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Os senhores do mercado

Publicado em 07.10.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Destaques, Estratégias, Opinião

senhores O mercado vive uma irracionalidade nunca antes vista. Mesmo diante deste cenário desolador, muitos analistas procuram encontrar algum sinal que represente um indício de desfecho. Não importa se usando gráficos e tendências, preços oscilantes de ativos e commodities, discursos econômicos e atas de bancos centrais, múltiplos e balanços. O que se vê é a busca incessante por tentar racionalizar os movimentos recentes dos ativos.

Hoje em dia, parece que os ativos não possuem mais um valor intrinseco. Parece qua a expectativa de valor futuro não existe. O cenário é marcado pela sensibilidade excessiva, beirando a paranóia. Investidores têm de pensar muito velozmente num ambiente de alta volatilidade e risco. Aliás diria que “pensar” não é a palavra correta. Não a tempo para isso. Acho que o mais adequado seria dizer que o indivíduo opera através de uma “reação condicionada”.

Agindo assim, o investidor pessoa física assume riscos muito acima do que pode suportar. E é diante destes exageros que os “senhores do mercado” atuam. Não existe um “urso” sem um “touro”. Um comprador sem um vendedor.

Não esqueça, o mercado financeiro é um “jogo” de soma zero.

Paulo Sternick, psicanalista, escreveu para o jornal Valor Economico, recentemente:

“Imaginemos uma pessoa civilizada e dotada de mente racional que vai a uma sala fechada – um cinema, por exemplo – onde estão, em sua maioria, seres primitivos que interpretam um trovão como sinal de extremo perigo e indicador para evacuação imediata, mesmo ao preço de se esmagarem uns aos outros ou perder objetos. Caso, neste dia, ameace chover, nosso “ser racional” certamente ficará bem perto da porta de saída, para não se ferir e, depois, ainda colherá os ingressos e pertences que sobrarem pelo chão. Eu não hesitaria em acreditar que ele algum dia faria sons artificiais de trovões somente para provocar o pânico.”

O investidor pessoa física deve estar atento para perceber estes fenômenos e evitar prejuízos causados tanto pelo pânico ou euforia da massa quanto pela sinistra e ardilosa manipulação dos indicadores (balanços e gráficos) pelos “senhores do mercado“. Antes de sair correndo com o som do primeiro trovão, procure analisar se de fato a tempestade se aproxima.

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Ação barata ? Olhe para o PVPA

Publicado em 24.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Estratégias

calc Com a forte desvalorização das bolsas, é muito comum encontrarmos analistas afirmando que muitas ações se encontram “baratas”.

Mas como saber se de fato determinado ativo está abaixo do seu preço justo ?

Existem alguns múltiplos da escola fundamentalista que nos ajudam nesta tarefa. Recentemente publiquei um artigo sobre o PL. Se usado com bastante critério o PL pode ser um ótimo indicador.

Outro múltiplo muito usado é o PVPA, ou seja o preço da ação em relação ao valor patrimonial da empresa.

(mais…)

80-20’s

Publicado em 10.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

 

Depois de algum tempo sem escrever sobre estratégias gráficas, retorno ao tema, trazendo uma metodologia desenvolvida pela dupla Lawrence Connors e Linda Bradford. Os mesmos autores das metodologias Turtle Soup e Turtle Soup Plus One, já abordadas aqui no blog.barra

80-20’s é uma estratégia utilizada para operações de day trading. Lawrence e Linda iniciaram a elaboração deste método usando como pano de fundo um estudo desenvolvido por Steve Moore na sua empresa, Moore Research Center.

Steve demonstrou que quando uma barra diária fechava no 10% mais alto ou mais baixo do seu range, existia uma probabilidade de 80-90% de prosseguir na mesma direção na manhã seguinte. Porém em 50%  das vezes, o fechamento era na direção contrária. Ou seja, isso significava que existia uma boa probabilidade  de ocorrer uma inversão durante o pregão.

A questão agora é como ususfruir destes números estatísticos. Aí que entra a criatividade da dupla Lawrence e Linda. Após inúmeros testes, eles adaptaram as conclusões de Moore e desenvolveram uma metodologia bastante original.

