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Mahle Metal Leve 3trim.2013

Publicado em 18.11.2013 por na(s) categoria(s) Análises, LEVE3, x Raio X

 

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  • Receita líquida de R$640,7milhões, 9,7% ante 3ºtrim.2012.
  • Ebitda ajustado de R$140milhões,. Margem de 22,3%; cresceu 2,1 p.p.
  • Lucro Líquido de R$78,7milhões. Margem líquida de 12,3%; cresceu 2,9 p.p.
  • Vendas totais de veículos no Brasil se encontram praticamente no mesmo patamar das do ano passado. Pequena elevação de 0,1%. Já a produção cresceu 14,1%.
  • Na Argentina, as vendas cresceram 19% e a produção 10,9%. No Mercosul, vendas +3,4% e produção +13,5%.
  • Os produtos da Mahle para motores são utilizados em veículos não só no Brasil mas também no Mercosul. Por isso é importante analisar as vendas de todos o bloco.
  • Lançamento de mais 2 novos produtos em componentes de motores e aplicação de mais 6 novas patentes (aumento da durabilidade dos componentes e redução de consumo de combustível).
  • Desenvolvimento de uma nova metodologia de medição de consumo de combustível de alta precisão, capaz dar suporte aos desenvolvimentos para o Inovar-Auto.
  • Considerando a receita total, o mercado interno responde por 64,2% e o mercado externo 35,8%.
  • Divisão por mercados de exportação e por produtos:

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  • Endividamento líquido da empresa é de R$243,4milhões. Redução do endividamento líquido em R$ 108 milhões (-31%): devido principalmente a uma geração de caixa liquida de R$133 milhões, bem como a um aumento da captação em R$36 milhões.
  • Do total da dívida da empresa, apenas 20% é de curto prazo. No início do ano, essa dívida de CP era de 59%.
  • Investimentos de Janeiro a setembro de 2013 foi de R$66,5milhões. Os investimentos previstos para o ano são de R$129,4milhões.
  • A dúvida sobre a volta do IPI (de 2% para 7%) nos veículos prejudica traçar uma expectativa no curto prazo.
  • A direção na teleconferência espera que o crescimento da empresa em 2014 seja pelo menos igual ao PIB.
  • O câmbio dentro de um novo patamar pode trazer resultados muito positivos nos próximos trimestres.
  • A empresa tem ainda R$100milhões de dividendos/JCP para serem distribuídos até o final do ano e início do ano que vem.

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Opinião CHR: A situação do segmento automobilístico não é das melhores. A forte base de comparação do ano passado não favorece os números deste ano. A Metal Leve porém se diferencia principalmente pela sua capacidade de investimento em tecnologia, permitindo se diferenciar de eventuais concorrentes. Além disso, a empresa é uma boa pagadora de dividendos, dando aos papeis da cia um caráter muito defensivo dentro de um portfolio.Importante acompanhar: a bela evolução das margens da cia e o possível corte no desconto da alíquota do IPI.

Gráficos: A LEVE3, atualmente cotada nos R$28,00, trabalha muito próxima de sua máxima histórica. A resistência nos R$29,00 é a última barreira. Desde o fundo da crise do subprime em 2009, a LEVE3 teve uma bela valorização superior aos 700%, deixando um canal de alta muito bem delineado. E mesmo este ano, que o Ibov patinou muito, o ativo já apresenta uma alta de 15%. O Suporte no curto prazo é nos R$27,00.

LEVE3 LEVE3m

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Kepler Weber 3trim.2013

Publicado em 13.11.2013 por na(s) categoria(s) Análises, KEPL3, x Raio X

  • Receita Líquida foi de R$166,9milhões, +76% ante 3trim.2012.
  • Lucro líquido de R$19,8milhões, +172,2%. Margem líquida de 11,8%.
  • Ebitda de R$ 35,7milhões, +192,1%. Margem Ebitda de 21,4%.
  • O desempenho da Receita Líquida em 2013 reflete o excelente momento do mercado agribusiness, impulsionado pelo aumento da demanda por armazenagem através das linhas de financiamento e pelos volumes recordes da safra.
  • Os números de lucratividade da cia neste 3ºtrimestre foram recordes na sua história de 88 anos de atuação no mercado.
  • A taxa de sucesso dos negócios brasileiros nos quais a Companhia participou no terceiro trimestre de 2013 apresentou um crescimento de 9,2 p.p., passando de 54,2% em 2012 para 63,4%, ampliando sua liderança no mercado doméstico.

