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Os astros na bolsa

Publicado em 27.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Estratégias, Informações, Opinião

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astroEm Junho do ano passado participei da Expotrader – V Congresso Anual Internacional de Traders do Mercado de Capitais 2008, um evento criado pela Trader Brasil, com a participação de nomes consagrados do mercado financeiro mundial. Na ocasião, chamou minha atenção a palestra do “guru” Arch Crawford e sua abordagem digamos “astral” do mercado. Arch, profetizou que devido a um eclipse raríssimo, no dia 16/08 ocorreria algum desastre em escala mundial que levaria as bolsas do mundo inteiro ao colapso.

Incrédulo, marquei na minha agenda e aguardei a fatídica data. De fato, nada de excepcional ocorreu no dia 16/08/08. Mas coincidentemente, no dia 16 do mês seguinte, a crise financeira do subprime alcançou o seu ápice com a quebra do Lehman Brothers (veja aqui).

Relembrei esta profecia do Arch Crawford, porque para minha surpresa, essa semana, lendo a revista Veja, me deparei com o Diogo Mainardi citado-o em sua coluna. Diogo destaca as recentes previsões corretas feitas pelo “guru”. Segundo o colunista, Arch antecipou a queda vertiginosa das bolsas de valores de Setembro do ano passado e previu a recuperação dos mercados em Fevereiro deste ano. E mais…  segundo o  “guru” , a partir do dia 03 de setembro, influenciadas por um novo eclipse lunar, as bolsas mundiais começarão novamente uma forte espiral de queda.

Ou seja, pelo segundo ano seguido, já anotei na minha agenda e vou acompanhar a previsão astrológica de Arch Crawford. De qualquer forma, acredito que não precisamos invocar os astros para percebermos que o mercado se mostra cansado da alta recente e que em breve os investidores começarão a colocar no bolso, de forma mais intensa, os lucros auferidos nos últimos meses.

Site de Arch Crawford – http://www.crawfordperspectives.com/

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Candlestick: psicologia e aplicações na Bolsa de Valores

Publicado em 25.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Colaboradores, Estratégias

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A forma de representação gráfica dos preços conhecida como candlestick foi criada por um trader chamado Munehisa Homma que atuava no mercado de arroz japonês por volta do século XVIII. Foi trazida ao ocidente por Steve Nison, um trader norte-americano, no início da década de 1980.

O candlestick apresenta duas grandes vantagens em relação aos outros tipos de representação gráfica:

  1. Permite uma visualização mais fácil das tendências devido ao seu padrão de cores que identificam fechamentos positivos e negativos;
  2. Formam padrões que podem significar possível reversão ou continuação de movimentos.

Abaixo temos um exemplo do gráfico de candlestick em que enfatizo alguns padrões de reversão. Veja também como o padrão de cores verde (fechamento positivo) e vermelho (fechamento negativo) tornam a visualização dos movimentos de alta e baixa mais claros.

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Devido a essas vantagens, talvez, o sistema de candles ganhou grande popularidade no ocidente. Não tenho conhecimento de estatísticas oficiais, mas pelo que vejo na Internet me parece que atualmente, no Brasil pelo menos, a maioria dos traders estão utilizando os candles como parte de seu sistema de operações.

Embora os candles, por si só, já formem um sistema, prefiro utilizá-los em conjunto com as ferramentas da Análise Técnica ocidental. Dou especial atenção aos padrões de reversão encontrados em suportes ou resistências e em zonas de sobrecompra ou sobrevenda.

Existem centenas de padrões formados pelos candles e alguns traders iniciantes até se sentem desanimados com a quantidade. A boa notícia é que não é preciso saber todos eles para lucrar na Bolsa. Aprender os principais padrões ajuda muito o trader e o mais importante é compreender os fatores psicológicos por trás de sua formação.

Para aliviar quem se interessa pelo candlestick, em meu livro “Manual de Análise Técnica”, além de demonstrar os principais padrões existentes, apresento oito características específicas que resumem a psicologia por trás da formação dos padrões. Compreendendo essas características, um trader torna-se capaz de fazer uma excelente leitura do mercado ao analisar os candles em conjunto com outros aspectos que fazem parte do movimento dos preços.