Veja o passo-a-passo desta estratégia abaixo :

1- Ontem o mercado abriu nos 20% (ou menor) superior do range e fechou nos 80% (ou maior) do range.

2- Hoje o mercado rompeu a mínima do dia anterior.

3- Colocamos uma ordem de compra ao romper a mínima de ontem e definimos o stop de proteção um pouco abaixo da mínima de hoje.

4- Se o trade caminhar a nosso favor, usar alguma estratégia de trailing stop (Parabolic ou Hilo, por exemplo) afim de garantir os lucros.

 

Vejamos um exemplo da estratégia, no Ibov:

IBOV

IBOVi

Ibov – Gráf. Diário

Ibov – Gráf. 5 minutos

 
 
Com a forte queda de ontem no nosso mercado e com a recuperação apresentada hoje, muitos ativos apresentaram este setup. Vale a pena vasculhar os papeis e perceber a aplicabilidade do método.

No apêndice do livro Street Smarts, a dupla de traders, Lawrence e Linda,  aparesenta um back testing da estratégia usando ativos do S&P500 nos últimos 10 anos. O resultanto foi uma eficiência de mais de 80%. 

Lembrando (1) – 80-20’s é uma operação especulativa que procura aproveitar a tendência diária de reverter a configuração deixada no dia anterior. Por este motivo, apesar da grande probabilidade de êxito, os grandes ganhos são uma excessão e não uma regra.

Lembrando (2) - Operações de day trading, devem ser encaradas de forma quantitativa. Se você não pode ou não quer operar todos os dias e varias vezes dentro do mesmo pregão o day trading não é para você.

Lembrando (3) – O uso do money management em operações deste tipo, meramente especulativas, é fundamental. Utilize algum algoritmo de manejo do capital evitando correr grandes riscos financeiros para a carteira.

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Estratégia: Baixo PL

Publicado em 26.08.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques, Estratégias

pl2 Estratégias usando a relação entre o preço e o lucro por ação são muito comuns entre os investidores seguidores da análise fundamentalista.

Definição: O múltiplo preço/lucro é a razão obtida ao dividir o preço da ação em bolsa pelo lucro por ação num determinado período.

É muito comum encontrar ao mesmo tempo diversos múltiplos PL para uma só empresa. Isso ocorre devido as variações do lucro por ação usado no cálculo. Alguna analistas utilizam o lucro por ação ‘do último ano fiscal (PL corrente). Outros preferem calcular usando como base os trimestres (PL passado). Já alguns estimam o lucro esperado no próximo ano como parâmetro (PL futuro).

Por isso, antes de determinar uma estratégia usando o PL, é importante que você saiba como a sua fonte de dados gerou o indicador.

A estratégia mais comum usando multiplos PL é a chamada compra de ações com baixo PL. Os seguidores desta prática são conhecidos como investidores em valor. Ou seja, ao identificarem ações com PLs muito baixos eles entram comprando.

Por exemplo o PL médio das ações brasileiras já esteve acima de 20 e agora está em torno de 13. Um cenário interessante para estes investidores.

Até aí, nenhum mistério. A questão é definir o que é um PL baixo.

Alguns analistas instituíram que abaixo de 8, o PL de uma empresa, pode ser considerado baixo. Já para outros preferem a idéia de usar a média do segmento que a empresa atua, como referencial.

Mas as duas abordagens pecam em alguns pontos.

Não podemos definir um número como PL ideal, se como vimos, temos diversas formas de calcular o indicador.

Por outro lado usar a média de um segmento também não parece ser o ideal. O fato de múltiplos PL não poderem ser menores que zero (quando o lucro por ação for negativo), mas poderem assumir valores muito elevados, tem consequências para o cálculo de estistícas da média. Uma análise mais significativa seria o uso de uma mediana, ou seja metade das empresas teria PLs menores que esse valor e metade teria PLs superiores a ele.

