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Antimartingale

Publicado em 23.07.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias, Money Management

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Continuando o estudo sobre money management e depois de ter abordado o método martingale, apresento uma nova abordagem: o antimartingale.

O antimartingale se baseia em aumentar nossa exposição ao risco aumentando a aposta no caso de trades vencedores e diminuindo-a no caso de operações perdedoras.

Para que possamos ilustrar esse método, vamos imaginar que cada trader aposte 1% do seu capital, em cada operação. Esse percentual pode ser fixo, porque quando tivermos um lucro ou prejuízo o capital irá mudar, e consequentemente o valor da aposta também. Por exemplo, se apostarmos 1% de 100, e perdermos, em seguida teremos 99; apostando de novo 1%, o valor da aposta será de 0,99 e não mais de 1. E assim sucessivamente, independente dos trades vencedores ou perdedores, nosso valor de aposta será sempre diferente.

Vamos fazer uma simulação. Usando novamente uma moeda com exemplo, considerando um capital inicial de $100 e sempre que der cara nos ganhamos 1,50 e quando der coroa perdemos 1, podemos chegar a seguinte planilha usando o método de martingale:

mart-1

Já no modelo antimartingale teríamos :

ant-1

Fica claro que, para esta simulação, os dois métodos apresentam valorização expressiva em determinados percentuais de aposta. Destaque para a abordagem Antimartingale que apostando 15% do capital alcançaria a irreal marca de mais de 1 milhão de vezes o capital inicial ($100) !

Agora vejamos uma nova simulação, apenas do método Antimartingale, usando os mesmos parâmetros, porém com percentuais de acerto diferentes.

ant-2

Podemos perceber que enquanto no método martingale o resultado final está fortemente relacionado a sequência de arremessos positivos consecutivos, já na abordagem antimartingale os melhores resultados dependem dos percentuais de lances vencedores.

Muitos podem pensar que depois destes exemplos, achamos finalmente a fórmula mágica para nos tornarmos milionários e quebrarmos a banca ! Calma, não é bem assim. Vale lembrar, que nas simulações aqui feitas, cada lance vencedor nos pagava 1,5 enquanto o perdedor correspondia a apenas 1. Ou seja, o sistema estava a nosso favor.

Mas mesmo assim, depois de tudo que foi explicado aqui, podemos concluir que sem dúvida o sistema antimartingale é o mais adequado para elaborarmos nossas estratégias de money mangement. No próximo artigo, vou abordar a formula de Kelly, que nos ajudará a encontrar aquela percentual “ótima” de capital a investir, que teoricamente, nos levaria a maximizar nossos ganhos caso a usássemos de forma sistemática. Imperdível ! 

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Martingale

Publicado em 16.07.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias, Money Management

 

Dando continuidade ao artigo sobre Money management, vou abordar agora uma das teorias mais antigas sobre administração de portfólios, o modelo Martingale.

É muito comum nos traders iniciantes após diversas operações perdedoras, achar que estatisticamente as chances de vir um trade vencedor são maiores. Essa abordagem simplista leva o investidor a adotar uma gestão de risco que faz com que ele aumente as apostas após um período negativo, e diminua depois de um período positivo.

O modelo martingale, cuja origem está ligada a história dos jogos e início da teoria da probabilidade, se baseia exatamente na impossibilidade de uma série infinita de eventos perdedores. Ou seja, quanto maior as perdas consecutivas, maior será a probabilidade de ganhos na próxima aposta. Por exemplo, um sistema baseado neste modelo, prevê dobrar a aposta após um trade perdedor: quem aposta 1 no primeiro, apostará 2 no segundo se tivesse perdido no primeiro; perdendo de novo apostará 4; depois 8; até quando chegar a aposta vencedora que levará o investidor ao lucro na carteira.

martingaleVejamos um exemplo. Vamos usar o lançamento de uma moeda. Na tabela abaixo, podemos ver a evolução de uma carteira virtual iniciada com $100. 

