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Entendendo e aceitando o Risco

Publicado em 02.07.2012 por na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Money Management

 

A volatilidade é um elemento essencial no mercado. A movimentação mais brusca dos preços ao mesmo tempo que cria boas oportunidades pode também causar muito desconforto.

Enfrentar a volatilidade requer do investidor um acompanhamento minucioso do risco que pretende assumir na carteira.

O risco, de uma maneira ampla,  pode ser definido como a possibilidade que alguma coisa ruim aconteça em relação a uma determinada atividade. Normalmente, pensamos em risco em termos de probabilidade, de chances de ocorrer. Por exemplo, quando dirigimos um carro existe o risco de termos um acidente. Normalmente, a probabilidade que isso ocorra é pequena, mas se o tempo estiver muito ruim ou a iluminação da estrada não estiver boa, ou ainda se o motorista não for dos melhores, as chances de que aconteça algo desfavorável aumentam.

Este exemplo pode ser comparado com a atividade operacional no mercado financeiro. Assumir uma posição na bolsa de valores é exatamente como dirigir um carro, sempre haverá um risco envolvido. Além das variáveis externas que influenciam as duas atividades, o indivíduo pode também não estar nas suas melhores condições emocionais e assim aumentar as probabilidades de insucesso. Por outro lado, se o individuo mantiver a concentração, o foco no plano traçado e evitar condições adversas (tanto na estrada como na bolsa) as chances de êxito desfavorável diminuem.

Quando se fala em risco a maioria dos indivíduos associa a algo negativo. Mas o fato de ganhar acima do previsto também deve ser encarado como um risco.

Especificamente no mercado financeiro, o risco de uma perda em um trade ou investimento pode ser dividido em dois aspectos: a probabilidade de perder e a dimensão da perda.

A probabilidade de perder pode ser estudada analisando o movimento histórico do ativo. Não existe porém nenhuma garantia que a mesma performance do passado persista no futuro. Além disso, mesmo que você identifique uma estratégia que lhe confira 99% de sucesso, você pode ter o “azar” de colocar todos os teus recursos exatamente naquele 1% negativo que a estatística mostrava e levar a tua carteira a bancarrota.

Por isso, a melhor coisa que um trader/investidor pode fazer é administrar o tamanho das posições afim de manter sob controle (ou quase…) o impacto das perdas.

Neste ponto, me sinto obrigado a apresentar novamente a famosa tabela que mostra a dificuldade de se recuperar diante de uma grande perda.  Quem já tem algum tempo de mercado já deve ter visto esta tabela inúmeras vezes.

 

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No gráfico acima, fica ainda mais visível como o ganho necessário para retornar ao ponto inicial depois de uma perda, cresce de forma exponencial.

Mas será que perder 10% do valor da carteira tem o mesmo impacto para mim como tem para você? Muito provavelmente, não. Isso porque, cada individuo possui uma tolerância diferente ao risco.

Identificar corretamente a tolerância ao risco é um ponto chave para que se possa elaborar uma estratégia de money ou risk management eficiente. Alguns fatores determinam a tolerância ao risco, são eles: a idade, a personalidade, o tamanho da carteira, a situação (não só financeira) de vida, etc.

Muitas vezes o trader/investidor busca incessantemente uma metodologia operacional que lhe permita vencer no mercado. Mas esquece de tentar compreender com exatidão até que ponto ele está apto a auferir perdas. Assim, mesmo que ele tenha alcançado uma estratégia vencedora, a falta de conhecimento do que representa o risco produz um forte desgaste emocional no indivíduo que o empurra para fora do mercado.

“O que importa não é se você está certo ou errado, mas sim quanto dinheiro você ganha quando está certo e quanto você perde quando está errado.” George Soros

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Resumo Semanal 29/06

Publicado em 29.06.2012 por na(s) categoria(s) Análises, Análises em Vídeo, Análises Semanais

IMPORTANTE: Para ver o vídeo, basta clicar no play. Na barra de comando, sugiro que coloquem a resolução de 720p, assim a qualidade será de HD. Além disso, clicando no canto inferior direito poderão assistir ao vídeo em tela cheia.