Receita por segmento:

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  • O giro dos estoques está inferior em 25 dias quando comparado com o mesmo período de 2012.
  • Receita Líquida das exportações apresentou um recuo de 6,4%, R$ 17,8 milhões no 3T13 contra R$ 19,0 milhões no mesmo período do ano anterior .
  • O CPV somou R$ 114,2 milhões no terceiro trimestre de 2013, correspondendo a 68,4% da Receita Líquida da Companhia, contra R$ 73,3 milhões no mesmo período de 2012 (77,3%), apresentando um decréscimo de 8,9 p.p.
  • As despesas operacionais totalizaram R$ 9,1 milhões no 3T13. No mesmo período em 2012 as despesas com vendas totalizaram R$ 6,4 milhões. Em relação à Receita Líquida reduziram 1,3 p.p..
  • As despesas gerais e administrativas apresentaram aumento (R$ 9,1 milhões no 3T13 e R$ 6,0 milhões no 3T12) decorrente dos gastos com consultoria em projetos estratégicos, visando melhor desempenho e buscando redução de custos.
  • As disponibilidades apresentaram um crescimento de 38,1% em relação ao ano anterior, montando em R$ 153,6 milhões contra R$ 111,2 milhões em 2012.
  • O endividamento líquido do terceiro trimestre de 2013 reduziu 253,6% em comparação com o ano de 2012, reflexo do aumento das disponibilidades, e o endividamento total diminuiu em 11,1% em relação ao valor apurado em 2012.
  • Os investimentos totalizaram R$ 20,4 milhões, (R$ 18,9 milhões no mesmo período de 2012), e se destinaram à modernização dos parques industriais (R$ 9,7 milhões), melhorias em prédios e instalações (R$ 1,7 milhão), à aquisição de softwares, equipamentos de informática e segurança da informação (R$ 7,5 milhões) e ao desenvolvimento de novos produtos (R$ 1,5 milhão).
  • A empresa aprovou recente a política de dividendos. A expectativa é que seja distribuído aproximadamente 50% do lucro líquido.

 

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Opinião CHR: Em um artigo anterior e principalmente em meus tweets durante 2013, eu chamei a atenção para o setor agrícola e especificamente para a reformulação que estava em curso na Kepler Weber. O papel KEPL3 a pouco tempo atrás era sinônimo de mico e vítima de movimentos meramente especulativos. Hoje em dia, o ativo, listado no Novo Mercado, é admirado e pretendido até por aqueles investidores de perfil mais longo.
Essa mudança ocorreu principalmente por uma conjunção de fatores. Incentivo governamental, bom momento da agricultura com safras recorde e uma eficiente administração da cia. Os frutos começam a ser colhidos. A valorização da KEPL3 em 2013 já supera os 150%.
Os ventos parecem ainda favoráveis para o próximo ano, mas é preciso um acompanhamento minucioso do setor que, como já mostrou no passado, é muito sensível as dinâmicas sazonais do mercado de commodities agrícolas.

Gráficos: O que falar dos gráficos na KEPL3? O papel trilha uma bela tendência de alta desde o rompimento da resistência nos R$15,40 – R$15,70 (gráfico semanal). Atualmente testa uma nova resistência por volta dos R$32,00. Foi neste patamar de preços que o ativo deixou um topo relevante no início de 2010. Se superar esta resistência a simetria sugere um novo rali de alta com objetivos em preços negociados pelo ativo antes da grave derrocada de suas ações em 2007.

 

