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Posse de Barack Obama

Publicado em 20.01.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Informações, Opinião

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image Dia histórico. Barack Obama é o primeiro negro a se tornar presidente dos EUA.

De acordo com pesquisa da CNN, a maneira como Obama se conduziu na transição é aprovada por 84% dos entrevistados, um recorde de popularidade. Seis em cada dez norte-americanos acreditam que a posse é uma celebração da democracia e a maioria vê o evento como uma oportunidade de união entre os cidadãos do país.

Com um discurso firme e convincente, Obama fez questão de destacar os sérios problemas econômicos que o país vive. A partir de amanhã todos os olhos se voltarão para as medidas efetivas do novo presidente.

Obama em toda a eleição fez questão de associar o seu nome ao de Roosevelt. Franklin Delano Roosevelt, que assumiu em 1933, em meio a uma grave crise financeira, tomou medidas duras e rápidas para tentar conter a forte recessão da época. O mesmo modelo deve ser adotado agora pelo novo presidente. Não me surpreenderia se nas próximas semanas mudanças profundas fossem anunciadas no sistema financeiro americano.

Parece evidente que o estímulo fiscal e monetário, com a liberação de trilhões de dólares, não vai ser suficiente para estancar a sangria. Será necessária uma nova ordem reguladora dos mercados evitando que  instituições e instrumentos financeiros assumam grandes riscos em tempos bons e depois, quando surge a “tempestade”, coloquem todo o sistema em colapso.

Para tais medidas é possível que tenhamos algumas surpresas. O mesmo Roosevelt a 70 anos, chegou a fechar todos os bancos por uma semana até pôr ordem na economia. Não acredito em um anúncio tão drástico nos dias atuais. Mas com certeza, alguma inovação se faz necessária.

Em tempo… no mercado, hoje, as bolsas desprezaram o otimismo da posse. Ibov -4,01% , DJI -3,52% e S&P500 -4,66% (até às 18:15hs), DAX -1,60%, FTSE -0,72%. A fragilidade dos balanços apresentados nos EUA e o receio dos investidores sobre as condições do setor bancário no Reino Unido, surgem como os principais responsáveis pelo mau humor.

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A estratégia de comprar na baixa

Publicado em 15.01.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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42-20321150Mesmo sabendo que toda unanimidade é burra, parece inquestionável para  a maioria dos especialistas do mercado que o ano de 2009 será um ano muito difícil para a economia mundial. E falando de bolsa a tendência é que também tenhamos muitas dificuldades.

Mas talvez neste cenário, podemos encontrar ótimas oportunidades. Buffett já profetizou: “Seja audacioso quando os outros estiverem com medo e tenha medo quando os outros forem audaciosos”.

Conforme artigo escrito essa semana, fazer previsões sobre o futuro financeiro é uma tarefa árdua e ingrata mas necessária. E pensando nisso, se tivermos um horizonte de investimento de médio para longo prazo (3-5 anos), o atual patamar das cotações dos ativos brasileiros se mostra muito atrativo.

Sem dúvida, nadar contra a maré nunca é fácil. Exige estômago para aguentar a pressão, e sempre foi mais fácil errar em conjunto do que sozinho. Mas são as apostas contrárias ao consenso que permitem os maiores retornos. E como disse Max Gunther, autor de “Os Axiomas de Zurique“, “se o seu principal objetivo na vida é fugir das preocupações, então você nunca deixará de ser pobre.” Quem tem muito medo de perder, dificilmente irá ganhar.

No ano passado, publiquei um artigo aqui no blog, intitulado “O momento é agora !“, onde enfatizava a oportunidade que começava a aparecer para montar uma carteira de acumulação. No texto fazia questão de destacar a questão do “timming”. Não devemos concentrar as compras apenas em um determinado momento. O ideal é formularmos uma estratégia de compras em lotes de forma paulatina e contínua. Afinal de contas, os mercados podem permanecer irracionais por muito mais tempo do que a nossa disponibilidade financeira em fazer aplicações.

Para carteiras de acumulação é importante evitar a alavancagem e a falta de liquidez. Muita atenção também ao empregar neste tipo de investimento recursos que precisarão ser usados em uma emergência. Já que uma venda forçada pode tirar você do jogo antes do tempo ideal.

