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Fundos do tipo “V” , “U” ou “L”

Publicado em 16.04.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Destaques, Estratégias, Informações, Opinião

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Apesar de nas últimas semanas os mercados mostrarem uma boa recuperação, fica evidente olhando para os indicadores da economia mundial que a crise ainda está longe de terminar.

É interessante notar que na análise gráfica nós temos formações que procuram identificar a duração de um determinado evento.

DJI
DJI – Gráf. Semanal

Se pensarmos apenas nos EUA, inicialmente se esperava que a economia e o mercado americano tivessem um comportamento na forma da letra “V”, com uma desaceleração curta e rasa, de apenas alguns meses.  Com o passar do tempo, achou-se que o movimento seria mais semelhante à letra “U”, com uma desaceleração mais grave e com duração de 1 ou 2 anos. Mas agora, a previsão de que a recuperação só virá em 2010 ou mais á frente, torna mais provável que a economia tenha um comportamento na forma da letra “L”.

Uma formação do tipo “L”, representa em termos econômicos, que os EUA podem enfrentar uma forte e duradoura retração, semelhante à do Japão. Corroborando com esta expectativa, essa semana, indicadores apontam que os americanos estão enfrentando a primeira deflação em 12 meses, desde de 1955. É preciso evitar a deflação. Segundo economistas de peso, como Nouriel Roubini, “Leva-se 10 anos para sair de uma deflação”.

IBOV
Ibov – Gráf. Semanal

Por enquanto, o Brasil vem mostrando comprometimento e tomando medidas para evitar uma contaminação mais grave. A bolsa brasileira já subiu mais de 50% desde o fundo no final de Outubro do ano passado. Mas é importante observar, que graficamente, estamos ainda nos aproximando da primeira retração de Fibonacci (38,2%). Ou seja, mesmo na bolsa paulista não podemos ainda descartar a configuração de um fundo do tipo “L”. Apesar do recente otimismo, é importante que façamos uma análise prospectiva da crise como um todo e não apenas dos últimos dois meses de tendência de alta no intraday.

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A Sadia e os derivativos

Publicado em 14.04.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Estratégias, Informações, Opinião, SDIA4

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Recentemente, em assembléia geral da companhia, os controladores da Sadia decidiram mover uma ação de responsabilidade civil contra o ex-diretor financeiro da empresa, o Sr. Adriano Ferreira. O objetivo é cobrar os prejuízos de R$ 2,6 bilhões, provocados pelas operações erradas em derivativos cambiais.

Muitas empresas exportadoras já realizaram e ainda realizam este tipo de operação. A função destas operações é proteger a receita da exportação. São um compromisso da companhia de vender dólar ao banco por um preço pré-estabelecido. Quando no mercado esse preço estivesse abaixo do contrato, a companhia ganhava por ter um comprador garantido num valor superior.

Porém, quando o preço de mercado ultrapassasse o valor do contrato, o compromisso da empresa de vender o dólar ao banco se duplicava. No caso da Sadia, do dia para a noite, a companhia teve que entregar aos bancos dólares num volume equivalente a cerca de um ano e meio de exportações. Passou a ter que comprar a moeda no mercado mais cara do que venderia ao banco, daí o prejuízo.

Uma outra questão discutida na assembleia da Sadia, diz respeito ao tempo de exposição. Segundo a companhia o período máximo de exposição dos contratos aos derivativos era de seis meses. Pelo que consta, o ex-diretor, extrapolou esse limite.

SDIA4
SDIA4 – Semanal

É inegável, que o ex-diretor tem a sua parcela de culpa. Mas olhando balanços antigos da Sadia fica evidente que a empresa sempre se beneficiou das operações financeiras com o dólar. O mercado inclusive especula, que no primeiro semestre de 2008, antes do estouro da crise, 80% do lucro da Sadia era proveniente deste tipo de operação.