Depois de 100 arremessos da moeda, considerando que 54% foram vencedores e 46% perdedores, teríamos quase triplicado o valor da nossa carteira se tivéssemos usado 3% do nosso capital em cada aposta. Já analisando um horizonte de 1000 arremessos e considerando 50,6% como vencedores, alcançaríamos a incrível marca de 48261% de valorização !  martingale2

Essa abordagem pode parecer muito coerente sobre alguns aspectos, mas sem dúvida em muitos casos vai parecer até mesmo ilógica. Afinal de contas se pararmos para pensar, na prática ela traz mais riscos para quem tem menos e menos para quem tem mais ! Além disso, supondo que em nossa carteira comecemos investindo 1% do nosso capital em cada operação, quando alcançarmos a oitava apostas já teremos zerado nossa conta !

 Mas então qual seria a saída? Nesse caso devemos encontrar um método que nos permita diminuir nossa exposição ao risco depois de uma operação perdedora e aumentá-la depois de um trade vencedor.

Descobrir qual percentual empregar e como fazê-lo será abordado no meu próximo artigo sobre o money management e que terá como título Antimartingale. Não perca !  

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Money Management

Publicado em 09.07.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Money Management

Com o advento da internet o mundo bursátil, assim como diversos outros setores, vem sofrendo gradualmente diversas mudanças. O acesso a informação, antes restrita à aqueles que freqüentavam os pregões fisicamente, hoje está ao alcance de praticamente todos. Sites, blogs, fóruns, cursos online, etc estão a disposição do novo investidor.

Por isso chavões clássicos, rapidamente chegam aos ouvidos dos iniciantes. Quem não conhece celebres frases como: “no mercado, corte rapidamente os prejuízos e deixe os lucros fluírem!” ou “a primeira regra do trading é não ter prejuízo !”.

Essas frases fora de um contexto sem dúvida podem parecer obvias e sem uma finalidade. Porém se aplicadas juntas ao conceito de money management podem ser de muita valia.

Aliás já percebi que o termo money manegement causa muitas interpretações equivocadas e incompletas. É muito comum achar que o termo está relacionado com a correta utilização do stop loss, para que o trade tenha uma possibilidade de ganho superior ao de perda. Um exemplo comum em diversos cursos é definir que um trade que respeita o money management deve ter uma relação lucro x prejuízo de 3 pra 1. Ou então as fórmulas de gestão do dinheiro de Alexander Elder, em seu livro Aprenda a operar no Mercado de Ações,  como a regra dos 2% e 6%.

Na verdade tudo aquilo que está relacionado com a administração da posição pode ser chamado de risk management. Para alguns position sizing representa a escolha do percentual de capital que será utilizado em uma operação. E o money management é a junção dos dois. Ou seja, através desta ciência você vai aprender “quanto” e “como” usar seu capital no mercado financeiro.

Nota: Comecei a estudar mais a sério o money management a alguns meses e confesso que estou surpreso com as potencialidades. Através de conceitos matemáticos simples podemos ter uma gestão racional do capital. Nos próximos artigos sobre o assunto, vou abordar esses conceitos que mudaram a minha visão sobre o trading, tornando-o digamos mais cientifico.

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O tempo passa…

Publicado em 05.07.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias

Essa semana analisando o meu início como trader/investidor, percebi como minha metodologia mudou. Já se passaram alguns anos, vários livros e muitas experiências. Mas será que houve uma evolução ?

Resolvi ir um pouco mais a fundo na minha análise e destaquei um aspecto que mudou significativamente: a quantidade de operações por mês. No início cheguei a comprar e vender mais de 20 vezes durante 30 dias. Hoje em dia, se faço 5 operações são muitas.

Além de imaginar que minha corretora não gostou muito dessa minha mudança de estratégia, resolvi analisar os resultados financeiros que obtive nos dois períodos. É inquestionável que o resultado na atual metodologia me trouxe muito mais frutos.