Deixo aqui mais um convite aos interessados em investir na Bolsa de Valores para conhecer a minha obra e aprender sobre candlestick, análise técnica clássica, indicadores, setups e estratégias vencedoras!

Marcos Abe é investidor e autor do livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas“.

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De olho no Shangai Composite

Publicado em 20.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Estratégias, Opinião

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Depois da forte crise mundial provocada pelos subprimes americanos, o mundo vivencia uma recuperação surpreendente e consistente das principais bolsas mundiais. Mas se olharmos apenas para a valorização dos principais índices, as bolsas do Brasil e da China figuram como as grandes vedetes. O Ibovespa até ontem subiu 49,8%. O Shangai Composite 54,8%.

A valorização das duas bolsas é muito parecida, mas focando no Shangai Composite percebemos que a bolsa chinesa iniciou um processo corretivo mais intenso nas últimas 3 semanas (veja gráfico abaixo). Considerando a máxima do ano, alcançada no início de Agosto, o Shangai Composite chegou a apresentar uma alta de mais de 84%, no ano.

A economia da China cresceu nos últimos cinco anos (2003-07) a uma taxa de 10,6% ao ano. Em 2008, mesmo tendo como grande marco a realização da Olimpíada de Beijing, sua economia, pela primeira vez neste século, cresceu abaixo de dois dígitos. E em 2009, na margem, deverá crescer ainda menos, cerca de 8,0%.

Sem dúvida, ainda são padrões de crescimento altíssimos. Porém, estes pontos percentuais a menos de crescimento significam uma menor demanda por produtos do resto do mundo, com conseqüências para as cotações internacionais de commodities minerais e agrícolas, e para a saúde das contas externas dos países de quem comprar mais.

E é aqui que entra o Brasil. Nossa matriz com certeza ainda continua sendo a bolsa de NY, mas cada vez mais o que acontece nos pregões orienteais influencia as empresas negociadas por aqui.

Ainda mais sabendo que a economia chinesa não tem um monitoramento econômico de máxima qualidade e portanto não havendo um acompanhamento minucioso e transparente dos resultados domésticos. Esta ausência de medidores com maior precisão faz com que a incerteza seja maior. Por isso é ainda mais fundamental que os investidores mantenham os olhos bem atentos.

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Shangai Composite – Gráf. Semanal

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Posição Simétrica Raríssima no DJI

Publicado em 17.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Colaboradores, Estratégias

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No dia-a-dia dos mercados financeiros, raríssimas são as vezes em que todos os alvos simétricos, nos diferentes tempos gráficos de um ativo apontam em uma mesma direção; nos indices de ações tal formação é ainda mais dificil de ser encontrada, assim, mostra-se muito interessante neste momento a análise de tais gráficos que apontam simultaneamente para uma entrada "Bear" no mercado dos EUA (vide imagens explicativas), motivos estes muito fortes para que os "players de inflexão", traders especialistas em operações contra-tendência, reconhecidos por suas entradas agressivas e grande capacidade financeira, não apostem em um recuo intenso e pontual.

 

 

DJI simetria afastada

 

DJI simetria direta

DJI – Simetria afastada

DJI – Simetria direta

 

DJI simentria semanal

DJI – Simetria Semanal

 
 
Artigo enviado por Lucio Behr – Trader – AT ações moedas commodities..
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O trader-torcedor

Publicado em 13.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias

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torcedor Recentemente um cliente me relatou o seu dilema sobre a aplicação ou não de um stop nas operações de curto prazo (especulativas) que ele possuía e que ainda estavam abertas no mercado. Como de costume, manifestei minha opinião, enfatizando que ele não deveria mudar a estratégia definida antes de comprar o ativo. Se o stop já havia sido determinado, ele deveria ser respeitado.

Depois de já ter colocado os recursos “em jogo”, o trader não pode virar torcedor !

Este exemplo do meu cliente é um dos motivos que nos leva a questionar a racionalidade do investidor. Por que não avaliamos devidamente todos os fatos disponíveis antes de tomar decisões em relação ao nosso dinheiro? Por que nos resulta tão difícil realizar prejuízos? Por que permanecemos reféns de uma decisão errada?