Desde o anúncio do problema com os derivativos, a SDIA4, perdeu mais de 60%. Desde a máxima histórica em maio de 2008, os papeis já se desvalorizaram 77%. (veja gráfico)

Uma boa parte das dividas assumidas para fazer frente aos problemas financeiros, vence ainda este ano. Algumas conversas com a Perdigão já ocorreram, mas ainda não houve um acordo. O mercado acredita que a oferta máxima da Perdigão (ou de outro possível comprador) deve ficar entre R$6,00 e R$8,00 por ação do bloco de controle.  A Sadia possui um tag along de 80%. Assim, considerando o fechamento de ontem da SDIA4 em 3,36 reais, o upside ficaria entre 44% (R$4,80) e 92% (R$6,40).

Considerando alguns aspectos de manejo de risco dentro de uma carteira, acredito que a relação risco x retorno no ativo pode ser bastante interessante.

Mais sobre derivativos cambiais: http://www.chrinvestor.com/2008/10/15/o-perigo-dos-derivativos-cambiai s/

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Testes de estresse

Publicado em 13.04.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Informações, Opinião

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estresse Essa semana serão divulgados balanços de algumas instituições financeiras importantes americanas. Goldman Sachs amanhã, JPMorgan na quinta-feira e Citigroup e Merril Lynch na sexta. A expectativa que cerca os números do primeiro trimestre são muito grandes.

A algumas semanas o temor era que alguma instituição apresentasse uma posição pré falimentar nos balanços. Mas recentemente, vários bancos anunciaram que os resultados do primeiro trimestre foram muito animadores. Foi divulgado hoje, por exemplo, que o Goldman Sachs já planeja quitar o empréstimo de US$10 bilhões feito pelo tesouro americano.

Além disso, o governo americano, desde o final de fevereiro, vem realizando testes de estresse sobre as 19 principais instituições bancárias americanas. A idéia destes testes é determinar se as maiores instituições bancárias têm capital suficiente para aguentar o impacto de um ambiente econômico como o atual. As autoridades regulatórias federais dos Estados Unidos avaliam, por exemplo, se os bancos conseguiriam se manter mesmo com uma taxa de desemprego no país acima de 10% (atualmente está em 8,5%) e com uma queda de mais 25% nos preços dos imóveis.

Até o momento, a notícia que já foi veiculada sobre os testes, mostra que bancos com mais de US$ 100 bilhões em ativos estão passando pela avaliação. Um sinal positivo, já que assim o governo americano pode estabelecer se há a necessidade (ou não) de novas injeções de capital.

Outro ponto, que deve beneficiar os balanços, é a norma do “mark-to-market“, que obriga as instituições financeiras a avaliar seus ativos no valor de mercado. Assim os ativos podres (com alto risco de calote) herdados da bolha imobiliária, dificilmente recuperáveis, podem ser reajustados já que o valor atual (ante o real) é considerado como muito baixo, causando grandes perdas para os bancos.

Será interessante observar a reação do mercado, diante dos números que serão apresentados pelas  companhias. Particularmente, acredito que a recente alta já precificou boa parte das notícias positivas do setor financeiro.

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As reservas internacionais do Brasil

Publicado em 09.04.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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A bolsa brasileira apresenta em 2009 uma das melhores performances do mundo.

Não quero entrar no mérito da polêmica tese sobre o descolamento. A minha intenção neste artigo, é mostrar algo que parece evidente: o Brasil, nos últimos anos, se comparado a outros países emergentes, assumiu um papel de destaque diante dos grandes investidores estrangeiros.

Os motivos para esta mudança de paradigma são inúmeros, mas vou me ater a questão do aumento considerável das reservas brasileiras.

Reservas internacionais
Reservas Internacionais

Até o final de Março as reservas internacionais do Brasil somavam R$190 Bilhões. Em Janeiro de 2007 eram apenas R$91 Bilhões (veja gráfico).