Conheço alguns daytraders, que alegariam que a minha metodologia para curto prazo não era boa, por isso o resultado inferior. Pode até ser. Sem dúvida, o meu perfil, se sente muito mais a vontade em trades mais longos e que envolvem uma análise mais cuidadosa ao invés da adrenalina especulativa.

Resolvi pesquisar um pouco mais o assunto na net, e me deparei com um estudo muito sério e interessante sobre o assunto. O Trading Is Hazardous to Your Wealth: The Common Stock Investment Performance, publicado no Journal of Finance (Abril,2000) demonstra através de um estudo de caso muito detalhado, que os investidores que negociaram ações ativamente tiveram, em média, um retorno menor do que os que seguiram a estratégia de comprar e manter suas cotas.

No gráfico abaixo, podemos perceber como os custos de corretagem podem fazer a diferença no resultado final.

grafico.jpg

Gross Return = retorno médio anual bruto
Net Return = retorno médio anual líquido
Turnover = movimentação (operações)
Average Individual = média investidor comum
S&P500 Index Fund = Fundo de ações do S&P500

Se quiser conhecer mais o relatório, está disponível  na íntegra, clicando aqui. Apesar de ser muito técnico, é um documento que vale a pena ser lido.

Por fim , não quero sentenciar nada. Longe de mim, definir qual a melhor estratégia. Isso é algo pessoal. O importante é que antes de definirmos qualquer coisa, saibamos analisar a nossa tolerância ao risco e ajustá-la aos nossos objetivos como investidor. Não adianta um investidor ser muito propenso ao risco se seus recursos terão de ser utilizados em dois meses para aquisição de um imóvel. Nesse caso, o aplicador tem um perfil de risco agressivo, mas o momento de sua vida e o objetivo dos recursos sugerem cautela na aplicação.

O poder da simulação

Publicado em 22.06.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias, Opinião

caderno1.jpg Aviso: Eu sei que realizar o que eu vou escrever agora é extremamente chato e até desgastante, mas acredite, pode fazer a diferença entre um trade positivo ou negativo.

O poder da simulação. Antes de encontrar um investimento que atenda aos seus críterios é importante que você simule alguns cenários, que a operação pode vir a enfrentar. Pra isso o ideal é que você escreva (essa é a parte chata) a resposta à alguns questionamentos, que vão ajudá-lo no momento da indecisão.

Podemos dividir essas questões em quatro:

1- Por que você está investindo nisso e por que está disposto a aplicar o montante que tem em mente ?
2- O que o faria vender a aplicação ? 
3- O que você espera que vai acontecer com seus investimentos ?
4- O que fará se acontecerem coisas diferentes do que você espera ?

 

Anotando fundamentalmente a resposta a essas quatro perguntas, você terá um método capaz de refrescar sua memória, sobre os anseios e medos que você teve antes de entrar no trade, e poderá então monitorar melhor o progresso dos seus investimentos.

Dificilmente você acertará em cheio as quatro perguntas.  É muito difícil que você desvende com precisão os caminhos tortuosos do mercado. Mas com certeza, esta simulação irá ajudá-lo a reagir com rapidez e sem medo.

William Eckhardt: “Não pense no que o mercado fará, pois você não tem controle algum sobre isso. Pense no que você vai fazer diante do inesperado.”

Concentrando-se no que você pode controlar, estando preparado para o que pode dar certo ou errado e treinando as ações que tomará em cada situação, você conseguirá reproduzir a a impassibilidade emocional necessária para a tomada de decisão nas suas operações.

Trend Following

Publicado em 19.06.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

Para alguns investidores, só o fato de pensar que sua análise (técnica, fundamental, astrológica, bola de cristal , timming ou o que seja) possa realmente não prever o futuro na prática, seria desesperador.

