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Ibov e as ADRs

Publicado em 22.10.2009 por na(s) categoria(s) Estratégias, Opinião

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Correlação Ibov x  BR20 Titans

Este talvez seja o gráfico mais importante a ser acompanhado no momento. Ele apresenta a correlação entre o Ibov e o BR20 Titans que engloba a 20 principais ADRs brasileiras negociadas em Nova York.

Hoje, o jornal Valor Econômico traz uma matéria onde especialistas tributários confirmam que ao negociar com ADRs o investidor não pode ser taxado pelo IOF. Desta forma, o mercado americano (infelizmente) aparece como uma grande alternativa para o investidor externo adquirir ações de empresas brasileiras.

Até então a correlação entre os dois índices sempre foi muito estreita. Caso tenhamos uma mudança neste cenário, ficará claro a migração do capital para as ADRs.

É verdade que o número de empresas brasileiras que possuem ADRs é muito pequeno, mas com a facilidade de captar dinheiro externo este total pode aumentar.

Vamos ver até quando o governo (Guido Mantega) irá sustentar a viabilidade da medida de taxação do IOF. As justificativas estão acabando. A propósito, o dólar comercial (que deveria voltar a subir) continua caindo… no momento (11:25hs) –0,57%, cotado à R$1,734 !

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O perigo do IOF

Publicado em 20.10.2009 por na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Informações, Opinião

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image A resolução: A partir de hoje todo investimento estrangeiro direcionado a aplicações em bolsas e títulos públicos será taxado em 2% de IOF. A medida não afeta os investimentos externos diretos (IED).

A intenção: Segundo o governo há um excesso de aplicações de estrangeiros na bolsa e a medida visa evitar a formação de uma bolha especulativa no mercado brasileiro. Segundo o ministro da Fazenda Guido Mantega, cerca de US$ 20 bilhões entraram no país para investimentos em ações no ano, entre janeiro e o começo deste mês. Além da bolha, com a nova taxação, a intenção dos senhores de Brasília é reduzir a valorização do real que atrapalha as exportações, tornando os produtos brasileiros menos competitivos.

Em um primeiro momento, julgo a medida como positiva. O capital estrangeiro que hoje em dia aporta no país visando aproveitar as oscilações de curto prazo da bolsa sentirá o peso dos 2% do novo tributo. Agora para aqueles que permanecerem por 12 meses ou mais, o IOF vai ser diluído no tempo e portanto não deixarão de investir.

Pensando mais a fundo sobre a questão, percebo que a medida pode afetar drasticamente a nossa bolsa. Os investimentos estrangeiros que ingressam no Brasil para a aquisição de ações e debêntures, apesar de inicialmente parecerem investimentos especulativos, têm um papel fundamental para a evolução do nosso mercado de capitais e para a competitividade das empresas brasileiras. Estes investimentos dão liquidez às ações e às debêntures, atraindo mais investidores para as bolsas e, portanto, fazendo com que a emissão de dívidas por parte das empresas se torne uma opção viável para a captação de recursos. Em um país com um custo bancário tão elevado, estas fontes adicionais de financiamento adquirem um papel relevante para a competitividade das empresas. Sem elas, muitas de nossas empresas não teriam conseguido realizar os investimentos relevantes que se materializaram nos últimos anos. A possível fuga do capital estrangeiro com a nova taxação e a consequente queda no valor das ações das empresas podem gerar um custo pesado para a economia como um todo.

É importante acompanhar como será o fluxo de capital estrangeiro nas próximas semanas. Vale lembrar que existem muitas empresas brasileiras listadas em Nova York, através das ADRs (American Depositary Receipts), o que pode atrair os recursos sem a incidência do novo imposto.

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Novo paradigma ?