Estas, são algumas questões, que estão norteando uma nova escola no campo das finanças: a das finanças comportamentais. Na seção Livros existem algumas indicações sobre o assunto.

Quando olhamos para um gráfico e ainda não enviamos a ordem para a corretora, nossa análise parece clara, precisa e quase infalível. Temos um excesso de confiança. Superestimamos nossa habilidade de prever eventos de mercado. Acreditamos que temos  um faro infalível, o famoso “feeling”, e que podemos antecipar o movimento dos preços.

Pois bem, realizamos a operação. Agora, o trade não caminha como gostaríamos. Precisamos encerrar a posição, porque os preços alcançaram nosso stop, mas nós não o fazemos. Acreditamos que nossa estratégia vai funcionar e que ocorreu apenas uma “pequena falha na curva”. Um grande prejuízo parece inevitável.

De fato, o ser humano é otimista em relação às suas crenças, sejam elas quais forem. Mas isto é particularmente perigoso quando falamos em investimentos, pois leva o indivíduo a superestimar sua habilidade como investidor e subestimar os riscos envolvidos. Pior ainda, uma vez tomada a decisão errada, ela é mantida por tempo demais.

Portanto, não insista. Reconhecer o erro é bem mais doloroso que perder dinheiro. A ferramenta “stop-loss” é um importante mecanismo de gerenciamento de risco que põe um freio no trader-torcedor em momentos de grande volatilidade.

As considerações acima mostram o quanto somos vulneráveis na hora de tomar decisões. Quando decidir especular no mercado, tente definir, da melhor maneira possível, qual é o seu grau de aversão ao risco, diversifique, defina seu ponto de “stop-loss” e respeite-o. Tomar uma decisão de investimento errada faz parte, todos já passamos por isso. Insistir nessa decisão achando que está certa e a grande armadilha.

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Estratégia básica para encerrar operações

Publicado em 11.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Colaboradores, Estratégias

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É comum investidores iniciantes se preocuparem apenas em como e quando começar uma operação. A questão é que uma entrada bem feita, numa operação, pode se tornar um desastre se o operador não souber como e quando encerrar a mesma. Então podemos dizer que para operar lucrativamente, saber finalizar operações é tão importante quanto saber iniciá-las.

Uma estratégia muito comum é o estabelecimento de alvos operacionais. E a forma mais usada para estabelecer esses alvos é a utilização de suportes e resistências.

Suportes e resistências são níveis onde podem ocorrer interrupções ou reversões na trajetória dos preços, mesmo que temporariamente. Se levarmos em conta essa definição, podemos considerar algo lógico o estabelecimento de suportes ou resistências como alvos de realização de lucros.

Numa tendência de alta, por exemplo, se comprarmos um ativo no rompimento de uma resistência, poderíamos definir a próxima resistência como alvo porque seria uma região em que o movimento de alta poderia sofrer uma correção. Assim, ao vender no alvo estaríamos nos antecipando à correção.

Na figura abaixo encontramos um bom exemplo dado pela VCPA4 no período diário. Veja como esse papel vinha num bom movimento de baixa até que não conseguiu romper o suporte dado pelo último fundo em torno de R$ 15,83. A partir do teste do suporte os preços foram elevados até formar um candle de reversão na resistência dada pelo topo anterior em torno de R$ 22,91. Esse cenário poderia ser interpretado como a iminência da formação de um retângulo. Assim, um operador que tivesse interpretado o gráfico dessa maneira, poderia efetuar uma venda alugada no rompimento da mínima do candle de reversão para tentar lucrar com o movimento de baixa que poderia vir a ocorrer. O alvo dessa operação poderia ser o suporte em torno de R$ 15,83, pois o ativo já havia sofrido os efeitos da pressão compradora nessa região – o que poderia se repetir.

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Vejamos, a seguir, o que teria ocorrido nessa operação.

