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Triste realidade

Publicado em 07.06.2013 por na(s) categoria(s) Estratégias, Informações, Opinião

 

Situação econômica do Brasil se deteriora e os números das últimas semanas comprovam isso.

O “PIBinho” do primeiro trimestre surpreendeu negativamente a maioria dos analistas, foram míseros 0,6%. A inflação galopante se mostra persistente, IPCA em 12 meses bate no topo do teto em 6,5%aa. O governo apavorado, finalmente pisa no acelerador e resolve apelar para a velha política monetária subindo os juros em 0,5%, deixando a Selic em 8%aa.

Parece até que o Brasil foi recentemente vitima de uma bolha imobiliária (sub-prime) ou que faça parte do combalido bloco europeu.

Essa semana tive acesso a um artigo que mostrava a evolução das margens das empresas americanas desde a última crise em 2008. Realmente impressionante a resistência das empresas americanas às crises e a capacidade de se renovar num processo de destruição criativa.

Diante desta situação resolvi fazer um levantamento de como andam as nossas empresas negociadas na bolsa.

Antes de mais nada, filtrei através do volume de negociação. Considerei apenas as cias que tenham negociado em média pelo menos R$200 mil por dia, nos últimos 12 meses.

Do universo de empresas listadas, sobraram 202 companhias. Utilizando o patrimônio líquido, a receita líquida e o lucro líquido, apurei a rentabilidade das cias através da margem líquida e do ROE. Vejam os gráficos resultantes deste estudo:

 

Evolução anual

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Evolução Trimestral

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O patrimônio total das 202 empresas selecionadas representa aproximadamente 35% do produto interno bruto do Brasil em 2012.

Percebam como as margens das empresas vem se deteriorando nos últimos anos. E chama a atenção o mergulho visto no último ano, saindo, por exemplo de um ROE de 12,97% em 2011 para 8,35% em 2012.

A proximidade entre as margens e a Selic confirma que atualmente a bolsa, considerando a média, não está barata. Afinal de contas o prêmio de risco no fim de 2012 estaria um pouco abaixo de insignificantes 2%.

Como era de se esperar existe uma correlação muito grande entre o PIB brasileiro e as margens das empresas.

Outra coisa que me intriga é que esta situação ocorre em um período no país onde o desemprego é baixo e o consumo elevado.

Se serve de alento, analisando a rentabilidade trimestral das empresas nos últimos 2 anos, nota-se um repique animador no primeiro trimestre deste ano.

A mão do Estado

Publicado em 25.06.2012 por na(s) categoria(s) Análises, Destaques, Opinião

 

O Ibovespa este ano chegou a se valorizar mais de 20% nos três primeiros meses do ano e agora, próximo do encerramento do semestre, perde 5%. Essa volatilidade assusta ainda mais quando comparamos a performance do Ibovespa com o Dow Jones. No gráfico abaixo, notamos a diferença entre os dois índices. Enquanto o Ibov já trabalha no campo negativo, o DJI ainda tem uma valorização no ano de aproximadamente 2%.

Essa diferença de performance não é exclusividade da bolsa americana. Ao analisarmos o iShares MSCI Brazil Index com o Ishares MSCI dos Países Emergentes é fácil perceber como os investidores tem uma visão mais pessimista da nossa bolsa.

Nos últimos 3 meses a aversão ao risco em relação a nossa bolsa aumentou muito.

 

DJI image

 

Mas o que estaria acontecendo? Afinal de contas temos um economia sólida, uma taxa de desemprego baixa e um bom crescimento no poder de compra da população. Porque esse mau humor?

A crise da Europa e a desaceleração da China, apesar de serem as respostas mais óbvias, não me parecem suficientes. Afinal de contas, estes dois problemas afetam o mundo todo e não apenas o Brasil.

Talvez uma possível explicação seja o movimento intervencionista adotado pelo governo Dilma. O mercado não tolera às atividades governamentais excessivas.