Publicado em 13.10.2009 por na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias, Opinião

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image O Nobel de economia divulgado hoje causou surpresa na maioria da comunidade econômica. Os ganhadores foram Elinor Ostrom, da Universidade de Indiana, primeira mulher a receber o Nobel de Economia e Oliver Williamson, da Universidade da Califórnia em Berkeley.

Ostrom estudou como grupos de pessoas conseguem explorar recursos naturais de forma sustentável, mesmo sem regulação do governo ou privatização.

Já Williamson pesquisou como é o processo de decisão dentro das empresas e como, às vezes, isso funciona melhor do que deixar as decisões a cargo do livre mercado.

O interessante dos premiados é que o tipo de pesquisa de ambos não trata de assuntos relacionados a teoria econômica tradicional. Deixando claro que existe uma demanda crescente na sociedade e principalmente nos mercados por novas abordagens. Parece que os erros recentes que deflagraram a crise do subprime começam a ser combatidos. A idéia de conseguir administrar e controlar o risco do mercado apenas através de fórmulas matemáticas começa a perder seu espaço.

Nenhum modelo estatístico está verdadeiramente preparado para apontar a ocorrência de eventos catastróficos, que, como temos visto, ocorrem com certa frequência. Portanto, um conjunto de fórmulas matemáticas, por mais sofisticado que possa parecer, não pode ser a solução quando se fala em controle de riscos, especialmente quando derivativos são utilizados como parte da estratégia.

Cada vez mais saber interpretar a relação entre os agentes do mercado (indivíduos, empresas, mercado e grupos) se torna importante.  O Nobel de economia deste ano pode ser o início de um novo paradigma para as finanças, mais focado no comportamento das massas e menos refém de dogmas do passado.

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Cenários – 62 ou 67?

Publicado em 08.10.2009 por na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

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62 ou 67? Por que os analistas apontam estes patamares

Quero começar através do site a trabalhar alguns textos, que não são necessariamente os tradicionais avisos gráficos. São o que chamo de “cenários”. Gosto de trabalhar com a criação de determinados cenários, que são meus guias ao longo de um determinado período de tempo. Estes cenários fazem com que qualquer movimento que ocorra no curto prazo, esteja de certa forma previsto permitindo que o sucesso operacional cresça.

Nos últimos dois meses, após a melhora de alguns números e do mercado apresentar um bom fluxo de compra, um ótimo cenário foi criado e percebido pelos analistas, que começaram a apontar quais são os objetivos desta alta. Essa tradicional mensuração acaba influenciando emocionalmente muitos investidores. Os números dos gráficos não são números mágicos e suas existências são precedidas de motivos.

Neste texto pretendo mostrar de onde surgem tais números. Serei simplista, até porque irei utilizar o que são em minha opinião as duas maiores teorias gráficas, e sem dúvida, as que mais estudo, utilizo e confio, as duas que mais segurança me dão aos meus investimentos. São as teorias de Fibonacci e de Elliott. Assim pedirei perdão aos entusiastas das duas teorias, mas o objetivo deste texto é agregar um pouco mais de conhecimento e, por que não, de confiança aos jovens investidores, assim não irei me adentrar na complexidade teórica das mesmas.

As projeções se dão seguindo objetivos de alta da teoria de Elliott em suas ondas, Elliott aponta que os ciclos de alta, são tradicionalmente formados por 5 ondas, sendo que as ímpares são ondas altistas e as pares são ondas de queda dentro do ciclo de alta (imagem 1). Mas estas ondas guardam em si propriedades particulares, são recriações de um mesmo movimento, o primeiro. A princípio a onda 1 é a onda que determinará o movimento de praticamente todo o ciclo, determinará os objetivos de alta e por conseqüência objetivos de queda. E para determinar estes movimentos gosto de utilizar Fibonacci.