Muitos se confortam com as “poucas vezes” em que, coincidente-mente, a análise do grafista (ou do economista, do guru ou astrólogo), bate com a realidade para continuarem acreditando em alguma estratégia falida.
Muitos preferem se auto enganarem acreditando piamente nessas “ciências” enquanto perdem dinheiro ao se conformarem com a realidade.

(mais…)

Ainda a LAME4 e os stops

Publicado em 30.04.2007 por CHRinvestor na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias, Opinião

Não sei se perceberam o post da venda na LAME4, foi apenas incluído hoje. Isso se deve por dois motivos: o primeiro porque pretendo entrar novamente no papel e o segundo porque a operação de venda foi dolorida.

Os amigos que operam no mercado sabem da importância que é ter um ponto de saída e ter os stops sempre acionados. Mesmo que isso muitas vezes, como ocorreu na LAME4, se torne um problema.

Sem dúvida a definição dos stops é talvez o assunto mais polêmico da análise técnica. A conclusão que consegui chegar com a minha experiência foi a de não manter os stops abertos no home-broker e fundamentalmente esperar a definição do candle, se desfazendo da operação desta forma, somente no final do pregão.

Mas isso nem sempre é possível. Principalmente quando conciliamos nossa atividade no mercado com outra profissão. Nem sempre podemos estar na frente do micro e acompanharmos real time a movimentação dos preços. Por isso, neste caso, não existe outra alternativa, a não ser colocar a ordem de stop na corretora e estar sujeito aos famosos violinos !

Bom, a LAME4, assim como todas as operações que faço, me ensinou muito. Como ainda não posso me dedicar “full-time” ao mercado, vou procurar os meus stops com mais cuidado. O lado positivo é que a operação teve uma perda financeira muito pequena (1,68%), tornando assim o custo de aprendizagem muito interessante. :)
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Joe Ross e sua metodologia

Publicado em 29.11.2006 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias, Opinião

Neste final de semana acontecerá em São Paulo a primeira palestra do famoso trader americano, Joe Ross, aqui no Brasil.
Já tive a oportunidade de ler o livro dele, “Trading by the book“, e no momento venho estudando o livro “Trading TNT III – Technical Trading Stuff“, do mesmo autor juntamente com Mark Cherlin.Confesso ser um admirador da técnica de Joe Ross. Principalmente pela forma simples como encara os movimentos dos preços. Aliás os preços, assumem uma importância fundamental na sua metodologia. É verdade, que em alguns casos, ele sugere filtros baseados em indicadores, mas os conceitos primordiais (1-2-3 High e Low, Rh, Traders Trick) são todos baseados única e somente nos preços.
Ainda não pude testar de maneira consistente a eficiência da metodologia. Pois agora ao fazê-lo, temo descaracterizar minha forma de operar e desta forma me perder nas operações. Mas em breve, pretendo elaborar um método encaixando os conceitos de Joe Ross e operar no mercado futuro do mini índice.

Semana que vem, terei o enorme prazer de participar de uma palestra com a presença do ilustre trader. Já estou preparando um arsenal de perguntas e dúvidas sobre o mundo da análise técnica. Espero posteriormente fazer um resumo aqui no blog.

Visando apenas ilustrar, sem muito aprofundamento, segue um gráfico abaixo, utilizando a técnica desenvolvida por Joe Ross.

Operações e stop

Publicado em 08.09.2006 por CHRinvestor na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias, Opinião

Continuo posicionado na GGBR4.
O mercado continua muito indeciso. Resolvi mudar o meu stop inicial que estava posicionado nos 31,90, para um stop financeiro, baseado em um limite de perda sobre o meu capital total.
Aliás cheguei a uma conclusão quanto a aplicação dos stops. Acho que nem todas as ações devem ter o mesmo critério na hora de definir o preço de stop. Começo a acreditar que empresas com fortes indicadores fundamentalistas devem ser tratados com maior flexibilidade na hora de pensarmos em preço de saída. Sem esquecer porém, do percentual definido pelo meu manejo de risco.
No momento o novo ponto de stop da GGBR4, está em 29,80.

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