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Recompra de Ações

Publicado em 19.02.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião

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recompra Atualmente mais de 50 empresas listadas na bolsa de valores de São Paulo aderiram à programas de recompra de ações. O principal objetivo destas empresas é sinalizar ao mercado confiança no próprio negócio e indicar que os papéis estão abaixo do valor justo. Essa pelo menos é a alegação mais comum.

Na verdade muitas vezes, operações de recompra ocorrem apenas por alguns dias visando possibilitar a saída de grandes investidores. Empresas com baixa líquidez precisam acionar estes programas para evitar uma queda abrupta dos preços caso algum acionista de peso resolva se desfazer dos papéis.

No Brasil, as empresas podem comprar até 10% da parcela de seu capital negociado em bolsa, pelo prazo máximo de um ano, e guardar essas ações em tesouraria ou cancelá-las. Quando os papéis são cancelados os acionistas assumem um ganho de imediato, já que os lucros por ação aumentam e consequentemente o potencial de retorno dos dividendos também.

Teoricamente portanto, as recompras de ações representam uma ação tranquilizadora para os investidores e ajudam a elevar os preços das ações no curto prazo.

Uma questão porém precisa ser abordada. Será que o atual cenário global é o ideal para usar o caixa da empresa comprando ações ?

Sem dúvida, essa é uma pergunta que depende muito da saúde financeira de cada empresa. Mas pelo boom de recompras visto atualmente, eu desconfio que muitas empresas estão exagerando. Prova disso, são os derivativos vinculados ao desempenho das ações oferecidos por alguns bancos.

Como se já não bastasse todo o estrago provocado pelos derivativos cambiais, a idéia agora é aproveitar a onda de recompras de ações e oferecer às empresas para que façam seus programas sem usar um centavo sequer. Ou seja, a empresa não mexeria no próprio caixa e usaria o dinheiro emprestado pelo banco. Essa idéia é comparável a um investidor pessoa física entrar no cheque especial para aplicar na bolsa !

Portanto, apesar de em linhas gerais os programas de recompra de ações serem interessantes e mostrarem comprometimento da companhia é importante o investidor estar atento a maneira como os recursos necessários para a operação estão sendo levantados e posteriormente aplicados.

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Invista no que você conhece

Publicado em 17.02.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques, Estratégias

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circulo Quando pensamos em formar uma carteira de longo prazo e de acumulação o fator principal e talvez mais difícil seja o de escolher os ativos que irão compor nosso portfólio. Muitos investidores buscam dicas através de amigos, sites, blogs ou até mesmo nas corretoras onde operam.

Se esquecem porém, de analisar mais a fundo a empresa que estão comprando. Nem ao menos, se questionam se conhecem o ramo de atividade da companhia.

Um princípio extremamente importante para o investidor em ações é o de operar dentro do seu círculo de competência.

As duas principais vantagens para o investidor que forma sua carteira com empresas cujas atividades lhe sejam intimamente conhecidas são a possibilidade de lucrar mais com a volatilidade inerente ao mercado e a tranqüilidade para atravessar períodos em que suas teses de investimento não vingam. O investidor que conhece bem cada uma das empresas que escolhe, seus respectivos mercados, as peculiaridades de seus modelos de negócio, seus produtos e seus consumidores, consegue dormir com menos preocupações em momentos de stress na bolsa.

Com a recente crise americana, muitos investidores tem aplicações perdendo parte significativa da quantia original. Contudo, se a tese de investimento foi e continua correta, o aumento da posição é ainda mais acertado em momentos de forte baixa.

Só que aumentar a posição fica emocionalmente cada vez mais difícil, pois o investidor precisa sustentar sua opinião diante do consenso do mercado. Por isso a importância de se conhecer onde está se investindo.  Apenas os que operam dentro do seu círculo de competência têm a autoconfiança necessária para tomar a decisão correta.