Estas reservas são muito importantes em momentos de crise, permitindo que o país forneça líquidez para o mercado de câmbio, evitando assim uma disparada da moeda americana. A partir de Setembro do ano passado, o Banco Central ampliou as intervenções. Desde então, o BC passou a divulgar as reservas internacionais em dois conceitos. Um deles é o conceito de caixa, que inclui os dólares prontamente disponíveis para intervir no câmbio. O outro conceito é o de liquidez internacional, que inclui aplicações que podem ser recuperadas em prazos mais longos.

O BC faz dois tipos de intervenção que não representam a venda definitiva de reservas. Numa, vende dólares com o compromisso de recompra. Noutra, empresta dólares aos bancos, que usam os recursos para financiar exportações.

Treasuries 10 anos
Treasuries 10 anos

Interesante notar como as reservas, desde o início da crise se mantiveram praticamente inalteradas. Apesar das pesadas vendas de dólar feitas pelo BC no mercado à vista (conceito de caixa), as reservas (conceito de liquidez internacional) registraram ganhos expressivos com a valorização das aplicações em títulos do Tesouro americano. Os juros dos papéis com prazo de dez anos (treasuries 10Y), por exemplo, caíram de 5,02% ao ano no fim de julho de 2007 para 2,92% ontem. A queda dos juros significa, para a autoridade monetária, a alta dos preços dos papéis, com efeitos positivos sobre o volume de reservas.

Por conseguinte, assim que a crise passar, a tendência é que os juros americanos voltem a subir, derrubando o preço dos papéis. Aliás, é o que parece estar já ocorrendo (veja gráfico).

Resumindo, a monitoração das reservas internacionais do Brasil é muito importante. Até o momento a estratégia entre os dois conceitos vem sendo bem utilizada. Porém, caso o Banco Central aumente os volumes de reservas dirigidos ao financiamento de exportadores e de empresas, os investidores estrangeiros passarão a questionar a solidez externa do país. Vale a pena, ficar de olho !

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A âncora do mercado

Publicado em 07.04.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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ancora Queria agradecer a grande participação dos leitores do blog na promoção do Acerte o Ibov. Até o momento foram muitos os lances para a pontuação do Ibov no dia 30/04. Ainda falta bastante tempo para o encerramento da promoção, faça também a sua aposta…

Pensando e olhando para os números já enviados, fiquei imaginando de que forma e que tipo de análise o investidor/trader usou para projetar a cotação do índice no final do mês. Independente da forma, com certeza esse número representa uma expectativa pessoal do indivíduo. Uma espécie de âncora, um referencial.

Até o momento, posso afirmar que os amigos do blog estão muito otimistas. A grande maioria espera o índice próximo ou acima do patamar atual.

Sem dúvida, esse resultado preliminar é reflexo da alta recente. Em finanças, estudos demonstram que o retorno de uma aplicação no período anterior influência as estimativas de desempenho futuro.

Um exemplo é a dificuldade que temos de identificar a formação de uma bolha especulativa. Ao comprarmos um ativo que se encontra sobrevalorizado, tomamos esse patamar apreciado como referência de valor e o associamos a um preço justo, visível e praticado pelo mercado. Quando a bolha estoura, percebemos que fizemos uma avaliação equivocada.

A âncora, definida por cada participante da promoção, é uma tentativa de abreviar o processo decisório. No caso da âncora, selecionamos uma estimativa inicial e, então, a ajustamos à medida que recebemos informações. Isso nos permite focalizar a atenção em uma pequena quantidade de dados. Em várias situações, essa dinâmica gera boas estimativas. Problemas surgem quando usamos âncoras irrelevantes, ou quando os ajustes feitos são insuficientes para nos aproximar da realidade.