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Disclaimer: O vídeo têm propósito exclusivamente informativo e o intuito apenas de servir como um canal de discussão sobre estratégias gráficas e fundamentalistas. Em nenhum momento, as opiniões pessoais do autor representam recomendações de investimento financeiro de qualquer natureza. O autor não recomenda que seja feito uso desses modelos em aplicações comerciais e por sua vez, não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas.

A mão do Estado

Publicado em 25.06.2012 por na(s) categoria(s) Análises, Destaques, Opinião

 

O Ibovespa este ano chegou a se valorizar mais de 20% nos três primeiros meses do ano e agora, próximo do encerramento do semestre, perde 5%. Essa volatilidade assusta ainda mais quando comparamos a performance do Ibovespa com o Dow Jones. No gráfico abaixo, notamos a diferença entre os dois índices. Enquanto o Ibov já trabalha no campo negativo, o DJI ainda tem uma valorização no ano de aproximadamente 2%.

Essa diferença de performance não é exclusividade da bolsa americana. Ao analisarmos o iShares MSCI Brazil Index com o Ishares MSCI dos Países Emergentes é fácil perceber como os investidores tem uma visão mais pessimista da nossa bolsa.

Nos últimos 3 meses a aversão ao risco em relação a nossa bolsa aumentou muito.

 

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Mas o que estaria acontecendo? Afinal de contas temos um economia sólida, uma taxa de desemprego baixa e um bom crescimento no poder de compra da população. Porque esse mau humor?

A crise da Europa e a desaceleração da China, apesar de serem as respostas mais óbvias, não me parecem suficientes. Afinal de contas, estes dois problemas afetam o mundo todo e não apenas o Brasil.

Talvez uma possível explicação seja o movimento intervencionista adotado pelo governo Dilma. O mercado não tolera às atividades governamentais excessivas.

Este ano, o governo brasileiro vem atuando de forma mais incisiva nas diretrizes que regem o mercado. A decisão do governo de incentivar os bancos públicos a reduzir suas taxas de juros sobre o crédito de forma a pressionar os bancos privados a adotarem a mesma estratégia, é um bom exemplo. Além disso, as constantes mudanças tributárias no mercado cambial afetam diretamente o preço do dólar frente ao real. A política de reajuste dos combustíveis e as recentes mudanças no cálculo da poupança, visando um corte mais acentuado dos juros, representam mais dois exemplos de ingerência governamental recente.

O investidor olhando para este cenário  se retrai. Ele tem a expectativa (talvez utópica) de que o mercado precisa ser livre e independente.

Aliás a discussão entre o livre mercado versus  a regulação financeira é um assunto que desperta grande paixão.

Por um lado, a recente crise do subprime mostrou que a falta de uma presença mais participativa do Estado, foi um dos fatores que contribuíram para aumentar o tamanho do problema e para facilitar a quantidade de abusos cometidos. Por outro lado, como preconizava Adam Smith, a “mão invisível” é a melhor juíza para resolver todas as distorções do mercado.

Acredito que a solução esteja no meio termo das duas correntes. As empresas e as instituições financeiras para operarem devem alcançar o máximo de liberdade no seu dia a dia, com nenhuma ou pouca interferência do Governo. Ao Estado cabe o papel de regulador, coibindo abusos e interferindo toda vez  que o sistema estiver em perigo.

Em resumo, o Estado deve criar limites para a ganância nata dos mercados, mas em nenhum momento escolher os vencedores ou os perdedores. Isso cabe única e exclusivamente ao mercado, mediante a livre e saudável concorrência.

Infelizmente, utilizando apenas como parâmetro o movimento da nossa bolsa esse ano , parece que os agentes do mercado não enxergam essa visão na atual política governamental brasileira.

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Resumo Semanal 22/06

Publicado em 22.06.2012 por na(s) categoria(s) Análises, Análises em Vídeo, Análises Semanais

IMPORTANTE: Para ver o vídeo, basta clicar no play. Na barra de comando, sugiro que coloquem a resolução de 720p, assim a qualidade será de HD. Além disso, clicando no canto inferior direito poderão assistir ao vídeo em tela cheia.