O investidor que não se preocupa que suas aplicações estejam dentro do seu círculo de competência, tende a entrar em pânico e vender o bom investimento na pior hora, a de baixa, quando deveria estar comprando mais. Vende porque não sabe direito o que tem e quanto vale. Não sabe onde é o fundo do poço e não tem a tranqüilidade emocional necessária para suportar o mau desempenho. Falta-lhe conhecimento suficiente para ter a coragem de discordar do mercado.

Resumindo, o investidor precisa se concentrar nas empresas que estão próximas dele. Mas sem dúvida, procurando sempre ampliar seu círculo de competência através do estudo disciplinado e de um trabalho amplo de pesquisa.

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O acaso do mercado

Publicado em 10.02.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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dados

As últimas semanas na bolsa paulista foram marcadas por uma grande arrancada dos principais ativos do índice. A VALE5, por exemplo, alcançou a incrível marca de 33% de valorização em menos de 40 dias. Diante desta valorização, todo investidor, analista e/ou economista busca, através das mais diversas ferramentas,  uma justificativa plausível para esse movimento.

Os players estão sempre procurando no mercado uma causa para tudo o que acontece. Em dias de forte valorização, a justificativa mais comum é a de que tudo já foi colocado no preço (precificado) e as ações estavam baratas demais. Em dias de realização de lucro, após fortes altas, não raro se explica o fato devido a indícios de recessão, como se ela fosse novidade e já não estivesse no preço dos ativos. Na verdade, o mercado, muitas vezes, tem razões que nem sempre se conhecem.

Desta forma, não se deve ter a expectativa de que os profissionais de finanças sejam sempre capazes de prever acertadamente os acontecimentos nos mercados a partir de seus conhecimentos teóricos e experiência pessoal. Muitas vezes a evolução de um índice de ações pode ser similar a uma seqüência de números aleatórios com determinado viés (“random walk“).

Nesse momento alguns defensores do investimento em valor diriam que essas oscilações momentâneas e aleatórias serão ajustadas com o tempo e os números contábeis da empresa voltarão ao normal. Os grafistas afirmariam que o patamar de preços reflete pontos de suporte/resistências intransponíveis e que em breve os graficos descontarão tudo.

A postura que se requer para dar conta do mercado tal como ele se expressa hoje em dia, não invalida as contribuições fundamentalistas e técnicas, mas indica um passo adiante para lidar com estes instrumentos. É preciso reconhecer que fatores imprevistos e desconhecidos podem influenciar as cotações das ações.

Assim, independentemente da formação acadêmica ou da vivência profissional, ao fazermos previsões temos de ter a humildade para conceber a possibilidade de discrepâncias e ao mesmo tempo a sabedoria para lidar com a incerteza.

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Pattern PB4-C

Publicado em 29.01.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

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Dando continuidade a série de artigos sobre patterns gráficos, iniciada na semana passada com o 2i-C, hoje eu trago a configuração conhecida como PB4-C.

Da mesma forma que o anterior, este pattern utiliza uma conjunção de candles para criar um setup.

A idéia do PB4-C, assim como ocorre no 2i-C, é identificar uma pequena correção dentro de um sólido movimento de alta.

Vamos ao setup:

pb4-c 1- A máxima de hoje é superior a dos últimos quatro dias.

2- Os três dias anteriores apresentaram máximas e mínimas decrescentes.

3 - A mínima de hoje é superior a mínima de ontem.

Entrada: No rompimento da máxima do pattern.

Stop: Abaixo da mínima do pattern, ou seja a mínima de ontem.

Se o trade caminhar a nosso favor, é  recomendado utilizar uma estratégia de trailing stop (Parabolic ou Hilo, por exemplo) afim de garantir os lucros.

Lógica: Os três candles negativos representam a parada técnica para realização de lucros dos traders de curto prazo (swing traders). Já a última barra, com range maior, manifesta a vontade dos preços em retomar a tendência de alta (no gráfico exemplo da PETR4 abaixo, o conceito fica bem claro).