KEPL3s KEPL3m

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Alpargatas 3trim.2013

Publicado em 12.11.2013 por na(s) categoria(s) ALPA4, Análises, x Raio X

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  • Receita líquida consolidada foi de R$ 865milhões, +8,9% ante 3trim.2012.
  • Lucro Líquido consolidado R$74,5milhões, +0,5% . Margem líquida 8,6%, 0,7 p.p. abaixo 3trim.2012.
  • Ebitda consolidado R$104,7milhões, +1,4%. Margem Ebitda foi de 12,1%, 0,9p.p. abaixo do 3trim2012.
  • Alpargatas enfatizou a e=intenção de se transformar em uma gestora de marcas global.
  • Destaques: alta de 48% no volume de Mizuno, avanço de 7,5% nas vendas de Rainha e incremento de 31% no volume de vendas de calçados Timberland para o canal multimarcas.
  • A fábrica de Montes Claros entrou em operação apenas em Outubro, não trazendo portanto, ainda benefícios para o 3º trimestre.
  • Forte crescimento de 12,2% na receita da Alpargatas Argentina.
  • Participação dos modelos mais sofisticados no mix de vendas das sandálias Havaianas passou de 45%, no 3T12, para 53%, no 3T13.
  • o volume de vendas de sandálias Havaianas somou 142,467 milhões de pares no Brasil, quantidade 2,8% menor que a dos nove meses de 2012. Desse total, 47,705 milhões de
  • pares foram comercializados no 3T13, ante 50,164 milhões no 3T12.
  • Em nove meses foram comercializados 7,859 milhões de pares de calçados esportivos das marcas Mizuno, Topper, Rainha e Timberland, dos quais 2,840 milhões no 3T13. Esses volumes foram 18,9% e 7,1% maiores que os dos 9M12 e do 3T12, respectivamente.
  • O varejo Havaianas encerrou setembro com 305 lojas no Brasil, ante 244 no mesmo mês de 2012.
  • A quantidade de unidades comercializadas pelas subsidiárias Alpargatas USA e Alpargatas Europa, somada às exportações, totalizou 26,671 milhões, volume 11,3% superior ao dos 9M12.
  • A receita líquida do negócio internacional de sandálias acumulou R$ 331,1 milhões até setembro, montante 25,1% superior ao do mesmo período do ano passado.
  • A restrição da capacidade de produção das sandálias continuou sendo o gargalo para que os números do trimestre não fossem melhores.
  • O crescimento do varejo tem contribuído para ampliar o conhecimento em relação às marcas e o volume de vendas. No encerramento do terceiro trimestre, 539 lojas exclusivas da Alpargatas estavam em operação no Brasil e no exterior.

 

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  • Chama a atenção a forte redução do n. de lojas da Havaianas no exterior. No 2trim.2013 eram 154 e agora são 92. A empresa já tinha mencionado a intenção de fechar lojas que geravam pouco retorno.
  • Em nove meses de 2013 o ciclo de conversão de caixa médio foi de 64 dias, em linha com o do mesmo período do ano passado.
  • Em 30/09/2013, a Alpargatas apresentava saldo de caixa de R$ 747,5 milhões, ante R$ 660,3 milhões na mesma data do ano anterior.
  • Em 30 de setembro de 2013 o endividamento financeiro consolidado da Alpargatas totalizava R$ 521,4 milhões, sendo R$ 324,7 milhões denominados em reais e R$ 196,7 milhões denominados em moeda estrangeira.
  • A empresa confirmou a preocupação será a volatilidade do real frente ao dólar. Por essa razão, a proteção contra as variações da taxa de câmbio deve prosseguir por meio da execução da política de hedge.

 

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Opinião CHR: Um bom balanço. Mas sem dúvida, os resultados seriam muito melhores se o problema do gargalo produtivo já tivesse sido resolvido pela nova fábrica de Montes Claros. A expectativa é que no 4ºtrimestre a Alpargatas já consiga saciar a forte demanda pelas suas sandálias. A expansão do mercado internacional também agradou. Ainda não ficou muito clara a estratégia para a marca Osklen, adquirida a aproximadamente 1 ano. Com a alta do dólar, muita atenção para o preço da borracha que pode espremer ainda mais as margens da cia.

Gráficos: ALPA4 vem em um belo rali de alta desde o fundo deixado em Agosto deste ano. Isso representa uma valorização superior aos 20% em 3 meses. Hoje o ativo, começa a mostrar os primeiros sinais de esgotamento da tendência a violar ao média móvel de 20 dias. Ao analisarmos o gráfico semanal não ajustado, percebemos que a faixa dos R$ 15,50 – R$15,70, representa uma resistência importante, já que em outubro do ano passado e em Maio deste ano, o papel formou topos importantes.

ALPA4 ALPA4s

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RaiaDrogasil 3trim.2013

Publicado em 08.11.2013 por na(s) categoria(s) Análises, RADL3, x Raio X

 