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Pela figura observamos que o ativo atingiu o alvo e ameaçou iniciar nova alta dos preços antes de romper o suporte e dar continuidade ao movimento de baixa. Nesse caso teríamos lucrado mais se tivéssemos mantido a posição vendida por mais tempo. Mas não tínhamos como saber, com certeza, o que ocorreria até que o suporte fosse realmente rompido. Então o bom senso nos mandaria garantir o lucro e encerrar a operação no alvo porque o papel já estaria sobrevendido. Também havia a possibilidade do mercado seguir em tendência lateral e os preços poderiam voltar a subir conforme o padrão de reversão que ocorreu no suporte. De qualquer forma, uma nova posição vendida poderia ser aberta com o rompimento do limite inferior desse padrão.

Veja bem. O que estou explicando é uma forma de operar baseada em metas de lucros. Um investidor com outra visão poderia fazer diferente. A questão é que um bom sistema de investimentos deve, entre outras coisas, permitir ao seu usuário abrir e fechar posições de maneira que maximize seus lucros e minimize seus prejuízos. E utilizar alvos operacionais é uma excelente opção para operadores de curto prazo.

Dependendo das circunstâncias e do estilo do operador é possível usar a Extensão de Fibonacci ou a Extensão Alternada de Fibonacci para estabelecer alvos. Particularmente, costumo combinar a Extensão Alternada com suportes ou resistências em movimentos direcionais. Por outro lado, é possível também encerrar operações com sinais técnicos como evidências de fraqueza de um movimento ou mesmo sinais de sobrevenda ou sobrecompra.

Convido você a aprender todas essas estratégias em meu livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas” que os leitores mais exigentes vem considerando o mais completo sobre o assunto.

Marcos Abe é investidor e autor do livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas”.

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As perguntas cruciais de um trader

Publicado em 04.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias

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42-22230794Operar no mercado exige do trader uma série de qualificações específicas. Engana-se aquele que acha que criando um sistema que lhe forneça um sinal de entrada terá alcançado o sucesso. A atividade de comprar e vender ativos, com o objetivo de obter um lucro maior que seus custos, é uma tarefa bem mais complexa que pode parecer. Aspectos relacionados a psicologia, muitas vezes difíceis de serem mensurados e portanto muito relativos, moldam essa profissão que fascina e muitas vezes ilude o indivíduo mais ansioso e despreparado.

Apesar da complexidade, acredito que o ponto de partida de todo trader deve ser responder a algumas perguntas cruciais, que permitirão identificar o perfil e a aptidão ao risco de cada um. Além disso, não se surpreenda se no final do questionário perceber que “infelizmente” esta profissão não foi feita para você. É preciso ser realista nas respostas, evitando assim maiores danos no futuro. Vamos as perguntas, então:

Quanto capital você tem?

    Especular no mercado com pouco capital é totalmente inviável. “Tradar” com menos de 40k no mercado a vista é suicídio no longo prazo. Quanto mais dinheiro você tem, mais opções existem para ganhá-lo. Aumenta o poder de diversificação e diminui o risco.

Quanto quer perder?

    Essa é uma pergunta chata, mas muito importante. Ninguém quer pensar nas perdas antes de entrar no jogo, mas definir uma porcentagem de seu patrimônio que está disposto a colocar em risco é fundamental. Se perder mais que suporta perder, vai doer, e muito. Então, se não quer perdê-lo, não o arrisque. O mercado não perdoa erros de julgamento.

Quanto quer perder em cada operação?

    Depois de definir o máximo que pretende perder, chegou a hora de se concentrar na porcentagem que está disposto a sacrificar em cada operação. A maioria dos traders utiliza percentuais que variam entre 2 e 10, dependendo da aptidão ao risco e das características dos sistemas utilizados.

Qual mercado quer operar?

    Importante escolher bem o mercado que você vai investir. Afinal de contas, operar no mercado de futuros onde as posições são alavancadas, pode ser bem diferente que no mercado de ações. Neste caso o tamanho do capital e o perfil do investidor são relevantes para a escolha correta.

Quanto tempo você tem disponível ?

    Esta é uma das questões mais desprezadas pelo trader iniciante. Na maioria das vezes, o iniciante quer ser um day-trader mas não pode acompanhar o mercado de maneira full-time. É inevitável, o sistema que o trader escolher deve ser compatível com o tempo disponível. Day-traders passam o dia todo na frente da tela do computador. Quem opera tendências semanais tem mais tempo para pensar e se organizar.
    Vale notar também que o estresse é inversamente proporcional à duração média das operações.