Segue abaixo, a fórmula do Metastock, visando facilitar o estudo do setup:

H=HHV(H,4)
AND L>Ref(L,-1)
AND C>O
AND Ref(H,-1)<Ref(H,-2)
AND Ref(H,-2)<Ref(H,-3)
AND Ref(L,-1)<Ref(L,-2)
AND Ref(L,-2)<Ref(L,-3)

Veja um exemplo do pattern, na PETR4:

petr4

PETR4 – Gráf. Diário

Importante:

O uso do money management em operações deste tipo, meramente especulativas, é fundamental. Utilize algum algoritmo de manejo do capital evitando correr grandes riscos financeiros para a carteira.

Esclarecimento:

A minha intenção com a apresentação destes patterns, não é incentivar o uso indiscriminado destas estratégias. Não quero vender a idéia que se trata de um setup infalível. Meu desejo é acrescentar informação para você trader e/ou investidor. E mais, sei que muitos que visitam o blog, tem muito a contribuir. Portanto fica aqui o convite: comente os artigos e debata as idéias, com certeza todos nós vamos ganhar muito com isso.

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Pattern 2i-C

Publicado em 22.01.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

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Alguns analistas gráficos utilizam formações, os chamados patterns em inglês, para determinar possíveis pontos de entrada no mercado. Esses patterns algumas vezes representam a formação de uma figura, como por exemplo: Ombro-Cabeça-Ombro, Topo duplo, Cup anda Handle, etc.

Já em alguns casos, podemos encontrar patterns interessantes associando uma série de candles. É usando esta abordagem que apresento o pattern 2i-C (2 inside – close).

A idéia deste pattern é identificar uma parada em uma tendência de alta ou um movimento de saída dentro de uma congestão.

pattern1Setup:

1- O último candle deve ser positivo, ou seja, com o fechamento superior ao preço de abertura.

2- O máximo e o mínimo deste último candle deve ser respectivamente superior e inferior ao dos dois candles anteriores (na prática, este candle deve ser um “outside” em relação aos dois candles que precederam).

3- O fechamento de ontem deve ser inferior ao fechamento do candle de dois dias atrás.

Entrada: Na abertura do candle sucessivo ao setup.

Stop inicial: Abaixo da mínima do último candle do setup.

Se o trade caminhar a nosso favor, é  recomendado utilizar uma estratégia de trailing stop (Parabolic ou Hilo, por exemplo) afim de garantir os lucros.

A lógica por trás desta combinação é identificarmos através de um grande candle positivo (em preto) um aumento da volatilidade capaz de anteceder um movimento mais forte.

Visando facilitar o estudo, apresento abaixo a fórmula do Metastock, para que os leitores possam testar este pattern nos diversos ativos do mercado brasileiro.

H>=Ref(H,-1) AND L<=Ref(L,-1) AND H>=Ref(H,-2) AND L<=Ref(L,-2)
(aqui a formula identifica que a máxima de hoje é maior ou igual a dos últimos dois candles)

AND C>O
(e o fechamento de hoje é superior ao preço de abertura)

AND Ref(C,-1)<Ref(C,-2)
(e o fechamento de ontem é inferior ao fechamento do candle de dois atrás)

Em seguida, eu trago um exemplo do setup sendo aplicado na VALE5:

vale5

VALE5 – Gráf. Diário

Importante:

O uso do money management em operações deste tipo, meramente especulativas, é fundamental. Utilize algum algoritmo de manejo do capital evitando correr grandes riscos financeiros para a carteira.

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A estratégia de comprar na baixa

Publicado em 15.01.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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42-20321150Mesmo sabendo que toda unanimidade é burra, parece inquestionável para  a maioria dos especialistas do mercado que o ano de 2009 será um ano muito difícil para a economia mundial. E falando de bolsa a tendência é que também tenhamos muitas dificuldades.

