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Cenários – 62 ou 67?

Publicado em 08.10.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

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62 ou 67? Por que os analistas apontam estes patamares

Quero começar através do site a trabalhar alguns textos, que não são necessariamente os tradicionais avisos gráficos. São o que chamo de “cenários”. Gosto de trabalhar com a criação de determinados cenários, que são meus guias ao longo de um determinado período de tempo. Estes cenários fazem com que qualquer movimento que ocorra no curto prazo, esteja de certa forma previsto permitindo que o sucesso operacional cresça.

Nos últimos dois meses, após a melhora de alguns números e do mercado apresentar um bom fluxo de compra, um ótimo cenário foi criado e percebido pelos analistas, que começaram a apontar quais são os objetivos desta alta. Essa tradicional mensuração acaba influenciando emocionalmente muitos investidores. Os números dos gráficos não são números mágicos e suas existências são precedidas de motivos.

Neste texto pretendo mostrar de onde surgem tais números. Serei simplista, até porque irei utilizar o que são em minha opinião as duas maiores teorias gráficas, e sem dúvida, as que mais estudo, utilizo e confio, as duas que mais segurança me dão aos meus investimentos. São as teorias de Fibonacci e de Elliott. Assim pedirei perdão aos entusiastas das duas teorias, mas o objetivo deste texto é agregar um pouco mais de conhecimento e, por que não, de confiança aos jovens investidores, assim não irei me adentrar na complexidade teórica das mesmas.

As projeções se dão seguindo objetivos de alta da teoria de Elliott em suas ondas, Elliott aponta que os ciclos de alta, são tradicionalmente formados por 5 ondas, sendo que as ímpares são ondas altistas e as pares são ondas de queda dentro do ciclo de alta (imagem 1). Mas estas ondas guardam em si propriedades particulares, são recriações de um mesmo movimento, o primeiro. A princípio a onda 1 é a onda que determinará o movimento de praticamente todo o ciclo, determinará os objetivos de alta e por conseqüência objetivos de queda. E para determinar estes movimentos gosto de utilizar Fibonacci.

O objetivo de 62000 pontos

Uma vez que compreendemos a utilização das ondas de Elliott, precisamos compreender as projeções de Fibonacci dentro deste movimento, estipulando assim nossos objetivos. No caso das ondas de alta, a onda 3 tem como objetivo realizar 100% do movimento de alta de 1 e, a onda 5 tem por objetivo realizar os mesmos 100% de 1, porém partindo da onda 3. Observamos assim, nesta segunda imagem, o ciclo de Elliott praticamente completo, as 3 ondas ímpares contêm as mesmas projeções de Fibonacci. A onda 3 conseguiu através da força no fluxo de compra romper o máximo objetivo, o que acaba por sinalizar que o mercado estava fortemente posicionado na compra e que poderíamos esperar uma onda 5 com bom fluxo na mesma posição. É importante salientar aqui, que mesmo que os 62000 sejam o objetivo máximo, isso não necessariamente implica em um recuo do mercado, a onda 5 pode também extrapolar esse objetivo conforme ocorrido na onda 3.

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Imagem 1

Imagem 2

Imagem 3

O objetivo de 67500 pontos.

Nesta terceira e última imagem, utilizamos praticamente todos os mesmos ideais descritos no objetivo anterior. Existe uma única e simples diferença. Neste último caso o analista costuma duplicar o movimento da onda 3, uma vez que está se mostrou mais longa do que o normal, indicando que o mercado estava com ótimo fluxo de compra. Ao duplicarmos a onda 3 e posicionar esta na projeção da onda 5, enxergamos como objetivo os 63333 e o máximo objetivo na casa dos 67500 pontos.

62 ou 67?

A escolha que venho fazendo pelos 62000 é muitos simples. Acabamos de viver uma profunda crise, que sendo ou não marolinha por aqui, precisa ser vista na análise de forma cautelosa. Muitos investidores baseiam-se nas diversas análises, projeções e comentários deste complexo mercado financeiro. Um pouco de cautela não é nada demais. O objetivo de 67500 pontos não é por mim descartado, muito pelo contrário, ele pode sim ser real. E passará a ser a partir do momento que o mercado romper os 63.333 pontos e montar um novo pivô de alta, indicando que buscará os 67500 pontos. E mais, a ruptura dos 67500 não está, de forma alguma, descartada. Cada objetivo de alta alcançado pelo mercado se traduz em um comportamento do mesmo e também no ritmo em que este cumpre e conquista estes objetivos. Assim cada objetivo alcançado dentro de um cenário macro, tem seus significados.

