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Carteira CHR - Venda BMEF3

Publicado em 03.12.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) BMEF3, x Carteira CHR

 

logotipo_bmf_ofertaConforme havia já comentado por aqui e concordando com a opinião de alguns visitantes, resolvi hoje vender as míseras ações da BM&F.

Já havia me decidido por não manter conjuntamente na minha carteira as açoes da Bovespa e da BM&F, mas esperava apenas tomar uma decisão sobre a melhor escolha no ano que vém.

A decisão da mudança de rumo se deve por dois motivos.
Primeiro, o rateio da BM&F foi decepcinante. Operar no mercado fracionário é ruim e além do mais este lote da BM&F prejudicaria a metodologia de diversificação da minha carteira.
Segundo, o valor de mercado da bolsa de mercadorias e futuros, conforme mencionei no artigo sobre a oferta pública, está extremamente elevado. Se considerarmos a atual cotação da BMEF3, o seu valor de mercado se aproxima da Nymex, a principal bolsa de negociação de contratos de petróleo nos EUA e a maior instituição de mercado do mundo.

Continuo ainda muito confiante no futuro do papel. Vou aguardar pacientemente uma estabilização dos preços.

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Apenas 91 ações !

Publicado em 29.11.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) BMEF3, x Histórico

 

logotipo_bmf_ofertaO investidor[bb] de varejo que foi classificado com “prioridade de alocação” na oferta de ações da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMF) levou apenas 91 ações, ou seja, seu pedido de reserva foi atendido integralmente em R$ 1.820. Isso demonstra a forte demanda pelos papéis e uma elevada participação dos investidores não institucionais.

Conforme o esperado, o preço de emissão foi fixado em R$ 20 por papel, teto da estimativa de preço. Com isso o montante pode bater R$ 5,98 bilhões caso seja exercido integralmente o lote suplementar de 15%. O valor de mercado da BMF é de R$ 18 bilhões.

Hum mil oitocentos e vinte reais, sem dúvida é um valor muito baixo. Mas se pensarmos bem, e deixarmos de lado todas as teorias conspiratórias, o forte rateio se justifica.

Desde o início do prazo de reservas, no dia 19, o ritmo de abertura de contas pelas corretoras foi intenso. Mesmo as pequenas chegaram a cadastrar mais de 300 CPFs por dia. Para não ficar com um lote pequeno, foi prática entre os investidores encomendar lotes de ações em até dez CPFs diferentes. Houve também quem recorresse a empréstimos das corretoras para abocanhar uma fatia maior e tentar vendê-las com lucro logo no primeiro dia, o chamado “flipping”.

A pergunta que fica é: Com um valor tão baixo de saída, muitos investidores (e especuladores) irão ao mercado[bb] comprar mais lotes ? É possível. Mas, eu considero interessante uma ponderação. Com o aumento da faixa de preço e posteriormente a definição do preço nos R$20,00, a BMF alcançou um valor de mercado de R$18 bilhões. Sem considerar nenhuma projeção de crescimento a longo prazo, é um preço equivalente a 60 vezes o lucro previsto para este ano, na casa dos R$ 300 milhões e superior à relação atual da Bovespa HLD, em 43,8 vezes, ou da própria Chicago Mercantile Exchange, negociada com um Preço/Lucro de 41,7 vezes. Ou seja com o ajuste no valor das ações, sobrou pouco espaço para uma potencial valorização no longo prazo.

Vamos acompanhar… a estréia é amanhã. Todos de olho na telinha ! :)

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IPO BMF - Mudança já esperada !

Publicado em 27.11.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) BMEF3, x Carteira CHR

 

logotipo_bmf_ofertaEm comunicado ao mercado enviado hoje, a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMF) anunciou uma elevação na faixa estimativa de preço para a oferta secundária de ações que está em andamento. A faixa indicativa saiu de R$ 14,50 a R$ 16,50 para R$ 18 a R$ 20. Essa mudança que já havia ocorrido na IPO da Bovespa, ocorre devido a forte demanda constatada no livro de ordens.

Teoricamente, o potencial de valorização do papel perdeu 20%. Esse procedimento, apesar de ser legal, não é bem visto pelo mercado.

O investidor de varejo que já tinha efetuado seu pedido de reserva e não gostou de tal atitude tem até as 18 horas do dia 28 de novembro para cancelar seu pedido de reserva.

Com a alteração na faixa indicativa, a oferta da BMF pode movimentar mais de R$ 5,2 bilhões, caso o preço de emissão seja fixado no teto da estimativa.

Lembrando que a data limite para fazer a reserva continua sendo até hoje. Segundo o cronograma, amanhã será fixado o preço de emissão e as ações começam  a ser negociadas no dia 30.