Mas talvez neste cenário, podemos encontrar ótimas oportunidades. Buffett já profetizou: “Seja audacioso quando os outros estiverem com medo e tenha medo quando os outros forem audaciosos”.

Conforme artigo escrito essa semana, fazer previsões sobre o futuro financeiro é uma tarefa árdua e ingrata mas necessária. E pensando nisso, se tivermos um horizonte de investimento de médio para longo prazo (3-5 anos), o atual patamar das cotações dos ativos brasileiros se mostra muito atrativo.

Sem dúvida, nadar contra a maré nunca é fácil. Exige estômago para aguentar a pressão, e sempre foi mais fácil errar em conjunto do que sozinho. Mas são as apostas contrárias ao consenso que permitem os maiores retornos. E como disse Max Gunther, autor de “Os Axiomas de Zurique“, “se o seu principal objetivo na vida é fugir das preocupações, então você nunca deixará de ser pobre.” Quem tem muito medo de perder, dificilmente irá ganhar.

No ano passado, publiquei um artigo aqui no blog, intitulado “O momento é agora !“, onde enfatizava a oportunidade que começava a aparecer para montar uma carteira de acumulação. No texto fazia questão de destacar a questão do “timming”. Não devemos concentrar as compras apenas em um determinado momento. O ideal é formularmos uma estratégia de compras em lotes de forma paulatina e contínua. Afinal de contas, os mercados podem permanecer irracionais por muito mais tempo do que a nossa disponibilidade financeira em fazer aplicações.

Para carteiras de acumulação é importante evitar a alavancagem e a falta de liquidez. Muita atenção também ao empregar neste tipo de investimento recursos que precisarão ser usados em uma emergência. Já que uma venda forçada pode tirar você do jogo antes do tempo ideal.

Enfim, novamente chamo a atenção de vocês para esta oportunidade ímpar que o estouro da recente bolha especulativa mundial provocou. Sei que uma estratégia operacional nem sempre é adequada para todo tipo de investimento. Sei que é importante respeitarmos a propensão ao risco e os objetivos financeiros de cada investidor. Mas acredito que arriscar parte do patrimônio, especialmente quando há preços convidativos e o fim do mundo parece precificado, pode fazer muito sentido em um futuro não muito distante.

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As previsões

Publicado em 13.01.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Estratégias, Informações, Opinião

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previsao Recentemente a Business Week, trouxe uma matéria onde apresentava algumas previsões feitas em 2008 que acabaram sendo uma tremenda furada.

São analistas, economistas e presidentes que fizeram uma leitura errada do cenário que se configurava.

A pergunta é: Se eles não diagnosticaram a doença, conseguirão descobrir a cura?

Abaixo, transcrevo as dez previsões “furadas” relatadas na revista americana:

1) “Um rali muito poderoso e estável está a caminho. Mas poderá ser preciso mais uns dois dias para ele começar. Se preparem e tenham fé!” – Richard Band, editor da “Profitable Investing Letter”, 27 de março de 2008.

Na data da previsão, o índice Dow Jones Industrial estava nos 12.300 pontos. No fim de dezembro ele estava em 8.500 pontos.

2) A AIG “poderá ter ganhos enormes no segundo trimestre.” – Bijan Moazami, analista da Friedman, Billings, Ramsey, 9 de maio de 2008.

A AIG acabou perdendo US$ 5 bilhões naquele trimestre e US$ 25 bilhões no trimestre seguinte. Ela teve seu controle assumido em setembro pelo governo americano, que vai gastar ou emprestar US$ 150 bilhões para manter a companhia operando.

3) “Eu acho que a Freddie Mac e a Fannie Mae estão fundamentalmente sólidas. Elas não correm o risco de afundar… Acho que elas estarão bem no futuro.” – Barney Frank (representante do partido Democrata por Massachusetts), presidente do comitê de serviços financeiros da Câmara dos Representantes, 14 de julho de 2008.