O objetivo de 62000 pontos

Uma vez que compreendemos a utilização das ondas de Elliott, precisamos compreender as projeções de Fibonacci dentro deste movimento, estipulando assim nossos objetivos. No caso das ondas de alta, a onda 3 tem como objetivo realizar 100% do movimento de alta de 1 e, a onda 5 tem por objetivo realizar os mesmos 100% de 1, porém partindo da onda 3. Observamos assim, nesta segunda imagem, o ciclo de Elliott praticamente completo, as 3 ondas ímpares contêm as mesmas projeções de Fibonacci. A onda 3 conseguiu através da força no fluxo de compra romper o máximo objetivo, o que acaba por sinalizar que o mercado estava fortemente posicionado na compra e que poderíamos esperar uma onda 5 com bom fluxo na mesma posição. É importante salientar aqui, que mesmo que os 62000 sejam o objetivo máximo, isso não necessariamente implica em um recuo do mercado, a onda 5 pode também extrapolar esse objetivo conforme ocorrido na onda 3.

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Imagem 1

Imagem 2

Imagem 3

O objetivo de 67500 pontos.

Nesta terceira e última imagem, utilizamos praticamente todos os mesmos ideais descritos no objetivo anterior. Existe uma única e simples diferença. Neste último caso o analista costuma duplicar o movimento da onda 3, uma vez que está se mostrou mais longa do que o normal, indicando que o mercado estava com ótimo fluxo de compra. Ao duplicarmos a onda 3 e posicionar esta na projeção da onda 5, enxergamos como objetivo os 63333 e o máximo objetivo na casa dos 67500 pontos.

62 ou 67?

A escolha que venho fazendo pelos 62000 é muitos simples. Acabamos de viver uma profunda crise, que sendo ou não marolinha por aqui, precisa ser vista na análise de forma cautelosa. Muitos investidores baseiam-se nas diversas análises, projeções e comentários deste complexo mercado financeiro. Um pouco de cautela não é nada demais. O objetivo de 67500 pontos não é por mim descartado, muito pelo contrário, ele pode sim ser real. E passará a ser a partir do momento que o mercado romper os 63.333 pontos e montar um novo pivô de alta, indicando que buscará os 67500 pontos. E mais, a ruptura dos 67500 não está, de forma alguma, descartada. Cada objetivo de alta alcançado pelo mercado se traduz em um comportamento do mesmo e também no ritmo em que este cumpre e conquista estes objetivos. Assim cada objetivo alcançado dentro de um cenário macro, tem seus significados.

Quero lembrar aos leitores que este tipo de texto, é uma demonstração de como as análises buscam criar cenários de onde partem os estudos e operações de seus utilizadores. A melhor forma do leitor interpretar este texto é entender realmente a existência de movimentos de curto prazo dentro de movimentos de longo prazo. Essa simples compreensão, permite que tenhamos um melhor equilíbrio emocional na gestão de nossos investimentos, resultando em uma melhor performance acompanhada de dias tranqüilos.

Rafael Valim, geógrafo e trader, opera no mercado financeiro e colabora eventualmente com o CHR Investor.

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Fluxo Investidores Setembro 2009

Publicado em 06.10.2009 por na(s) categoria(s) Fluxo Investidores

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Novamente tivemos mais um mês com saldo positivo dos estrangeiros na Bovespa . O saldo (compras menos vendas) fechou o mês em R$ 4,036 bilhões, o que eleva a soma no ano para R$ 18,006 bilhões, novo recorde. O melhor ano até então era 2003, com R$ 7,5 bilhões.

No acumulado do último mês, as compras somaram cerca de R$ 39,259 bilhões, contra R$ 35,222 bilhões de vendas.

A presença do estrangeiro explica grande parte da valorização de 8,9% que o Ibovespa acumulou no mês.

Dos nove meses do ano, apenas dois (Janeiro e Junho), apresentaram saldo negativo no fluxo dos estrangeiros.

