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Desde o ano passado a AB-Inbev, através da compra da americana Anheuser-Busch, se tornou a maior cervejaria do planeta. Uma tacada ousada , bem ao estilo do presidente executivo da multinacional, o brasileiro Carlos Brito.
Carlos Brito foi um dos executivos preferidos do mítico empresário Jorge Paulo Lemann, que juntamente com Beto Sicupira e Marcel Telles, criaram o modelo eficiente de negócios da GP Investimentos.
E é exatamente essa experiência em uma gestão enxuta que Carlos Brito precisará usar agora na AB-Inbev. Afinal de contas, a empresa assumiu uma dívida de US$54 bilhões ao comprar a cervejaria americana. Onde, quase a metade deste montante, vence agora em 2009. (veja calendário de pagamentos, abaixo)

A AB-Inbev, já conseguiu levantar cerca de US$4 bilhões com a emissão de bônus e a venda de participação de 20% na cervejaria chinesa Tsingtao à japonesa Asahi. O mercado porém, especula que novas vendas devem ocorrer. Os ativos mais prováveis para uma negociação seriam a cervejaria sul-coreana Oriental ou a cervejaria na Alemanha, que inclui a marca Beck’s. Além disso,os parques temáticos de diversões, SeaWorld, Bush Garden’s e Aquatica, parecem também fora dos planos da companhia de Carlos Brito.
Aqui no Brasil, os resultados da Ambev, mostraram (novamente) um recuo de 0,3% em participação de mercado no ano passado. Ainda assim, com mais de dois terços das vendas totais (67,5%), a companhia permanece muito distante da segunda colocada, a Schincariol, dona de 12,5%.
O lucro líquido subiu 8,6%, para R$ 3,06 bilhões no mesmo período. Considerando apenas o quatro trimestre, no entanto, o lucro líquido da companhia caiu 14,8% para R$ 964,4 milhões.
A Ambev justifica esse recuo especialmente pela adoção das novas práticas contábeis, impostas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que começam a impactar os balanços de 2008 das companhias abertas. Além disso, a empresa afirmou na conferência após a divulgação dos resultados, que o carnaval antecipado do ano passado, a lei seca e as chuvas no último trimestre, também prejudicaram o consumo de cerveja.
A empresa não parece muito preocupada com a perda do market share. No conference call, o gerente de RI, deixou claro que o foco da companhia é aumentar as margens da empresa, independente do volume consumido.
Nas outras unidades da empresa pelo mundo, destaque para a Quinsa, na Argentina. Aumento na receita líquida(+27,8%), no volume de vendas(+10,4%) e no ebitda (+34,4%).
A companhia trocará o euro pelo dólar como moeda de contabilidade do balanço, porque a maior parte de seu fluxo de caixa agora é na divisa americana.
Concluindo, em linhas gerais, o grande desafio da AB-Inbev é honrar a dívida contraída. E parece que a empresa está disposta a “cortar na própria carne” para alcançar este objetivo. Esta semana a AB-InBev anunciou que não haverá bônus neste ano para seu CEO, Carlos Brito, e principais executivos, porque não cumpriram as metas financeiras traçadas para 2008. Uma postura extremamete profissional e coerente que acaba reforçando a confiança do investidor no staff da companhia.
Gráfico Diário
AMBV4 – Após alcançar a mínima em Outubro do ano passado nos 75,67 reais, a AMBV4 apresentou uma boa recuperação e hoje trabalha próxima dos 100 reais. Olhando para o gráfico diário podemos notar que o recente fundo por volta dos R$90,00, representa uma zona de suporte importante. Neste patamar além de um suporte horizontal, se encontra a retração de 61,8% de Fibonacci da última perna de alta (dos 75,00 até os 113,00 reais). A retomada dos preços podem sinalizar a formação de um OCOI. Para isso o papel precisa romper a resistência nos 115,00 reais (neck line). Neste caso, os objetivos ficariam nos 128,00 e posteriormente nos 137,00 reais.
Enquanto não tivermos a confirmação da figura (OCOI), a AMBV4 se encontra dentro de uma longa zona de congestão, tendo como suportes R$90,00, R$82,00 e R$75,00.
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