Dois meses depois, o governo interveio nas gigantes hipotecárias e prometeu investir até US$ 100 bilhões em cada uma.

4) “O mercado está em processo de autocorreção.” – presidente George W. Bush, em um pronunciamento feito em 14 de maio de 2008.

No resto do ano o mercado continuou se corrigindo… e corrigindo… e corrigindo.

5) “Não! Não! Não! O Bear Stearns não está com problemas.” – Jim Cramer, comentarista da rede CNBC em 11 de março de 2008.

Cinco dias depois, o JP Morgan Chase assumiu o controle do Bear Stearns com ajuda do governo, quase que exterminando os acionistas da instituição.

6) “Vendas de moradias já existentes tendem a crescer em 2008.” – Manchete de um “press release” da Associação Nacional dos Corretores de Imóveis em 9 de dezembro de 2007.

Em 23 de dezembro de 2008 o grupo disse que as vendas de novembro estavam em uma taxa anualizada de 4,5 milhões de unidades – queda de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior – , na pior retração registrada pelo setor imobiliário desde a Grande Depressão.

7) “Eu acho que o preço do petróleo estará em US$ 150 no fim do ano.” – T. Boone Pickens, 20 de junho de 2008.

O barril de petróleo custava na ocasião US$ 135. Hoje está baixo dos US$ 40.

8 ) “Eu acredito que haverá algumas falências… Não antecipo nenhum problema sério do tipo entre os grandes bancos ativos internacionalmente e que representam uma parte bastante substancial de nosso sistema bancário.” – Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed), em 28 de fevereiro de 2008.

Em setembro, a Washington Mutual tornou-se a maior instituição financeira a falir na história dos EUA. O Citigroup precisou de socorro ainda maior em novembro.

9) “No ambiente regulador de hoje, é praticamente impossível violar as regras.” – Bernard Madoff, gerente de investimentos, 20 de outubro de 2007.

Cerca de um ano depois, Madoff – ex-presidente do mercado de ações da Nasdaq – disse a investigadores que havia fraudado seus investidores em US$ 50 bilhões.

10) “A Bound Man: Why We Are Excited About Obama and Why He Can’t Win” (algo como “Um Homem Coagido: Por que Estamos Tão Animados com Obama e Por que Ele Não Conseguirá Vencer” – título de um livro do escritor e comentarista conservador Shelby Steele, publicado em 4 de dezembro de 2007.

Senhor Steele, gostaria de ser apresentado ao presidente eleito?

Com este artigo, não quero desmerecer a necessidade de se tentar prever o futuro. Fazer previsões é inevitável. Não apenas na economia, mas em qualquer campo da vida humana. Não podemos traçar um planejamento se não criarmos em nossas mentes uma idéia de cenário futuro.

O importante é lembrarmos que estas previsões possuem um alcance limitado e que acidentes de trajeto sempre ocorrerão nos obrigando a adequar nossas expectativas.

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Keynes versus Friedman

Publicado em 11.12.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

 

versus O questionamento proposto no artigo anterior se resume ao debate de idéias entre a teoria de dois gurus da história econômica mundial: John Maynard Keynes e Milton Friedman.

As idéias de Keynes eram de que os governos deveriam gerir e regular as economias para manter o pleno emprego e moderar as flutuações de preços nos mercados. A era keynesiana foi acionada na década de 30, visando combater os sérios problemas sociais causados pela Grande Depressão.

Keynes, sustentava que o futuro é algo incerto, e que portanto, a psicologia do investidor é volúvel. Keynes escreveu: "A prática da calma, da imobilidade, da certeza e segurança, de repente se rompe…. Novos medos e esperanças assumirão, sem aviso prévio, o controle da conduta humana". Esse pensamento clássico de Keynes, nada mais é do que o "efeito manada" dos tempos atuais. Em resumo, o papel do Estado é administrar as expectativas.

