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Análise Semanal 12/03

Publicado em 12.03.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Uncategorized

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Gráficos: Ibov, DJI, Fluxo 10 Mais, Fluxo Bovespa, Fluxo BMF,  PETR4, VALE5, Dólar, Risco Brasil e VIX.
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Importante: O vídeo têm propósito exclusivamente informativo e o intuito apenas de servir como um canal de discussão sobre estratégias gráficas. Em nenhum momento, as opiniões pessoais do autor representam recomendações de investimento financeiro de qualquer natureza. O autor não recomenda que seja feito uso desses modelos em aplicações comerciais e por sua vez, não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas.

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Como começar a investir em ações?

Publicado em 11.03.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Colaboradores

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Como começar a investir em ações?

Muito bem, a resposta a esta pergunta comum é um tanto quanto abrangente para dissertarmos em poucas linhas, contudo analisaremos variantes que farão de você um investidor de sucesso.

A primeira e mais importante questão a ser comentada é a cultura de poupar. O capitalismo que rege a economia mundial nos expõe a uma avalanche de informações, que nos deixam vulneráveis aos desejos, sonhos, ao consumo.

Esta é, claramente, uma das formas de abordagem das grandes empresas. Fazer com que você chegue a conclusão de que não poderia mais viver sem este ou aquele produto, e como pôde viver tanto tempo sem tê-lo. Isto é a persuasão. Quem de nós, hoje em dia, consegue viver sem um telefone celular? Difícil não é mesmo? Mas vivemos tanto tempo sem ele.

Obviamente não estou tentando aqui, dizer joguem seus celulares fora. Afinal eles facilitaram em muito as nossas vida. Mas dizendo que nem tudo que queremos ter é realmente preciso para que possamos viver. Não caiam nas armadilhas do consumismo exagerado, nas tentações do capitalismo, vivam bem, com prazer, mas com aquilo que realmente precisam para viver. Esta é a única forma de conseguirmos sair das contas vermelhas e, começarmos os alicerces de um futuro tranqüilo.

Você é o sujeito da ação. É você quem rege sua vida, é quem trabalha todo mês para conseguir algum dinheiro. É quem quem faz a gestão de seus caminhos. É por isso que entramos em nossa segunda questão, pague a você primeiro. Quando recebemos nossos salários, tratamos logo de pagarmos todas as nossas contas, e se sobrar algo então, pagaremos aquele sujeito que tudo fez para receber tal dinheiro, VOCÊ. Veja quão injusta é essa forma de administrarmos o nosso capital. Não há, obviamente, pessoa alguma mais merecedora daquele dinheiro que você mesmo.

Esta é uma das questões mais importantes desta matéria, caro leitor e, é a mais obvia, porém, de maior grau de dificuldade de execução. Trataremos, agora, nós mesmos como funcionários de nossas vidas. Estipule um percentual que você deva pagar a este seu mais importante funcionário, e logo que receber seu salário pague o primeiro. Antes que ele peça as contas e abandone a sua empresa, que é a sua vida. Este funcionário tem que estar sempre motivado no trabalho, na vida, e merece seu carinho e atenção. Com este funcionário desmotivado, sem salário, ele certamente afundará sua empresa em dívidas desnecessárias, e não irá gerir sua empresa com tanta paixão e amor, seguindo sem rumo, sem um destino certo.

Sem planejamento não conseguiremos sair do lugar, temos de saber o ponto de onde sairemos e onde queremos chegar, para que nossa empresa (leia-se vida) siga um rumo certo, com objetivos bem definidos. Por tudo isso precisamos do terceiro ponto, a disciplina. Tratamos acima, o principal sujeito de sua vida, você, como seu mais importante funcionário. E não foi em vão, essa é uma das melhores formas de se conquistar a disciplina, um excelente ponto de vista. Ninguém gostaria de ter um funcionário desmotivado, levando sua empresa sem rumo certo, sem metas e objetivos. Adquirir este ponto de vista é certamente uma grande arma que fará com que você tome as rédeas de sua vida, e alcance a tão sonhada liberdade no futuro.

