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Atualizando fluxo das 10 Mais

Publicado em 02.07.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Estratégias, Fluxo Investidores

 

Conforme detalhei no artigo anterior sobre o fluxo das 10 Mais, comecei a fazer um acompanhamento diário e semanal do comportamento das 10 principais corretoras estrangeiras na nossa bolsa.

Depois de muito trabalho, consegui reunir os dados e trago para vocês agora o comportamento deste fluxo importantissimo.

Abaixo podemos observar o andamento semanal do fluxo. Percebe-se que no fluxo normal, considerando apenas o saldo de cada semana de forma independente, os estrangeiros parecem reduzir o movimento de venda.

Já no acumulado, essa impressão se desfaz e o fluxo segue exatamente a queda do índice.

 

semanal

semanalacum

Fluxo 10 Mais Semanal

Fluxo 10 Mais Semanal Acumulado

 

No gráfico diário do fluxo, a situação é a mesma:

 

diario

diarioacum

Fluxo 10 Mais Diário

Fluxo 10 Mais Diário Acumulado

 
Segue também alguns dos principais ativos da bolsa:
 
 

petr

vale

csna

PETR4 – Diário VALE5 – Diário CSNA3 – Diário

 

ggbr

bbdc

GGBR4 – Diário

BBDC4 – Diário

 
 
Pra finalizar, vale lembrar, que fazer qualquer análise mais profunda sobre o fluxo das 10 Mais ainda é muito difícil, devido o pouco histórico de dados. De qualquer forma, estou muito motivado com a questão e acredito que no futuro será possível através desta análise preenchermos a lacuna existente entre o "modus operandi" dos sardinhas e dos tubarões do mercado.
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Volatilidade e o scalper

Publicado em 01.07.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião

“Hoje consegui uma rentabilidade incrível ! Apenas operando no intraday… daytrade… meu trading system é infalível. Comprei nos fundos e vendi nos topos. Veja as setas do gráfico abaixo… Adoro essa volatilidade toda… e o melhor é que vou dormir sem nenhuma posição em aberto !!! “

Não é raro encontrarmos esse tipo de comentário nos diversos fóruns e blogs do mercado, depois de um dia como o de hoje. O mercado, principalmente o americano, voltou a mostrar uma volatilidade voraz. Basta ver o gráfico de 1 mínuto do Dow Jones abaixo.

DJI

Dow Jones – Gráf. 1 minuto

Antes que os daytraders comecem a entupir minha caixa postal com ofensas e insultos, deixem eu explicar minha forma de encarar o assunto.

Não dúvido que muitos scalpers consigam ótimos ganhos com o mercado na atual situação (eu mesmo conheço alguns… “poucos” :) ). É verdade, a volatilidade alta é o melhor dos mundos para este tipo de trader. Mas infelizmente, nem todos conseguem reunir as aptidões necessárias para esse tipo de operação.

trader Confesso que já tive a possibilidade de arriscar (e perder…) um bom dinheiro neste tipo de trade e não obtive sucesso. A necessidade de agir com rapidez fugiu um pouco das minhas características. Gosto de me debruçar no objeto do meu estudo, trabalho ou investimento. E o daytrader/scalper exige raciocínio e ação praticamente instantâneos.

Além disso, a questão do manejo de risco e a expectativa positiva me preocupam neste tipo de operação. Segundo estudos estatísticos, a única forma deste tipo de trading superar, em termos de rentabilidade, uma estratégia de mais longo prazo é através de uma abordagem quantitativa. Ou seja, quanto mais o trader operar maior será a expectativa positiva da estratégia. E mais… a quantidade de trades deve ser inversamente proporcional ao time frame utilizado nas operações. Quanto menor for o espaço de tempo que o scalper permanecer posicionado mais trades ele precisará fazer para alcançar uma expectativa positiva vantajosa (isso considerando a média das operações).

Portanto, concluindo, avalie bem suas operações de curto prazo. Se você não consegue, ou não pode, operar exaustivamente no mercado todos os dias, reveja seu horizonte de investimentos. Sua carteira agradecerá !