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Fluxo Mensal Estrangeiros

Fluxo Estrangeiro Acumulado Bovespa x IBOV

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O PIB e as recessões

Publicado em 01.10.2009 por na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques, Estratégias

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É inevitável. Por mais que você não queira, conhecer os fundamentos macroeconômicos é fundamental se quiser investir no mercado de renda variável.

A economia de qualquer país do mundo passa por fases de expansão e contração. E normalmente o banco central é o órgão responsável por tentar administrar estes períodos da melhor forma possível. Nos EUA, por exemplo, o Fed definiu como seu principal objetivo o “price stability e low unemployment”,ou seja o controle da inflação e da taxa de desemprego. Quando esta meta não é alcançada e quando o PIB atinge dois trimestres consecutivos (segundo a teoria econômica) de contração a economia entra em uma fase de recessão.

Desde 1929, os EUA tiveram 13 recessões e que duraram em média 13 meses.

Aliás pensando em números, alguns analistas americanos gostam de mencionar a regra do 15,13,53; 15 são os meses de o início de uma recessão, depois que um determinado evento chave ocorreu; 13 são os meses de duração média de uma recessão e 53 são os meses de duração média do período de expansão sucessivo.

Se pensarmos que a crise do subprime, se iniciou com a falência dos hedge funds do Bear Stearns que operavam no setor imobiliário em agosto de 2007 e teve o seu ápice em novembro de 2008, com o aumento da volatilidade nos mercados, a queda das bolsas mundiais, a forte procura dos títulos públicos americanos e com a falta de crédito, chegamos exatamente nos 15 meses.

O gráfico abaixo do Federal Reserve de St. Louis, apresenta os períodos recessivos (em cinza) da economia americana e a variação do PIB nestes períodos.

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Interessante notar como a quantidade de picos (tanto para cima como para baixo) do PIB nos últimos 20-30 anos diminuíram consideravelmente. Mostrando, possivelmente, um maior controle e entedimento do Estado nas diretrizes econômicas.

O fundo formado atualmente deixa a expectativa de que fato estamos presenciando um período de recuperação. Seguindo a regra mencionada acima, até o final do ano o PIB americano deve voltar a ficar no azul e então entraríamos na fase de expansão que deveria durar até 2012. Quem viver, verá !

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A incerteza do mercado

Publicado em 29.09.2009 por na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião

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incerteza Manter um blog (e um twitter) sobre o mercado financeiro não é uma tarefa fácil. Muitas vezes me vejo tentado a fazer previsões simplistas sobre o andamento de determinado papel ou índice e não percebo que apesar do fundamento técnico ou fundamentalista, o mercado (principalmente no curto prazo) é regido pela incerteza.

Foi o que disse, o filósofo austríaco Karl Popper: “O futuro está em aberto; não é predeterminado e, deste modo, não pode ser previsto, a não ser por acidente”.

Esta é uma característica inerente a todo ser  humano. Precisamos criar modelos e fazer previsões para que possamos nos sentir mais seguros quando tomamos uma decisão. Assim buscamos cada vez mais informação, tentando dar respaldo a nossa opinião.

No mercado este tipo de atitude é muito comum. Não é raro investidores e traders analisarem determinado ativo mas apenas realizar a operação depois que um amigo ou uma comunidade na internet indicou o mesmo papel. É como se uma possível perda em conjunto fosse mais confortante que a perda individual.

Essa fome por regras e modelos ocorre porque precisamos reduzir a dimensão das questões para que possam entrar em nossas cabeças. Quando lemos um artigo ou assistimos a uma entrevista de um guru falando sobre o andamento futuro do mercado, criamos um cenário  e procuramos reduzir o grau de imprevisibilidade. A idéia é tentar criar uma ordem dentro do caos e da complexidade da experiência humana.

Mas não percebemos que este mesmo paradigma pode ser o responsável por nos cegar quando algo inesperado ocorrer.

Um bom exemplo são os momentos extremos do mercado. Os topos e fundos importantes. Quando o humor do investidor atinge o pico do medo ou do otimismo.