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IPO da BM&F

Publicado em 19.11.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) BMEF3, x Carteira CHR

 

Código de Negociação : BMEF3

Atividade

O negócio BM&F envolve o desenvolvimento e administração de sistemas de negociação e liquidação de títulos e derivativos, que têm referência em ativos financeiros, índices, taxas, mercadorias, moedas, preços de energia e commodities ambientais ou agrícolas. São contratos que possibilitam aos participantes fazer operações de transferência de risco (hedge), arbitragem de preços entre mercados ou ativos, diversificação e alavancagem (operar acima do patrimônio).

Filtro

Assim como na IPO da Bovespa, o investidor deve se classificar como “com prioridade de alocação” ou “sem prioridade de alocação”. Se não assinalar nenhum dos campos é automaticamente considerado como não-preferencial num eventual rateio e corre o risco de não levar nada.
Pode ser considerado investidor prioritário, aquele que manteve no primeiro dia de negociação, 80% das ações adquiridas em, pelo menos, três das quatro últimas ofertas públicas de ações ou certificados de ações (Bovespa, Amil, Helbor e Laep Investments).

 

Quantidade de ações à venda

250.160.736

Volume

R$4,2 bilhões

Tipo/Listagem

Ordinárias (ON, com direito a voto)/ Novo Mercado

Reservas

De R$5 mil a R$ 300 mil
Do dia 19/11 até o dia 28/11

Preço por ação

De R$14,50 a R$16,50

Varejo

De 10% a 20% das ações

 

logotipo_bmf_ofertaDepois do sucesso assombroso da abertura de capital da Bovespa, que obteve uma valorização de mais de 50% no primeiro dia de negociação, chega ao mercado a oferta pública da BM&F. A expectativa é que a procura seja ainda maior. Todos os investidores que obtiveram lucro na operação da Bovespa, pretendem repetir a dose na BM&F. E aqueles que perderam a oportunidade na IPO da bolsa paulista, não querem ficar de fora agora.

Nem mesmo o cenário internacional mais adverso deve afugentar os investidores. Espera-se que os papeis da bolsa de mercadorias e futuros saiam no teto da oferta, 16,50 (isso se não houver uma nova definição de preços, como ocorreu com a Bovespa). Caso isso se concretize a empresa vai estrear com um valor de mercado de R$14,881 bilhões, um preço de quase 50 vezes o lucro previsto para este ano, de R$ 300 milhões. A Bovespa, ao sair a R$ 23,00 no IPO, tinha uma relação de 33 vezes, e, depois da escalada, vem sendo negociada a 51 vezes. Se compararmos estes números com a Chicago Mercantile Exchange (CME), a maior bolsa de futuros do mundo, que tem um preço equivalente a 43,4 vezes o lucro para 2007, fica a impressão de que a BM&F está vindo “muito cara” ao mercado.

Aliás por falar em CME, é bom lembrarmos que a cerca de um mês, a companhia americana adquiriu 10% da BM&F por US$7,98 por ação. Se a BM&F sair no teto da oferta (R$16,50) isso representaria US$9,31 por ação. Uma valorização de mais de 16% em 30 dias. Nada mal ! Quem sabe uma boa hora para realizar uma parte dos lucros, e voltar a comprar mais barato depois.

É importante porém considerarmos em nossa avaliação, as perspectivas de crescimento que a BM&F tem para o futuro. Em 2008, o Brasil deve receber o grau de investimento (selo conferido pelas agências de classificação de risco e que permitirá que os grandes fundos de pensão estrangeiros apliquem no país) que deve proporcionar um aumento significativo nos volumes transacionados nas bolsas brasileiras.

Destacaria porém, que o grande diferencial entre a Bovespa e a BM&F, está exatamente no tipo de negócio. Enquanto na Bovespa, uma mudança na tendência dos mercados pode afetar a liquidez, na BM&F, as operações independem da direção que os preços tomarem. Os investidores institucionais, como as tesourarias dos grandes bancos, os fundos mútuos, de pensão e as seguradoras, (que responderam por 76% dos contratos negociados em 2006), utiizam os derivativos  para se proteger ou alavancar as operações e geram movimentação em mercados de alta ou de baixa.

A bolsa de mercadorias e futuros é uma instituição de maior porte do que a Bovespa, negociando diariamente cerca de R$100 Bilhões. Lembrando que este montante não refere-se a desenbolso , e sim aos depósitos de garantia, já que depende do tamanho financeiro de cada contrato. O faturamento da empresa provém da cobrança dos emolumentos, que são bem menores daqueles cobrados pela bolsa paulista.

Enfim, assim como todo (ou quase todo… ehehe) o mercado, eu vou entrar. Não vejo espaço para a Bovespa e a BM&F na minha carteira. Uma das duas, deve sair até o final do ano.
Que a BM&F representa um ótimo negócio acho que é inquestionável. As oscilações no curto prazo, pós IPO, com certeza ocorrerão, mas como aposta de longo prazo é uma boa pedida.

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