Enfim, novamente chamo a atenção de vocês para esta oportunidade ímpar que o estouro da recente bolha especulativa mundial provocou. Sei que uma estratégia operacional nem sempre é adequada para todo tipo de investimento. Sei que é importante respeitarmos a propensão ao risco e os objetivos financeiros de cada investidor. Mas acredito que arriscar parte do patrimônio, especialmente quando há preços convidativos e o fim do mundo parece precificado, pode fazer muito sentido em um futuro não muito distante.

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As previsões

Publicado em 13.01.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Estratégias, Informações, Opinião

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previsao Recentemente a Business Week, trouxe uma matéria onde apresentava algumas previsões feitas em 2008 que acabaram sendo uma tremenda furada.

São analistas, economistas e presidentes que fizeram uma leitura errada do cenário que se configurava.

A pergunta é: Se eles não diagnosticaram a doença, conseguirão descobrir a cura?

Abaixo, transcrevo as dez previsões “furadas” relatadas na revista americana:

1) “Um rali muito poderoso e estável está a caminho. Mas poderá ser preciso mais uns dois dias para ele começar. Se preparem e tenham fé!” – Richard Band, editor da “Profitable Investing Letter”, 27 de março de 2008.

Na data da previsão, o índice Dow Jones Industrial estava nos 12.300 pontos. No fim de dezembro ele estava em 8.500 pontos.

2) A AIG “poderá ter ganhos enormes no segundo trimestre.” – Bijan Moazami, analista da Friedman, Billings, Ramsey, 9 de maio de 2008.

A AIG acabou perdendo US$ 5 bilhões naquele trimestre e US$ 25 bilhões no trimestre seguinte. Ela teve seu controle assumido em setembro pelo governo americano, que vai gastar ou emprestar US$ 150 bilhões para manter a companhia operando.

3) “Eu acho que a Freddie Mac e a Fannie Mae estão fundamentalmente sólidas. Elas não correm o risco de afundar… Acho que elas estarão bem no futuro.” – Barney Frank (representante do partido Democrata por Massachusetts), presidente do comitê de serviços financeiros da Câmara dos Representantes, 14 de julho de 2008.

Dois meses depois, o governo interveio nas gigantes hipotecárias e prometeu investir até US$ 100 bilhões em cada uma.

4) “O mercado está em processo de autocorreção.” – presidente George W. Bush, em um pronunciamento feito em 14 de maio de 2008.

No resto do ano o mercado continuou se corrigindo… e corrigindo… e corrigindo.

5) “Não! Não! Não! O Bear Stearns não está com problemas.” – Jim Cramer, comentarista da rede CNBC em 11 de março de 2008.

Cinco dias depois, o JP Morgan Chase assumiu o controle do Bear Stearns com ajuda do governo, quase que exterminando os acionistas da instituição.

6) “Vendas de moradias já existentes tendem a crescer em 2008.” – Manchete de um “press release” da Associação Nacional dos Corretores de Imóveis em 9 de dezembro de 2007.

Em 23 de dezembro de 2008 o grupo disse que as vendas de novembro estavam em uma taxa anualizada de 4,5 milhões de unidades – queda de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior – , na pior retração registrada pelo setor imobiliário desde a Grande Depressão.

7) “Eu acho que o preço do petróleo estará em US$ 150 no fim do ano.” – T. Boone Pickens, 20 de junho de 2008.

O barril de petróleo custava na ocasião US$ 135. Hoje está baixo dos US$ 40.

8 ) “Eu acredito que haverá algumas falências… Não antecipo nenhum problema sério do tipo entre os grandes bancos ativos internacionalmente e que representam uma parte bastante substancial de nosso sistema bancário.” – Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed), em 28 de fevereiro de 2008.

Em setembro, a Washington Mutual tornou-se a maior instituição financeira a falir na história dos EUA. O Citigroup precisou de socorro ainda maior em novembro.

9) “No ambiente regulador de hoje, é praticamente impossível violar as regras.” – Bernard Madoff, gerente de investimentos, 20 de outubro de 2007.

Cerca de um ano depois, Madoff – ex-presidente do mercado de ações da Nasdaq – disse a investigadores que havia fraudado seus investidores em US$ 50 bilhões.