Este ano, o governo brasileiro vem atuando de forma mais incisiva nas diretrizes que regem o mercado. A decisão do governo de incentivar os bancos públicos a reduzir suas taxas de juros sobre o crédito de forma a pressionar os bancos privados a adotarem a mesma estratégia, é um bom exemplo. Além disso, as constantes mudanças tributárias no mercado cambial afetam diretamente o preço do dólar frente ao real. A política de reajuste dos combustíveis e as recentes mudanças no cálculo da poupança, visando um corte mais acentuado dos juros, representam mais dois exemplos de ingerência governamental recente.

O investidor olhando para este cenário  se retrai. Ele tem a expectativa (talvez utópica) de que o mercado precisa ser livre e independente.

Aliás a discussão entre o livre mercado versus  a regulação financeira é um assunto que desperta grande paixão.

Por um lado, a recente crise do subprime mostrou que a falta de uma presença mais participativa do Estado, foi um dos fatores que contribuíram para aumentar o tamanho do problema e para facilitar a quantidade de abusos cometidos. Por outro lado, como preconizava Adam Smith, a “mão invisível” é a melhor juíza para resolver todas as distorções do mercado.

Acredito que a solução esteja no meio termo das duas correntes. As empresas e as instituições financeiras para operarem devem alcançar o máximo de liberdade no seu dia a dia, com nenhuma ou pouca interferência do Governo. Ao Estado cabe o papel de regulador, coibindo abusos e interferindo toda vez  que o sistema estiver em perigo.

Em resumo, o Estado deve criar limites para a ganância nata dos mercados, mas em nenhum momento escolher os vencedores ou os perdedores. Isso cabe única e exclusivamente ao mercado, mediante a livre e saudável concorrência.

Infelizmente, utilizando apenas como parâmetro o movimento da nossa bolsa esse ano , parece que os agentes do mercado não enxergam essa visão na atual política governamental brasileira.

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Os limites da matemática

Publicado em 02.04.2012 por na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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Há algumas décadas atrás, quem se formava em física vislumbrava trabalhar em uma grande empresa de pesquisa ou ser professor universitário. Sua função era  explorar  os princípios básicos que governam a estrutura e o comportamento da matéria e da energia.

Fazendo uma rápida pesquisa na internet, encontramos a seguinte definição do bacharelado em física: ”Profissional que procura  desenvolver componentes que possam melhorar as tecnologias já conhecidas e criar ferramentas que contribuam para o desenvolvimento de novos equipamentos”.

Hoje em dia a realidade é bem diferente.

Cada vez mais físicos são vistos nos escritórios de conglomerados financeiros explorando não mais a matéria e a energia, mas criando fórmulas para obter lucro no mercado financeiro.

E essa não é uma exclusividade dos físicos. Diversos profissionais ligados às ciências exatas tem sido cada vez mais demandados pelos grandes hedge funds.

A ideia por trás desta procura é a de que este tipo de aptidão cientifica ajudaria a descobrir a utópica “fórmula mágica”.  Exemplos, em um passado não muito distante, comprovam que nem mesmo grandes gênios matemáticos conseguiram suplantar a imprevisibilidade do mercado. Esse foi o caso do fundo Long Term Capital Management (LTCM), criado em 1994, e que se baseava em modelos matemáticos de Robert C. Merton e Myron Scholes (ganhadores do Nobel de economia em 1997).

O livro, “ Quando os Gênios Falham” , de Roger Lowestein, retrata bem a trajetória do fundo e de como a confiança irrestrita nas análises quantitativas e a crença de que o mercado é previsível e passível de controle podem provocar graves tragédias financeiras.

Em 1997, estourou a crise asiática, que juntamente com a moratória russa em 1998,  causou pânico entre os investidores mundiais. O LTCM extremamente alavancado nas suas posições viu as perdas dispararem e foi obrigado a fechar as portas.