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Disclaimer: O vídeo têm propósito exclusivamente informativo e o intuito apenas de servir como um canal de discussão sobre estratégias gráficas e fundamentalistas. Em nenhum momento, as opiniões pessoais do autor representam recomendações de investimento financeiro de qualquer natureza. O autor não recomenda que seja feito uso desses modelos em aplicações comerciais e por sua vez, não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas.

Atualizando Livros Mercado Financeiro

Publicado em 18.06.2012 por na(s) categoria(s) Livros

Já faz um tempinho que eu não atualizava a página de Livros aqui do site. Pois bem, agora chegou a hora… vejam alguns livros em destaque da seção de finanças e economia que você pode encontrar nas melhores livrarias:

 

  MUNDO FINANCEIRO – O OLHAR DE UM GESTOR  – A obra versa sobre o mundo financeiro e traz lições, experiências vividas, opiniões e dicas da carreira de um gestor de fundos multimercados. Aborda também técnicas de gestão de recursos e seus novos conceitos de mercado, além de trazer dicas para os que iniciam sua trajetória profissional no mercado de investimentos.

 

 

 

LUCRANDO COM OS TUBAROES – AS ARMADILHAS DA BOLSA E COMO USA-LAS A SEU FAVOR- Este livro tem como proposta fornecer elementos para que o leitor possa identificar erros cometidos nas operações no mercado da bolsa de valores; prestar atenção nas situações-chave em que os players têm oportunidade de lucrar contra os investimentos realizados; conhecer algumas fragilidades das técnicas de análise existentes; oferecer subsídios para a melhora de resultados em tempos de incerteza, entre outros.

 

 

 MENTES BRILHANTES, ROMBOS BILIONARIOS – Segundo o livro, uma geração de pessoas do carteado conseguiu ascender ao mercado de ações ao usar a matemática computadorizada para compreender, prever e manipular os sistemas de precificação e negociação em Wall Street. Os ‘quants’, como eram chamados, acreditavam que uma mistura de cálculo diferencial, física quântica e geometria avançada era a chave para abrir os cofres dos mercados financeiros.

 

 

 

VALUATION – UM GUIA PRATICO - O livro aborda os principais itens que estudantes e profissionais devem levar em consideração na avaliação de empresas, como o risco do negócio, a estrutura humana, os recursos materiais, a idoneidade, o desempenho con il-financeiro, a conjuntura setorial e as expectativas quanto ao comportamento dos principais fundamentos de mercado. Além disso, auxilia no aprendizado da tarefa de cálculo, gestão e monitoramento do valor das organizações, uma vez que apresenta não só a teoria, mas principalmente a prática de avaliação de empresas. Trata-se de obra inédita no mercado brasileiro, pois alia a fundamentação teórica a estudos de casos adaptados de situações reais vividas pelas organizações, que ajudam no entendimento e aprimoramento do tema.

 

AÇOES COMUNS, LUCROS EXTRAORDINARIOS- Esta obra oferece elementos que visam a uma melhor compreensão sobre o tema, além de técnicas de avaliação que possibilita ao investidor se envolver mais com os seus investimentos, baseadas no registro de Philip Fisher e seu método para escolher e aplicar em ações.

 

 

 

OPERANDO COM TRADING SYSTEMS NA BOLSA DE VALORES – COMO INOVAR EM UM MUNDO CONECTADO EM REDE- Este livro é voltado para interessados e ativos no mercado financeiro que desejam utilizar a tecnologia para facilitar os investimentos e tem como objetivo servir de alicerce para a organização e a sistematização de ideias baseadas na análise técnica. Ao longo da obra, o leitor poderá verificar – as diferenças entre os perfis de operação (position, swing e day trader) e os critérios para a escolha dos ativos que serão operados; como interpretar e utilizar na prática as ferramentas da Análise Técnica (rastreadores, osciladores, bandas, volume e candlesticks); e a aplicação de cada estratégia com base em indicadores e os respectivos resultados nos últimos dez anos nos principais papéis negociados na bolsa de ações brasileira, com discussão dos prós e contras.