10) “A Bound Man: Why We Are Excited About Obama and Why He Can’t Win” (algo como “Um Homem Coagido: Por que Estamos Tão Animados com Obama e Por que Ele Não Conseguirá Vencer” – título de um livro do escritor e comentarista conservador Shelby Steele, publicado em 4 de dezembro de 2007.

Senhor Steele, gostaria de ser apresentado ao presidente eleito?

Com este artigo, não quero desmerecer a necessidade de se tentar prever o futuro. Fazer previsões é inevitável. Não apenas na economia, mas em qualquer campo da vida humana. Não podemos traçar um planejamento se não criarmos em nossas mentes uma idéia de cenário futuro.

O importante é lembrarmos que estas previsões possuem um alcance limitado e que acidentes de trajeto sempre ocorrerão nos obrigando a adequar nossas expectativas.

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A segurança dos planos de previdência (parte 4)

Publicado em 31.12.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Informações, Opinião

img8 A seriedade da atual crise financeira vem espalhando o temor pelo mercado. Muitas instituições financeiras centenárias começaram a ruir e foram salvas as pressas pelos Bancos Centrais de seus países. Inclusive empresas seguradoras importantes, como a americana AIG, a japonesa Yamato Life Insurance e a holandesa ING apresentaram problemas muito sérios de solvência.

Por isso, mesmo quando falamos de um investimento conservador como um plano de previdência privada, é importante conhecer muito a instituição para quem vamos entregar nosso suado dinheirinho. Pesquisar a saúde financeira da instituição e compreender a forma de alocação dos recursos, nos permite minimizar o surgimento de surpresas desagradáveis.

De qualquer forma, no Brasil, a previdência privada, dispõe de algumas vantagens em relação a outros países. Aqui, a previdência privada adota o sistema de capitalização, em que o valor da aposentadoria é proporcional às reservas acumuladas pelo participante. Ou seja, o que o participante acumular, entre contribuições e rendimento, é dele.

A Superintendência de Seguros Privados, Susep, também assume um papel regulatório importante. Se o órgão entender que algum plano previdenciário realiza operações que põem em risco ativos que servem de garantia para as reservas técnicas, (como prêmios, contribuições e capital) ela pode congelar a movimentação dos ativos da seguradora.

Além disso, os fundos previdenciários privados podem investir apenas 49% em ações e é vedado aplicações em ativos no exterior e derivativos.

No Brasil, quase a totalidade dos ativos está em renda fixa, apenas 5% das reservas dos planos estão aplicados em renda variável.

Significa dizer que todos os processos de alavancagem, causadores do crash internacional, aqui no Brasil, são proibidos pela lei das seguradoras.

Outro ponto que minimiza os riscos dos planos privados é o recurso da portabilidade. Na fase de acumulação, o participante escolhe o perfil do investimento, se quer ou não renda variável, e daí assume o risco de performance do fundo em que seu dinheiro é aplicado. Mas a qualquer momento, ele pode transferir de uma seguradora para outra. Adaptando assim a sua carteira para um perfil, mais ou menos arrojado, dependendo do cenário econômico.

A previdência privada no Brasil é ainda muito jovem e por tanto há muito ainda a ser feito. Mas, espero ter conseguido, nesta série de artigos, despertar o interesse do leitor para esta modalidade de aplicação. Considerando a relação risco x retorno, sem dúvida, a previdência privada surge como uma opção excelente para qualquer portfólio de investimento.

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Previdência Privada – Como alternativa de investimento (parte 3)

Publicado em 29.12.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Informações, Opinião

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Pensando nos conceitos expostos no artigo anterior da série, os planos de previdência surgem como uma excelente alternativa para compor uma carteira de investimento, independente do poder aquisitivo, seja para um assalariado ou até para um cliente “private”.

A tributação é a primeira possível vantagem de se investir em um plano de previdência privada, tanto sob a ótica de quem visa à aposentadoria quanto de quem procura um investimento de longo prazo interessante.