Em uma fase de bonança muitos investidores abraçam tardiamente a tendência do mercado, e projetam uma contínua era de ouro. A ganância domina o medo e, quando o cenário é revertido, vários investidores são pegos em cheio na contramão.

O contrário também é verdadeiro. Após um período de pânico, onde o preço das ações despenca, muitos investidores jogam a toalha, abraçam o pessimismo e extrapolam o caos momentâneo. E justamente quando quase todos estão adotando esse tom catastrófico, as coisas começam a melhorar.

Em resumo,o que quero passar neste texto não é a idéia de que toda análise ou previsão do mercado é inútil. Apenas que elas devem ser usadas com prudência e não permitir que elas limitem o nosso campo de visão e o nosso senso crítico.

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Análise Semanal 25/09

Publicado em 25.09.2009 por na(s) categoria(s) Análises, Análises em Vídeo, Análises Semanais

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Gráficos: Ibov, DJI, S&P500, Fluxo 10 Mais, Fluxo Bovespa, LAD, VIX, DJUBS, PETR4, VALE5, LAD NY, Treasuries 10 anos, Petróleo, Risco Brasil, Dólar comercial e Juros futuros Jan2012.

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Para ver o vídeo: Clique na imagem. Abrirá uma nova janela e clique no play.
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Fluxo 10 Mais – Semanal

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Importante: O vídeo têm propósito exclusivamente informativo e o intuito apenas de servir como um canal de discussão sobre estratégias gráficas. Em nenhum momento, as opiniões pessoais do autor representam recomendações de investimento financeiro de qualquer natureza. O autor não recomenda que seja feito uso desses modelos em aplicações comerciais e por sua vez, não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas.

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Bom dia, Mercado 25/09

Publicado em por na(s) categoria(s) Análises, Análises em Vídeo

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Gráficos: Ibov, Fluxo 10 Mais, DJI, VIX, PETR4 e VALE5.

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Para ver o vídeo: Clique na imagem. Abrirá uma nova janela e clique no play.


Importante: O vídeo têm propósito exclusivamente informativo e o intuito apenas de servir como um canal de discussão sobre estratégias gráficas. Em nenhum momento, as opiniões pessoais do autor representam recomendações de investimento financeiro de qualquer natureza. O autor não recomenda que seja feito uso desses modelos em aplicações comerciais e por sua vez, não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas.

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O Fed e o FOMC

Publicado em 24.09.2009 por na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Informações, Opinião

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Retomando o assunto sobre indicadores econômicos, neste artigo vou abordar a reunião que ocorre a cada 40 dias (aproximadamente) nos EUA e que define a taxa básica de juros americana.

O Fed e o seu diretório, nesta reunião, definem os rumos da economia americana. A definição se haverá um aumento ou uma redução da taxa depende basicamente de dois fatores: como anda o desemprego no país e se existem pressões inflacionárias.

Juntamente com a nova taxa básica de juros, o FOMC (Federal Open Market Committee) apresenta um relatório com algumas considerações sobre as ações tomadas. Um exemplo deste relatório pode ser visto, neste endereço: http://www.federalreserve.gov/newsevents/press/monetary/20090923a.htm . Este foi o relatório da reunião de ontem que manteve a taxa básica de juros americana em 0%-0,5%.

No final do relatório são apresentados os membros do diretório que participaram da votação. O fato de haver ou não unanimidade na votação é um aspecto muito observado pelo mercado. No caso da reunião de ontem, todos os participantes concordaram com a manutenção da atual taxa de juros.

A atitude de combater energicamente a inflação é chamada nos EUA de “hawkish attitude”, enquanto a ação para atacar o risco do desemprego assume o nome de “dovish attitude”.