Todo trabalho precisa de disciplina e tempo para que possa, enfim, aparecer os frutos. E para isto, precisamos muito do quarto ponto, a paciência. Os resultados certamente não aparecerão da noite para o dia, assim como você não teve sucesso em seu ofício da mesma maneira. A paciência é fundamental para quem deseja entrar no mercado financeiro. Haverá vários momentos assustadores, que farão muitos de vocês, leitores, desistirem de seus caminhos na metade dele. Quem tem um objetivo certo, técnica, disciplina e força de vontade certamente não faltará nada a não ser , paciência. Aos mais ansiosos, entendam que no mercado financeiro ficam milionários da noite para o dia aqueles poucos que usam de meios insustentáveis para alcançar a riqueza e, geralmente acabam devolvendo tudo ao mercado em questão de tempo.

Jamais, jamais esqueça seu objetivo traçado, o que lhe trouxe até o mercado, uma casa, um carro, a aposentadoria, o estudo dos filhos. Vimos muitas pessoas no mercado que mesmo adotando um estratégia correta de investimentos acabam por se perder no meio do caminho. Planejam comprar uma casa em cinco anos, porém não têm a disciplina e paciência para esperar o momento certo, e acabam resgatando seus investimentos em dois anos para comprar um carro novo recém lançado. Certamente este, terá de recomeçar do zero todo seu planejamento.

Controlar a ansiedade é fundamental para operar no mercado, e para isso recorra a atividades físicas,ou a um hobby. Dedique tempo para fazer aquilo que lhe acalma, lhe relaxa. Curta sua família, filhos amigos enfim, não se torne escravo do mercado, nem tampouco perca sua saúde a fim de obter dinheiro.

E enfim, conheça você mesmo. Exercite a introspecção, defina bem o seu perfil. Se você é um sujeito ansioso, não trace metas de tão longo prazo. Retire sempre um percentual de seus rendimentos para fazer o que lhe dá prazer. Assim você estará mostrando resultado a você mesmo. Caso não suporte os dias em queda, e prefere mais a segurança da renda fixa em troca de rendimentos menores, ou mesmo não aceite ficar alguns meses sem rendimentos, mesmo sabendo que é um período passageiro, disponibilize no máximo 20% de seu patrimônio para aplicações em ações.

Mantenha sempre uma reserva de capital em renda fixa, independente de seu perfil e objetivo, pois você poderá precisar de dinheiro extra em períodos onde a venda poderá ser desaconselhada.

Leve em consideração a sua idade, uma regra bastante comum seria subtrair de 100 a sua idade. O resultado final poderia ser um percentual aplicado em ações. Leve em consideração também se possui dependentes. Quanto mais dependentes menor é o percentual que deva ser aplicado em ações, pois eles podem demandar de recursos financeiros de forma inesperada.

Enfim, conheça-se bem antes de se lançar no mercado, é este diferencial que fará de você um investidor ponderado, sustentável, seguro, e não um aventureiro em busca de emoções. O mercado é um lugar muito caro para quem quer somente emoção!

Leonardo Cavalcante-

-Agente Autônomo de Investimento credenciado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários)

-Certificado CPA20 pela ANBID (Associação Nacional dos Bancos de Investimento)

-Autor do livro Investindo com Inteligência (editora Novatec).

-Diretor comercial da Fractal Investimentos – www.fractalinvestimentos.com.br

lcavalcante@fractalinvestimentos.com.br

Análise Semanal 05/03

Publicado em 05.03.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Uncategorized

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Gráficos: Ibov, DJI, Fluxo 10 Mais, Fluxo Bovespa, SMLL, PETR4, VALE5, Dólar e VIX.
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Importante: O vídeo têm propósito exclusivamente informativo e o intuito apenas de servir como um canal de discussão sobre estratégias gráficas. Em nenhum momento, as opiniões pessoais do autor representam recomendações de investimento financeiro de qualquer natureza. O autor não recomenda que seja feito uso desses modelos em aplicações comerciais e por sua vez, não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas.

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A subjetividade do Mercado: A teoria de um famoso jogador de Futebol

Publicado em 03.03.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Colaboradores