Acredito que o trader que responder honestamente a estas perguntas antes de colocar “a mão na massa”, estará mais preparado e conseguirá sobreviver por mais tempo no mercado. Não adianta queimar etapas e se deixar influenciar pela opinião de outros traders. Tenha um objetivo realista e dedique o máximo de tempo disponível para o aprendizado.

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Peculariedades do mercado de opções

Publicado em 30.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias

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opcoes A negociação de opções nos mercados financeiros tem uma estreita associação com uma vasta gama de estratégias. Algumas são simples e facilmente compreensíveis, outras mais complexas. Algumas tem o intuito de fazer hedge de uma carteira e outras direcionadas à especulação.

Confesso que não sou um grande estudioso do assunto. As minhas estratégias envolvendo opções são simples e visam, na maioria das vezes, proteger a minha carteira de longo prazo (financiamento). Eventualmente, monto algumas travas e faço operações de taxa, mas nada muito complexo.

De qualquer forma, neste artigo, quero chamar a atenção para algumas peculiaridades do mercado de opções, que muitas vezes passam despercebidas pelos investidores que iniciam o estudo do assunto.

Ao elaborar uma estratégia básica em opções, o investidor precisa estar atento a 4 aspectos fundamentais:

  1. Criar uma expectativa de movimento no preço do ativo subjacente
  2. Acompanhar a relação entre o mercado à vista e o mercado de opções
  3. Observar a volatilidade do preço do ativo subjacente
  4. Conhecer o tempo necessário para o vencimento das opções

Quando operamos no mercado convencional, ou seja no mercado acionário, seja em uma operação long (de compra) ou short (de venda), a relação entre ganho e perda é ilimitada. Com as opções podemos montar uma posição onde esta relação se torne mais favorável.

Por exemplo vamos imaginar uma estratégia short call, ou seja a venda de uma opção de compra. Possuindo as ações que originaram as opções vendidas estamos fazendo um lançamento coberto. Esta estratégia é utilizada quando se acredita que o mercado irá cair ou andar de lado e a volatilidade está baixa. Portando vende-se a opção obtendo o ganho do valor do prêmio. Quanto mais “in the money” for o strike operado, maior será o ganho. O tempo está a nosso favor. Enquanto passa o tempo as opções perdem valor. Se a volatilidade aumenta, retarda a diminuição do valor; caso contrário, acelera.

Importante: Nesta operação o nosso lucro é limitado ao valor do prêmio e a nossa perda é ilimitada, já que aumenta na proporção que o mercado sobe.

Esta estratégia é a preferida dos investidores de longo prazo e não envolve nenhuma formula complexa ou um profundo conhecimento de derivativos. Mesmo não havendo uma verdade definitiva, o investidor, que estiver atento aos aspectos mencionados acima, poderá elaborar ou adequar (de forma mais rápida)  as suas estratégias diante das incertezas e expectativas do mercado.

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A estratégia “Key Buy”

Publicado em 28.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias

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Seguindo a tradição do blog, de apresentar técnicas operacionais dos maiores traders do mundo, hoje trago para vocês a estratégia “Key Buy”, de Oliver Velez e Greg Capra.

No livro, “Tools and Tatics for the Master Day Trader – Battle-Tested Techniques for Day, Swing and Position Traders”, os autores enfatizam que escolher o momento certo de abrir uma posição é o principal fator para obter sucesso no mercado. Segundo Velez e Capra, identificando o timing correto de entrada, 85% da operação já foi realizada. Os outros 15% ficariam a cargo da gestão de risco e da realização de lucro.

Confesso, que pela minha experiência achei exagerada a importância dada ao timing de entrada. Sem dúvida, acertar o ponto correto de comprar um papel é importante, mas, na minha opinião, o que diferencia um trader de sucesso de outro com resultados negativos é a correta administração do capital, controlando os riscos e alocando de forma racional os recursos em cada trade.

Mas vamos voltar a estratégia “Key Buy”, objeto deste artigo.