O investidor deve escolher entre dois regimes previstos pela lei. O primeiro é o regime tributário progressivo que segue a tabela de imposto de renda dos assalariados, ou seja, de zero a 27,5%. O segundo é o regime regressivo que é definitivo e não leva em conta o valor, mas sim o prazo de aplicação, no qual a alíquota de IR diminui com o passar do tempo. E é exatamente neste ponto que surge uma vantagem financeira considerável. Para um prazo de acumulação de até 2 anos, o IR é de 35%, e reduz 5% a cada 2 anos, chegando ao mínimo de 10% após 10 anos.

Nenhuma outra aplicação financeira no Brasil possui uma alíquota mais baixa. Um IR de 10% é inferior à menor alíquota de IR que incide sobre fundos e outros investimentos em renda fixa, como um CDB ou títulos públicos.

Outra vantagem dos investimentos em um fundo previdenciário é a ausência do sistema de come-cotas (presente nos demais fundos) o que gera uma acumulação líquida maior no longo prazo.

Além disso, processos de inventário e de partilha que podem durar anos, através da previdência aberta, este processo é facilitado. O saldo acumulado em PGBL e VGBL não integra o inventário e é transferido aos beneficiários em cerca de uma semana depois do aviso e da análise da seguradora. Evitando assim a incidência de impostos, custos judiciais e advocatícios, que, dependendo da situação do investidor, podem representar uma economia bastante atrativa.

Em resumo, a previdência privada não deve ser encarada apenas como uma aposentadoria. Os diferenciais tributários e sucessórios, a tornam uma excelente opção de investimento de longo prazo.

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Previdência Privada – Conceitos (parte 2)

Publicado em 24.12.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Informações, Opinião

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img3 A Previdência Privada é um sistema de aposentadoria que não está ligado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mas que acumula recursos que garantem uma renda mensal especialmente no período em que se deseja parar de trabalhar. Num primeiro momento, era vista como uma complementação da previdência oficial, mas como o benefício do governo tende a ficar cada vez menor, muitos adquirem um plano como forma de garantir uma renda razoável ao encerrar sua carreira profissional. Todo setor de previdência privada é fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão do governo federal. Os planos de previdência podem ser contratados por qualquer pessoa ou por empresas para seus funcionários.

Nos planos de previdência privada, é possível escolher o valor da contribuição e a periodicidade em que ela será feita, mas o valor que receberá quando começar a fazer uso dessa previdência será proporcional ao que contribuiu.

Ao contrário da Previdência Social, o valor investido em um plano de previdência privada pode ser resgatado pela pessoa em caso de desistência. É importante estar atendo na contratação do plano quanto à cobrança de impostos. Existem duas opções, uma delas é a tabela regressiva, que favorece o resgate do dinheiro de uma só vez e a outra é a tabela de impostos progressiva, mais vantajosa para aquelas pessoas que querem receber a quantia investida em forma de parcelas mensais.

Modelos de Planos:

Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) – É recomendado para pessoas com renda mais alta que fazem a declaração do imposto de renda pelo formulário completo. O valor pago ao plano pode ser abatido no Imposto de Renda (desde que esse valor represente até 12% de sua renda bruta anual), mas quando o dinheiro é sacado, o imposto pago é referente ao total que havia no fundo. O resgate pode ser feito no prazo de 60 dias de uma única vez ou em parcelas mensais.

Uma de suas principais vantagens está na possibilidade de se optar, já na adesão ao plano, pela idade de quando se começará a receber o rendimento investido. Também há a possibilidade de se contribuir com quantias variáveis, podendo se fazer um aporte maior quando houver disponibilidade. O valor acumulado pelo participante também pode ser sacado há qualquer momento.

Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) – A diferença para o PGBL é que ele não pode ser abatido no Imposto de Renda. Porém, quando o dinheiro é sacado, o imposto cobrado é sobre o rendimento do dinheiro investido. O VGBL é aconselhável para quem não têm renda tributável, já que não é dedutível do Imposto de Renda, ainda que seja necessário o pagamento de IR sobre o ganho de capital. Nesse tipo de produto, também não existe uma garantia de rentabilidade mínima, ainda que todo o rendimento seja repassado ao integrante. O primeiro resgate pode ser feito no prazo que varia de dois meses a dois anos. A partir do segundo ano, também pode ser feita a cada dois meses. Possui taxa de carregamento de até 5%.