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Me assusto quando vejo lendas, astrologia, ocultismo, advinhação e todo tipo de tentativas de se adivinhar para onde o mercado vai. Está virando senso comum, que a cada dia ganha novos adeptos. É só algum “iluminado” aparecer com algo novo, vamos supor que do nada apareça um boato que o LHC, experimento situado entre a França e a Suíça, ao fazer chocar suas partículas, tenha gerado uma nova dimensão, onde é possível adivinhar os rumos do Mercado Financeiro. O único porém e que essas informações não poderão ser confirmadas antecipadamente e que o interessado terá que raspar a cabeça para facilitar a comunicação.
Eu aposto com qualquer um, que irão surgir milhares e milhares de carecas, em todo o mundo. Infelizmente absurdos como esse (talvez não tão teatrais como) aparecem de tempos em tempos, e levam muita a gente ao prejuízo.
Na avaliação de um Ativo, o que importa, acima de tudo, é o que a massa (compradores e vendedores) farão, buscar entender o comportamento, seus medos e anseios, podem te colocar a alguns segundos do movimento. Por isso não adianta encher seus gráficos com indicadores técnicos, médias móveis das mais variadas, formatos e formações capilares, e por aí vai. Você basicamente estará instalando o caos em suas avaliações, e se for um DayTrader então, ficará impossibilitado de tomar as rápidas decisões que os tempos gráficos para essa modalidade exigem. MAIS, em algumas situações, pode significar MENOS. Quanto mais facilitadores plotados no seu gráfico, mais confusão você terá, mais conflitos de direções terá, e mais difícil será a tomada de decisão.

Busque a simplicidade em seus gráficos, sem abrir mão da máxima eficiência.
Para exemplificar, uma das confusões mais comuns, entre centenas e centenas, são as Médias Móveis (MM). Não adiante plotar “n” MM´s no seu gráfico (no mercado tem gente que usa de 2, 5, 9, 13, 14, 21, 25, 30, 44, 57, 65, 100, 110, 150 e 200 períodos). Não podemos esquecer que elas podem ser Simples, Exponenciais, Triangulares, entre outras. E aí, qual usar? Confundiu a sua cabeça? Pois é, é de confundir mesmo. A única justificativa que vejo para a maioria das MM usadas e divulgadas na Internet é exatamente a falsa comodidade de se usar a X e não a Y, “…pois no meu gráfico ela ficou visualmente mais agradável…“. Basta ter coincidido com a alguns poucos pontos de suporte e resistências, e pronto, bate-se o martelo e está eleita aquela MM como a salvação da lavoura, sem back tests, sem ao menos tentar, visualmente, voltar no gráfico, um período de 10 anos (ou mais), e analisar desde então tal média.

Funcionou para uma meia dúzia de Ativos, analisados em curtos períodos de dias e pronto. Eis mais uma comparação com a história do LHC, que inventei acima.

O mercado é traiçoeiro e dono de si. Ele não respeita a sua opinião e muito menos sabe quem você é. A única forma de estar alinhando com ele é se alinhar com a massa (mas tomando cuidado de não cair no “efeito manada”), que faz o preço subir ou cair, que manipula, especula e investi em A, B ou C. Querer reinventar a roda, pode te levar à um grande prejuízo, isso se você não falir antes.

Por tanto, todo cuidado é pouco, o que você precisa ver não é o que é conveniente para você e sim o que é ou possivelmente será conveniente para a massa. Entendeu a diferença?

Um grande abraço.

Ps.: Quase me esqueci. A respeito da teoria do famoso jogador de Futebol, é exatamente o que acontece no Mercado Financeiro (“ver o que se quer ver“). A teoria se resume em “…em uma bela madrugada, um famoso jogador de um time Paulista saiu da balada e resolveu se divertir com algumas garotas de programa. Depois de uma confusão danada, com direito a Delegacia de Polícia e mídia, ele jurava que estava vendo 3 lindas mulheres (assim como a maioria jura estar vendo que os indicadores plotados no gráfico indicam uma direção X), mas na verdade eram 3 Travestis. Ele diz de pés juntos que viu uma coisa (sera?), mas levou outro produto…”.

Outro ponto que ia me esquecendo, você também deve estar se perguntando, quem é a bela da foto no início dessa postagem. Pois é, não é ela, é ELE. É a Travesti Patrícia Araújo, que a pouco tempo desfilou em um famoso evento no Rio de Janeiro.

Meu amigo, muito do que vemos na Análise Técnica não é o que parece, e sim o que gostaríamos de ver, uma espécie de “auto-sabotagem”. Por isso deixo a pergunta no ar: Será que você não está se enganando, vendo o que gostaria de ver em seus gráficos, vendo o que seria conveniente para você, e não o que o mercado está sinalizando de fato?

Nota: Quero deixar claro que não tenho qualquer preconceito a respeito da comunidade GLS. Sou totalmente contra toda e qualquer forma descriminatória, entre elas a Homofobia.

Este artigo foi escrito por Weberson Luis no seu blog http://www.negociaacao.blogspot.com

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Depoimentos – Nilton Moura

Publicado em 25.02.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Depoimentos

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Depois de um bom tempo sem publicar depoimentos aqui no blog, o Nilton, recentemente, me enviou seu relato e achei que deveria reativar esta categoria.

