

IBOV3 Início: Março / 2000
Fim: Outubro / 2002
Queda no período: 55,83%
Duração rompimento topo: 1326 dias
No. de dias atingir -20%: 18
Variação US$ no período: +68,80%

Bear Market 4

ibov4 Início: Janeiro / 2004
Fim: Maio / 2004
Queda no período: 27,70%
Duração rompimento topo: 298 dias
No. de dias atingir -20%: 101
Variação US$ no período: -7,15%

Bear Market 5

ibov5 Início: Maio / 2006
Fim: Junho / 2006
Queda no período: 21,75%
Duração rompimento topo: 197 dias
No. de dias atingir -20%: 34
Variação US$ no período: +3,71%

Bear Market 6 (atual)

IBOV6 Início: Maio / 2008
Fim: ???
Queda até o fechamento de ontem: 60,10%
Duração rompimento topo: ???
No. de dias atingir -20%: 65
Variação US$ no período: +33,67% (até 27/10)

O cálculo dos 20% de correção foi efetuado utilizando o preço de fechamento e não as máximas e mínimas.

As quedas de 2004 e 2006 foram bastante rápidas e poderiam até não constar nesta listagem. Mas por uma questão de metodologia as incluí. Nota-se que em ambas o dólar não foi uma alternativa de proteção.

Olhando para a crise atual, podemos perceber que ainda não superamos a marca alcançada na correção de 98. Até ontem já se passaram 107 dias, desde o topo do dia 29/05. E até o momento, nenhum sinal mais claro de que alcançamos o fim do túnel apareceu.

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Anatomia de uma crise

Publicado em 01.10.2008 por na(s) categoria(s) Análises, Destaques, Opinião

crise Vivemos um momento único. Estamos presenciando uma das mais graves crises financeiras da nossa história. Como investidor/trader estamos diante de uma experiência fundamental para a nossa formação.

Olhando para a literatura que aborda as crises do passado, percebo que a atual, não difere em quase nada das que a antecederam. Todas iniciaram quando oportunidades de lucros são aproveitadas até o exagero, de uma forma tão próxima à irracionalidade que se transformam em euforia. Então, quando a alta se torna excessiva, o sistema financeiro passa por um tipo de aflição, no curso da qual a corrida para reverter o processo de expansão pode tornar-se tão precipitada que se assemelha ao pânico.

Raymond Goldsmith, economista americano, definiu bem o nascimento de uma crise:

“… uma aguda, breve, ultracíclica deterioração de todos ou da maioria dos indicadores financeiros – taxas de juros de curto prazo, preços de ativos (ações, imóveis, terras), insolvência comercial ou falência de instituições financeiras…”

E se não bastasse a semelhança no surgimento das diversas crises, a solução parece sempre passar por uma intervenção do Estado. Na minha pesquisa, percebi que sempre que surge um crash financeiro, o papel do Estado é questionado. Alguns defendem o livre mercado, acreditam que os mercados são racionais, se auto-regulam. Outros defendem a participação do estado em momentos de stress exagerado.

A verdade é que para parar um estado de pânico, um órgão superior (no caso governamental) se faz necessário. O problema consiste na impressão deixada por este movimento. Se um mercado tem certeza que vai ser salvo por um fornecedor de empréstimos em último recurso, perde um pouco de sua autoconfiança. Pode ficar com a impressão de que sempre haverá um salvador da pátria e portanto as instituições trabalharão com menos eficiência, ficando mais suscetíveis a eventuais quebras.

Por fim, transcrevo abaixo um texto do presidente da Bolsa de Nova York em 1970, Bernard J. Lasker, onde fica evidente como os eventos financeiros se repetem. Por mais que as economias evoluam, o mundo se globalize e os governos regulem os mercados, as mazelas humanas (euforia e medo) serão sempre as responsáveis pelas incertezas financeiras do futuro.

“Posso sentir que está chegando toda uma nova onda especulativa, com todas as conhecidas etapas, pela ordem – boom das ações blue-chip, em seguida uma mania pelas emissões secundárias, então um jogo no balcão de vendas, outro no mercado secundário de novas emissões, e finalmente o crash inevitável. Não sei quando virá, mas posso sentir que está chegando. E maldição, não sei o que fazer a respeito.”

Alguma semelhança com o ciclo vivido pela Bovespa nos últimos 5 anos, não é mera coincidência.

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Uma nova realidade

Publicado em 18.09.2008 por na(s) categoria(s) Opinião

caminho A crise já se instaurou. As perdas financeiras monstruosas já são realidade. Agora a procura é pelos culpados.

Sem dúvida neste aspecto a figura do “ex-famoso” presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, aparece em destaque. Na sua administração ele permitiu que a bolha do crédito fosse inflada. Agora, no estouro, o mesmo Fed aparece como defensor dos pobres e oprimidos. Espero apenas que o herói, como nos filmes de ação, saia vencedor.

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Risco sistêmico

Publicado em 17.09.2008 por na(s) categoria(s) Análises

domino Hoje, pela primeira vez se falou de maneira mais contundente em risco sistêmico.