Normalmente o Fed sobe a taxa de referência para contrastar um aquecimento da economia, e se o aumento não é isolado, ou seja se ele ocorre sucessivamente, os analistas interpretam que o Banco Central americano entrou em uma tendência de alta, chamada de “tightening corridor”. Por outro lado, se o Fed corta a taxa de referência, a intenção é combater uma contração da economia (como vem ocorrendo desde o ano passado) e da mesma forma, se a redução não é isolada, o mercado considera que o Banco Central entrou em uma tendência de baixa, chamada  de “easing corridor”.

Usando como parâmetro a decisão do FOMC e o relatório divulgado, o mercado costuma utilizar uma tabela de acompanhamento, como à apresentada abaixo, para entender os movimentos do Fed.

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Acredito que com esta tabela fique mais fácil de interpretar os rumos da principal economia do mundo. Faça um teste… utilize o relatório de ontem do Fed e me diga em que estágio estamos no momento? Sem dúvida, uma simulação muito interessante.

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Para facilitar os que não dominam o inglês, abaixo trago uma tradução do relatório realizado pela Agência Estado.

“A informação recebida desde que o Comitê Federal de Mercado Aberto se reuniu em agosto sugere que a atividade econômica acelerou após seu severo declínio. As condições nos mercados financeiros melhoraram mais e a atividade no setor de moradia aumentou. Os gastos das famílias parecem estar se estabilizando, mas permanecem limitadas pela perda em andamento do emprego, lento crescimento da renda, menor valor das residências e crédito apertado. As empresas ainda estão cortando investimento fixo e pessoal, embora em um ritmo mais lento; eles continuam a fazer progressos em trazer os estoques a um melhor alinhamento com as vendas. Embora a atividade econômica provavelmente vá se manter fraca por algum tempo, o Comitê antecipa que as ações de política para estabilizar os mercados financeiros e as instituições, estímulos fiscal e monetário e forças do mercado vão dar suporte a um fortalecimento do crescimento econômico e um gradual retorno a níveis mais altos de utilização dos recursos em um contexto de estabilidade de preço.
Como a substancial folga de recursos provavelmente vai continuar a esfriar a pressão de custos e com as expectativas de inflação no longo prazo estáveis, o Comitê espera que a inflação vá permanecer contida por algum tempo.
Nessas circunstâncias, o Federal Reserve continuará a empregar uma ampla variedade de instrumentos para promover a recuperação econômica e para preservar a estabilidade de preço. O Comitê vai manter a meta da faixa dos Fed Funds em zero a 0,15% e continuará a antecipar que as condições econômicas provavelmente vão garantir níveis excepcionalmente baixos das taxas dos Fed Funds por um período prolongado. Para proporcionar suporte ao empréstimo hipotecário e aos mercados de moradia e para melhorar as condições gerais nos mercados de crédito privado, o Federal Reserve vai comprar um total de US$ 1,25 trilhão de ativos lastreados em hipotecas de agências e até US$ 200 bilhões de dívida de agências. O Comitê vai gradualmente desacelerar o ritmo dessas compras com objetivo de promover uma suave transição nos mercados e antecipa que elas serão executadas até o final do primeiro trimestre de 2010.
Como anteriormente anunciado, as compras de US$ 300 bilhões de Treasuries pelo Federal Reserve serão completadas até o final de outubro de 2009. O Comitê vai continuar a avaliar o momento e volumes gerais de suas compras de ativos à luz do desenvolvimento da perspectiva econômica e das condições nos mercados financeiros. O Federal Reserve está monitorando o tamanho e composição de seu balanço patrimonial e fará ajustes nos seus programas de crédito e de liquidez conforme seja justificado.

A votação para a ação de política monetária no Fomc foi: Ben S. Bernanke, presidente; William C. Dudley, vice-presidente; Elizabeth A. Duke; Charles L.
Evans; Donald L. Kohn; Jeffrey M. Lacker; Dennis P. Lockhart; Daniel K. Tarullo; Kevin M. Warsh; e Janet L. Yellen.”

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