É muito gratificante perceber que o trabalho realizado aqui no blog, pode servir de inspiração para que outros investidores busquem o aprendizado financeiro.

Muito obrigado, Nilton !

Se desejar também participar da seção depoimentos, envie o seu relato através do formulário de contato.

Christian bom dia,

Vou deixar meu comentário e contar um pouco sobre as experiências boas e ruins que tive com o mercado, Bovespa e BM&F, e as crueldades que podem rondar uma Day Trade.

Comecei a realizar operações e estudar o mercado quando recebi o dinheiro da venda de um imóvel, coloquei na “brincadeira” algo entre 70k e 80k. Fiz um curso rápido para entender as portas que estariam abertas neste mundo e aprender análise gráfica.

No início minha vontade era realizar operações de médio prazo, blue chips, acompanhar ciclos, mitigar riscos e tudo o mais. Mas acabei querendo ver o circo pegar fogo e coloquei 20k para operar contratos mini do IBOV na BM&F, lucro GIGANTE, prejuízo MAIOR. Na primeira semana fechei 6k de lucro na BM&F, 30% em uma semana? Pensei comigo, pronto, encontrei a galinha dos ovos de ouro. Na segunda semana foram quase 3k e de repente em um dia uma operação errada, ou não, porque já não sabia mais o que estava acontecendo estava iniciada a crise mundial e a volatilidade, foram-se 4k. Desde então começaram os prejuízos, o desespero e o pior “TENTAR RECUPERAR”, essa é a mentalidade que trai qualquer investidor.

Em meio a isso, as análises já não cabiam e não funcionavam mais, foi quando procurei diversas fontes de informação, fóruns de pessoas sem noção, day traders que curtem MICOS, análises furadas das corretoras, e o site que realmente me fez enxergar muito que não via, CHR Investor.

Já tinha na cabeça a idéia inicial de operações fundamentadas de curto e médio prazo, utilizando a análise gráfica como uma referência de entrada saída e maximização de lucros, papéis líquidos e análises de cenários globais, macro-economia, tendências, fora da manipulação dos peixes grandes e dos MICOS do mercado.

Vou encurtar a novela, hoje tenho na cabeça que o mercado é SIM uma bela fonte de maximizar lucros com investimentos, desde que seja estudado, fundamentado, disciplinado e bem pensado. Sites como o seu ajudam MUITO a entender o que está acontecendo em âmbito global, o que é vital para sobrevivência no meio, por isso, parabéns pelo trabalho, o motivo a seguir passando seu conhecimento e experiência de mercado adiante. Já indiquei suas análises a diversos colegas que vieram me perguntar sobre mercado financeiro, pessoas que sempre tendem a ir para o mesmo lado e acabam perdendo muito dinheiro, como eu perdi, querem ficar ricos com a “Bolsa” e assumem um risco desnecessário que em 90% dos casos acaba em prejuízo.

O mercado não é cruel, não é impiedoso, ele respeita quem o respeita e se aplica intelectualmente à sua grandeza e complexidade de dados e informações.

Hoje estou voltando às operações com a mentalidade inicial, curto e médio prazo, estudando muito, sem fazer loucuras e almejando um lucro satisfatório, sem MILAGRES.

Um grande abraço e novamente PARABÉNS!

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Risco x Lucro

Publicado em 22.02.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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Cada oportunidade de ganho no mercado exige também tomar determinado risco. Grandes ganhos estão associados a grandes riscos.

A afirmação acima parece muito obvia, mas muitos traders (até experientes) se iludem com a expectativa de descobrirem um trade system infalível e livre das perdas.

Um trade system (TS) pode ser classificado dentro de três modelos básicos: trend following, contra-tendência e arbitragem.

Normalmente no modelo de trend following o trader se depara com pequenas perdas e pequenos ganhos. O sistema procura insistentemente um trend e sai rapidamente da operação assim que os preços começam a se mover na direção contrária. Desta forma, é normal ocorrerem um número maior de operações perdedoras do que vencedoras. Se aumentamos a nossa tolerância ao risco, ou seja, usando um trend mais lento ou um stop loss mais amplo, o TS vai apresentar um número maior de operações vencedoras, mas consequentemente perdas financeiras mais altas e uma maior volatilidade do próprio capital.