O ser humano é irrequieto e não lida bem com o imprevisível. A primeira reação é tentar modelar o ambiente extremamente complexo que o rodeia. No mercado financeiro, ele se depara com uma avalanche de informações a cada segundo e assim ele acredita que pode tentar dominar a complexidade do mundo jogando as variáveis em modelos matemáticos para a geração de soluções hipoteticamente perfeitas. O conceito em si parece lógico e factível, mas a grande dificuldade é saber o grau de importância atribuído pelo mercado a cada variável. E mesmo que ele tenha mecanismos estatísticos para olhar o passado e descobrir o peso de cada variável, a volatilidade vista hoje em dia no mercado mudaria esse parâmetro no período seguinte.

Portanto, tentar estabelecer fórmulas não só para o mercado financeiro, mas para o mundo, me parece uma iniciativa louvável, mas as chances de sucesso absoluto, me parecem limitadas.

Com isso não quero dizer que se deve jogar fora toda a ajuda que a  matemática e principalmente a estatística  oferecem ao estudo das finanças. Acredito que além das técnicas quantitativas é importante que se tenha uma visão qualitativa (e portanto subjetiva) do objeto de estudo e de análise. De nada adianta montar o melhor sistema do mundo se as premissas que vão alimentar o modelo, estiverem erradas.

“Nada é mais desastroso que um investimento racional em um mundo que não é racional”.  John Maynard Keynes

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Investidor ou trader?

Publicado em 06.02.2012 por na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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Juggling moneyÉ comum visitantes do blog me perguntarem por email sobre a minha abordagem operacional no mercado financeiro. Invariavelmente, as perguntas são assim: “Mas afinal Christian, por usar tanto a AT como a AF, você é um investidor ou um trader? ”.

A minha resposta: “Sou um investidor que utiliza os gráficos para identificar o início ou o termino de uma tendência”.

É claro que dentro da minha carteira, convivem abordagens diversas, e que muitas vezes não incluem saber se o ativo está ou não em tendência, mas quando seleciono, através dos fundamentos, uma empresa onde investir, procuro sempre analisar os gráficos.

A diferença básica, a meu ver, entre ser investidor e trader é o grau de subjetividade que você emprega no momento da decisão.

Para ser trader, julgo fundamental que você tenha um método objetivo e que o execute com disciplina. Procure “time frames” de curto prazo e tenha um equipamento adequado para enviar ordens. Hoje em dia, com a disseminação dos robôs e dos algoritmos no nosso mercado, se torna obrigatório o investimento em tecnologia para aqueles que querem “treidar” de forma profissional no mercado. Pensar em especular no curto prazo e não conhecer regras básicas de manejo de risco, me parece extremamente temeroso. Se você nunca ouviu falar em manejo de risco ou money management, sugiro que dê uma olhada nos artigos que já escrevi sobre o assunto nesta seção.

O investidor, por sua vez, por ter um horizonte de investimento de mais longo prazo, é capaz de fazer ajustes durante a alocação dos recursos. Desta forma, a decisão não precisa ser tão exata e objetiva em um primeiro momento. Por ficar posicionado por períodos longos, o investidor está sujeito a eventos raros, os chamados “cisnes negros”. Estes eventos podem aumentar em muito a volatilidade da carteira. Assim sendo, conhecer métodos de diversificação do portfolio é fundamental.

É preciso muito estudo antes de comprar ações de uma companhia. Não adianta olhar apenas uma meia dúzia de múltiplos fundamentalistas e enviar a ordem. A história já nos mostrou que, infelizmente,  nem sempre as empresas são transparentes em seus balanços (casos como o da Enron e recentemente da Olympus, são um bom exemplo). O candidato a investidor precisa ser uma pessoa de convicções e capaz de andar contra a manada. Enviar uma ordem de compra quando o ativo que você selecionou está caindo 5% no dia, não é uma tarefa nada fácil e agradável.

Perceba que com estes poucos parágrafos é possível identificar as principais características de cada perfil. Seja realista. Não se deixe levar por propagandas enganosas que procuram “glamorizar” a vida de investidor/trader. Aquele indivíduo sentado à beira da praia, enviando ordens para a corretora e engordando facilmente a conta bancária não é uma realidade factível. Se você se decidir por ser um investidor e/ou um trader esteja ciente que o único caminho viável é o do trabalho árduo e disciplinado.