  • Lucro Líquido Ajustado: R$ 42,6 milhões, 2,5% de margem líquida.
  • Receita Bruta foi de R$1.683 milhões, +15,9%. Margem bruta foi de 26,8%. 0,6pp acima do 3trim2012.
  • Ebitda ajustado foi de R$90,8milhões. Margem de 5,4%.
  • Despesas com vendas foram de R$317milhões. As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 43,9 milhões no trimestre. Um crescimento, respectivamente, de 21% e 19% em relação ao mesmo trimestre de 2012.
  • A desoneração não voltou e a empresa foi obrigada a recompor a provisão, pressionando as despesas.
  • O aumento salarial em SP ocorreu em Julho e também influenciou nas despesas. A empresa possui dois CDs em SP.
  • 931 lojas em operação (abertura de 29 lojas e 6 fechamentos) . Em 2013, já foram abertas 90 lojas. O guidance são de 130.
  • A RaiaDrogasil é a empresa que mais as abre farmácias no país.
  • Market share foi de 9,8% no trimestre; 0,2 pp abaixo do trimestre do 3trim de 2012. O market share foi distorcido pelo aumento da base de informantes do IMS. Considerando a mesma base de 2012, a RaiaDrogasil teria ganho 0,2 ponto percentual.
  • Crescimento de vendas foi de 15,9%, com 9,9% nas mesmas lojas e 4,9% nas lojas maduras.
  • OTC foi o destaque do trimestre. Genéricos perderam 0,3 p.p. no mix de vendas devido à problemas logísticos com um dos nossos maiores fornecedores .
  • Melhora no ciclo de caixa em 5 dias. Destaque para a redução expressiva do ciclo de estoques.
  • Direção mostrou descontentamento com o crescimento baixo das vendas mesmas lojas maduras de 4,9%, abaixo da inflação.
  • A integração do sistema está em curso e a empresa já identifica as vantagens de tal processo. Previsão de conclusão é em Março.
  • Segundo a direção da empresa, a RaiaDrogasil será a única empresa completamente integrada, trazendo ganhos expressivos nos trimestres de 2014.
  • 551 lojas da empresa participam do programa Farmácia Popular do governo.
  • Segundo a direção da empresa, a perda de market share em SP se deve principalmente a operação da cia e não ao avanço dos concorrentes.
  • A direção enfatizou na teleconferência que não considera que o ambiente macro econômico mais desafiador influencie a operação da empresa. Isso pelo fato de a empresa possuir um perfil mais defensivo.

 

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Opinião CHR: Não foi um bom trimestre para a empresa. O crescimento expressivo nas despesas, apesar de justificado, chama a atenção. Além disso, a empresa mostrou dificuldade de evoluir no seu market share. E isso ainda sem contar com a entrada de um novo concorrente de peso, que é o caso do grupo Ultrapar através da recente aquisição da Extrafarma. De positivo, a forte redução do ciclo de estoque e a boa evolução do sistema de integração devem trazer resultados positivos nos próximos trimestres.
Como de costume, o mercado já antecipou em muito esse quadro pessimista. O ativo RADL3 cai mais de 25% no ano. É importante lembrar, que o segmento de farmácias é muito promissor, principalmente considerando o aumento do poder de compra do trabalhador e a elevação da idade média da população.

Gráfico: A RADL3 testa um importante suporte nos R$16,00. Neste patamar, o ativo já formou um topo em Outubro de 2010 e um fundo, recentemente,  em Agosto/2013. Também nesta região, encontramos a retração de 61,8% de Fibonacci de toda a perna de alta que iniciou em Julho de 2011.
Apesar do suporte relevante, a tendência em todos os tempos gráficos, é claramente de baixa e não existe ainda nenhum sinal, no curto prazo, de reversão.

 

RADL3 RADL3s

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BRMalls 3trim.2013

Publicado em 07.11.2013 por na(s) categoria(s) Análises, BRML3, x Raio X

  • Receita líquida alcançou R$322,4 milhões, crescendo 15,8%.
  • O NOI totalizou R$299,1 milhões no 3T13, um crescimento de 16,4% sobre o NOI do 3T12, registrando uma margem de 92,2% no trimestre.
  • a maior margem na história da BRMALLS. Nosso NOI mesmos shoppings cresceu 12,0% no trimestre quando comparado ao 3T12.
  • O EBITDA ajustado registrou R$259,0 milhões no trimestre, um aumento de 16,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem EBITDA ajustado do trimestre foi de 80,3%.
  • O FFO ajustado alcançou R$130,9 milhões, 37,4% acima dos R$95,3 milhões registrados no 3T12. A margem FFO ajustado do trimestre foi de 40,6%.
  • O lucro líquido ajustado alcançou no 3T13 R$128,4 milhões, 32,2% acima dos R$97,2 milhões do 3T12. A margem do lucro líquido ajustado foi de 39,8%.
  • O aluguel mesmas lojas alcançou 9,3% enquanto as vendas mesmas lojas cresceram 8,1% no 3T13.
  • A taxa de ocupação dos nossos shoppings finalizou o trimestre com 97,6% da sua ABL locada. Dos 51 shoppings que detínhamos participação no 3T13, 24 apresentaram uma taxa de ocupação maior do que 99%. Essa taxa porém vem caindo, no 4trim2012 era de 98,3%.
  • A inadimplência líquida atingiu 0,5%, redução de de 0,4 p.p comparado ao 3T12.
  • O custo da dívida foi reduzido de TR + 11,16% para TR + 9,80%.
  • A BRMalls vem conseguindo aumentar o aluguel e mesmo assim reduzir o custo de ocupação total do lojista, que caiu de 10,7% no 3T12 para 10,2% no 3T13.
  • Inauguração da expansão do Natal Shopping, acrescentando 9,5 mil m² de ABL total e 4,8 mil m² de ABL próprio ao shopping.
    Novas expansões estão em curso. São elas: Contagem, NorteShopping, Recife, Capim Dourado e Sete Lagoas.
  • Ao longo do terceiro trimestre a companhia investiu um total de R$172,1 milhões.
  • Dívida Bruta era deR$4.679,9 milhões, o que representa uma queda de 0,5%, ou R$43,9 milhões em relação ao 2T13.
  • A posição de caixa da BRMALLS encerrou o terceiro trimestre de 2013 em R$373,1 milhões, uma variação negativa de 37,6% em relação aos R$598,2 milhões do segundo trimestre de 2013. E portanto a ívida líquida foi de R$ 4.306,9 milhões.
  • O valor do aluguel por m2 foi de R$91. No 3trim2012 estava em R$89.
  • A cia apresentou um nível de pagamento em atraso (30dias) muito baixo. Apenas 3,1% dos seus lojistas atrasaram o pagamento.
  • O leasing spread de aluguel dos novos contratos e das renovações dos contratos em shoppings existentes foi de 20,5% e 23,3%, respectivamente.