Critérios da estratégia:

1- Nova máxima – O primeiro critério que deve ser observado, é que o preço tenha feito uma nova máxima. A idéiaa é identificar um movimento forte e que a força compradora tenha sido agressiva. Para isto, os autores recomendam que o papel não tenha feito uma nova máxima nas 8 barras anteriores.

2- Três ou mais máximas consecutivas decrescentes – Neste critério, o papel precisa começar um processo de correção apresentando 3 ou mais barras com a máxima inferior a máxima do dia anterior.

Setup de entrada:

3- Comprar o ativo no momento que os preços superarem a máxima da barra anterior.

Veja no exemplo abaixo, a aplicação da estratégia “Key Buy”.

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PETR4 – Gráfico Diário

O stop inicial fica localizado um pouco abaixo da última barra que realizou uma máxima decrescente. Caso a operação tenha sucesso é aconselhável usar uma estratégia de trailing stop.

Velez e Capra ressaltam que a estratégia pode ser aplicada em qualquer time frame. Inclusive para operações de day trade. Neste caso, os autores apresentam uma técnica de como lidar com os gaps, muito frequentes nos gráficos intraday. Se houver interesse dos amigos aqui do blog, posteriormente posso escrever um novo artigo sobre o assunto.

Importante:

O uso do money management em operações deste tipo, meramente especulativas, é fundamental. Utilize algum algoritmo de manejo do capital evitando correr grandes riscos financeiros para a carteira.

Esclarecimento:

A minha intenção com a apresentação destes patterns, não é incentivar o uso indiscriminado destas estratégias. Não quero vender a idéia que se trata de um setup infalível. Meu desejo é acrescentar informação para você trader e/ou investidor. E mais, sei que muitos que visitam o blog, tem muito a contribuir. Portanto fica aqui o convite: comente os artigos e debata as idéias, com certeza todos nós vamos ganhar muito com isso.

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Intenções veladas

Publicado em 23.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião

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velada Ontem, tivemos o estrategista do Morgan Stanley, Jason Todd, prevendo que o mercado vai subir ainda mais este ano e que consequentemente o S&P500 deve atingir os 1100 pontos. Ainda esta semana, estrategistas do Goldman Sachs e do Credit Suisse, elevaram a projeção para o S&P 500 no final do ano para 1.060 e 1.050 pontos, respectivamente.

Mas o que representam estas previsões para o investidor pessoa física que opera aqui no Brasil ? Sem dúvida, não podemos desconsiderar estas opiniões se pensarmos na grande estrutura de research que estas instituições possuem.  A força de análise destes bancos é tão grande que lhes confere inclusive o sugestivo apelido de “senhores do mercado”. Os relatórios períodicos servem como um bom retrato de uma empresa e/ou de um setor.

Afinal de contas, hoje em dia, todo investidor procura uma bússola que o ajude a navegar no mar agitado do mercado, cercado por gráficos e tendências, preços oscilantes de ativos e commodities, discursos econômicos e atas de bancos centrais, reviravoltas geopolíticas e balanços instáveis. Sem alguém para seguir, o investidor comum pode entrar em paranóia, diante de um ambiente de volatilidade e risco, onde muitas vezes as decisões devem ser tomadas rapidamente.

Por outro lado, é importante fazer outras considerações sobre estas instituições que vem suprir a ânsia do investidor de saber se deve comprar ou vender diante das incertezas. Afinal de cotas, ninguém melhor do que estas grandes corretoras internacionais para saber como irá reagir a manada depois de um relatório. Sendo mais direto… nada melhor recomendar compra quando se quer vender e vice-versa. A arapuca do segundo “investiment grade” em meados do ano passado é um excelente exemplo desta estatégia (veja o artigo, clicando aqui, onde explico como isso ocorreu).

Muitos estudiosos da psicologia financeira afirmam que euforia e medo são respostas inatas humanas que se repetem ao longo das gerações. E que portanto, não aprendemos com a experiência. O investidor pessoa física deve estar atento para perceber estes fenômenos e evitar prejuízos causados tanto pelo pânico ou euforia da massa quanto pela  manipulação dos indicadores através dos relatórios e pareceres feitos pelos “senhores do mercado”.

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