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Vamos ao shopping?

Publicado em 23.01.2012 por na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Estratégias, Opinião

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Uma das formas de lazer mais comuns do brasileiro é ir ao shopping center no final de semana com a família. Afinal de contas é um lugar seguro, confortável, muitas vezes de fácil acesso e que proporciona diversas formas de entretenimento.

Já falei muitas vezes sobre as companhias do setor nos vídeos semanais, mas hoje, primeiro dia depois das férias, resolvi dar uma repassada nos indicadores fundamentalistas.

Os shopping centers servem como um bom termômetro da nossa economia. Além disso eles possuem uma boa previsibilidade na receita e, devido ao reajuste dos aluguéis através do IGPM, estão razoavelmente protegidos contra a inflação.

 

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* indicadores em vermelho, utilizaram a cotação das 16hs de hoje (dia 23/01).

Exclui as empresas com P/Ls negativos. Restaram as 4 companhias acima. Apesar de serem do mesmo setor, possuem  políticas de investimento distintas.

A BrMalls, a maior do setor, cresceu rápido desde a sua criação em 2006. Possui uma administração competente que enfatiza a busca por eficiência e redução de custos.  Aqueles que acompanham o blog a mais tempo, sabem que é a minha preferida.

Iguatemi e a Multiplan apesar de também realizarem algumas aquisições pontuais, tem focado mais no crescimento orgânico.

Vejam a liquidez corrente das empresas. A BrMalls, teoricamente, seria a que possui uma menor “folga” no caixa. Mas de que adianta esta folga se ela não é revertida em retorno para os investidores. A BrMalls tem direcionado boa parte de seus recursos para novas aquisições, enquanto as outras cias se mostram mais cautelosas. Exceção apenas para a Multiplan que, apesar de ainda baixos,  este ano elevou os dividendos pagos aos acionistas.

Outro número que chama a atenção é a diferença gritante na margem do Ebit das quatro empresas. A BRML3 consegue apresentar uma performance bem superior às concorrentes.

Em resumo, este é um setor que vive um processo de consolidação muito grande. E se pensarmos que nos EUA as três maiores empresas do setor possuem 75% do mercado e aqui este número não supera os 25%, fica fácil imaginar que este cenário esta apenas no começo.

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Citigroup Economic Surprise Index

Publicado em 14.09.2011 por na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Estratégias, Informações, Opinião

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Já ouviu falar do Citigroup Economic Surprise Index? Este interessantíssimo indicador mede quanto cada dado econômico desvia do esperado da média dos analistas do mercado das 10 principais economias do mundo. De uma forma bem resumida, ele procura identificar as surpresas e os sustos do mercado. Procura pesar as expectativas que orientam os preços. Quanto mais os dados se mostrarem diferentes daqueles que foram previstos, maior será a mudança neste indicador.

Por exemplo, se as vendas no varejo vierem acima do esperado nos EUA, o gráfico apontará para cima. Se a inflação vier pior do que o consenso do mercado aguardava, o gráfico vai apontar para baixo.

Os dados utilizados são sempre dos últimos 90 dias e os mais recentes possuem um peso maior que os dados mais antigos.

 

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Comparando os gráficos do Citigroup Economic Surprise Index (CESI) e do Dow Jones nos últimos anos podemos notar como realmente o indicador antecipou alguns fundos e topos do mercado americano. O fundo, por exemplo, do subprime ocorreu apenas no dia 02/03/09 no DJI mas o CESI já sinalizava uma melhora dos dados econômicos desde o final de 2008. Outro exemplo é o topo de Outubro de 2007 no índice americano que foi antecipado pelo indicador em pelo menos 1 mês. Mais um exemplo é o topo deste ano no DJI, também antecipado em pelo menos 1 mês pelo CESI.

Atualmente, o CESI sinaliza que os números econômicos do G10 vem surpreendendo positivamente, já que o gráfico deixou um fundo no início de Junho. Até então o DJI apresenta uma recuperação um pouco mais tímida e não condizente com a melhora do “índice de surpresas”.