Apenas um detalhe fugiu da teoria keynesiana. O aspecto da corrupção das autoridades. Keynes supôs que os governos seriam administrados por especialistas benevolentes e honestos. Bem longe da realidade do mundo atual.

Para Friedman, o governo deveria apenas se preocupar em políticas monetárias e deixar que a economia tomasse conta de si mesma. A "nova economia clássica" da década de 70, como ficou conhecida, ensinava que, na ausência das rudes interferências do governo, as economias buscariam naturalmente o pleno emprego, maior inovação e melhores índices de crescimento.

A teoria neoclássica defendia que se pode saber de antemão os riscos em todas as transações de mercado e que os preços sempre refletirão probabilidades objetivas. Esse otimismo, sem dúvida, foi responsável pela formação de inúmeras bolhas nas últimas décadas (inclusive o subprime), já que existia a ilusão, que o mercado, através de modelos matemáticos, ajustaria as distorções.

A questão aqui é o dilema sem solução mais antigo da economia: as economias de mercado são naturalmente estáveis ou precisam ser estabilizadas pela política governamental ?

Talvez mais importante do que uma resposta para esta questão, seja o fato de reconhecermos que a economia está longe de ser uma ciência. Desta forma, nenhum economista, analista ou intelectual poderá nos fornecer uma resposta precisa sobre qual é o melhor caminho a trilhar.

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ETF’s da BM&F Bovespa

Publicado em 03.12.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Informações

bmf Essa semana a BM&F Bovespa lançou 3 fundos de índices, os chamados ETF’s (Exchange Traded Funds). Esses fundos, muito populares no mundo todo, visam obter desempenho semelhante à performance de determinado índice de mercado, para tanto, suas carteiras replicam a composição desse índice.

Os fundos lançados por aqui são três: ISHARES BOVA CI , ISHARES MILA CI e ISHARES SMAL CI.

O BOVA CI, negociado no pregão através do código BOVA11, replica os papeis que compõem o Ibovespa. O MILA CI (MILA11), engloba ações de média e grande capitalização. E o SMAL CI (SMAL11), é focado nas ações de baixa liquidez.

A primeira experiência similar, ocorreu em 2004, quando o BNDESPar lançou o PIBB11 que replica o IBrX-50. Com a forte tendência que o mercado brasileiro apresentava na época, esse investimento se tornou muito lucrativo. A ponto de uma nova oferta ter sido realizada em 2005.

BOVA11

Apenas o BOVA11, apresentou até o momento uma certa líquidez (hoje, 268 negócios). Acima, gráfico de 30 minutos dos dois primeiros dias de negociação.

Agora com os ETF’s, a idéia é trazer para o mercado brasileiro, um produto muito utilizado pelos investidores americanos. Segundo, o Valor Econômico de hoje, os ETF’s respondem por 38% das negociações realizadas na bolsa de Nova York.

Nem mesmo, o cenário de crise atual, desmotivou o Banco Barclays, gestor dos fundos, a fazer o lançamento. Na opinião dos executivos do banco, “os fundos têm mostrado excelente aceitação em períodos difíceis”.

Sem dúvida, os fundos ETF’s proporcionam com apenas uma transação, diversificar uma carteira de investimento em ações. Diante da forte queda do Ibov, encontrar o papel que voltará mais rápido aos patamares históricos pode não ser uma tarefa muito fácil. Por isso o BOVA11 passa a ser um produto muito interessante já que acompanha o Ibov muito de perto. Atenção neste ponto… um fundo ETF, não replica exatamente (100%) o desempenho do índice subdjacente. Isso ocorre pelo fato de a carteira de um ETF não ser apenas composta pelas ações do índice. Conforme detalhado na lâmina do produto, até 5% podem ser aplicados em títulos do Tesouro Nacional, cotas de outros fundos, etc… Mas diria, com base nos ETF’s lá de fora, que a oscilação é muito pequena.