Taxas cobradas

As empresas de previdência privada costumam cobrar três tipos de taxas dos participantes: carregamento (sobre cada contribuição), gestão (anual) e saída (no momento do resgate). A taxa de gestão varia no mercado nacional de 0,5% a 4% ao ano e incide sobre o patrimônio acumulado no fundo. Um custo que não pode ser desconsiderado na hora da escolha do produto. As taxas de saída são de 0,38% em relação ao valor acumulado. Algumas empresas optam por não cobrar a taxa de saída sobre o resgate das aplicações. Tem a garantia de uma rentabilidade mínima e correção monetária no período da aplicação. Entre as opções existentes no mercado, costumeiramente se aplica a variação do IGP-M acrescido por juro de 6%.

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A expectativa de vida e os planos de previdência (parte 1)

Publicado em 22.12.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Informações, Opinião

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img Este é o primeiro artigo, de uma série de quatro, onde pretendo chamar a atenção do leitor para a importância de pensarmos em um investimento de longo prazo, em especial, através de um plano de previdência privada.

As pessoas estão vivendo mais, e isso significa que elas terão de se preparar melhor, sobretudo financeiramente, para gozar destes anos extras obtidos pela linha do tempo.

No Brasil, a expectativa de vida é de 68 anos para homens e de 76 para mulheres. Para os que chegam aos 60 anos, a esperança de vida é ainda maior. Neste caso, as mulheres ganharam mais 23 anos e os homens, 19.

E a tendência é que esses números continuem aumentando, graças aos avanços da medicina e à melhoria na qualidade de vida da população.

O número de idosos no país já alcançou 10% da população total e estima-se que para 2020, o Brasil terá 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos.

Na outra ponta, a taxa de fecundidade vem diminuindo ao longo dos últimos anos e hoje já está abaixo do nível de reposição.

Desta forma, o futuro financeiro do indivíduo, torna-se bastante desafiador.

Segundo o dicionário, “previdente” é aquele que toma medidas antecipadas para evitar transtornos. Neste caso, devemos entender como transtorno, a provável incapacidade da aposentadoria do INSS atender a todos de forma contínua, crescente e igualitária, sem mudanças estruturais nas regras.

Contar apenas com o sistema público de previdência parece ser um risco muito grande para ser assumido. Hoje em dia, no Brasil, a previdência pública continua sendo o carro-chefe da aposentadoria, com 20% das contribuições, ou seja, 10 vezes mais que os recursos que vão para a previdência privada (2%). Mas a tendência é que esse viés mude rapidamente. Cada vez mais, a procura pelos planos do tipo PGBL e VGBL vem aumentando.

Nos próximos artigos, trarei uma análise sobre as diversas características destes planos, juntamente com as vantagens e riscos inerentes.

Pense já na sua aposentadoria. Com alguma disciplina financeira, a transição para esta fase da sua vida pode ser mais simples, sem grandes privações e sustos.

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Keynes versus Friedman

Publicado em 11.12.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

 

versus O questionamento proposto no artigo anterior se resume ao debate de idéias entre a teoria de dois gurus da história econômica mundial: John Maynard Keynes e Milton Friedman.

As idéias de Keynes eram de que os governos deveriam gerir e regular as economias para manter o pleno emprego e moderar as flutuações de preços nos mercados. A era keynesiana foi acionada na década de 30, visando combater os sérios problemas sociais causados pela Grande Depressão.

Keynes, sustentava que o futuro é algo incerto, e que portanto, a psicologia do investidor é volúvel. Keynes escreveu: "A prática da calma, da imobilidade, da certeza e segurança, de repente se rompe…. Novos medos e esperanças assumirão, sem aviso prévio, o controle da conduta humana". Esse pensamento clássico de Keynes, nada mais é do que o "efeito manada" dos tempos atuais. Em resumo, o papel do Estado é administrar as expectativas.

Apenas um detalhe fugiu da teoria keynesiana. O aspecto da corrupção das autoridades. Keynes supôs que os governos seriam administrados por especialistas benevolentes e honestos. Bem longe da realidade do mundo atual.

Para Friedman, o governo deveria apenas se preocupar em políticas monetárias e deixar que a economia tomasse conta de si mesma. A "nova economia clássica" da década de 70, como ficou conhecida, ensinava que, na ausência das rudes interferências do governo, as economias buscariam naturalmente o pleno emprego, maior inovação e melhores índices de crescimento.