 

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Opinião CHR: O cenário macro econômico do país se deteriorou muito nos últimos 2 anos. E é inegável que o setor de shoppings centers sente este reflexo. Mas quando observamos os números da BRMalls, esse quadro não parece assim tão sombrio. A empresa consegue crescer nas vendas mesmas lojas (+8,1%) e ainda manter um leasing spread muito atraente (acima de 20%). A cultura da meritocracia e a força de escala da empresa tem alcançado resultados mesmo com a economia brasileira mais devagar. Me parece exagerada a desvalorização de quase 30% que as ações da cia vem apresentando em 2013.
Assim como já enfatizei em outros artigos sobre a empresa, é preciso acompanhar de perto o nível de endividamento da cia. Principalmente porque, a alta da Selic pode exercer uma pressão desagradável no futuro.

Gráficos: A BRML3 testou recentemente a média móvel de 200 períodos e deixou um topo próximo dos R$22,00. No gráfico semanal identificamos uma LTB que vem sendo respeitada que vem desde a máxima histórica do ativo. O IFR (2) no gráfico semanal se aproxima do patamar dos 10 pontos, que no passado se mostrou uma região que indicava o ativo estar sobrevendido.

BRML3 BRML3s

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Cielo 3trim.2013

Publicado em 06.11.2013 por na(s) categoria(s) Análises, CIEL3, x Raio X

 

Cielo - Relações com Investidores

 

  • Lucro Líquido de R$ 689,2 milhões ,+17,0% e Margem Líquida de 39,6%.
  • EBITDA de R$ 929,7 milhões,+19,0% e Margem EBITDA de 53,5%.
  • Volume financeiro de transações, no critério mercado, totalizou R$ 113,2 bilhões, +17,6% e Volume Financeiro de transações, critério contábil, totalizou R$ 112,8 bilhões, +17,8%
  • Receita operacional líquida R$ 1,7 bilhão, +31,6%.
  • POSs instalados no 3trim. foram de 1751, 5,5% acima dos 1659 do 3trim.2012. Pontos de vendas ativos cresceram 9,8%, para 1417.
  • Gastos subiram 47,8% para R$907milhões. Números já incluem consolidação da Marchant E-Solutions.
  • Despesas operacionais cresceram 106% e atingiram R$63,8milhões. Boa parte deste montante se deve a uma fraude identificada nas operações eletrônicas.
  • Receita Bruta da antecipação de recebíveis foi de R$ 312milhões, +50,4% ante 3trim2012.
  • Relação entre os volumes antecipados e o total de transações no cartão de crédito foi de 16,6%, a maior da história da cia. Direção acredita que este percentual pode ser factível para os próximos trimestres.
  • Novo concorrente no horizonte: empresa (Projeto Stone) formada por ex-executivos da Braspag juntamente com o BTG Pactual.
  • Market share do setor: Cielo 55,26%, Rede 40%, Santander 5,3%.

 

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Opinião CHR: Apesar de a abertura do mercado de cartões já ter ocorrido desde o ano passado, em 2014, a Cielo deve começar a sentir, de fato, a pressão da concorrência. Novos players e a agressividade da Rede e do Santander devem reduzir o atual market share da companhia. Além claro de pressionar as margens (veja gráfico acima).
De qualquer forma, a direção já vem alertando os analistas e os investidores quanto a este cenário no futuro. A empresa continua com uma sólida posição de caixa e vejo um diferencial ainda gritante quanto ao investimento em tecnologia em relação as demais empresas do setor. A valorização de 50% em 2013, chama a atenção e indica que o papel se encontra bastante esticado. o P/L acima de 20 confirma essa ideia.

