A volatilidade é um elemento essencial no mercado. A movimentação mais brusca dos preços ao mesmo tempo que cria boas oportunidades pode também causar muito desconforto.
Enfrentar a volatilidade requer do investidor um acompanhamento minucioso do risco que pretende assumir na carteira.
O risco, de uma maneira ampla, pode ser definido como a possibilidade que alguma coisa ruim aconteça em relação a uma determinada atividade. Normalmente, pensamos em risco em termos de probabilidade, de chances de ocorrer. Por exemplo, quando dirigimos um carro existe o risco de termos um acidente. Normalmente, a probabilidade que isso ocorra é pequena, mas se o tempo estiver muito ruim ou a iluminação da estrada não estiver boa, ou ainda se o motorista não for dos melhores, as chances de que aconteça algo desfavorável aumentam.
Este exemplo pode ser comparado com a atividade operacional no mercado financeiro. Assumir uma posição na bolsa de valores é exatamente como dirigir um carro, sempre haverá um risco envolvido. Além das variáveis externas que influenciam as duas atividades, o indivíduo pode também não estar nas suas melhores condições emocionais e assim aumentar as probabilidades de insucesso. Por outro lado, se o individuo mantiver a concentração, o foco no plano traçado e evitar condições adversas (tanto na estrada como na bolsa) as chances de êxito desfavorável diminuem.
Quando se fala em risco a maioria dos indivíduos associa a algo negativo. Mas o fato de ganhar acima do previsto também deve ser encarado como um risco.
Especificamente no mercado financeiro, o risco de uma perda em um trade ou investimento pode ser dividido em dois aspectos: a probabilidade de perder e a dimensão da perda.
A probabilidade de perder pode ser estudada analisando o movimento histórico do ativo. Não existe porém nenhuma garantia que a mesma performance do passado persista no futuro. Além disso, mesmo que você identifique uma estratégia que lhe confira 99% de sucesso, você pode ter o “azar” de colocar todos os teus recursos exatamente naquele 1% negativo que a estatística mostrava e levar a tua carteira a bancarrota.
Por isso, a melhor coisa que um trader/investidor pode fazer é administrar o tamanho das posições afim de manter sob controle (ou quase…) o impacto das perdas.
Neste ponto, me sinto obrigado a apresentar novamente a famosa tabela que mostra a dificuldade de se recuperar diante de uma grande perda. Quem já tem algum tempo de mercado já deve ter visto esta tabela inúmeras vezes.


No gráfico acima, fica ainda mais visível como o ganho necessário para retornar ao ponto inicial depois de uma perda, cresce de forma exponencial.
Mas será que perder 10% do valor da carteira tem o mesmo impacto para mim como tem para você? Muito provavelmente, não. Isso porque, cada individuo possui uma tolerância diferente ao risco.
Identificar corretamente a tolerância ao risco é um ponto chave para que se possa elaborar uma estratégia de money ou risk management eficiente. Alguns fatores determinam a tolerância ao risco, são eles: a idade, a personalidade, o tamanho da carteira, a situação (não só financeira) de vida, etc.
Muitas vezes o trader/investidor busca incessantemente uma metodologia operacional que lhe permita vencer no mercado. Mas esquece de tentar compreender com exatidão até que ponto ele está apto a auferir perdas. Assim, mesmo que ele tenha alcançado uma estratégia vencedora, a falta de conhecimento do que representa o risco produz um forte desgaste emocional no indivíduo que o empurra para fora do mercado.
“O que importa não é se você está certo ou errado, mas sim quanto dinheiro você ganha quando está certo e quanto você perde quando está errado.” George Soros
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