Em resumo, muito mais importante que escolher um tipo de metodologia de análise, ao tentar acertar o ibov, o investidor deve fazer um levantamento amplo do mercado, resistindo à influência dos primeiros preços que tiver contato. Isso permite uma avaliação mais abrangente do espectro de valores. Uma âncora será inevitavelmente formada. Porém, o investidor terá sua âncora formada com base em uma coleta representativa do universo de flutuação esperado, reduzindo a chance de ficar preso a uma falsa âncora e, literalmente, “afundar com ela”.

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Mineração – Setor em foco

Publicado em 31.03.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Estratégias, Informações, Opinião, VALE5

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O setor de mineração vive um período de forte turbulência e muita especulação. Se não bastasse as negociações envolvendo o preço do minério de ferro para 2009, agora a briga pelo controle da Rio Tinto esquenta os bastidores do mundo corporativo.

No ano passado a BHP Billiton ofereceu US$66 bilhões pela compra da Rio Tinto. Com a eclosão da crise mundial, o acordo não foi concluído.

Este ano, a Alluminum Corp. of China (Chinalco), maior siderúrgica do mundo, ofereceu US$ 19,5 bilhões à Rio Tinto, afim de ampliar sua participação para 18%. A Comissão Australiana do Consumidor e da Concorrência (ACCC, na sigla em inglês), primeiro órgão regulamentador a avaliar a questão, aprovou o investimento dizendo que o negócio entre as duas companhias não deve puxar para baixo os preços do minério de ferro. Será? Acho que com a verticalização do seu negócio, a Chinalco, sem dúvida, terá sim, maior poder de barganha com as demais mineradoras do mundo. Inclusive com a Vale, que apesar da qualidade do seu minério de ferro, com a conclusão da negociação, no futuro deve encontrar maiores barreiras comerciais para o reajuste de preço.

Antes porém da aprovação definitiva, o acordo ainda tem de passar pelo crivo do Conselho de Revisão do Investimento Estrangeiro da Austrália (FIRB, na sigla em inglês), que na semana passada ampliou em 90 dias o prazo para a revisão do negócio.

vale

riotinto

bhp

RIO (Adr Vale)

Rio Tinto

BHP Billiton

Este entusiasmo pelos ativos da Rio Tinto talvez explique a configuração gráfica mais atraente. As ações da empresa, parecem claramente seguir um rally altista, com a média móvel de 21 e 50 períodos apontando para cima. As adr’s da Vale e a BHP Billiton, sofrem ainda dentro de uma congestão.

Os próximos meses prometem… Enquanto isso, a Vale continua com o processo de diversificação, ampliando o mix de matéria primas do seu portfólio e tentando diminuir a dependência do minério de ferro na sua receita.

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Global Dow confirma nova ordem mundial

Publicado em 30.03.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Estratégias, Informações, Opinião

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global A algumas semanas, eu apresentei em um dos vídeos semanais o índice Global Dow. Este índice foi criado pela Dow Jones Indexes em Novembro de 2008, bem no meio da crise econômica, com a intenção de reunir as 150 companhias líderes no mercado mundial. O interessante é que a metodologia não se restringe apenas ao  momento atual. A idéia é incluir empresas que tem grandes chances de no futuro assumirem papel de destaque em seus setores.

E é pensando nisso, que hoje foi anunciada uma primeira revisão na carteira do Global Dow. Diante do cenário desolador das montadoras e do setor financeiro americano, a General Motors e o Citigroup deixam o seleto grupo. Além delas, a seguradora francesa AXA S.A., a construtora mexicana Cemex, a alemã de produtos industriais Deutsche Post, a petroleira espanhola Gamesa, a seguradora holandesa ING Groep N.V., o National Bank of Greece S.A. e o britânico Royal Bank of Scotland Group, também saíram do índice.

As companhias que serão adicionadas ao índice são: a norte-americana de cuidados com saúde Amgen Inc., a cervejaria Anheuser-Busch InBev, a Bridgestone Corp., a japonesa Canon Inc., a companhia de serviços públicos de Hong Kong CLP Holdings Ltd., a varejista chinesa Esprit Holdings Ltd., a norte-americana Medco Health Solutions Inc., o NASDAQ OMX Group Inc. e a seguradora norte-americana Travelers.