As estratégias contra-tendência normalmente assumem um risco maior. Os lucros são menores mas ocorrem com mais frequência do que as perdas. Porém, ao ser stopado o trader costuma sofrer um grande prejuízo. Na prática, a lógica da contra-tendência é a mesma do trend-following, apenas com o sinal invertido.

Já a arbitragem procura “eliminar” o risco comprando um determinado ativo e vendendo outro que tenha uma correlação negativa. Neste tipo de operação, a possibilidade de perda torna-se muito limitada, mas ao mesmo tempo o lucro também é muito reduzido.

Não existe um modelo secreto de trading capaz de produzir apenas operações vencedoras. Certamente alguns trade systems são melhores que outros, mas nenhum deles está imune de assumir riscos.

É inevitável… quanto maior o ganho, maior o risco… e a única forma de não correr nenhum risco é não operar no mercado.

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Fluxo Investidores 2009

Publicado em 09.02.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Fluxo Investidores

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Tabela Mensal Fluxo

Estrangeiros x Pessoa Física

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Fluxo Mensal Estrangeiros Fluxo Estrangeiros x Ibov

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Em 2009 os estrangeiros voltaram com toda força para o mercado brasileiro. Fecharam o ano com um saldo positivo acima de R$20bilhões. Se não contarmos os meses de Janeiro (-R$646milhões) e Junho (-R$1,093bilhões), em todos os outros meses,os gringos compraram mais do que venderam.

Olhando para os gráficos (abaixo) do fluxo do investidor estrangeiro fica muito evidente, apesar da forte entrada da pessoa física na bolsa, que o principal índice brasileiro depende do rumo do capital externo.

Por este motivo, a atual correção iniciada em Janeiro merece uma maior atenção por parte do investidor. Em Janeiro, o saldo ficou negativo em pouco mais de R$2 bilhões, e até agora em Fevereiro a sangria continua. Até o dia 04/02 já saíram R$262milhões.

Repiques sem a presença do capital de fora são possíveis. Uma retomada da tendência de alta, apenas com o investidor pessoa física me parece muito improvável.

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Olhando o passado

Publicado em 02.02.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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Muitos investidores tem se perguntado nas últimas semanas se a atual correção dos preços nos mercados é apenas um ajuste temporário ou se de fato estamos diante de uma nova onda de baixas. Difícil prever o futuro, mas algumas observações podem ser feitas.

Primeiramente,devemos fazer uma distinção entre o pânico e os “bear markets” (mercados com tendência de baixa). A diferença entre pânico e bear market não é o estrago causado nos preços, mas a duração e o impacto na psicologia dos agentes de mercado. Nos mercados financeiros, costuma-se dizer que pânicos devem ser usados como boas oportunidades de compra, enquanto “bear markets”  devem ser vendidos tão logo são identificados. Sem dúvida, o difícil neste caso, é identificar corretamente ambos.

O passado nunca é um guia perfeito para o futuro, que é sempre incerto. Mas ignorar totalmente as lições do passado pode ser um erro fatal para o investidor. Pensando desta forma, resolvi estudar dois exemplos de “bear markets” para saber o que ocorreu durante estas épocas difíceis.

O primeiro exemplo, é o período entre 1997 e 1999 quando o Ibovespa se desvalorizou mais de 70 %. Mas, naquele período, ocorreram pelo menos quatro recuperações fortes.

IBOV

IBOV (1997-1999)

O segundo exemplo, é o período entre 2000 e 2002, quando a bolha da internet estourou e a Nasdaq caiu aproximadamente 80%. No entanto, também ocorreram quatro fases de recuperação no período.

nasdaq

Nasdaq (2000-2002)

Acredito que estes exemplos nos mostram que existe muita volatilidade em “bear markets” e que uma entrada prematura para investidores afoitos pode ser o caminho mais rápido para a desgraça.

Uma verdadeira tendência de baixa pode demandar muitos meses de ajustes “dolorosos”. Durante esta fase de limpeza dos excessos da bonança, ocorrem recuperações nos mercados que podem iludir os mais otimistas. Saber quando se está diante de um “bear market” rali, ou quando uma nova fase de otimismo sustentável começou, faz toda a diferença no resultado. Acertar com exatidão as viradas dos mercados é praticamente impossível. Mas muitos investidores acabam enganados pelas falsas viradas, fases de acelerada recuperação dos ativos durante um cenário ainda desfavorável.