Vale lembrar, que assim como todo fundo, incide nos ETF’s uma taxa de administração. No caso do BOVA11, a taxa é 0,54%aa. Se comparada, com outros fundos de ações oferecidos pelos bancos comerciais, a taxa é bem menor.

Outro aspecto interessante dos ETF’s é que eles podem ser usados pelos cotistas como margem para operações realizadas em bolsa. Além disso, tanto os ETF’s quanto as ações podem ser objetos de empréstimo em operações de mercado. Ou seja, possuindo ETF’s na carteira, o investidor poderá disponibilizar à CBLC para que os papeis sejam alugados.

Por outro lado, investidores que desejarem “hedgear” uma carteira de longo prazo que tenha uma forte correlação com índice, podem alugar e vender as ETF’s. Na prática, essas operações com os fundos podem substituir o hedge feito hoje com os contratos do índice futuro na BMF.

Resumindo, acho que estamos diante de um produto bem interessante e que merece ser analisado com muito carinho.

Mais informações: no site da Bovespa, www.bovespa.com.br

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Cadê as boas notícias ?

Publicado em 26.11.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Análises Diárias, Estratégias

Vejamos os principais dados da economia americana divulgados hoje :

  • Os estoques de petróleo nos EUA na semana encerrada em 21 de novembro aumentaram 7,28 milhões, oito vezes mais do que o acréscimo esperado pelos analistas, de 900 mil – sinal de que a retração no consumo de combustíveis é superior ao imaginado. Os estoques de gasolina cresceram 1,842 milhão de barris, quando a projeção era de alta de apenas 100 mil barris.
  • As encomendas de bens duráveis em outubro declinaram 6,2% em relação a setembro. A queda foi duas vezes maior do que os 3% estimados pelos analistas e se constituiu no pior resultado desde outubro de 2006.
  • As vendas de imóveis novos tiveram uma queda de 5,3% em outubro sobre setembro.
  • A atividade industrial dos gerentes de compra de Chicago caiu para o menor nível desde fevereiro de 1982 (33,8 em novembro).
  • O sentimento do consumidor da Universidade de Michigan caiu para 55,3 em novembro, ante 57,6 em outubro.
  • Além disso tudo ainda tivemos: gastos com consumo em outubro (-1%), índice de preços PCE (-0,6%) e atividade industrial da região Meio-Oeste em outubro(-1,0%).

IBOV

DJI

Ibovespa

Dow Jones

Como explicar a euforia recente dos mercados, se os números que são divulgados nos noticiários mostram um agravamento da crise americana ? Enquanto a recessão se aprofunda através dos recentes dados da economia, o Dow Jones e o Ibov registram três pregões seguidos de ganhos expressivos na semana (veja os gráficos acima).

Será que apenas o anúncio da equipe econômica de Obama, formada por conceituados economistas dos EUA, foi o responsável pela retomada do otimismo ? Até parece bom demais para ser verdade.

Essa divergência entre a qualidade das notícias e a direção dos mercados passa por um ponto que deve ser observado. De fato, há uma percepção de que os preços estão convidativos e que, embora a economia real ainda deva piorar por um ou mais trimestres, em algum momento a bolsa começará a antecipar o início da recuperação dos EUA e no resto do mundo. Não se pode imaginar que o mercado vai esperar sentado que o PIB volte a crescer para depois comprar. Como sempre, muito antes que a recuperação se inicie na economia real as bolsas já estarão subindo. E é exatamente este ponto de inflexão, quando os mercados começarão a ver de fato a luz no fim do túnel, que todos nós investidores e especuladores devemos estar atentos.

As notícias devem ser usadas como ingrediente para a elaboração de um cenário de longo prazo. Não como um meio para operações de trading.

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