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Fluxo das 10 Mais

Publicado em 23.06.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Fluxo Investidores, Informações, Opinião

Queria apresentar para vocês um estudo que elaborei sobre o comportamento do investidor estrangeiro.

Como muitos já sabem, eu periodicamente publico aqui no blog como se comporta o fluxo dos investidores estrangeiros na Bovespa e na BMF. Desta vez, resolvi esmiuçar um pouco mais esta questão.

Antes de mais nada selecionei as 10 principais corretoras gringas que operam na Bovespa. São elas:  Citibank, Credit,Ubs , Griffo, JP Morgan, Merril Lynch, Santander, Santander Brasil, Deutsche e Morgan Stanley. Em seguida, usando uma combinação de plataformas, identifiquei a movimentação financeira destes players.

Na planilha, que você pode fazer o download abaixo, eu apresento duas tabelas que ilustram o saldo financeiro dos estrangeiros em cada uma das ações que compõem o IBX100, nas três primeiras semanas de Junho. Na primeira tabela, as ações estão divididas por ordem alfabética e na segunda por ordem de valor.

A intenção deste estudo é tentar identificar de maneira mais precisa como é alocado o capital estrangeiro na nossa bolsa. Afinal de contas, conforme já foi mostrado em um artigo publicado aqui no blog, os estrangeiros ainda mandam no Ibov. Sabendo em que ativo eles preferem investir, talvez consigamos ter mais êxito nas nossas operações

Sugiro que todos examinem a planilha juntamente com o desempenho das ações e se possível comentem o que acharam.

Para fazer o download da planilha clique aqui .

Completando o estudo, segue na imagem abaixo o fechamento de hoje:

fluxo

Ainda não elaborei nenhuma estratégia em cima das informações aqui contidas, mas confesso que a princípio estou bastante empolgado com a análise.

Continuarei acompanhando e postanto aqui para vocês.

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A obrigação de operar

Publicado em 12.06.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Informações, Opinião

operar Nestas últimas duas semanas a volatilidade voltou a se intensificar no mercado brasileiro e mundial. Nestas horas, muitos analistas de renome apregoam que o mais prudente é sair rápido do mercado. Seja com um pequeno lucro ou até mesmo com um prejuízo, decorrente de um stop de proteção.

Ficando líquido, a intenção é tentar não correr riscos exagerados com a volatilidade do mercado. De fato, a movimentação dos preços no Brasil é notoriamente alta. Desde 1999, a volatilidade do índice Brasil MSCI ficou acima de 11% ao mês, quase o triplo do observado nos EUA e o dobro da média dos países emergentes. Alem disso, eventos de dois desvios padrão, que no mercado acionário brasileiro significam ganhos ou perdas superiores a 22% em um único mês, ocorrem, em média, uma vez a cada 15 meses.

Resumindo… o mercado brasileiro além de uma volatilidade mensal de 11%, oferece ao investidor a oportunidade de ganhar ou perder um quarto de seu investimento em um único mês. Sem dúvida, as ações brasileiras são de alto risco.

No entanto, vale lembrar o que ensina a teoria econômica. Alta volatilidade representa ganhos acima da média. E no Brasil, isso tem sido verdade.

Estudo do UBS Pactual Wealth Management, publicado no Valor Economico, demonstrou que desde 1999, as ações brasileiras renderam 542%, em comparação aos 265% nos países emergentes e 9,1% nos EUA. Lembrando porém, que para auferir este resultado o investidor deveria ficar posicionado e suportar as fortes oscilações do mercado.

Assim, chegamos em um impasse. Devemos surfar as ondas da volatilidade, entrando e saindo do mercado ou a estratégia mais viável é o tradicional buy & hold ?

Não acredito em uma resposta única e definitiva. Como já mencionei outras vezes aqui no site é totalmente viável direcionar uma parte do capital investido para investimentos de longo prazo que sirvam de sustentação da carteira e outra para operações de trading que procuram maximizar os ganhos.

Por fim, vale citar mais um dado sobre o estudo citado acima. As ações brasileiras, desde 1999, registraram um retorno 415 pontos percentuais acima da renda fixa local. Ou seja, elas podem de fato proporcionar retornos generosos, mas vale lembrar, que o investidor estará sujeito a uma queda superior de 22% da sua carteira em um único mês.