Quero lembrar aos leitores que este tipo de texto, é uma demonstração de como as análises buscam criar cenários de onde partem os estudos e operações de seus utilizadores. A melhor forma do leitor interpretar este texto é entender realmente a existência de movimentos de curto prazo dentro de movimentos de longo prazo. Essa simples compreensão, permite que tenhamos um melhor equilíbrio emocional na gestão de nossos investimentos, resultando em uma melhor performance acompanhada de dias tranqüilos.

Rafael Valim, geógrafo e trader, opera no mercado financeiro e colabora eventualmente com o CHR Investor.

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O PIB e as recessões

Publicado em 01.10.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques, Estratégias

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É inevitável. Por mais que você não queira, conhecer os fundamentos macroeconômicos é fundamental se quiser investir no mercado de renda variável.

A economia de qualquer país do mundo passa por fases de expansão e contração. E normalmente o banco central é o órgão responsável por tentar administrar estes períodos da melhor forma possível. Nos EUA, por exemplo, o Fed definiu como seu principal objetivo o “price stability e low unemployment”,ou seja o controle da inflação e da taxa de desemprego. Quando esta meta não é alcançada e quando o PIB atinge dois trimestres consecutivos (segundo a teoria econômica) de contração a economia entra em uma fase de recessão.

Desde 1929, os EUA tiveram 13 recessões e que duraram em média 13 meses.

Aliás pensando em números, alguns analistas americanos gostam de mencionar a regra do 15,13,53; 15 são os meses de o início de uma recessão, depois que um determinado evento chave ocorreu; 13 são os meses de duração média de uma recessão e 53 são os meses de duração média do período de expansão sucessivo.

Se pensarmos que a crise do subprime, se iniciou com a falência dos hedge funds do Bear Stearns que operavam no setor imobiliário em agosto de 2007 e teve o seu ápice em novembro de 2008, com o aumento da volatilidade nos mercados, a queda das bolsas mundiais, a forte procura dos títulos públicos americanos e com a falta de crédito, chegamos exatamente nos 15 meses.

O gráfico abaixo do Federal Reserve de St. Louis, apresenta os períodos recessivos (em cinza) da economia americana e a variação do PIB nestes períodos.

fedstlouis

Interessante notar como a quantidade de picos (tanto para cima como para baixo) do PIB nos últimos 20-30 anos diminuíram consideravelmente. Mostrando, possivelmente, um maior controle e entedimento do Estado nas diretrizes econômicas.

O fundo formado atualmente deixa a expectativa de que fato estamos presenciando um período de recuperação. Seguindo a regra mencionada acima, até o final do ano o PIB americano deve voltar a ficar no azul e então entraríamos na fase de expansão que deveria durar até 2012. Quem viver, verá !

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A incerteza do mercado

Publicado em 29.09.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião

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incerteza Manter um blog (e um twitter) sobre o mercado financeiro não é uma tarefa fácil. Muitas vezes me vejo tentado a fazer previsões simplistas sobre o andamento de determinado papel ou índice e não percebo que apesar do fundamento técnico ou fundamentalista, o mercado (principalmente no curto prazo) é regido pela incerteza.

Foi o que disse, o filósofo austríaco Karl Popper: “O futuro está em aberto; não é predeterminado e, deste modo, não pode ser previsto, a não ser por acidente”.

Esta é uma característica inerente a todo ser  humano. Precisamos criar modelos e fazer previsões para que possamos nos sentir mais seguros quando tomamos uma decisão. Assim buscamos cada vez mais informação, tentando dar respaldo a nossa opinião.

No mercado este tipo de atitude é muito comum. Não é raro investidores e traders analisarem determinado ativo mas apenas realizar a operação depois que um amigo ou uma comunidade na internet indicou o mesmo papel. É como se uma possível perda em conjunto fosse mais confortante que a perda individual.

