Hoje na prática os mercados americanos voltaram a ativa, depois das férias do mês de Agosto.
Passado o susto com o furação Gustav,o petróleo abriu o dia despencando. Chegou a ser cotado nos US$105,50 , dez dólares abaixo do fechamento de sexta, atingindo o limite de flutuação de preço e levando à paralização dos negócios na plataforma eletrônica. Mas com o passar do dia, se recuperou e fechou nos US$109,71 em Nova Yorke (-4,98%) . Deixando uma configuração gráfica de retomada dos preços no curto prazo.

Petróleo - Gráf. Diário |
O patamar dos US$110,00 juntamente com a MM 200 períodos que antes funcionavam como suporte, hoje serviram de barreira para retomada dos preços.
Próximo suporte US$ 100,00. |
Acompanhando o passo, o CRB caiu , reagindo principalmente à valorização generalizada do dólar. Só que não mostrou a mesma força de recuperação do “ouro negro”. Fechou cotado nos 378,55 pontos, queda de 3,36%.

CRB - Gráf. Diário |
Com o feriado de ontem, o CRB abriu com um grande gap e não conseguiu superar (assim como o petróleo) o antigo suporte, agora resistência, nos 378,50.
Próximo suporte 360,00. |
A devolução das perdas no petróleo afetaram as bolsas americanas, que abriram o dia com uma forte puxada pra cima, mas não resistiram. O Dow Jones terminou o dia em baixa de 0,23%, aos 11.516,9 pontos, o S&P perdeu 0,41%, aos 1.277,57 pontos, e o Nasdaq recuou 0,77%, para 2.349,24 pontos.
Os indicadores econômicos divulgados hoje, pouco influenciaram na performance da bolsa americana. O índice ISM de atividade no setor de manufatura caiu para 49,9 em agosto, abaixo do patamar de 50 (sugerindo contração da atividade), mas ficou levemente acima dos 49,5 previstos pelos economistas. Já os gastos com construção cederam 0,6% em julho, um pouco acima da retração de 0,5% esperada pelos economistas.

Índices Americanos |
Ao lado, os principais índices americanos sobrepostos.
Nasdaq subiu mais forte, mas também foi a única (até o momento) a perder o último fundo. |
A Bolsa paulista acompanhando as commodities, recuou 1,37%, aos 54.404 pontos. Oscilou entre a mínima de 54.207 pontos (-1,73%) e a máxima de 55.412 pontos (+0,45%). No mês, acumula baixa de 2,29% e, no ano, de 14,84%. O volume financeiro totalizou R$ 4,201 bilhões, mais que o dobro do registrado ontem (R$ 1,998 bilhão).
Além das vedetes Petrobras e Vale, destaque negativo para as siderúrgicas, Usiminas PNA derreteu 6,33%, CSN ON, -5,79%, Gerdau PN, -2,62%, Metalúrgica Gerdau, -2,79%. Uma notícia do outro lado do mundo não foi vista com bons olhos pelo segmento. Segundo a Dow Jones, que cita o diretor-gerente da Nanjing Iron & Steel United, Yang Siming, as siderúrgicas chinesas vêm reduzindo sua produção há um mês, prejudicadas pela diminuição de demanda e pelos custos elevados de produção. Demanda menor também acende o sinal amarelo nas empresas brasileiras.

Siderúrgicas |
Seguindo a idéia dos gráficos sobrepostos trago os principais players do setor de siderúrgia.
Hoje, a configuração gráfica mais atraente, se encontra na GGBR4 e GOAU4. |
Nos fluxos, mais um teste muito importante para o nosso estudo do Fluxo das 10 Maiss. Isso porque, o saldo das dez principais corretoras estrangeiras, terminou novamente o dia no positivo (+90 milhões), insistindo na divergência com a bolsa brasileira.
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Enquanto o Ibov não resiste e testa o fundo anterior, o Fluxo das 10 Mais, mostra que os estrangeiros continuam o processo de acumulação.
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O mês de Setembro, representa a volta ao trabalho para os mercados mundiais. A partir de agora devemos ter uma noção mais clara sobre o que nos espera para o restante do ano.
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