Cadê as boas notícias ?
Publicado em 26.11.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Análises Diárias, Estratégias
Vejamos os principais dados da economia americana divulgados hoje :
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Os estoques de petróleo nos EUA na semana encerrada em 21 de novembro aumentaram 7,28 milhões, oito vezes mais do que o acréscimo esperado pelos analistas, de 900 mil – sinal de que a retração no consumo de combustíveis é superior ao imaginado. Os estoques de gasolina cresceram 1,842 milhão de barris, quando a projeção era de alta de apenas 100 mil barris.
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As encomendas de bens duráveis em outubro declinaram 6,2% em relação a setembro. A queda foi duas vezes maior do que os 3% estimados pelos analistas e se constituiu no pior resultado desde outubro de 2006.
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As vendas de imóveis novos tiveram uma queda de 5,3% em outubro sobre setembro.
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A atividade industrial dos gerentes de compra de Chicago caiu para o menor nível desde fevereiro de 1982 (33,8 em novembro).
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O sentimento do consumidor da Universidade de Michigan caiu para 55,3 em novembro, ante 57,6 em outubro.
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Além disso tudo ainda tivemos: gastos com consumo em outubro (-1%), índice de preços PCE (-0,6%) e atividade industrial da região Meio-Oeste em outubro(-1,0%).
Como explicar a euforia recente dos mercados, se os números que são divulgados nos noticiários mostram um agravamento da crise americana ? Enquanto a recessão se aprofunda através dos recentes dados da economia, o Dow Jones e o Ibov registram três pregões seguidos de ganhos expressivos na semana (veja os gráficos acima).
Será que apenas o anúncio da equipe econômica de Obama, formada por conceituados economistas dos EUA, foi o responsável pela retomada do otimismo ? Até parece bom demais para ser verdade.
Essa divergência entre a qualidade das notícias e a direção dos mercados passa por um ponto que deve ser observado. De fato, há uma percepção de que os preços estão convidativos e que, embora a economia real ainda deva piorar por um ou mais trimestres, em algum momento a bolsa começará a antecipar o início da recuperação dos EUA e no resto do mundo. Não se pode imaginar que o mercado vai esperar sentado que o PIB volte a crescer para depois comprar. Como sempre, muito antes que a recuperação se inicie na economia real as bolsas já estarão subindo. E é exatamente este ponto de inflexão, quando os mercados começarão a ver de fato a luz no fim do túnel, que todos nós investidores e especuladores devemos estar atentos.
As notícias devem ser usadas como ingrediente para a elaboração de um cenário de longo prazo. Não como um meio para operações de trading.
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Pensar na bolsa como um investimento de longo prazo, é sem dúvida uma das abordagens mais prudentes que um investidor pode tomar. Mas é preciso que fique bem claro, o que se entende por longo prazo.