 

BENJAMIN GRAHAM – TEXTOS INÉDITOS- Nesta obra, Janet Lowe reúne uma seleção de textos escritos por Benjamin Graham, um investidor conhecido no mundo das finanças. Esses textos trazem ensinamentos e bom senso em investimentos. Este livro pode ajudar o leitor a se tornar um investidor e ingressar com sucesso na área de finanças.

 

 

 

 

Caso queira conhecer outros livros sobre o mercado financeiro, veja a página aqui do site sobre o assunto. Você poderá encontrar os melhores livros publicados no Brasil e divididos por categorias.

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Resumo Semanal 15/06

Publicado em 15.06.2012 por na(s) categoria(s) Análises, Análises em Vídeo, Análises Semanais

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Disclaimer: O vídeo têm propósito exclusivamente informativo e o intuito apenas de servir como um canal de discussão sobre estratégias gráficas e fundamentalistas. Em nenhum momento, as opiniões pessoais do autor representam recomendações de investimento financeiro de qualquer natureza. O autor não recomenda que seja feito uso desses modelos em aplicações comerciais e por sua vez, não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas.

Fluxo Investidores atualizado

Publicado em 11.06.2012 por na(s) categoria(s) Fluxo Investidores

 

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O mês de Junho começou positivo no fluxo dos estrangeiros na Bovespa. Nos primeiros quatro pregões de junho o saldo de capital externo está positivo em R$ 640,546 milhões. A cifra é resultado de compras de R$ 10,328 bilhões e vendas de R$ 9,687 bilhões no período. No ano, a Bovespa acumula superávit de R$ 3,556 bilhões em recursos estrangeiros.

No Bovespa futuro, às vésperas do vencimento de índice, os investidores estrangeiros reduziram a posição, mas seguem “vendidos”. Até a última sexta-feira (dia 8), os investidores não residentes estão com 27.075 contratos em aberto nessa posição, resultado de 119.603 contratos na compra e 146.678 contratos na venda.

Abaixo eu trago alguns gráficos do fluxo da Bovespa dos últimos 6 anos.

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Os dois gráficos acima mostram a evolução do fluxo dos estrangeiros na periodicidade mensal e anual. Estes são valores até o dia 31 de Maio de 2012.

O que fica evidente nestes gráficos é como a entrada/saída dos gringos influencia diretamente a nossa bolsa. Basta ver a fuga de R$25 Bilhões em 2008, no auge da crise subprime, quando o Ibovespa perdeu 41%. Assim como, o retorno dos gringos um ano depois, em 2009, injetando R$20Bilhões e o Ibov se valorizando 82%.

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Este outro gráfico  representa o saldo acumulado dos últimos 6 anos na periodicidade mensal. Como já citei em artigos anteriores, a divergência ocorrida em 2007/2008 representa mais um sinal claro de como acompanhar a movimentação dos estrangeiro se torna importante.

Atualmente a forte correção do Ibov não foi acompanhada com a mesma intensidade pelo fluxo dos gringos. Seria apenas uma questão de tempo ou estamos diante de uma oportunidade de investimento para o longo prazo?

Resumo Semanal 08/06

Publicado em 08.06.2012 por na(s) categoria(s) Análises, Análises em Vídeo, Análises Semanais

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Ensinamentos da derrocada do Banco Cruzeiro do Sul

Publicado em 04.06.2012 por na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Estratégias, Informações

 

Hoje o mercado financeiro amanheceu com a notícia de que o Banco Central interveio no banco Cruzeiro do Sul e em outras quatro empresas do grupo, por meio do mecanismo conhecido como Regime de Administração Especial Temporária (Raet), pelo prazo de 180 dias. Durante esse período essas empresas serão administradas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O motivo da intervenção, segundo declaração do próprio BC, se deve ao descumprimento de normas aplicáveis ao sistema financeiro e à verificação de “insubsistência” em itens do ativo do banco.