Essa fome por regras e modelos ocorre porque precisamos reduzir a dimensão das questões para que possam entrar em nossas cabeças. Quando lemos um artigo ou assistimos a uma entrevista de um guru falando sobre o andamento futuro do mercado, criamos um cenário  e procuramos reduzir o grau de imprevisibilidade. A idéia é tentar criar uma ordem dentro do caos e da complexidade da experiência humana.

Mas não percebemos que este mesmo paradigma pode ser o responsável por nos cegar quando algo inesperado ocorrer.

Um bom exemplo são os momentos extremos do mercado. Os topos e fundos importantes. Quando o humor do investidor atinge o pico do medo ou do otimismo.

Em uma fase de bonança muitos investidores abraçam tardiamente a tendência do mercado, e projetam uma contínua era de ouro. A ganância domina o medo e, quando o cenário é revertido, vários investidores são pegos em cheio na contramão.

O contrário também é verdadeiro. Após um período de pânico, onde o preço das ações despenca, muitos investidores jogam a toalha, abraçam o pessimismo e extrapolam o caos momentâneo. E justamente quando quase todos estão adotando esse tom catastrófico, as coisas começam a melhorar.

Em resumo,o que quero passar neste texto não é a idéia de que toda análise ou previsão do mercado é inútil. Apenas que elas devem ser usadas com prudência e não permitir que elas limitem o nosso campo de visão e o nosso senso crítico.

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O Fed e o FOMC

Publicado em 24.09.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Informações, Opinião

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federal

Retomando o assunto sobre indicadores econômicos, neste artigo vou abordar a reunião que ocorre a cada 40 dias (aproximadamente) nos EUA e que define a taxa básica de juros americana.

O Fed e o seu diretório, nesta reunião, definem os rumos da economia americana. A definição se haverá um aumento ou uma redução da taxa depende basicamente de dois fatores: como anda o desemprego no país e se existem pressões inflacionárias.

Juntamente com a nova taxa básica de juros, o FOMC (Federal Open Market Committee) apresenta um relatório com algumas considerações sobre as ações tomadas. Um exemplo deste relatório pode ser visto, neste endereço: http://www.federalreserve.gov/newsevents/press/monetary/20090923a.htm . Este foi o relatório da reunião de ontem que manteve a taxa básica de juros americana em 0%-0,5%.

No final do relatório são apresentados os membros do diretório que participaram da votação. O fato de haver ou não unanimidade na votação é um aspecto muito observado pelo mercado. No caso da reunião de ontem, todos os participantes concordaram com a manutenção da atual taxa de juros.

A atitude de combater energicamente a inflação é chamada nos EUA de “hawkish attitude”, enquanto a ação para atacar o risco do desemprego assume o nome de “dovish attitude”.

Normalmente o Fed sobe a taxa de referência para contrastar um aquecimento da economia, e se o aumento não é isolado, ou seja se ele ocorre sucessivamente, os analistas interpretam que o Banco Central americano entrou em uma tendência de alta, chamada de “tightening corridor”. Por outro lado, se o Fed corta a taxa de referência, a intenção é combater uma contração da economia (como vem ocorrendo desde o ano passado) e da mesma forma, se a redução não é isolada, o mercado considera que o Banco Central entrou em uma tendência de baixa, chamada  de “easing corridor”.

Usando como parâmetro a decisão do FOMC e o relatório divulgado, o mercado costuma utilizar uma tabela de acompanhamento, como à apresentada abaixo, para entender os movimentos do Fed.

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Acredito que com esta tabela fique mais fácil de interpretar os rumos da principal economia do mundo. Faça um teste… utilize o relatório de ontem do Fed e me diga em que estágio estamos no momento? Sem dúvida, uma simulação muito interessante.

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Para facilitar os que não dominam o inglês, abaixo trago uma tradução do relatório realizado pela Agência Estado.

“A informação recebida desde que o Comitê Federal de Mercado Aberto se reuniu em agosto sugere que a atividade econômica acelerou após seu severo declínio. As condições nos mercados financeiros melhoraram mais e a atividade no setor de moradia aumentou. Os gastos das famílias parecem estar se estabilizando, mas permanecem limitadas pela perda em andamento do emprego, lento crescimento da renda, menor valor das residências e crédito apertado. As empresas ainda estão cortando investimento fixo e pessoal, embora em um ritmo mais lento; eles continuam a fazer progressos em trazer os estoques a um melhor alinhamento com as vendas. Embora a atividade econômica provavelmente vá se manter fraca por algum tempo, o Comitê antecipa que as ações de política para estabilizar os mercados financeiros e as instituições, estímulos fiscal e monetário e forças do mercado vão dar suporte a um fortalecimento do crescimento econômico e um gradual retorno a níveis mais altos de utilização dos recursos em um contexto de estabilidade de preço.
Como a substancial folga de recursos provavelmente vai continuar a esfriar a pressão de custos e com as expectativas de inflação no longo prazo estáveis, o Comitê espera que a inflação vá permanecer contida por algum tempo.
Nessas circunstâncias, o Federal Reserve continuará a empregar uma ampla variedade de instrumentos para promover a recuperação econômica e para preservar a estabilidade de preço. O Comitê vai manter a meta da faixa dos Fed Funds em zero a 0,15% e continuará a antecipar que as condições econômicas provavelmente vão garantir níveis excepcionalmente baixos das taxas dos Fed Funds por um período prolongado. Para proporcionar suporte ao empréstimo hipotecário e aos mercados de moradia e para melhorar as condições gerais nos mercados de crédito privado, o Federal Reserve vai comprar um total de US$ 1,25 trilhão de ativos lastreados em hipotecas de agências e até US$ 200 bilhões de dívida de agências. O Comitê vai gradualmente desacelerar o ritmo dessas compras com objetivo de promover uma suave transição nos mercados e antecipa que elas serão executadas até o final do primeiro trimestre de 2010.
Como anteriormente anunciado, as compras de US$ 300 bilhões de Treasuries pelo Federal Reserve serão completadas até o final de outubro de 2009. O Comitê vai continuar a avaliar o momento e volumes gerais de suas compras de ativos à luz do desenvolvimento da perspectiva econômica e das condições nos mercados financeiros. O Federal Reserve está monitorando o tamanho e composição de seu balanço patrimonial e fará ajustes nos seus programas de crédito e de liquidez conforme seja justificado.

A votação para a ação de política monetária no Fomc foi: Ben S. Bernanke, presidente; William C. Dudley, vice-presidente; Elizabeth A. Duke; Charles L.
Evans; Donald L. Kohn; Jeffrey M. Lacker; Dennis P. Lockhart; Daniel K. Tarullo; Kevin M. Warsh; e Janet L. Yellen.”

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O Trader e os indicadores econômicos

Publicado em 22.09.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Estratégias, Opinião

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numeros Conheço muitos traders que consideram a utilização de indicadores econômicos na criação de uma metodologia operacional completamente inútil. Estes operadores baseiam todas as estratégias exclusivamente nos gráficos. E sem dúvida, muitos deles conseguem obter resultados consistentes.

Mas a minha forma de encarar este assunto é um pouco diferente. O principal elemento de um trading system, independente do tipo de estratégia utilizada, é a volatilidade. Se os preços não se moverem com força dificilmente o trader conseguirá extrair lucro na operação.

Se olharmos para a divulgação de alguns indicadores econômicos (principalmente nos EUA) podemos notar claramente um aumento da volatilidade nos mercados.

Assim considero imprescindível conhecer com detalhes a agenda econômica da semana. Ela pode, sem dúvida, melhorar o timming do trader.

Saber a hora que teremos um incremento da volatilidade é muito importante, mas descobrir através dos indicadores econômicos qual será a direção do mercado é uma tarefa bem mais difícil. Nem sempre um número positivo (nos indicadores) pode representar um movimento para cima nos mercados. Muitas vezes, os mercados já anteciparam uma notícia positiva ou negativa e no momento da divulgação (de fato) é chegada a hora de encerrar a posição.

George Soros, no seu último livro, “O novo modelo para os mercados financeiros”, destaca que existe uma diferença entre querer entender a realidade (função cognitiva) e a função manipulativa, onde o individuo baseado naquilo que aprendeu persegue o seu interesse e desta forma manipula a realidade.

Resumindo, o que quero passar neste artigo, é que ao elaborar um cenário através dos indicadores macroeconômicos podemos reduzir e compreender os riscos e aumentar a probabilidade de descobrir um possível viés para o mercado. Porém a incerteza, relacionada aos eventos raros e extremos (cisnes negros de Nassim Taleb) pode muitas vezes contrariar uma explicação racional de um trend.

Fazendo mais uma citação, Nassim Taleb no maravilhoso livro “A lógica do Cisne Negro”, conclui: “ O risco pode ser assimilado no decorrer da história mas a incerteza representa um salto improvável, onde o que valia antes passa a não valer mais”.

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Gostaria muito de saber dos diversos traders que visitam o blog sobre o que pensam da utilização ou não dos indicadores econômicos nas estratégias operacionais.

Pretendo voltar a falar sobre este assunto e eventualmente mostrar quais indicadores eu costumo acompanhar mais de perto.

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Canais do IFR

Publicado em 17.09.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

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Inúmeros são os Traders que utilizam de “Canais de Preços” em suas operações, porém muitas vezes são esquecidos os “Canais do IFR (Indice de Força Relativa) ou RSI (Relative Strength Index)”. Sendo armas poderosas para definir mercados sobrecomprados ou sobrevendidos e ainda mais interessante quando o mesmo se apresenta nos indices de ações. Com ele, podemos rastrear os ativos mais propensos à reversões naquele momento, principalmente para operações de “swing-trade” contra-tendência. Dentro desta perspectiva nesta semana o Ibovespa viola seu canal com maestria, espelhando inclusive o rompimento contrário efetuado em outubro do ano passado (conforme os círculos marcados nas imagens), configurando assim excelente oportunidade para operações baseadas em tal técnica gráfica.

IBOV

Ibov – Gráfico Semanal

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Análise enviada por Lucio Behr – Trader AT ações.moedas.commodities

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Primeiro aniversário

Publicado em 15.09.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião

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bolo A exatamente 1 ano atrás a economia mundial parecia estar à beira da calamidade. No espaço de três dias, de 15 a 18 de setembro de 2008, o Lehman Brothers apresentou seu pedido de falência, o controle da mega-seguradora AIG foi assumido pelo governo dos EUA e o Merrill Lynch, ícone falido de Wall Street, foi absorvido pelo Bank of America numa transação intermediada e financiada pelo governo dos EUA. O pânico se instaurou e o crédito parou de circular. Companhias não conseguiam capital de giro, quanto mais recursos para investimentos de longo prazo. Uma depressão como aquela vista em 1929, parecia possível.

Hoje, a tempestade parece ter passado. Pelo menos, o temor de uma depressão foi descartado. Os principais bancos centrais do mundo impediram o colapso dos mercados financeiros fornecendo liquidez de curto prazo a outros bancos e a companhias industriais.

Os mercados reagiram de forma inusitada. No início se falava em uma recuperação na forma de “L”. Em seguida, se imaginou que seria possível o formato em “U”. Agora, alguns analistas já cogitam a idéia das principais bolsas do mundo apresentarem uma configuração do tipo em “V”.

Isso, tudo em “apenas” 365 dias.

Mas existe um custo para esta rápida reação. Os bancos centrais das maiores economias do mundo elevaram seus gastos visando compensar a queda no consumo das famílias e no investimento empresarial. Nos EUA, por exemplo, o pacote do governo superou US$ 1 trilhão aumentando consideravelmente o deficit orçamentário.

Não tem jeito… mas cedo ou mais tarde a conta precisará ser paga. Os problemas orçamentários nos EUA, obrigarão o governo, em um futuro próximo, a reduzir gastos ou elevar impostos. Além disso, a inflação deve voltar a dar as caras, obrigando o Fed a mexer na taxa básica de juros americana (hoje, praticamente zerada).

Portanto, neste primeiro aniversário do estopim da maior crise financeira do século XXI, acho que devemos ter uma comemoração contida. As decisões foram tomadas de maneira muito rápida e coordenada, acalmando as pressões recessivas. Porém novos desafios parecem estar próximos, e o mercado, como de costume, deve antecipar os fatos.

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Como Analisar Divergências Entre Preços e Indicadores com Eficácia

Publicado em 10.09.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

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Quem já tem alguma noção sobre Análise Técnica sabe que há vários indicadores, frutos de manipulações matemáticas de preços e volume, que nos ajudam a avaliar os vários aspectos envolvidos nos movimentos dos ativos negociados em bolsas.

Um padrão muito importante que alguns indicadores formam (osciladores e indicadores baseados em volume) é a divergência que geram em relação ao movimento dos preços. Uma divergência é identificada quando os topos ou fundos formados pelos indicadores são incompatíveis com os topos ou fundos gerados pelos preços.