Se você não tem coração fraco, a renda variável pode ser o melhor dos mundos.

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Filosofia de Investimento

Publicado em 27.05.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião

filosofiaO blog vem me permitindo manter contato com diversos investidores pelo Brasil e até de fora.

Muitos me questionam a minha filosofia de investimento. Querem entender como eu trato de assuntos inerentes a análise técnica e gráfica e ao mesmo tempo publico artigos relacionados com economia e fundamentos das empresas. Ainda acreditam que existe um abismo entre as escolas técnica/gráfica e a fundamentalista. E que uma não pode andar junto com a outra.

Em agosto do ano passado, já havia publicado um artigo ( AT x AF – A eterna briga ) onde abordava minha maneira de pensar.

Voltando ao assunto, enfatizo que é obrigação de todo bom investidor usar todas as armas que puder para remunerar de forma eficiente seu capital. O importante é definir o horizonte de investimento e os objetivos.

Se quero ficar pouco tempo posicionado no mercado, de nada adianta eu conhecer que tipo de produto a empresa que comprei comercializa ou se o balanço apresentou números positivos no último trimestre. Olhando “apenas” para os gráficos posso identificar a psicologia de massa e tentar segui-la.

Por outro lado, se o meu objetivo visa o longo prazo, por que motivo eu olharia um gráfico de 15 minutos e estudaria indicadores intraday ? Não teria a menor importância. Me preocuparia sim, em fazer um profundo estudo sobre todos os aspectos que envolvem o negócio e os números da companhia que estou comprando.

Agora, dependendo do tamanho da carteira de cada um, é totalmente possível conciliar uma estratégia de acumulação visando um objetivo de longo prazo e operações especulativas de curto prazo (daytrade e swing trade).

Carteiras muito pequenas (abaixo de 50k) não devem operar exclusivamente especulando no mercado. No longo prazo, dificilmente conseguirão bater um benchmark tradicional como o CDI.

Após montar uma carteira de boas empresas que podem remunerá-lo através de dividendos e lançando opções, o investidor pode tentar maximizar os ganhos com a especulação. Para isso, é importante que as duas estratégias estejam muito bem definidas. Jamais comprar objetivando uma operação de swing trade (1-2 semanas) e depois transformá-la em uma de longo prazo, e vice-versa. Com o tempo, o indivíduo perde o controle emocional necessário e o prejuízo pode ser grande.

Essa é  a minha filosofia de investimento. E a sua ? Se baseia em que premissas ? O espaço do blog está sempre aberto.

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Turtle Soup Plus One

Publicado em 20.05.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias

A algum tempo, publiquei aqui no blog, um artigo sobre a estratégia Turtle Soup criada por Laurence Connors e Linda Bradford. Agora trago um complemento a tartesta mesma estratégia, com um “plus” a mais, como fizeram questão de denominar os mesmos autores.

Importante que o visitante leia o artigo anterior, para que tenha o entendimento completo.

O gráfico abaixo é o das ações preferancias do Bradesco (BBDC4). Podemos observar que no dia 20/03, o ativo fez uma mínima nos 31,86 reais. Seis pregões depois (dia 28/03) realizou um nova mínima ainda menor nos 31,46. O círculo rosa no canto superior esquerdo representa a vigésima barra contando desta última mínima do dia 28/03.

BBDC4

BBDC4 – Gráf. Diário

Pois bem, vamos agora para as regras da estratégia :

1- No dia 28/03 encontramos uma nova mínima dos últimos 20 dias (seta azul clara). Quanto mais baixa, melhor.

2- A mínima anterior (20/03) deve ter ocorrido, pelo menos 4 barras antes desta atual (seta verde).

3- É colocada uma ordem start de compra no dia seguinte, um pouco acima  da mínima anterior. A compra é válida apenas para o dia seguinte depois da nova mínima. Caso a ordem não seja executada neste dia, a operação deve ser desconsiderada.

4- Se a ordem for executada, colocar imediatamente uma ordem de stop loss um pouco abaixo da nova mínima. (linha vermelha)

5- Se o trade caminhar a nosso favor, é  recomendado realizar o lucro parcial entre o segundo e o sexto dia após a entrada. E consequentemente utilizar uma estratégia de trailing stop (Parabolic ou Hilo, por exemplo) afim de garantir os lucros no restante da posição.