Além do banco, o grupo Cruzeiro do Sul, incluía uma DTVM (administradora de valores mobiliários), uma corretora de valores, uma securitizadora e uma holding financeira.

A empresa era listada na bolsa através dos seguintes códigos: CZRS3 e CZRS4. Hoje, os negócios destes papeis foram suspensos.

Como era de se esperar, as ações dos demais bancos médios negociados na Bovespa, sofreram os efeitos negativos da notícia. Banco Bic (BICB4) –4,9%, Paraná Banco (PRBC4) –3,5%, Daycoval (DAYC4) –1,9%, Banco Pine (PINE4) –0,5%, ABC Brasil (ABCB4)–1%, etc. (cotações das 13hs de hoje)

Este é o hábito do mercado, colocar no mesmo barco todas as ações do setor, mesmo que haja diferenças gritantes no tipo de negócio de cada instituição.

Segundo dados do BC, em 2011, o Banco Cruzeiro do Sul respondia por apenas 0,22% do total dos ativos do sistema financeiro e 0,35% dos depósitos. Ou seja, não se trata de nenhum gigante do setor, capaz de abalar o mercado e criar um efeito dominó. Mas é bom lembrar que este é o segundo banco, em menos de dois anos (o Panamericano foi resgatado no final de 2010) a ser resgatado pelo FGC.

O que chama a atenção é que olhando para os múltiplos recentes do Cruzeiro do Sul não conseguimos enxergar com exatidão a deterioração da instituição.

 

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Apesar do aumento das despesas com a provisão de devedores duvidosos (PDD) e com a queda acentuada do lucro líquido e do ROE no último trimestre, o banco ainda mostrava crescimento na receita financeira e no resultado operacional. Além disso, o índice de eficiência, usado pelas instituições financeiras como referencial, se encontrava bastante confortável desde 2007.

Ou seja, olhando apenas para os números frios do balanço, dificilmente algum investidor se preocuparia com a saúde da companhia. Agora, depois de ocorrida a intervenção, surge a notícia que nas notas explicativas do balanço do primeiro trimestre de 2012, a  Ernst &Young, fez uma ressalva informando que o banco fez um diferimento que não está de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Além disso, muita gente comentava nos corredores do mercado, sobre as altas taxas pagas pelos CDBs da empresa. Alguns CDBs mais longos, chegavam a pagar 116,5% do CDI.

A derrocada do Banco Cruzeiro do Sul deve ser servir como um ensinamento.

Apesar de a análise fundamentalista dos múltiplos servir como um excelente filtro para a seleção de boas companhias, é importante ter a consciência que o trabalho está apenas começando. Antes de investir em uma ação é preciso conhecer a fundo o negócio da empresa, estudar com atenção os balanços (sem esquecer as notas explicativas…) , falar com o RI, pesquisar com afinco tudo sobre a cia na net e claro analisar graficamente as ações afim de verificar se o fluxo está a teu favor.

E por fim, utilize um bom manejo de risco. Afinal de contas, muitas vezes, mesmo executando todos os passos sugeridos, a operação não transcorre do jeito que esperávamos. Nestes casos, apenas a capacidade, financeira e psicológica, de assumir as perdas permitirá que você permaneça no mercado.

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Resumo Semanal 01/06

Publicado em 01.06.2012 por na(s) categoria(s) Análises, Análises em Vídeo, Análises Semanais

IMPORTANTE: Para ver o vídeo, basta clicar no play. Na barra de comando, sugiro que coloquem a resolução de 720p, assim a qualidade será de HD. Além disso, clicando no canto inferior direito poderão assistir ao vídeo em tela cheia.

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Disclaimer: O vídeo têm propósito exclusivamente informativo e o intuito apenas de servir como um canal de discussão sobre estratégias gráficas e fundamentalistas. Em nenhum momento, as opiniões pessoais do autor representam recomendações de investimento financeiro de qualquer natureza. O autor não recomenda que seja feito uso desses modelos em aplicações comerciais e por sua vez, não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas.