As reservas internacionais do Brasil
Publicado em 09.04.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião
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A bolsa brasileira apresenta em 2009 uma das melhores performances do mundo.
Não quero entrar no mérito da polêmica tese sobre o descolamento. A minha intenção neste artigo, é mostrar algo que parece evidente: o Brasil, nos últimos anos, se comparado a outros países emergentes, assumiu um papel de destaque diante dos grandes investidores estrangeiros.
Os motivos para esta mudança de paradigma são inúmeros, mas vou me ater a questão do aumento considerável das reservas brasileiras.
Até o final de Março as reservas internacionais do Brasil somavam R$190 Bilhões. Em Janeiro de 2007 eram apenas R$91 Bilhões (veja gráfico).
Estas reservas são muito importantes em momentos de crise, permitindo que o país forneça líquidez para o mercado de câmbio, evitando assim uma disparada da moeda americana. A partir de Setembro do ano passado, o Banco Central ampliou as intervenções. Desde então, o BC passou a divulgar as reservas internacionais em dois conceitos. Um deles é o conceito de caixa, que inclui os dólares prontamente disponíveis para intervir no câmbio. O outro conceito é o de liquidez internacional, que inclui aplicações que podem ser recuperadas em prazos mais longos.
O BC faz dois tipos de intervenção que não representam a venda definitiva de reservas. Numa, vende dólares com o compromisso de recompra. Noutra, empresta dólares aos bancos, que usam os recursos para financiar exportações.
Interesante notar como as reservas, desde o início da crise se mantiveram praticamente inalteradas. Apesar das pesadas vendas de dólar feitas pelo BC no mercado à vista (conceito de caixa), as reservas (conceito de liquidez internacional) registraram ganhos expressivos com a valorização das aplicações em títulos do Tesouro americano. Os juros dos papéis com prazo de dez anos (treasuries 10Y), por exemplo, caíram de 5,02% ao ano no fim de julho de 2007 para 2,92% ontem. A queda dos juros significa, para a autoridade monetária, a alta dos preços dos papéis, com efeitos positivos sobre o volume de reservas.
Por conseguinte, assim que a crise passar, a tendência é que os juros americanos voltem a subir, derrubando o preço dos papéis. Aliás, é o que parece estar já ocorrendo (veja gráfico).
Resumindo, a monitoração das reservas internacionais do Brasil é muito importante. Até o momento a estratégia entre os dois conceitos vem sendo bem utilizada. Porém, caso o Banco Central aumente os volumes de reservas dirigidos ao financiamento de exportadores e de empresas, os investidores estrangeiros passarão a questionar a solidez externa do país. Vale a pena, ficar de olho !
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Neste presente texto pretendo continuar as observações e a mesma análise de meu
Nas últimas semanas, o movimento das duas principais blue chips do mercado brasileiro apresentaram uma falta de sincronia muito incomum. A PETR4 e a VALE5, são disparadas as ações de maior liquidez da bolsa. Ambas representam praticamente 30% do volume de negócios. E dificilmente o Ibovespa se valorizará se estes dois papeis não fizerem o mesmo.
Recentemente foram divulgados os primeiros números do ano sobre o setor do varejo. As vendas do comércio varejista subiram 1,4% em janeiro de 2009, ante dezembro de 2008, na série com ajuste sazonal, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com janeiro do ano passado, as vendas aumentaram 6%. Em 12 meses, as vendas acumulam alta de 8,7%.
Desde o ano passado a AB-Inbev, através da compra da americana Anheuser-Busch, se tornou a maior cervejaria do planeta. Uma tacada ousada , bem ao estilo do presidente executivo da multinacional, o brasileiro Carlos Brito.
Quero começar pedindo licença a Saramago por utilizar não apenas o título de uma de suas obras, mas acima de tudo utilizar seu pensamento.