É inegável que estamos diante de uma nova ordem mundial. Os países emergentes assumirão maior importância (G20 está em curso…) e novas empresas-líderes nos mais diversos setores despontarão. Como em toda grande crise, algumas empresas quebram e desparecem e por consequência, outras crescem e brilham. Investidores fiquem atentos, as oportunidades estão diante dos nossos olhos !

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Arbitragem e Long/Short

Publicado em 24.03.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias, Informações, Opinião

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ursotouro Nas últimas semanas, o movimento das duas principais blue chips do mercado brasileiro apresentaram uma falta de sincronia muito incomum. A PETR4 e a VALE5, são disparadas as ações de maior liquidez da bolsa. Ambas representam praticamente 30% do volume de negócios. E dificilmente o Ibovespa se valorizará se estes dois papeis não fizerem o mesmo.

Mas se observarmos as últimas três semanas, podemos perceber a falta de correlação entre as ações preferenciais da Petrobras e da Vale. PETR4 ganhou aproximadamente 20% e a VALE5 não conseguiu alcançar a metade desta valorização. Esse comportamento antagônico permite aos players do mercado estruturar estratégias de arbitragem e long/short.

Em um artigo escrito aqui no blog em Setembro de 2007, eu já apresentei as modalidades deste tipo de operação. No caso de VALE5 e PETR4, uma operação de long/short poderia ser classificada como inter-setorial.

Em regra geral, essas estratégias compreendem a manutenção simultânea de ações (e/ou seus derivativos) compradas e vendidas. Seus objetivos são eliminar ou reduzir a exposição dos investimentos aos chamados “riscos sistemáticos”, fatores que afetam os mercados acionários em geral, independentemente dos fundamentos das empresas.

Na maioria dos casos, os administradores de carteiras long/short compram ações e opções de algumas empresas. Simultaneamente, alugam ações de outras empresas para vendê-las e devolvê-las quando lhes interessar ou quando expirarem os contratos de aluguel. Mais importante do que a valorização ou desvalorização das ações é o desempenho relativo entre as posições compradas e vendidas.

No gráfico abaixo, podemos identificar a distorção entre o movimento dos dois papeis. De uma maneira bem simplista, poderíamos elaborar uma estratégia, onde venderíamos PETR4 e compraríamos VALE5.

petrevale

PETR4 x VALE5

O principal nas carteiras long/short é posicionar os investimentos de forma que as ações compradas tenham desempenho superior às posições vendidas. Por isso, o potencial de rendimentos diferenciados está sempre presente, seja com mercados em alta, seja em períodos de baixa.

A escolha correta de posições pelo investidor é determinante, qualquer que seja a modalidade long/short. Vale lembrar que ao potencial de ganhos em quaisquer condições de mercado estão associados riscos de perda independentemente do movimento de mercado. Portanto, é vital que o investidor considere tais estratégias como parte integrante de sua carteira de investimentos e não como a única posição.

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Resultados 2008: Lojas Americanas

Publicado em 17.03.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Estratégias, LAME4, Opinião

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lamelogoRecentemente foram divulgados os primeiros números do ano sobre o setor do varejo. As vendas do comércio varejista subiram 1,4% em janeiro de 2009, ante dezembro de 2008, na série com ajuste sazonal, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com janeiro do ano passado, as vendas aumentaram 6%. Em 12 meses, as vendas acumulam alta de 8,7%.

Os números surpreenderam positivamente o mercado e os players voltaram a dar atenção para o setor de varejo na bolsa.

Ao mesmo tempo que o IBGE apresentava o seu estudo, a Lojas Americanas divulgava o balanço do 4 trimestre de 2008.

