De olho no Shangai Composite
Publicado em 20.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Estratégias, Opinião
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Depois da forte crise mundial provocada pelos subprimes americanos, o mundo vivencia uma recuperação surpreendente e consistente das principais bolsas mundiais. Mas se olharmos apenas para a valorização dos principais índices, as bolsas do Brasil e da China figuram como as grandes vedetes. O Ibovespa até ontem subiu 49,8%. O Shangai Composite 54,8%.
A valorização das duas bolsas é muito parecida, mas focando no Shangai Composite percebemos que a bolsa chinesa iniciou um processo corretivo mais intenso nas últimas 3 semanas (veja gráfico abaixo). Considerando a máxima do ano, alcançada no início de Agosto, o Shangai Composite chegou a apresentar uma alta de mais de 84%, no ano.
A economia da China cresceu nos últimos cinco anos (2003-07) a uma taxa de 10,6% ao ano. Em 2008, mesmo tendo como grande marco a realização da Olimpíada de Beijing, sua economia, pela primeira vez neste século, cresceu abaixo de dois dígitos. E em 2009, na margem, deverá crescer ainda menos, cerca de 8,0%.
Sem dúvida, ainda são padrões de crescimento altíssimos. Porém, estes pontos percentuais a menos de crescimento significam uma menor demanda por produtos do resto do mundo, com conseqüências para as cotações internacionais de commodities minerais e agrícolas, e para a saúde das contas externas dos países de quem comprar mais.
E é aqui que entra o Brasil. Nossa matriz com certeza ainda continua sendo a bolsa de NY, mas cada vez mais o que acontece nos pregões orienteais influencia as empresas negociadas por aqui.
Ainda mais sabendo que a economia chinesa não tem um monitoramento econômico de máxima qualidade e portanto não havendo um acompanhamento minucioso e transparente dos resultados domésticos. Esta ausência de medidores com maior precisão faz com que a incerteza seja maior. Por isso é ainda mais fundamental que os investidores mantenham os olhos bem atentos.
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Recentemente um cliente me relatou o seu dilema sobre a aplicação ou não de um stop nas operações de curto prazo (especulativas) que ele possuía e que ainda estavam abertas no mercado. Como de costume, manifestei minha opinião, enfatizando que ele não deveria mudar a estratégia definida antes de comprar o ativo. Se o stop já havia sido determinado, ele deveria ser respeitado.
Operar no mercado exige do trader uma série de qualificações específicas. Engana-se aquele que acha que criando um sistema que lhe forneça um sinal de entrada terá alcançado o sucesso. A atividade de comprar e vender ativos, com o objetivo de obter um lucro maior que seus custos, é uma tarefa bem mais complexa que pode parecer. Aspectos relacionados a psicologia, muitas vezes difíceis de serem mensurados e portanto muito relativos, moldam essa profissão que fascina e muitas vezes ilude o indivíduo mais ansioso e despreparado.
A negociação de opções nos mercados financeiros tem uma estreita associação com uma vasta gama de estratégias. Algumas são simples e facilmente compreensíveis, outras mais complexas. Algumas tem o intuito de fazer hedge de uma carteira e outras direcionadas à especulação.