Podemos observar que neste mesmo gráfico da BBDC4, teríamos outras duas entradas utilizando esta estratégia. Uma no dia 10/03 e outra no dia 17/03 (setas marrons). Em ambas o mercado confirmou uma alta no dia seguinte.
Vale a pena, somente ressaltar, que esta é uma operação de curto prazo. Portanto o trader precisa não ser ganancioso e respeitar seu time frame, realizando o lucro assim que puder.

A principal diferença entre a estratégia Turtle Soup e a Turtle Soup Plus One, consiste na disponibilidade de tempo e na paciência do investidor.

A segunda permite que o trader possa fazer uma análise com calma após o fechamento do pregão e se programar para o dia seguinte. Já a primeira estratégia exige um acompanhamento real time.

IMPORTANTE: O uso do money management em operações deste tipo, meramente especulativas, é fundamental. Utilize algum algoritmo de manejo do capital evitando correr grandes riscos financeiros para a carteira.

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Turtle Soup

Publicado em 25.03.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

 

Essa é uma estratégia técnica de curto prazo, criada por Laurence Connors e Linda Bradford, e publicada no livro Street Smarts, que procura identificar um ponto de reversão nos gráficos.

Antes de mostrar a técnica, acho conveniente falar um pouco sobre a história que originou esse "pattern".

Tartaruga

Nos anos 80, um grupo de traders conhecido come os Turtles (os tartarugas) utilizava um sistema que se baseava no breakout de preço dos últimos 20 dias. Ou seja, assim que os preços formassem uma nova máxima nos últimos 20 dias, eles compravam. Da mesma forma, uma nova mínima dentro deste período disparava a venda.

Essa estratégia se mostrou bastante eficaz (principalmente no longo prazo), tanto que "os tartarugas" ganharam muita notoriedade. O sistema pretendia capturar algum evento especial, que levasse os preços a novas máximas.

Com a evolução do trade eletrônico, se tornou muito comum os falsos breakouts. Ou seja, os rompimentos não são confirmados e os preços voltam a trabalhar dentro da zona de congestão.

E é pensando neste cenário, que Connors e Bradford, desenvolveram a estratégia Turtle Soup.

 

O setup é o seguinte:

1- Hoje encontramos uma nova mínima dos últimos 20 dias (quanto mais baixo, melhor).

2- A mínima anterior deve ter ocorrido, pelo menos 4 barras antes desta atual.

3- É colocada uma ordem start de compra, um pouco acima  da mínima anterior. A compra é válida apenas para o dia de hoje.

4- Se a ordem for executada, colocar imediatamente uma ordem de stop loss um pouco abaixo da mínima de hoje.

5- Se o trade caminhar a nosso favor, usar alguma estratégia de trailing stop (Parabolic ou Hilo, por exemplo) afim de garantir os lucros.

 

Exemplo:

No dia 27/11, a CSNA3, abre formando uma nova mínima dos 20 dias e em seguida os preços reagem superando a mínima do dia 12/11. Neste momento é efetuada a compra, com stop um pouco abaixo dos 39,98. Nos dias que se seguem, o papel faz um rally de alta.

 

CSNA3

CSNA3 – Gráfico diário

 

Lembrando: Esta estratégia é de curtissimo/curto prazo. Pode durar apenas algumas horas, ou no máximo, alguns dias.

Além disso, o uso do money management em operações deste tipo, meramente especulativas, é fundamental. Utilize algum algoritmo de manejo do capital evitando correr grandes riscos financeiros na carteira.

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Expectativa positiva

Publicado em 14.02.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

É muito comum encontrarmos investidores/traders que buscam um trading system que consiga obter um grande percentual de operações vencedoras. Mas se esquecem que mensurar o tamanho dos ganhos/perdas é tão importante quanto conseguir um número maior de trades vencedores.

