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Circuit Breaker

Publicado em 29.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

circuit A Bovespa parou. Hoje, as 14:49hs, a bolsa de São Paulo interrompeu as negociações por meia hora. Literalmente, desligaram a luz de força (”circuit breaker”).

Toda vez, que os negócios atingem o limite de baixa de 10% em relação ao fechamento anterior, a bolsa interrompe o pregão por 30 minutos. Após este período, caso os negócios estendam as perdas, chegando a uma desvalorização de 15% em relação ao pregão anterior, os negócios são interrompidos por uma hora. Tal fato ocorreu em 11 de setembro de 2001, depois dos ataques terroristas nos EUA.Este procedimento é chamado de “Circuit Breaker” e usado na maioria das bolsas do mundo.

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Risco sistêmico

Publicado em 17.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

domino Hoje, pela primeira vez se falou de maneira mais contundente em risco sistêmico.

Risco Sistêmico: risco de que uma instituição financeira não tenha recursos suficientes, deixando de pagar a outra, causando um efeito cascata, “efeito dominó”, levando ao colapso toda a estrutura de bancos e financeiras.

Nem mesmo o resgate da seguradora AIG, encampada pelo Federal Reserve por US$ 85 bilhões e a compra de alguns ativos do concordatário Lehman Brothers pelo britânico Barclays acalmaram os mercados. Teme-se que mais instituições financeiras enfrentem problemas de solvência em razão de perdas com crédito imobiliário.

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Evento catalisador

Publicado em 15.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

Nervosismo. Inquietação. Desespero. Pânico.

Os mercados hoje, foram mais uma vez sacudidos por notícias graves sobre a crise financeira nos EUA. Durante, a tranquilidade do final de semana, executivos do Merril Lynch transferiram o controle da empresa para o Bank of America.

A primeira alternativa de aquisição do BofA era o Lehman Brothers. Mas com a negativa do Fed de auxiliar ($$$) na compra, o BofA arrematou o Merril Lynch por US$50 bilhões. Assim o Lehman ficou “desamparado”. Não restava outra alternativa, se não pedir concordata.

Com o quarto maior banco americano indo à falência, as bolsas mundiais não suportaram e despencaram.

fechamento Lembrando que hoje, as bolsas asiáticas ficaram fechadas, devido ao feriado.

Se não fosse apenas o crash do setor financeiro americano, as commodities também se deterioram. O petróleo caiu 6,86%, cotado nos US$94,18 e o CRB -3,26, nos 348 pontos. Nem mesmo a redução da taxa de juros na China, que a priori representa um possível incremento na economia e por consequência maior demanda por commoditties, foi suficiente para reverter as perdas.

petroleo Petróleo perdeu o suporte psicológico dos US$100,00, agora caminha a passos largos para os US$86,00.
crb CRB próximos suportes 340 e 300 pontos.

Os títulos do tesouro americano de 10 anos, voltaram a atrair o investidor, desta forma a cotação dos yelds cairam, fechando cotados 3,45 , -7%. O interesse pelos treasuries ocorre quando os investidores estão avessos ao risco.

O Risco Brasil apresentou a maior alta diária dos últimos anos. Apenas hoje, o índice subiu incríveis 16,60%, 309 pontos. Confirmando a deterioração do cenário externo.

risco
Risco Brasil - Gráf. Diário
Com a confirmação do rompimento do topo anterior, nos 300 pontos, o Risco Brasil busca o objetivo principal nos 370 pontos.

Olhando isoladamente para o Ibovespa, a queda de 7,59% é a maior  registrada desde 11 de setembro de 2001 e a menor pontuação desde 16 de agosto de 2007.

Em momentos como este, apesar de muitas ações em diversas partes do mundo, estarem com cotações bem abaixo do valor justo de mercado, os players precisam de um evento catalizador para transformarem o que os livros sobre avaliação de ativos ensinam e voltarem a comprar no mercado. A expectativa de novas quebras no setor financeiro americano deixa o cenário ainda muito incerto.

Todas as atenções agora ficam voltadas para reunião de amanhã do Fomc. Uma redução de até 0,50 pontos percentuais na taxa de juros americana pode dar novo ânimo para os investidores.

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Depois das férias

Publicado em 02.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Fluxo Investidores

Hoje na prática os mercados americanos voltaram a ativa, depois das férias do mês de Agosto.

Passado o susto com o furação Gustav,o petróleo abriu o dia despencando. Chegou a ser cotado nos US$105,50 , dez dólares abaixo do fechamento de sexta, atingindo o limite de flutuação de preço e levando à paralização dos negócios na plataforma eletrônica. Mas com o passar do dia, se recuperou e fechou nos US$109,71 em Nova Yorke (-4,98%) . Deixando uma configuração gráfica de retomada dos preços no curto prazo.

petroleo
Petróleo - Gráf. Diário

O patamar dos US$110,00 juntamente com a MM 200 períodos que antes funcionavam como suporte, hoje serviram de barreira para retomada dos preços.
Próximo suporte US$ 100,00.

Acompanhando o passo, o CRB caiu , reagindo principalmente à valorização generalizada do dólar. Só que não mostrou a mesma força de recuperação do “ouro negro”. Fechou cotado nos 378,55 pontos, queda de 3,36%.

crb
CRB - Gráf. Diário

Com o feriado de ontem, o CRB abriu com um grande gap e não conseguiu superar (assim como o petróleo) o antigo suporte, agora resistência, nos 378,50.
Próximo suporte 360,00.