O mais interessante do Citigroup Economic Surprise Index é que ele muitas vezes traz os analistas financeiros de volta a realidade, não deixando que fatos psicológicos do dia-a-dia do mercado distorçam a realidade fria dos números.

 

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Piora nos Credit Default Swap dos bancos

Publicado em 23.08.2011 por na(s) categoria(s) Informações, Opinião

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Se existe um gráfico que precisamos acompanhar de perto é esse aí de baixo.

Ele mostra a cotação dos CDS (Credit Default Swap) dos principais bancos mundiais. Em poucas palavras, é o custo que os investidores estão cobrando para assegurar as instituições financeiras contra um eventual calote.

O gráfico mostra uma rápida e incisiva deterioração do sistema financeiro mundial. Precisamos ficar atentos, porque foi assim que em 2008 a crise deu os primeiros sinais de agravamento.

 

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A derrocada dos juros

Publicado em 22.08.2011 por na(s) categoria(s) Análises, Estratégias, Informações, Opinião

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Os juros futuros nas últimas semanas simplesmente despencaram !

Este movimento tão intenso e rápido preocupa, principalmente porque não se percebe uma mudança tão brusca no cenário inflacionário brasileiro. É verdade que a crise atual pode afetar a liquidez mundial e assim prejudicar o nosso mercado. É verdade também que já começam a aparecer os primeiros números de um esfriamento do consumo interno. Mas isso tudo somado ainda não se refletiu nos preços e a inflação projetada para o final do ano continua acima do teto da meta.

A impressão portanto que fica é que a derrocada das taxas é o reflexo de algum movimento especulativo.

Olhando para o gráfico dos juros futuros de Janeiro de 2014 no gráfico abaixo, a queda foi superior a 10%.

Outra possível explicação seria a de que a crise atual é muito mais séria do que se imagina  e que diante de uma piora do cenário, o governo brasileiro em breve precisaria cortar de forma mais agressiva os juros, evitando assim uma “hard landing” (pouso brusco/duro) da economia.

Por outro lado, olhando para o médio/longo prazo, o valuation de muitos papeis na bolsa diante da queda dos juros pode voltar a ficar interessante.

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Reserva de valor

Publicado em 11.08.2011 por na(s) categoria(s) Informações, Opinião

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Será que se eu não disser nada, você consegue adivinhar qual o ativo que é apresentado no gráfico acima? Desde o último fundo em Junho de 2010, já são 60 % de valorização.

O gráfico é do franco suíço. Pelo jeito, com a crise na região da Zona do Euro e a fraca recuperação econômica americana, o euro e o dólar deixaram de ter o status de reserva global e perderam espaço para a moeda suíça.

Assim como ocorre por aqui, o governo suíço se mostra muito preocupado e já vem tentando atuar para conter a apreciação da moeda. Afinal de contas, com o euro valendo menos que o franco suíço, as exportações do país são severamente penalizadas.

O franco suíço sempre foi uma moeda forte, mas agora graças ao inferno astral que vivem as suas co-irmãs aparece como protagonista no cenário mundial.

Se você ainda não conhece a moeda Suíça, segue abaixo uma imagem. Quem sabe no futuro, as tuas reservas não serão deste “metal” ? :)

 

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Ouro – o eterno “porto seguro”

Publicado em 09.08.2011 por na(s) categoria(s) Informações, Opinião

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Enquanto o mercado aguarda o pronunciamento de Ben Bernanke, os investidores já definiram aonde resguardar as suadas economias. A escolha não é nenhuma surpresa: a commoditie dourada. O ouro, sempre foi, e continuará sendo o “porto seguro” quando ocorre uma crise de confiança como a atual. Ontem, a commoditie subiu mais de 5%, superando pela primeira vez na história os US1700.

Vejam bem, eu falei em crise de confiança. Sim, porque até o momento não temos ainda dados concretos de que o mundo mergulhará em um período recessivo. Muito menos, assistimos a um credit crunch global como ocorreu no fim de 2008.

 

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