As divergências são sinais de que um movimento a favor da tendência está enfraquecendo e pode ocorrer uma correção mais significativa ou até mesmo uma reversão da tendência. As divergências são classificadas em forte, média e fraca, e podem ser tanto altistas como baixistas.

Dentre todos os indicadores utilizáveis na análise de divergências dou maior relevância ao IFR de 14 períodos e ao Histograma MACD. Vamos utilizá-los para estudar um exemplo onde explicarei uma divergência de baixa forte e como fazer bom uso dessa análise.

No exemplo abaixo, temos um gráfico da RSID3. Vamos supor que compramos o papel na correção que ocorreu até a média móvel de 21 períodos no ponto B. Nosso objetivo nessa operação seria vender no alvo dado pela extensão alternada de Fibonacci de 100%, indicado no gráfico. No ponto C estaríamos com nossa posição comprada, em aberto, aguardando a concretização do rompimento da resistência dada pelo topo A para, em seguida, alcançar nosso alvo de lucro.

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A essa altura olhamos para o IFR14 e constatamos que, apesar dos preços terem avançado um pouco além do topo A, o indicador ainda continua em um nível inferior ao seu topo correspondente e virou para baixo a partir do ultimo dia de negócios. A isso chamamos de divergência de baixa forte, um padrão onde os preços estão formando um topo superior ao anterior e o indicador está gerando um topo inferior ao seu topo anterior. Esse padrão é uma indicação de desaceleração do movimento em curso.

Observe que o Histograma MACD também está formando uma divergência de baixa forte; veja como, em decorrência do último fechamento na borda direita do gráfico, o indicador entrou em movimento descendente demonstrando o enfraquecimento dos compradores.

Com o sinal de desaceleração dado por esses dois indicadores, simultaneamente, temos uma evidência forte de que a operação pode não atingir nosso alvo. Neste caso poderíamos vender no fim desse mesmo dia ou no after market, embolsando um lucro bem razoável (algo em torno de 10 ou 11% dependendo da forma que compramos e vendemos). Por outro lado, se quiséssemos tentar alcançar o alvo que estabelecemos, poderíamos realizar lucro parcialmente ou até mesmo manter a posição inteira e estreitar o stop.

Colocar o stop no nível do HiLo seria uma boa opção. Com essa segunda estratégia estaríamos garantindo os lucros obtidos até então, e ainda teríamos a possibilidade de aumentar os ganhos se a indicação de enfraquecimento do movimento não se confirmasse.

Veja abaixo que, no dia seguinte, o ativo iniciou um movimento que acabou se transformando numa tendência de baixa. Seja qual for a estratégia que tivéssemos adotado após a análise, teríamos garantido nosso lucro nesse movimento.

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Neste ponto devo ressaltar que as divergências são apenas sinais de enfraquecimento de um movimento a favor da tendência. Elas nem sempre são confirmadas, mas nos dão uma boa indicação operacional.

Uma pergunta que alguns leitores devem estar fazendo é se seria possível fazer uso dessa divergência baixista para abrir uma posição vendida e ganhar alguns bons trocados com essa baixa inicial dos preços. Embora operações contra a tendência sejam mais arriscadas, quem realmente quisesse tentar aproveitar esse movimento de baixa anunciado, poderia abrir uma posição vendida através do setup ISA (Impulse System Adaptado) apresentando em meu livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas”, desde que houvesse disponibilidade de papéis para alugar. O ISA é um setup bastante versátil que utilizo para abrir posições tanto contra como a favor de tendências.

Finalizo aqui mais um artigo e convido os leitores a conhecerem minha obra onde ensino, além dos outros tipos de divergências, setups e estratégias vencedoras para operar na Bolsa de Valores.

Marcos Abe é investidor e autor do livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas”, publicada pela Novatec Editora.

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Os extremos do mercado

Publicado em 01.09.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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extremos A aproximadamente 10 meses atrás o Ibovespa alcançava os 29435 pontos. Parecia o fim do mundo. A crise do subprime havia se transformado em uma crise financeira global. Todos os mercados, desenvolvidos ou em desenvolvimento, pareciam fadados à ruína.