Talvez a idéia principal que deve ser considerada em uma estratégia de baixo PL é saber que nem sempre empresas que apresentam esta configuração estão subestimadas. Muitas vezes por apresentar perspectivas de crescimento futuro fraco ou inexistente e por estar sujeitas a muito risco, o PL pode parecer atraente.

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O momento é agora !

Publicado em 12.08.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

acoes Sei que pode parecer para muita gente loucura… sei que diante das últimas semanas de queda, alguns podem achar que eu surtei… sei que olhando para a crise das commodities, muitos vão achar minha opinião sem cabimento… mas… acho que este é o momento ideal para entrar no mercado.

O melhor momento para iniciarmos (ou continuarmos) uma carteira de longo prazo é quando o mercado inicía um processo de correção. A intenção não é achar “uma agulha no palheiro”. Ou seja, não quero identificar o ponto preciso de compra. Em uma carteira de acumulação, as compras (assim como as vendas) devem ser  realizadas paulatinamente e de forma programada.

Um investidor precisa estabelecer objetivos honestos. Alguns investem para acumular ou expandir riqueza outros apenas para se divertir. Pode parecer absurdo, mas é verdade. Grande parte dos investidores age por impulsos de origem psicológica ou cultural e de forma irracional em relação aos seus investimentos. E irracionalidade só leva a catástrofes ou, no máximo, a resultados medíocres.

Vejam por exemplo o atual momento da nossa bolsa. Muita gente, movida pelo medo, se desfaz de suas posições, quando na verdade deveria estar comprando.

A imprensa especializada colabora para este sentimento de pânico, estampando manchetes que assustam a “sardinhada” e deixam a impressão de fim dos tempos.

A Vale e a Petrobrás já cairam mais de 40% desde o seu último topo histórico. ‘Sem dúvida, para quem já as possui em carteira, é uma desvalorização dolorida. Mas por outro lado, pode ser uma oportunidade ímpar para aumentar o peso delas na carteira e diminuir o preço médio.

Sei que não é nada fácil ter a capacidade de confortavelmente ir contra a maré, comprar quando todos só pensam em vender. Mas estes são os momentos que fazem a diferença. O pensamento independente, a capacidade de suportar a pressão, o sangue-frio para sustentar sua posição no longo prazo e a visão de longo prazo são características fundamentais para uma performance consistente.

Se você já definiu o seu objetivo na renda variável e o seu horizonte de investimento para alguns anos, não deixe esta oportunidade passar. O momento ideal para você acumular riqueza é agora. Monte uma carteira com ativos sólidos e faça compras em lotes. Não deixe que o imediatismo e a ganância tomem conta de você.

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Aluguel de ações

Publicado em 23.07.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Informações, Opinião

alug Recentemente venho apresentando as posições em aberto na cblc das principais ações do nosso mercado. No caso específico da VALE5, pudemos comprovar na semana passada a forte movimentação nos papeis alugados da empresa (veja a análise semanal). Por isso resolvi abordar neste artigo o assunto.

Em tempos de baixa do mercado, emprestar ações é a forma mais corriqueira para se potencializar os ganhos de uma carteira de longo prazo. As taxas pagas hoje em dia na maioria das ações brasileiras estão bem acima dos demais mercados pelo mundo. Tais taxas têm feito o estrangeiro que aplicava em papéis brasileiros lá fora, na forma de American Depositary Receipts (ADRs, recibos de ações), fazer o caminho inverso, convertendo os seus papéis em ações e trazendo a negociação para o mercado local.

Muitos fundos estrangeiros usam o aluguel de ações para promover arbitragens no mercado. São os famosos fundos long/short, que usam preços entre pares setoriais, o Ibovespa e papéis que compõem a carteira teórica ou entre uma cesta de ações e o índice, para estruturarem suas operações.

Em tese, qualquer quantidade de ações pode ser colocada em aluguel, sempre por meio de uma corretora que tem acesso ao sistema da CBLC em tempo real e que vai buscar um tomador no mercado. A oferta e a procura é que definem as taxas de empréstimo e, em geral, quanto menor for o estoque de ações em circulação, maior será o preço que fundos e demais tomadores estarão dispostos a pagar por determinado papel.