Risco Sistêmico: risco de que uma instituição financeira não tenha recursos suficientes, deixando de pagar a outra, causando um efeito cascata, “efeito dominó”, levando ao colapso toda a estrutura de bancos e financeiras.

Nem mesmo o resgate da seguradora AIG, encampada pelo Federal Reserve por US$ 85 bilhões e a compra de alguns ativos do concordatário Lehman Brothers pelo britânico Barclays acalmaram os mercados. Teme-se que mais instituições financeiras enfrentem problemas de solvência em razão de perdas com crédito imobiliário.

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Raio X da crise americana

Publicado em 24.01.2008 por na(s) categoria(s) Análises, Destaques, Informações, Opinião

Aproveitando o dia mais tranquilo nos mercados, resolvi exercitar o meu modesto “economês” e tentar fazer um raio x do que eu imagino esteja acontecendo com a economia americana e consequentemente com a mundial. Dividindo em segmentos, faço um apanhado resumido das informações sobre essa crise que promete ser lembrada no futuro, como o estopim da retração da liquidez mundial.

Setor Imobiliário

A origem de tudo. A construção de novas casas, que representa 4% do PIB americano, despencou. A venda de residências novas continua em queda livre. Trazendo consigo os preços, que para muitos analistas, já começam a ficar interessantes em muitas regiões.
Desde 1997 os preços das residências mais que dobraram em termos reais. Em particular, a alta dos preços residenciais fornece aos consumidores a garantia de que precisam para um aumento enorme na tomada de crédito.
Em crises americanas do passado, o mercado imobiliário sempre foi o sintoma de que uma recessão se aproximava, e não a causa. Desta vez, a fonte do problema está no próprio estouro da bolha imobiliária.

Endividamentoraiox2

Em relação à sua renda, os consumidores vêm assumindo mais dívidas há décadas, uma vez que o sistema financeiro[bb] cada vez mais sofisticado dos EUA possibilita acesso ao crédito a mais pessoas. Mas o ritmo do endividamento subiu dramaticamente. A relação da dívida dos domicílios americanos com a renda disponível está agora acima dos 130%. No começo desta década, era de 100%; no começo da década de 90, era de 80%.

Consumo

Estudos sugerem que as mudanças nos preços das residências têm um impacto maior sobre os gastos do consumidor[bb] em países onde os mercados de crédito são mais desenvolvidos, como os EUA. Esses trabalhos concluem que uma queda de US$ 100 na riqueza financeira é tradicionalmente associada a uma queda de US$ 3 a US$ 5 nos gastos. Já uma queda equivalente no patrimônio habitacional acaba reduzindo os gastos em algo entre US$ 4 e US$ 9.
Considerando o tamanho do setor habitacional é possível prever que os gastos do consumidor cairiam quase dois pontos percentuais por ano.

Crédito

Por outro lado os bancos já estão reagindo. Segundo a pesquisa mais recente feita pelo Fed com funcionários de bancos americanos responsáveis por empréstimos, um quarto das instituições elevaram suas exigências para empréstimos ao consumidor. Assim  o americano começa a ter dificuldades de obter recursos emprestados.

Petróleo

Com a perda de liquidez, o americano deve torcer para que o petróleo continue com sua recente tendência de queda. Afinal de contas, qualquer aumento, por menor que seja, na gasolina, tem um forte impacto no poder de consumo da população. Segundo dados do Goldman Sachs, esse número pode chegar a 1,2% aa sobre os gastos do consumidor.

Mercado de Trabalho

Até o momento parece estar resistindo bem a toda a turbulência. A divulgação hoje, do número de pedidos de auxilio-desemprego, ficando abaixo da raioxexpectativa dos analistas,  reforça o fato que as empresas ainda não começaram a dispensar funcionários e a retrair drasticamente a produção.

Exportações

Boa parte da estabilidade do emprego se deve as exportações. As exportações americanas estão aquecidas enquanto o crescimento das importações diminuiu bastante. Isso reduziu o déficit comercial dos EUA e elevou a produção industrial. As exportações não continuarão crescendo às taxas alucinantes dos últimos meses, mas com o dólar dando sinais tímidos de recuperação e com as economias emergentes se mostrando particularmente resistentes, as exportações continuarão sendo um impulso importante.

Recessão

Juntando todo o exposto acima, teremos (ou já temos) uma recessão ? Difícil de dizer. O ponto em questão é que mesmo que a economia evite tecnicamente uma recessão, a maioria dos americanos terá a impressão que estar em meio a ela – uma vez que a queda virá do consumo. E isso representa uma mudança profunda. Os americanos não estão acostumados a terem que reduzir os gastos. Mesmo nas recessões anteriores, políticas de corte nos impostos, juros baixos e preço alto das residências, permitiram a população continuar gastando.
Agora as mesmas medidas vem sendo adotadas. Bush entrou em ação com um mega pacote tributário… Bernanke surpreende cortando os juros, em uma reunião extraordinária. Se serão suficientes esses eventos, em breve saberemos.
Uma coisa porém parece certa. Neste ano eleitoral, com recessão ou sem, os EUA têm uma estrada traiçoeira pela frente.

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