O cenário era sombrio. As quedas acentuadas e sucessivas do Ibovespa geravam pânico em muitos investidores, que na sua maioria estavam acostumados com ganho, já que grande parte ingressou na bolsa a partir de 2003 e daí em diante só presenciou valorizações. Desde 2002 o investidor nunca havia visto o Ibovespa no território negativo no final do ano.

Naquela época escrevi um artigo, intitulado “O momento é agora”, onde reforçava a oportunidade que a queda do Ibovespa estava gerando para investidores de longo prazo. Recebi algumas críticas e perdi até alguns leitores insatisfeitos com o fato de eu sugerir investimentos em renda variável em um momento tão delicado da economia mundial.

Mas na minha cabeça a idéia estava clara. Os mercados vivem de ciclos. O investidor não pode se deixar contagiar. No final do ano passado, não havia  porque se desesperar, desde que não existisse a necessidade de utilização no curto prazo dos recursos aplicados em bolsa de valores.

No dia 28/10/08 escrevi outro artigo, intitulado “As crises do passado”, onde fazia uma retrospectiva dos “bear markets” dos últimos 15 anos no Ibovespa. Os gráficos deixavam claro que o mercado alternava ciclos altistas e baixista. O mais curioso é que, sem querer, o artigo foi publicado exatamente no dia que o Ibovespa encontrou o fundo da crise do subprime.

Seguindo o mesmo raciocínio, atualmente enxergo um certo exagero no movimento recente do Ibovespa. A alta de mais de 100% do IBOV dolarizado (veja gráfico abaixo) não encontra respaldo nos múltiplos das empresas e nos números macro-econômicos. Quando o mercado se comporta dessa maneira, temos como resultado o otimismo exagerado nos investidores, fazendo as pessoas subestimarem a possibilidade de quedas e a significância de eventos negativos. As finanças comportamentais chamam esse evento de limitações cognitivas. Ou seja, o investidor estima probabilidades a partir de amostras que não são verdadeiramente representativas da realidade objetiva.

Benjamim Graham, resumiu bem este comportamento cíclico dos mercado: “O mercado é um pêndulo que sempre oscila entre o otimismo insustentável e o pessimismo injustificável”.

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Ibov dolarizado

Nota: Importante frisar que as minhas operações especulativas de curto prazo (trading) nada tem haver com a minha visão de longo prazo do mercado. Faço uma clara distinção entre as duas abordagens.

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Os astros na bolsa

Publicado em 27.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Estratégias, Informações, Opinião

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astroEm Junho do ano passado participei da Expotrader – V Congresso Anual Internacional de Traders do Mercado de Capitais 2008, um evento criado pela Trader Brasil, com a participação de nomes consagrados do mercado financeiro mundial. Na ocasião, chamou minha atenção a palestra do “guru” Arch Crawford e sua abordagem digamos “astral” do mercado. Arch, profetizou que devido a um eclipse raríssimo, no dia 16/08 ocorreria algum desastre em escala mundial que levaria as bolsas do mundo inteiro ao colapso.

Incrédulo, marquei na minha agenda e aguardei a fatídica data. De fato, nada de excepcional ocorreu no dia 16/08/08. Mas coincidentemente, no dia 16 do mês seguinte, a crise financeira do subprime alcançou o seu ápice com a quebra do Lehman Brothers (veja aqui).

Relembrei esta profecia do Arch Crawford, porque para minha surpresa, essa semana, lendo a revista Veja, me deparei com o Diogo Mainardi citado-o em sua coluna. Diogo destaca as recentes previsões corretas feitas pelo “guru”. Segundo o colunista, Arch antecipou a queda vertiginosa das bolsas de valores de Setembro do ano passado e previu a recuperação dos mercados em Fevereiro deste ano. E mais…  segundo o  “guru” , a partir do dia 03 de setembro, influenciadas por um novo eclipse lunar, as bolsas mundiais começarão novamente uma forte espiral de queda.

Ou seja, pelo segundo ano seguido, já anotei na minha agenda e vou acompanhar a previsão astrológica de Arch Crawford. De qualquer forma, acredito que não precisamos invocar os astros para percebermos que o mercado se mostra cansado da alta recente e que em breve os investidores começarão a colocar no bolso, de forma mais intensa, os lucros auferidos nos últimos meses.

Site de Arch Crawford – http://www.crawfordperspectives.com/

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