Operando com opções
Publicado em 16.06.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião
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No mercado brasileiro o uso de estratégias envolvendo as opções de compra é muito comum. Sem dúvida, desde que realizadas com o devido acompanhamento, as opções de compra podem representar uma boa opção de proteção em momentos de forte volatilidade do mercado. Além das inúmeras possibilidades de se realizar travas (de alta ou de baixa) usando dois (ou mais) strikes, são muito frequentes, principalmente entre investidores pessoa física, as chamadas estratégias de “financiamento” e “taxa”, que combinam um ativo objeto e os seus respectivos derivativos.
Nos dois casos, possuímos (ou compramos) uma quantidade X de uma ação e em seguida vendemos uma opção de compra. Nesta operação esperamos que o mercado caia ou ande de lado. Até mesmo uma pequena subida, pode deixar a operação no lucro. Uma forte alta, determina o encerramento da trava.
Em mercados comportados, a probabilidade de êxito nas operações de financiamento é muito grande. Afinal de contas, o tempo está a nosso favor, o que significa dizer, que antes de desfazer uma operação antecipadamente é necessário pensar muito (pessoalmente, me arrependi em quase todas as vezes que o fiz).
Existe porém um outro tipo de operação com opções, pouco conhecido entre os investidores pessoa física, que envolve as opções de venda. Infelizmente, este tipo de derivativo, possui ainda muita pouca liquidez no mercado brasileiro, permitindo assim que apenas os grandes fundos possam participar da festa.
Um exemplo de estratégia comum usado pelos fundos é o chamado “reverse convertible”, ou conversível reverso. O fundo pega o dinheiro do investidor e aplica em títulos públicos. Ao mesmo tempo, vende uma opção de venda de ações da Petrobras ou da Vale. Nesta operação, na data futura, ele tem a obrigação de comprar o papel por um preço fixado. No caso do fundo, ele se compromete a comprar o papel dali seis meses com desconto de 15%.
Por essa venda de opção, o fundo recebe um prêmio pago pelo comprador da opção. O dinheiro do prêmio é aplicado também e aumenta a remuneração do fundo. Se o papel não cair 15%, a opção vira pó, pois o comprador da opção não vai querer vender a ação por um preço abaixo do de mercado. O fundo embolsa, então, o prêmio e mais os juros da aplicação em renda fixa. Mas se o papel cai mais de 15%, o comprador da opção exerce o direito de vender o papel pelo preço fixado, acima do de mercado, e aí o fundo fica com as ações e o ganho na renda fixa.
Muito interessante, não acham ? Espero que o mercado brasileiro, acelere o processo de amadurecimento e que em breve, nós, pessoas comuns, possamos ter acesso também a esta modalidade de investimento.
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O desenvolvimento de um trading system pode ser definido como uma junção entre ciência e bom senso. Ao implantar um sistema, procuramos formular um conceito baseado em uma boa performance no passado para que possamos continuar “performando” bem no futuro. Pensando desta forma, automatizar o processo é inevitável. O uso do computador e de sistemas robotizados, os chamados “robo-traders”, é uma exigência para qualquer indivíduo que queira se aventurar na área.
Você quer estar comprado naqueles ativos que no fim do ano serão os campeões de rentabilidade ? Simples. É só comprar TH.
O perfil dos leitores do blog é muito variado. Por aqui passam traders/investidores ativos, profissionais do mercado e até mesmo indivíduos que nunca tiveram a experiência de aplicar na bolsa de valores.
Uma das teorias mais discutidas em finanças é a de que o mercado é eficiente. Conceitualmente, um mercado é eficiente quando nos preços dos ativos todas as informações estão refletidas. Já abordei “an passant” este assunto outras vezes aqui no blog (