É importante salientar, que além de receber, no encerramento do contrato, uma remuneração previamente pactuada, o aplicador continua tendo direito a dividendos e juros sobre capital próprio.

O tomador do aluguel pode a qualquer momento devolver a ação. É a chamada cláusula de reversão,  que só é possivel de ser usada, pelo lado de quem pegou ações emprestadas. Neste caso o valor do aluguel é calculado pro rata.

Importante: a operação de aluguel não é considerada uma operação de renda variável. Portanto para o cálculo do imposto de renda, considera-se a mesma tributação da renda fixa com o uso da tabela progressiva.

Opinião

O aluguel de ações sem dúvida pode representar uma boa oportunidade de remuneração para carteiras que possuem um horizonte mais longo. Vale porém lembrar, que as ações mais líquidas, e por sua vez as que mais atraem os investidores de longo prazo, não possuem uma taxa tão expressiva (ex. VALE5 0,60% aa e PETR4 0,40% aa). E por experiência própria posso afirmar, que alugar estas ações não é uma tarefa fácil. A fila de doadores é bem grande.

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Raio X dos mercados

Publicado em 15.07.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Análises Diárias, Estratégias, Opinião

O dia foi repleto de indicadores de peso. Antes da abertura, surgiram os números ruins sobre a inflação americana. O PPI (índice que mede a subida de preços nos EUA) subiu 1,8% em Junho, bem acima da expectativa que era de 1,3%. Isso provocou um certo stress nas bolsas pelo mundo.

Na Ásia e na Europa, quedas acentuadas. DAX -1,91%, FTSE -2,42%, CAC -1,96%.

As bolsas americanas, iniciaram o pregão seguindo o mesmo tom. Mas no final da manhã, depois do discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, surpreenderam e foram trabalhar no campo positivo. O Dow Jones chegou a ter uma valorização de 0,5%, mas como já se tornou comum nos últimos pregões, no final do dia os tubarões entraram vendendo pesado , trazendo de volta o índice para o vermelho.

Fechamentos: DJI -0,84%, S&P500 -1,10% e Nasdaq +0,16%

Nem mesmo a maior queda do ano no petróleo foi suficiente para acalmar os ânimos dos ursos.  A commodity perdeu 4,4 % em Nova Yorke. O CRB acompanhou caindo 1,83%.

Notar que a média móvel de 50 períodos vem servindo de suporte na tendência de alta, desde o início do ano. No momento ela ainda não foi testada, mas o CRB já apresentou uma inclinação, não conseguindo tocar no último topo.

petroleo

crb

Petróleo – Gráf. Diário

CRB – Gráf. Diário

Graficamente, o DJI se aproximou do suporte simétrico dos 10700. É possível que nos próximos pregões venha a testar este patamar. Apesar do fechamento negativo de hoje, o volume expressivo caracteriza que esta região encontrou força compradora. Nos aproximamos de uma zona de cataclisma: banda inferior do canal de curto prazo (linha laranja), banda inferior do canal de longo prazo (linha azul) e suporte horizontal (linha pontilhada).

S&P500 apesar de estar sobre-vendido no IFR14, não parece disposto ainda a nos mostrar uma reversão. Aliás parce estar perdendo definitivamente os 1230 pontos.

DJI

sp500

Dow Jones – Gráf. Diário

S&P500 – Gráf. Semanal

O VIX, índice de volatilidade, conforme citado na análise semanal, se aproximou ainda mais do patamar dos 30, onde no passado serviu para demarcar um fundo no Dow Jones.

vix

VIX – Índice de volatilidade NY

Aqui no Brasil o Ibov subiu 0,48%. Mas o grande destaque foi o descolamento do IVBX (+1,96%), subindo bem acima do principal índice. De fato, várias empresas de menor líquidez (principalmente elétricas e construtoras) mostraram força.

IBOV

IVBX

Ibov – Gráf. Diário
LTB respeitada

IVBX – Gráf. Diário
LTB rompida

Com toda essa volatilidade nos mercados podemos encarar nossas operações através de dois enfoques, dependendo do seu horizonte de investimento:

Curto prazo: aproveite essas oscilações nos preços e opere. Não deixe porém de manter o seu manejo de risco muito bem ajustado. Use sempre stops !