A teoria neoclássica defendia que se pode saber de antemão os riscos em todas as transações de mercado e que os preços sempre refletirão probabilidades objetivas. Esse otimismo, sem dúvida, foi responsável pela formação de inúmeras bolhas nas últimas décadas (inclusive o subprime), já que existia a ilusão, que o mercado, através de modelos matemáticos, ajustaria as distorções.

A questão aqui é o dilema sem solução mais antigo da economia: as economias de mercado são naturalmente estáveis ou precisam ser estabilizadas pela política governamental ?

Talvez mais importante do que uma resposta para esta questão, seja o fato de reconhecermos que a economia está longe de ser uma ciência. Desta forma, nenhum economista, analista ou intelectual poderá nos fornecer uma resposta precisa sobre qual é o melhor caminho a trilhar.

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Resgate das montadoras americanas

Publicado em 10.12.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Informações, Opinião

 

image Os mercados americanos hoje viveram a expectativa do anúncio do pacote de ajuda as montadoras que se encontram a beira da falência.

Até as 18:00hs não havia nenhuma informação da aprovação do Congresso americano. Uma rejeição, pode trazer de volta o mau humor do investidor.

Pensando nesta recente recuperação que as bolsas vêm apresentando, não tenho dúvida que a grande maioria de vocês (e eu me incluo também) está torcendo muito para que os recursos sejam finalmente liberados para as empresas de automóveis.

Mas queria deixar aqui uma pequena reflexão, que vai um pouco além do sobe-e-desce das bolsas:

Queremos viver em um sistema no qual os lucros são privados, mas as perdas são socializadas, no qual o dinheiro dos contribuintes é usado para sustentar empresas falidas? Ou queremos viver em um sistema em que as pessoas prestam contas por suas decisões, em que o comportamento imprudente é penalizado e o comportamento prudente, recompensado?

Opinem. Um assunto espinhoso e muito complexo. Mas pensem a respeito. Estamos diante de uma profunda mudança de paradigmas.

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Hyman Minsky e a inflação

Publicado em 25.11.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias, Informações, Opinião

 

dji

Até 2007, de maneira geral, os mercados vivenciaram um momento de esplendor. Não precisamos necessariamente olhar para as bolsas de países em desenvolvimento, que acompanharam o boom das comodities (como o Brasil). Observando o gráfico do Dow Jones, a valorização desde o início de 2003 até o final de 2007, bateu os impressionantes 87%. Algo próximo de 16% ao ano. Pouco se pensarmos nos juros brasileiros. Mas sem dúvida, expressivo, se comparado aos treasuries americanos (teoricamente, um investimento livre de risco).

O que quero dizer com esta afirmação, é que parecia evidente que uma hora ou outra, a pirâmide iria desmanchar. A farra iria acabar. Nos últimos treze meses, o DJI caiu 46%.

Recentemente, muitos analistas de bancos americanos, ressuscitaram as teses de um antigo economista americano chamado Hyman Minsky, morto em 1996, para tentar explicar o que aconteceu nos mercados. O destaque da tese do economista é a idéia de que o capitalismo é inerentemente instável. Para Hyman, períodos prolongados de prosperidade estimulam o desenvolvimento de estruturas financeiras mais complexas e a tomada de riscos excessivos.  Por conseguinte, este movimento é sucedido por ondas de instabilidade, uma vez que as expectativas de lucros crescentes se transformam, eventualmente, em decepções. E por fim, o ciclo se fecha, quando pacotes fiscais e de proteção são lançados por parte de governos e bancos centrais para atenuar os efeitos da reversão da prosperidade.

Ao agirem com agressividade para conter o alastramento de uma crise financeira, o governo e bancos centrais, de maneira não intencional, acabam alimentando a inflação. No seu livro, "Estabilizando uma economia instável", Hyman Minsky decretou: "O medo da deflação é inflacionário".

Vale lembrar, que na semana passada, o governo americano apresentou números expressivos de queda nos preços ao consumidor. Ou seja, o caminho está aberto para mais cortes de juros e consequentemente seguir o ciclo previsto por Hyman.

Minsky formulou a sua tese a mais de uma década, mas sem dúvida ela parece muito apropriada para o atual cenário.

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