Entende-se como expectativa positiva, obter um rendimento líquido superior as perdas líquidas. É possivel exemplificar essa definição através de uma formula:

Expectativa = (PW x AW) – (PL x AL)

PW (Probability of a Winning) – Probabilidade de ganhar
AW (Average Win) – Média (em valor) dos ganhos
PL (Probability of a Losing trade) – Probabilidade de perder
AL (Average Loss) – Média (em valor) das perdas

Por exemplo, vamos supor que tenhamos em um recipiente 60 bolas pretas e 40 bolas vermelhas. Toda vez, que sortearmos uma bola preta ganhamos 1 real, e perdemos 1 real se a bola for a vermelha. Jogando isso na formula, teriamos:

Expectativa = (0,6 x 1) – (0,4 x 1)= 0,6-0,4 = 0,2

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Ou seja, podemos auferir, depois de múltiplas tentativas,  em média, 20 centavos para cada real apostado. Sem dúvida, um retorno interessante.

Muito simples,não é verdade ? Infelizmente, como sabemos no mercado encontramos um número bem maior de variáveis (bolas) do que o exemplo acima. :)

Agora vamos imaginar que ao invés de 60% de chances de ganho nos tenhamos apenas 36%. Tenho certeza que muito investidor/trader fugiria de um trading system com esse percentual de acerto. Sem nem ao menos saber sobre o payoff de cada variável.

Ao invés de apenas duas cores, agora o nosso jogo se apresenta da seguinte forma:

Número e cor das bolas

Se sorteada..

Payoff (pagamento)

50 bolas pretas

Você perde

1:1

10 bolas azuis

Você perde

2:1

4 bolas vermelhas

Você perde

3:1

20 bolas verdes

Você ganha

1:1

10 bolas brancas

Você ganha

5:1

3 bolas amarelas

Você ganha

10:1

3 bolas trasparentes

Você ganha

20:1

Temos 100 bolas no recipiente, em 64 você perde e em apenas 36 você ganha. Antes o peso era igual. Agora cada cor possui um peso, ou seja, cada cor representa um valor de ganho ou perda.

Usando a formula, teríamos:

1. Bolas pretas – PL = 0,5 AL= 1; portanto (PLxAL) = 0,5 x 1 = 0,5
2. Bolas azuis – PL = 0,1 e AL=2; portanto (PLxAL) = 0,1 x 2 = 0,2
3. Bolas vermelhas, PL=0,04 e AL=3; portanto (PLxAL) = 0,04 x 3 = 0,12

Somando: 0,5+0,2+0,12 = 0,82. Essa é a expectativa negativa do jogo.

1. Bolas verdes, PW = 0,2 e AW = 1; portanto (PWxAW) = 0,2 x 1 = 0,2
2. Bolas brancas, PW = 0,1 e AW = 5; portanto (PWxAW) = 0,1 x 5 = 0,5
3. Bolas amarelas, PW = 0,03 e AW = 20; portanto (PWxAW) = 0,03 x 10 = 0,3
4. Bolas transparentes, PW = 0,03 e AW = 20; portanto (PWxAW) = 0,03 x 20 = 0,6

Somando: 0,2 + 0,5 + 0,3 + 0,6 = 1,6. Essa é a expectativa positiva do jogo.

Por fim, a expectativa global é a diferença entre os dois valores. Ou seja, 0,78 (1,6 – 0,82).

Com estes dois exemplos, fica claro que nem sempre um percentual maior de acertos significa um trading system mais lucrativo. No segundo exemplo, mesmo com uma probabilidade de “apenas” 36%, conseguimos obter uma perspectiva de ganho quase 4 vezes o primeiro jogo.
dado
Portanto é possível concluirmos, que para validar um trading system não devemos olhar isoladamente para a probabilidade de êxito, mas o fator crucial  consiste na expectativa para cada real apostado.

A única maneira de conseguirmos expectativas positivas no longo prazo é através de um dimensionamento correto das posições assumidas em cada trade e levando em consideração a quantidade de capital disponível na carteira. Isso se chama, position sizing. Em breve, pretendo tratar do assunto aqui no blog.

Para quem se interessar sobre o assunto, recomendo a leitura dos artigos aqui publicados sobre Money Management .