Gráficos: Em tendência de alta em qualquer que seja a periodicidade analisada. Depois do balanço, a CIEL3 parece deixar um topo na sua máxima histórica próximo dos R$ 69,00. O suporte imediato no gráfico diário é o fundo nos R$ 64,50. É provável que nas próximas semanas o ativo continue repercutindo o cenário mais desafiador do setor e lateralize ou continue corrigindo afim de afrouxar um pouco os indicadores técnicos que se encontram bastante sobre-comprados.

CIEL3 CIEL3s

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BR Properties 3trim.2013

Publicado em 05.11.2013 por na(s) categoria(s) Análises, BRPR3, x Raio X

 

 

  • Receita Líquida de R$236,6 milhões, crescimento de 41% comparado ao 3T12.
  • EBITDA ajustado de R$218,2 milhões, acréscimo de 47% sobre 3T12 e margem EBITDA ajustada de 92%.
  • O lucro líquido do trimestre totalizou R$89,6 milhões, impactado por um ganho no valor justo das propriedades de R$44,4 milhões.
  • O FFO ajustado, excluindo despesas não caixa, totalizou R$74,7 milhões, acréscimo de 171% sobre o 3T12 e margem FFO ajustado de 32%.

 

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  • Participação na receita:
    61%, ou R$154,8 milhões, resultaram da receita de locação de escritórios;
    29%, ou R$72,6 milhões, resultaram da receita de locação de imóveis industriais;
    5%, ou R$13,8 milhões, resultaram da receita de locação de imóveis de varejo;
    1%, ou R$2,2 milhões, resultaram da receita de serviços;
    4%, ou R$11,2 milhões, resultaram da linearização da receita.
  • Dívida Líquida/EBITDA Ajustado de 5,2x, uma redução de 29% em relação ao 3T12.
  • A posição de caixa totalizou R$839,7 milhões, um aumento de 213% em relação ao mesmo período do ano passado.
  • As despesas gerais e administrativas caíram para R$15milhões, enquanto no 3T12 essas despesas totalizavam R$17,4 milhões, uma redução de 14%.
  • O leasing spread médio líquido de inflação (escritórios + industriais) do trimestre atingiu +1,7%,
  • Ao final de outubro, o portfólio apresentou taxas de vacância financeira e física de 9,7% e 4,9%, respectivamente. Excluídos os edifícios recém-entregues, Ed. Paulista e Torres D&E do Complexo JK, as taxas de vacância financeira e física seriam de 3,2% e 2,8%, respectivamente;
  • Inadimplência do portfólio continua muito baixa. No 3trim.2013 foi de apenas 0,1%.

 

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Opinião CHR: Apesar das preocupações com o setor imobiliário recentemente, a BR Properties vem mantendo números bem satisfatórios. Os bons imóveis do portfólio e consequentemente a boa qualidade dos inquilinos permitem manter níveis muito baixos de vacância e inadimplência. Em 2014, a empresa terá R$ 785milhões em dívidas para pagar. Importante acompanhar como a empresa vai atuar para postergar este montante. Em compensação, 75% dos contratos vencem apenas depois de 2016, permitindo uma boa programação financeira.

 

Gráficos: A BRPR3 já caiu mais de 35% desde a sua máxima histórica registrada no final do ano passado. Observando o gráfico semanal percebemos que nos últimos meses o ativo está lateralizando dentro de um range que vai dos R$17,00 aos R$20,00. Inclusive esta movimentação pode ser confirmada pelas bandas de Bollinger que se encontram paralelas.
Com a divulgação dos números do 3trimestre, a BRPR3 voltou a testar o suporte de curto prazo nos R$18,20. Rompendo este suporte,o ativo deve testar a base da congestão.

 

BRPR3 BRPR3s

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Ambev 3trim.2013

Publicado em 01.11.2013 por na(s) categoria(s) AMBV4, Análises, x Raio X

 

 