Como previsto, a crise americana afetou o ritmo de crescimento nas vendas da empresa. As vendas em lojas  aumentaram apenas 13,3% no quarto trimestre, depois de crescerem 19,5% no terceiro trimestre. Em compensação, a LAME surpreendeu com uma margem bruta de 33,4% no quarto trimestre, 1,7 ponto percentual acima da média praticada em igual período de 2007. A estratégia da companhia foi manter uma política de preços e parcelamentos conservadora, protegendo assim o seu capital de giro neste momento de incerteza.

Além disso, é importante destacar, que a flexibilidade de mix de vendas da Lojas Americanas permite a adaptação a diferentes cenários da economia e a uma possível contração da renda. No quarto trimestre de 2008, o tíquete médio (a soma desembolsada por compra) da Lojas Americanas foi de R$ 30,90,  comparado a R$ 29,40 em 2007.

A Lojas Americanas, apesar de nos últimos trimestres sempre ter apresentado resultados sólidos,  através do seu nível de alavancagem desperta preocupação em muitos investidores. O indicador DL(dívida líquida)/EBITDA apresentou uma boa redução no quarto trimestre, de 3,0x para 2,2x, mas ainda deve ser observado com atenção nos resultados futuros.

lame-ind

Resultado – Lojas Americanas

Já os números na B2W, operação de comércio eletrônico controlada pela varejista, a história foi diferente. Prejudicada pela maior demanda por itens de preço mais baixo, a maior varejista virtual do país reduziu a taxa de crescimento nas vendas  de 35% no terceiro trimestre para 14% no quarto trimestre de 2008.

Para 2009, a expectativa da LAME é de um crescimento no número de lojas muito inferior ao apresentado no ano passado. Em 2008, foram inauguradas 58 lojas, que consumiram investimentos de R$ 270 milhões. Este ano, a companhia anunciou que só planeja inaugurar oito filiais e investir R$ 60 milhões.

É claro, que se os números do comércio varejista nos próximos meses, acompanharem o que foi apresentado pelo IBGE em Janeiro, a empresa pode se encorajar e recalibrar a dose de cautela.

Gráfico Diário

LAME4 A ações da LAME4 iniciaram um processo de recuperação no patamar próximo dos 5,40 reais, aonde se encontra uma zona de suporte horizontal e a retração de 61,8% de Fibonacci. No momento o papel testa uma resistência intermediária nos 6,70. Após este patamar, os preços devem procurar a zona de resistência principal por volta dos 7,50, fechando assim, o gap deixado no início de Outubro de 2008. Se conseguirmos confirmar a formação de um pivot de alta, o objetivo, seguindo as expansões de Fibonacci, se encontra próximo dos 9 reais. Vale notar, que o volume financeiro e conseqüentemente o indicador de Acumulação e Distribuição vem confirmando o movimento de retomada do ativo.

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EUA:Brasil aparece em 5º em posição de Treasury

Publicado em 16.03.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Informações, Opinião

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Muito interessante esta notícia divulgada agora a pouco.

O Brasil aumentou sua posição em títulos do Tesouro dos EUA em janeiro e assumiu a quinta posição no ranking, ultrapassando o Reino Unido, com US$ 133,5 bilhões desses títulos. Se pensarmos que o Brasil possui reservas na ordem de US$ 200 bilhões, os títulos do tesouro americano representam 67% da carteira. Podemos afirmar que a teoria da diversificação não agrada muito ao Banco Central brasileiro. ;)

Olhando para os primeiros dez colocados, encontraremos diversos países emergentes. Parece que cada vez mais, estamos diante de uma nova ordem mundial.

Outro ponto, que chama atenção é o volume enorme de recursos chineses nos títulos americanos. São mais de 700 bilhões de dólares. Não é a toa que a saúde econômica da terra do Tio Sam interessa tanto para os orientais.

Veja a tabela completa da participação de cada país nos treasuries, clicando aqui .

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