Longo prazo: esqueça em tentar identificar o fundo do poço. Respeite a idéia de acumulação e compre aos poucos empresas sólidas.

Definida sua estratégia, e principalmente, respeite-a.

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Buy and Hold

Publicado em 10.07.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião

bh Talvez esta represente a mais antiga e conhecida estratégia de investimento. Em uma tradução ao pé da letra: “Compre e segure”. Simples e segundo muitas estatísticas a mais eficiente metodologia do mercado.

Então porque, todos os investidores não a adotam definitivamente como padrão para suas carteiras ? Porque os anseios de cada investidor são diferentes. Comprar e segurar pode se mostrar uma estratégia muito lucrativa, mas tudo depende do período analisado e dos objetivos traçados por cada indivíduo.

O mais consagrado investidor de todos os tempos, Warren Buffett, é considerado um original “buy and holder”. Mas talvez essa definição, seja um pouco precipitada. Afinal de contas, ele admite que costuma usar esta estratégia na própria empresa, a Berkshire Hathaway, que possui um patrimônio de US$ 281 bilhões. E convenhamos girar uma carteira deste tamanho, além de pagar uma enormidade de imposto, não deve ser uma tarefa muito fácil. Portanto o buy and hold lhe cai como uma luva.

Por outro lado, em recente artigo no Wall Street Journal, Buffett confirmou que a metodologia de Graham ainda está presente no seu dia-a-dia como investidor. Ou seja, ele ainda procura pechinchas para comprar. Preferencialmente empresas que apresentam indicadores financeiros muito defasados (PLs, por exemplo) e depois as revende assim que os preços voltarem ao seu patamar normal.

Em resumo, o próprio Buffett assume possuir mais de uma estratégia.

O contexto de um investidor, que gere sua própria carteira, é que irá determinar qual estratégia é a mais adequada. E muitas vezes este portfólio pode seguir duas ou mais vertentes. O importante é que o indivíduo seja disciplinado e não misture os conceitos de cada enfoque. Antes de qualquer escolha, pense bem nas seguintes características que compõem teu universo como investidor:

  1. volume de recursos;
  2. leque de oportunidades;
  3. circulo de competência;
  4. horizonte temporal;
  5. tempo disponível;
  6. técnica;
  7. temperamento (controle emocional, paciência etc.) e
  8. gosto pela atividade.

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Estes oito ítens sem dúvida, diferenciam um investidor do outro.

Por este motivo, que muitas vezes eu sou tão reticente em emitir uma opinião sobre uma possível operação no mercado . É literalmente impossível opinar sobre a carteira de terceiros sem conhecer com precisão os oito itens acima.

Agora, se você já opera no mercado a um bom tempo e  ainda não definiu a sua própria estratégia, procure responder pra você mesmo estas questões. Quem sabe você não descobre que o “buy and hold” é a sua estratégia ideal..

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Os ciclos do mercado

Publicado em 08.07.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Informações, Opinião

Diante de todo o pessimismo que vem tomando conta dos investidores no mercado brasileiro, recentemente lendo o livro do Larry Williams, “The right stock at the right time”, me deparei com algumas informações estatísticas interessantes e animadoras, então resolvi trazê-las aqui para vocês.

Muitos já ouviram falar dos ciclos do mercado. No livro, Larry aborda o tema, nos primeiros capítulos. Sem me estender muito sobre o assunto, o autor apresenta os famosos ciclos dos quatro e dez anos.

O ciclo dos 4 anos, sustenta que a cada quatro anos o mercado faz um mínimo mais baixo, gerando ótimas oportunidades de compra.

O dos 10 anos, segue a mesma idéia, apenas ressaltando que os mínimos ocorrem nos anos terminados por “2″ e por “7″.