  • Receita líquida foi de R$23,7 bilhões, alta de 7,4% sobre os R$22 bilhões do mesmo período de 2012.
  • Lucro Líquido caiu 1,92% para R$6,63 bilhões.
  • Ebitda teve alta de 9,1% para R$ 11 bilhões. Margem Ebitda subiu para 46,4%, ante 45,7% do 3trim.2012.
  • Crescimento de receita por região: Cerveja Brasil +0,8%, RefrigeNanc Brasil +5,4%, HILA-ex +10,7%, LAS +14,8%, enquanto Canadá -0,1%.
  • CPV cresceu 5,8%. Despesas com vendas, gerais e administrativas caíram 0,5%.
  • A geração de caixa operacional aumentou 7,4%, totalizando R$ 4.689,8 milhões.
  • Investimento em CAPEX foi de aproximadamente R$ 1 bilhão durante o trimestre.
  • Estimativas que a indústria de cerveja no Brasil tenha contraído 4,3%. Por aqui, a receita da empresa cresceu 0,8% com uma queda de 5,0% dos volumes, mas um desempenho sólido da ROL por hectolitro, que cresceu 6,0%.
  • A média de participação de mercado para o trimestre foi de 68,0%.
  • Para RefrigeNanc Brasil, a receita líquida cresceu 5,4%, com uma queda de 2,0% em volumes provocada pela indústria, a qual compensada por um aumento de 7,6% da ROL por hectolitro. Guaraná Antarctica atingiu a participação de mercado recorde de 10% durante o trimestre, a mais alta historicamente .
  • Operações no Caribe e América Central o EBITDA totalizou R$ 121,8 milhões (+37,5% ).
  • Operações na LAS entregaram um EBITDA de R$ 674,8 milhões no 3T13 (+20,3%).
  • No Canadá, o EBITDA aumentou 0,6% no trimestre, atingindo R$ 582 milhões.
  • A decisão do Governo Federal em não mais aumentar os impostos em 2013 deverá ser positiva para o volume e cria condições para a cia manter o plano de investimento recorde no Brasil.

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Opinião CHR: Apesar do ano desafiador para a Ambev, as ações da cia estão praticamente no zero a zero em 2013. Um bom resultado, se pensarmos que o Ibovespa apresenta uma desvalorização de mais de 10%. As expectativas para 2014, são bastante positivas com o evento Copa do Mundo no radar.  Líder de mercado e focada em eficiência, a empresa merece um lugar de destaque em todos os portfólios de longo prazo.

Gráficos: A AMBV4 no gráfico diário trabalha em cima da média móvel de 200 períodos. No curto prazo o principal suporte são os R$83,20. Resistência nos R$88,00.
Olhando para o gráfico semanal, fica claro o caixote que o ativo vem trabalhando durante todo 2013. Não temos uma tendência definida nesta periodicidade mais longa.

AMBV4 AMBV4s

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Natura 3trim.2013

Publicado em 31.10.2013 por na(s) categoria(s) Análises, NATU3, x Raio X

 

  • Receita Líquida consolidada R$1,777 Bilhão no 3trim. +12% em relação ao 3trim.2012.
  • Ebitda consolidado R$398 milhões, +3,5%. Margem Ebitda ficou em 22,4% ante 24,3% de um ano antes.
  • Lucro líquido consolidado R$183,7 milhões, -22,6%. Margem líquida caiu de 15% para 10,3%.
  • Se não considerarmos o impacto da marcação a mercado de derivativos atrelados a dívida em moeda estrangeira, o lucro líquido cresceu 4,5%.
  • Vendas no Brasil cresceram 5,4%. Resultado da intensificação dos investimentos em marketing, da receita incremental advinda do lançamento de SOU e da estratégia no ciclo de vendas do Dia dos Pais.
  • Base de consultoras cresceu 2,5% frente ao ano anterior e a produtividade 2,9%.
  • Rede Natura que iniciou na cidade de Campinas (SP), a partir de outubro foi ampliado para a cidade de São José dos Campos (SP) e a expectativa é de iniciar sua expansão no Brasil ao longo de 2014.
  • Guidance de Capex deste ano subiu de R$ 450 milhões para R$ 550 milhões.
  • O market share no segmento de mercado de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (HPPC) foi de 20,8%, queda em relação aos 22,6% no ano anterior.
    A empresa implantou o pagamento de cartão de crédito para algumas consultoras. A idéia é expandir para todas as consultoras no Brasil.
  • Estimativa da diretoria é que o mercado vai continuar crescendo no mesmo ritmo do 1º semestre. O market share deve se manter até o final do ano.
  • O aumento dos custos de logística preocupam a empresa. Principalmente o preço do frete. A mudança do centro de distribuição de Cajamar para São Paulo, no ano que vem, deve aliviar estes custos.
  • Apesar dos preços mais baixos nos produtos Soul, a rentabilidade é muito parecida com a dos outros produtos.
  • Operações da Aesop no Brasil devem ocorrer no ano que vem. Incialmente a entrada no país será feita através de lojas. Futuramente pode ser implantada a venda no catalogo das consultoras.