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Vertentes da Escola Fundamentalista

Publicado em 07.02.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

artigoDando uma olhada nos artigos já postados aqui no blog, percebi que apesar de usar bastante a escola fundamentalista nas minhas análises dos pápeis que compõem a carteira CHR, muito pouco foi escrito sobre os conceitos básicos. Pensando nisso resolvi incrementar a seção Aprendizado, publicando este artigo sobre as duas princiapais vertentes que regem a análise fundamentalista.

Quando pensamos em analisar um ativo através da AF, podemos utilizar duas metodologias:

1- A Top Down

2- A Bottom-Up

A análise Top Down (de cima para baixo) concentra-se em observar os aspectos macroeconômicos. Eles seriam o principal fator para determinar o desempenho de um papel. Por exemplo: Em momentos de elevação de inflação, os investidores buscam proteção em ações de setores nos quais a alta de preços possa ser repassada de alguma forma. Os bancos em geral, por exemplo, podem proteger parte dos seus ativos no mercado financeiro.

A análise Bottom-Up (de baixo para cima) utiliza todas as informações disponíveis para calcular o valor justo de uma determinada empresa. Ou seja, ao invés de limitar-se somente ao cenário mais amplo, procura, através de um modelo determinado, identificar possíveis exageros (pra cima ou para baixo) nos preços dos ativos.
Isso se torna evidente, quando um papel cai violentamente devido a uma notícia ruim. O mercado, nestes casos, costuma primeiro vender e depois perguntar. Com uma análise Bottom-Up, o investidor pode mensurar o potencial impacto real daquele determinado evento no preço da ação.

As duas metodologias não são excludentes. Muito pelo contrário. Uma alimenta a outra. A análise Top Down, mesmo que muitas vezes seja subjetiva, cria o pano de fundo para que a a análise Bottom-Up vasculhe o mercado buscando empresas que através de seus ciclos, diferenças e momentos particulares, apresentem boas oportunidades.

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A volatilidade e o Ibovespa

Publicado em 30.01.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião

Em qualquer veículo da mídia especializada que pesquisemos, é praticamente unânime a indecisão sobre o rumo no curto / médio prazo do mercado acionário brasileiro. Em uma coisa porém parece haver um consenso. As bolsas mundiais vivem um momento de forte volatilidade.

volatilidadeNo caso do índice brasileiro, é interessante notar, se olharmos o seu passado recente, que em momentos de crise a volatilidade tende a aumentar consideravelmente. E mais… quando o índice Bovespa sobe, a volatilidade cai, e quando o índice se desvaloriza, a oscilação aumenta. Formando uma correlação negativa entre os dois.

A correlação negativa entre o Ibovespa e a volatilidade (um sobe enquanto o outro cai) tem explicação. Quando as ações estão numa tendência de alta, as pessoas ficam confiantes e investem no mercado por mais tempo, fazendo com que a volatilidade caia. Em momentos de queda, os investidores ficam mais confusos. Alguns preferem vender as ações para não ter maiores perdas. Outros aproveitam a queda para comprar os papéis a preços mais baixos. Esse entra e sai acaba provocando maior volatilidade.

Trazendo a questão para o momento atual, podemos afirmar que boa parte da queda que o mercado de ações brasileiro sofreu deu-se pela “venda forçada” de posições pelos investidores estrangeiros (inclusive o fluxo da Bovespa comprova isso). A grande maioria dos gestores “foi forçada” a vender ações em países emergentes em razão do aumento da volatilidade nos preços das ações. Vale lembrar, que estes gestores internacionais, muitas vezes, são obrigados (em contrato) a desmontarem posições visando ficar menos expostos a volatilidade, que normalmente é medida tecnicamente através do VaR (Value at Risk).

E o que isso pode acrescentar na nossa estratégia ? Acredito que essa saída forçada pode ter provocado exageros em alguns papeis, principalmente aqueles com menor liquidez. Portanto, talvez seja oportuno observarmos mais de perto, aqueles ativos que continuam com fundamentos sólidos e que possam estar encontrando pontos gráficos de suporte consistentes. Lembrando apenas, que não temos como saber se a fuga de capital estrangeira já ocorrida, foi suficiente para “desafogar” a oscilação das carteiras dos gringos ou se ainda teremos novos ajustes.

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