Em resumo, quando entramos em uma grande e duradoura correção dos preços, várias fases de recuperação e expressivas altas podem coexistir. Sem dúvida, estas oscilações representam uma grande oportunidade para os traders rápidos que não se apegam aos ativos. Mas, por outro lado, representam também um grande perigo para o investidor de longo prazo que passa a acreditar que o pior já passou e que está diante de uma importante virada sustentável, enquanto está apenas verificando uma recuperação dentro de um mercado ainda negativo.

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A visão de longo prazo

Publicado em 26.01.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques, Estratégias

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image Antes de mais nada, me permitam fazer um alerta… Este artigo é voltado para o investidor de longo prazo, que não pensa em se desfazer da carteira nos próximos cinco anos.

É muito interessante observar o comportamento antagônico de muitos investidores durante o ápice da crise do subprime no final de 2008 e agora, apenas  1 ano  e alguns meses depois. No final de 2008 e início de 2009, tive a oportunidade de conversar com investidores que estavam totalmente desiludidos com a bolsa de valores e entregaram para os céus suas carteiras de ações devido à desvalorização. Comentei na época, que fazer isso tem um custo de oportunidade e que ele precisava manter um distanciamento emocional deste contexto e mudar o foco para o lado racional da situação, isto é, para as oportunidades.

Recentemente, encontrei um destes investidores novamente. E sem dúvida, era nítida a sua felicidade de ter permanecido na bolsa (mesmo sem ter decidido isso racionalmente) e recuperado boa parte das perdas da carteira.

Mas e agora, que parece que o mercado novamente vai passar por um momento de correção, como será o comportamento deste mesmo investidor? Terá aprendido com a experiência recente?

Quando mencionamos a estratégia de investimento de longo prazo somos obrigados a citar Benjamim Graham, sem dúvida o mentor do chamado investimento em valor. Graham diz: ”Aquele investidor que se permite ficar preocupado ou até mesmo apavorado com as quedas de seus papéis na bolsa estará transformando sua maior vantagem em sua maior desvantagem. Para este homem seria melhor que não houvesse qualquer cotação na bolsa, para que ele não se deixasse contaminar pela angústia mental causada pelo erro de avaliação de outras pessoas.”

Portanto na próxima correção do mercado, o investidor de longo prazo deve procurar oportunidades. Alguns tópicos são importantes e devem ser observados na empresa que você escolher para compor a carteira:

- Caixa forte (empresa sem dívidas);

- Sendo negociada com múltiplos atrativos. Ações baratas, negociadas abaixo do seu valor de reposição, isto é, o mercado está atribuindo erroneamente que não existe nenhuma perspectiva futura;

- Negócio atrativo (possui vantagens competitivas);

- Gestão da empresa razoavelmente competente e alinhada aos interesses dos acionistas.

Com este pequeno filtro as chances de se escolher uma empresa vencedora são muito maiores. Lembre-se que o investidor de longo prazo não tem pressa e portanto não se preocupa com o timming correto. Para ele, acompanhar o consenso do mercado significa pagar um preço muito alto e portanto fazer preço médio se as ações caírem mais é algo corriqueiro e que pode trazer bons frutos no futuro.

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Russell 2000

Publicado em 19.01.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias

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O índice Russell 2000 foi criado pela Frank Russell Group e procura identificar o comportamento das empresas de menor liquidez do mercado americano. O calculo deste índice é muito interessante. Inicialmente calcula-se a performance das 3000 ações mais negociadas na NYSE e em seguida se subtrai a performance das 1000 ações mais capitalizadas. O resultado é um apanhado das principais small caps da bolsa americana.

Acompanhar as small caps americanas pode ser bastante interessante. Afinal de contas, muitas vezes é mais fácil perceber anomalias em empresas com menor líquidez do que em cotações de companhias muito grandes.

Na bolsa americana, o Russell 2000 pode ser negociado de diversas formas. Existe inclusive futures e minifutures para o índice. Por este motivo ele é  muito utilizado pelos hedge funds em operações de arbitragem.

Muitos traders e investidores gostam de observar a relação entre o Russell 2000 e o S&P500. Quando o ratio Russell / SP500 está subindo,o risco do mercado também está subindo. Quando o ratio está caindo o risco do mercado está diminuindo.

Olhando para o comportamento dos dois gráficos nos últimos meses, percebemos como as empresas de menor líquidez se valorizaram com mais força do que as blue chips. Isso talvez explique a forte retomada da LAD de NYSE que já superou inclusive o topo do mercado do final de 2007.

rutspy

ladny

Russell 2000 / S&P500

LAD de NYSE

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