 

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Opinião CHR: A empresa continua com suas bases sólidas. A governança é exemplar e possui uma preocupação com o social e com a sustentabilidade que a diferenciam das demais companhias listadas na bolsa.
Uma preocupação crescente deve ser com a forte concorrência do setor. A Natura vem perdendo market-share nos últimos trimestres e isso pode afetar ainda mais as margens no futuro.
Em que medida a Aesop irá influenciar a receita da cia é outra questão importante a ser acompanhada.

Gráficos: Os números do balanço do 3trim.2013 decepcionaram os players do mercado e a NATU3 abriu em gap de baixa no dia 24/10. Fez um fundo nos R$43,65 e agora trabalha próximo dos R$45. Olhando para um período mais longo (gráfico mensal), o papel vinha se recuperando do fundo deixado em Agosto (R$41,40) e parecia indicar o início de uma nova tendência de alta. A perda da mínima do mês passado parece desfazer esta impressão inicial. Próximo suporte importante nos R$41,40. o fechamento do gap nos R$47,00 é a resistência mais próxima.

 

NATU3 NATU3m

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RaiaDrogasil 2ºtrim.2013

Publicado em 27.08.2013 por na(s) categoria(s) Análises, RADL3, x Raio X

 

 

  • Lucro líquido ajustado de R$ 58,6 milhões no trimestre, uma margem líquida de 3,7%.
  • EBITDA ajustado de R$ 103,5 milhões, um aumento de 3,2% e um decréscimo de margem de 0,8 ponto percentual, ficando em 6,5%. Essa queda da margem ocorre principalmente devido as margens mais estreitas das lojas novas.
  • A cia encerrou o 2T13 com R$ 1.604,1 milhões de receita bruta, um incremento de 16,6%. Se excluirmos as lojas encerradas e suspensas da base de comparação, o crescimento seria de 18,1%, um aumento de 1,5 ponto percentual.
  • Margem bruta ajustada foi de 27,0% no trimestre, uma retração de 1,1 ponto percentual.
  • Imbróglio tributário no estado de SP vem prejudicando a margem bruta. A direção da Raia Drogasil, espera uma solução ainda para este ano, se não pretende rever a política tributária da empresa.
  • As despesas com vendas totalizaram R$ 289,8 milhões, equivalente a 18,1% da receita bruta, uma elevação de 0,5 ponto percentual em comparação a 2012. O aumento dos alugueis e à abertura de novas lojas foram o principal motivo.
  • As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 40,5 milhões no trimestre, equivalente a 2,5% da receita bruta, o que representou uma diluição de 0,7 ponto percentual quando comparado ao mesmo período de 2012.

 

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  • Lojas: 906 lojas em operação (abertura de 25 lojas e 10 fechamentos) .
  • Programa de otimização do portfólio, a empresa espera concluir até o final de 2013 com um total esperado de 20 a 25 fechamentos de lojas no ano.
  • Este ano a empresa já abriu 61 lojas. No mesmo período do ano passado haviam sido abertas apenas 35 lojas.
  • Participação de mercado de 9,0% em junho, em linha com o 2T12.
  • Crescimento nas mesmas lojas de 10,2% e de 5,7% nas lojas maduras, com três ou mais anos em operação. Uma queda expressiva comparado com o trimestre do 2trim.2012.

 

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  • A empresa espera que o governo volte a desonerar a folha do setor de farmácias, que terminou em Maio. Caso ela não retorne, a empresa será obrigada a voltar no balanço com a provisão trabalhista.
  • No dia 1ºsetembro a empresa pretende começar toda a integração dos sistemas (deve durar 6 meses). Isso vai melhorar a margem e a eficiência da cia. Alinhamento do mix, unificação dos cadastros, sistema único de compras,etc…
  • Pipeline de lojas entregues em 2013 é de 130 lojas.
  • Foco da gestão: 1)Melhoria da margem bruta e do ciclo de caixa. 2)Gestão rígida de despesas. 3) Conclusão da integração do sistema.
  • Em teleconferência, a direção confirma que o segundo semestre será desafiador. A margem Ebitda, por exemplo, deve ficar abaixo da média verificada no ano passado.
  • A direção também confirmou que pretende abrir novos mercados (novas regiões) em 2014. A sensação é que estes novos mercados sejam no nordeste.

Gráficos

A RADL3 apresenta uma queda de 30% desde o último topo deixado em Maio deste ano. Ou seja, no curto prazo, temos uma tendência clara de baixa, com o ativo fazendo topos e fundos descendentes abaixo da média móvel de 20 dias. Olhando para um cenário mais amplo, no gráfico semanal, notamos que o papel encontrou uma zona de suporte marcada pelo topo de Outubro de 2010, nos R$16,00. Nesta mesma faixa de preço temos as retrações de Fibonacci da última perna altista.

 

RADL3d RADL3s

 

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