A devolução das perdas no petróleo afetaram as bolsas americanas, que abriram o dia com uma forte puxada pra cima, mas não resistiram.  O Dow Jones terminou o dia em baixa de 0,23%, aos 11.516,9 pontos, o S&P perdeu 0,41%, aos 1.277,57 pontos, e o Nasdaq recuou 0,77%, para 2.349,24 pontos.

Os indicadores econômicos divulgados hoje, pouco influenciaram na performance da bolsa americana. O índice ISM de atividade no setor de manufatura caiu para 49,9 em agosto, abaixo do patamar de 50 (sugerindo contração da atividade), mas ficou levemente acima dos 49,5 previstos pelos economistas. Já os gastos com construção cederam 0,6% em julho, um pouco acima da retração de 0,5% esperada pelos economistas.

indices
Índices Americanos

Ao lado, os principais índices americanos sobrepostos.
Nasdaq subiu mais forte, mas também foi a única (até o momento) a perder o último fundo.

A Bolsa paulista acompanhando as commodities, recuou 1,37%, aos 54.404 pontos. Oscilou entre a mínima de 54.207 pontos (-1,73%) e a máxima de 55.412 pontos (+0,45%). No mês, acumula baixa de 2,29% e, no ano, de 14,84%. O volume financeiro totalizou R$ 4,201 bilhões, mais que o dobro do registrado ontem (R$ 1,998 bilhão).

Além das vedetes Petrobras e Vale, destaque negativo para as siderúrgicas, Usiminas PNA derreteu 6,33%, CSN ON, -5,79%, Gerdau PN, -2,62%, Metalúrgica Gerdau, -2,79%. Uma notícia do outro lado do mundo não foi vista com bons olhos pelo segmento. Segundo a Dow Jones, que cita o diretor-gerente da Nanjing Iron & Steel United, Yang Siming, as siderúrgicas chinesas vêm reduzindo sua produção há um mês, prejudicadas pela diminuição de demanda e pelos custos elevados de produção. Demanda menor também acende o sinal amarelo nas empresas brasileiras.

sider
Siderúrgicas

Seguindo a idéia dos gráficos sobrepostos trago os principais players do setor de siderúrgia.
Hoje, a configuração gráfica mais atraente, se encontra na GGBR4 e GOAU4.

Nos fluxos, mais um teste muito importante para o nosso estudo do Fluxo das 10 Maiss. Isso porque, o saldo das dez principais corretoras estrangeiras, terminou novamente o dia no positivo (+90 milhões), insistindo na divergência com a bolsa brasileira.

fluxo10mais

Enquanto o Ibov não resiste e testa o fundo anterior, o Fluxo das 10 Mais, mostra que os estrangeiros continuam o processo de acumulação.

O mês de Setembro, representa a volta ao trabalho para os mercados mundiais. A partir de agora devemos ter uma noção mais clara sobre o que nos espera para o restante do ano.

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No centro dos holofotes

Publicado em 05.08.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Informações, Opinião

Com a recente queda das commodities, as bluechips do mercado brasileiro ficaram no centro dos holofotes não só dos investidores locais, mas também do capital externo. A saída de recursos estrangeiros da Bovespa já se aproxima dos R$15 bilhões em menos de dois meses. E empresas como Petrobras, Vale, CSN e Gerdau, além da dependência da cotação das commodities, possuem uma grande líquidez, propiciando uma saída rápida.

A semana iniciou com um “sangramento” pesado no petróleo e principalmente no CRB. Ambos testam no momento importantes suportes. O petróleo procura não romper a barreira dos 120 dólares, enquando o CRB se esforçar para não superar o patamar dos 400.

petroleo

crb

Petróleo

CRB

O reflexo foi sentido não apenas em empresas brasileiras. Assim como a Vale, grandes mineradoras mundiais também vém sofrendo fortes perdas nos últimos dias. Vejam os gráficos:

VALE5

bhp

rtp

VALE5
Gráf. Diário

BHP Biliton
Gráf. Diário

Rio Tinto
Gráf. Diário

Até pouco tempo as commodities eram as responsáveis pela alta do mercado brasileiro. Agora elas passaram para o lado oposto, mas continuam como protagonistas. Parece que dificilmente veremos esse papel ser perdido. A impressão que fica é que cada vez mais as commodities exercerão um posto fundamental dentro da economia mundial. Os investidores do mundo todo (inclusive do Brasil) cada vez mais querem produtos atrelados as commodities para especularem. Um exemplo, foram os recentes fundos lançados pelo Credit Suisse Group e o Deutsche Bank, que utilizam como principal produto de negociação o minério de ferro.

O minério de ferro não é negociado em nenhuma bolsa de futuros, dificultando portanto que especuladores apostem em movimentos de preço do produto. Mas o recente interesse nas commodities parece estar despertando a atenção dos grandes bancos. É bem provável, que muito em breve, instrumentos financeiros sejam criados mudando a forma como o dinheiro flui. Investidores que quiserem lucrar com o minério de ferro não comprarão mais ações de uma produtora (Vale, por exemplo), mas sim contratos futuros do produto. As próprias mineradoras devem usar esse novo mercado, fazendo hedge dos seus estoques.

Tentar identificar até quando as commodities vão cair é uma tarefa ilusória. Me parece porém evidente que por de trás de todo o capital especulativo que vém sendo expurgado, ainda existe uma forte demanda das commodities no mundo e as empresas relacionadas continuam apresentando resultados consistentes e sólidos.

Nota: A Vale apresenta os resultados amanhã. A expectativa é que apresente um forte crescimento no lucro em comparação com o segundo trimestre de 2007.

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