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62 ou 67? Por que os analistas apontam estes patamares
Quero começar através do site a trabalhar alguns textos, que não são necessariamente os tradicionais avisos gráficos. São o que chamo de “cenários”. Gosto de trabalhar com a criação de determinados cenários, que são meus guias ao longo de um determinado período de tempo. Estes cenários fazem com que qualquer movimento que ocorra no curto prazo, esteja de certa forma previsto permitindo que o sucesso operacional cresça.
Nos últimos dois meses, após a melhora de alguns números e do mercado apresentar um bom fluxo de compra, um ótimo cenário foi criado e percebido pelos analistas, que começaram a apontar quais são os objetivos desta alta. Essa tradicional mensuração acaba influenciando emocionalmente muitos investidores. Os números dos gráficos não são números mágicos e suas existências são precedidas de motivos.
Neste texto pretendo mostrar de onde surgem tais números. Serei simplista, até porque irei utilizar o que são em minha opinião as duas maiores teorias gráficas, e sem dúvida, as que mais estudo, utilizo e confio, as duas que mais segurança me dão aos meus investimentos. São as teorias de Fibonacci e de Elliott. Assim pedirei perdão aos entusiastas das duas teorias, mas o objetivo deste texto é agregar um pouco mais de conhecimento e, por que não, de confiança aos jovens investidores, assim não irei me adentrar na complexidade teórica das mesmas.
As projeções se dão seguindo objetivos de alta da teoria de Elliott em suas ondas, Elliott aponta que os ciclos de alta, são tradicionalmente formados por 5 ondas, sendo que as ímpares são ondas altistas e as pares são ondas de queda dentro do ciclo de alta (imagem 1). Mas estas ondas guardam em si propriedades particulares, são recriações de um mesmo movimento, o primeiro. A princípio a onda 1 é a onda que determinará o movimento de praticamente todo o ciclo, determinará os objetivos de alta e por conseqüência objetivos de queda. E para determinar estes movimentos gosto de utilizar Fibonacci.
O objetivo de 62000 pontos
Uma vez que compreendemos a utilização das ondas de Elliott, precisamos compreender as projeções de Fibonacci dentro deste movimento, estipulando assim nossos objetivos. No caso das ondas de alta, a onda 3 tem como objetivo realizar 100% do movimento de alta de 1 e, a onda 5 tem por objetivo realizar os mesmos 100% de 1, porém partindo da onda 3. Observamos assim, nesta segunda imagem, o ciclo de Elliott praticamente completo, as 3 ondas ímpares contêm as mesmas projeções de Fibonacci. A onda 3 conseguiu através da força no fluxo de compra romper o máximo objetivo, o que acaba por sinalizar que o mercado estava fortemente posicionado na compra e que poderíamos esperar uma onda 5 com bom fluxo na mesma posição. É importante salientar aqui, que mesmo que os 62000 sejam o objetivo máximo, isso não necessariamente implica em um recuo do mercado, a onda 5 pode também extrapolar esse objetivo conforme ocorrido na onda 3.
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Imagem 1
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Imagem 2
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Imagem 3
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O objetivo de 67500 pontos.
Nesta terceira e última imagem, utilizamos praticamente todos os mesmos ideais descritos no objetivo anterior. Existe uma única e simples diferença. Neste último caso o analista costuma duplicar o movimento da onda 3, uma vez que está se mostrou mais longa do que o normal, indicando que o mercado estava com ótimo fluxo de compra. Ao duplicarmos a onda 3 e posicionar esta na projeção da onda 5, enxergamos como objetivo os 63333 e o máximo objetivo na casa dos 67500 pontos.
62 ou 67?
A escolha que venho fazendo pelos 62000 é muitos simples. Acabamos de viver uma profunda crise, que sendo ou não marolinha por aqui, precisa ser vista na análise de forma cautelosa. Muitos investidores baseiam-se nas diversas análises, projeções e comentários deste complexo mercado financeiro. Um pouco de cautela não é nada demais. O objetivo de 67500 pontos não é por mim descartado, muito pelo contrário, ele pode sim ser real. E passará a ser a partir do momento que o mercado romper os 63.333 pontos e montar um novo pivô de alta, indicando que buscará os 67500 pontos. E mais, a ruptura dos 67500 não está, de forma alguma, descartada. Cada objetivo de alta alcançado pelo mercado se traduz em um comportamento do mesmo e também no ritmo em que este cumpre e conquista estes objetivos. Assim cada objetivo alcançado dentro de um cenário macro, tem seus significados.
Quero lembrar aos leitores que este tipo de texto, é uma demonstração de como as análises buscam criar cenários de onde partem os estudos e operações de seus utilizadores. A melhor forma do leitor interpretar este texto é entender realmente a existência de movimentos de curto prazo dentro de movimentos de longo prazo. Essa simples compreensão, permite que tenhamos um melhor equilíbrio emocional na gestão de nossos investimentos, resultando em uma melhor performance acompanhada de dias tranqüilos.
Rafael Valim, geógrafo e trader, opera no mercado financeiro e colabora eventualmente com o CHR Investor.
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