Dentro deste raciocínio, Larry apresenta o formidável “Fator do oitavo ano”. Usando dados históricos que vão desde 1878 do S&P500, ele apresentou uma tabela (transcrita por mim, logo abaixo) que demonstra que NUNCA o índice americano apresentou uma oscilação negativa nos anos terminados por “8″, se contarmos a partir de um fundo realizado no mês de Março até Dezembro.

tabela

O autor faz questão de mencionar no livro que ele desconhece os motivos para esse fenômeno, mas afirma que diante de uma evidência que já dura mais de 100 anos não se pode duvidar.

sp500

S&P500 – Gráfico Diário

Bem, e agora ? Chegamos em 2008. Podemos observar o gráfico do S&P500 atual (acima) e percebemos que de fato em Março ocorreu um fundo importante (1257 pontos). E que agora, o índice testa exatamente este patamar. Será que seguiremos a sina do Oitavo Ano e teremos um segundo semestre mais animador ? Ou será que depois de 120 anos presenciaremos a primeira exceção, deixando um prenúncio de que o pior ainda está por vir ?

Façam suas apostas !

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A "arapuca"

Publicado em 03.07.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Destaques, Estratégias, Fluxo Investidores

Apesar de todas as evidências que o passado nos propícia, ainda é possível encontrar muita gente no mercado que não acredita ou não valoriza de forma correta a importância dos estrangeiros na bolsa brasileira. Diante disso, resolvi escrever este artigo, onde fica evidenciada a ” arapuca ” que nossos queridos investidores internacionais armaram recentemente aqui na Bovespa.

Inicialmente trago para vocês 3 gráficos:

IBOV

fluxo

fluxosaldo

Ibov – Diário

Fluxo Bovespa

Fluxo – Saldo Mensal

O primeiro é o do Ibovespa diário, onde sinalizei alguns eventos: o dia dos dois investment grades, o dia em que os estrangeiros começaram a injetar dinheiro na bolsa e o dia que bateram em retirada.

O segundo gráfico é do fluxo dos investidores na Bovespa. A linha azul evidencia o movimento dos gringos e confirma o exposto no gráfico do Ibov.

No terceiro gráfico, eu apresento o fechamento mensal do saldo dos estrangeiros na nossa bolsa. Incluindo já, o surpreendente saldo do mês de Junho (-R$7,4 bilhões !).

Fica bastante claro, conforme eu já havia mencionado no vídeo semanal deste sábado, que a alta de mais de 25%, iniciada em meados de Março e concluída em meados de Maio, foi graças quase que exclusivamente aos estrangeiros. E que agora, após o anúncio do segundo investment grade, os gringos começaram a grande liquidação de ativos brasileiros.

Agora vejamos o mês de Abril em especial. Conforme podemos observar no fechamento mensal, os estrangeiros chegaram no final do mês com um saldo acima de R$6 bilhões. Lembro bem, que na época escrevi um artigo  intitulado “Eles voltaram !“, onde mostrava minha surpresa com o saldo elevadíssimo. Comentei inclusive, que um movimento de tamanha magnitude era inédito para mim, desde quando comecei o estudo dos fluxos da Bovespa.

Pois bem, olhem para o gráfico abaixo e me digam: Esse gráfico justifica o tamanho de recurso estrangeiro que entrou ? Temos uma tendência clara de alta ? Ou será que parece mais com um movimento lateral ? Ou melhor… não seria uma ACUMULAÇÃO ???

IBOVabril

Ibov – Abril antes IG

Bingo ! Sim, uma acumulação, para  que no último dia do mês (30/04) chegasse a coroação de toda a estratégia: o Investment Grade.

IBOVig

Ibov – Abril com o IG

Bem, diante de toda essa constatação, o que nos resta ? Reclamarmos da nossa realidade de sardinhas ? Questionar a transparência das instituições financeiras que nos cercam ? Criar suposições sobre o vazamento de informações privilegiadas para alguns em detrimento da maioria ? Abandonar o mercado, porque é impossível competir com os grandes players internacionais que conseguem direcionar nossa humilde bolsa ?

Na minha opinião, nada disso. O mais importante nos já identificamos. Ou seja, quem de fato comanda os rumos da nossa bolsa. Precisamos agora, “apenas” seguir os seus passos.

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