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Buy and Hold

Publicado em 10.07.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião

bh Talvez esta represente a mais antiga e conhecida estratégia de investimento. Em uma tradução ao pé da letra: “Compre e segure”. Simples e segundo muitas estatísticas a mais eficiente metodologia do mercado.

Então porque, todos os investidores não a adotam definitivamente como padrão para suas carteiras ? Porque os anseios de cada investidor são diferentes. Comprar e segurar pode se mostrar uma estratégia muito lucrativa, mas tudo depende do período analisado e dos objetivos traçados por cada indivíduo.

O mais consagrado investidor de todos os tempos, Warren Buffett, é considerado um original “buy and holder”. Mas talvez essa definição, seja um pouco precipitada. Afinal de contas, ele admite que costuma usar esta estratégia na própria empresa, a Berkshire Hathaway, que possui um patrimônio de US$ 281 bilhões. E convenhamos girar uma carteira deste tamanho, além de pagar uma enormidade de imposto, não deve ser uma tarefa muito fácil. Portanto o buy and hold lhe cai como uma luva.

Por outro lado, em recente artigo no Wall Street Journal, Buffett confirmou que a metodologia de Graham ainda está presente no seu dia-a-dia como investidor. Ou seja, ele ainda procura pechinchas para comprar. Preferencialmente empresas que apresentam indicadores financeiros muito defasados (PLs, por exemplo) e depois as revende assim que os preços voltarem ao seu patamar normal.

Em resumo, o próprio Buffett assume possuir mais de uma estratégia.

O contexto de um investidor, que gere sua própria carteira, é que irá determinar qual estratégia é a mais adequada. E muitas vezes este portfólio pode seguir duas ou mais vertentes. O importante é que o indivíduo seja disciplinado e não misture os conceitos de cada enfoque. Antes de qualquer escolha, pense bem nas seguintes características que compõem teu universo como investidor:

  1. volume de recursos;
  2. leque de oportunidades;
  3. circulo de competência;
  4. horizonte temporal;
  5. tempo disponível;
  6. técnica;
  7. temperamento (controle emocional, paciência etc.) e
  8. gosto pela atividade.

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Estes oito ítens sem dúvida, diferenciam um investidor do outro.

Por este motivo, que muitas vezes eu sou tão reticente em emitir uma opinião sobre uma possível operação no mercado . É literalmente impossível opinar sobre a carteira de terceiros sem conhecer com precisão os oito itens acima.

Agora, se você já opera no mercado a um bom tempo e  ainda não definiu a sua própria estratégia, procure responder pra você mesmo estas questões. Quem sabe você não descobre que o “buy and hold” é a sua estratégia ideal..

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Os ciclos do mercado

Publicado em 08.07.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Informações, Opinião

Diante de todo o pessimismo que vem tomando conta dos investidores no mercado brasileiro, recentemente lendo o livro do Larry Williams, “The right stock at the right time”, me deparei com algumas informações estatísticas interessantes e animadoras, então resolvi trazê-las aqui para vocês.

Muitos já ouviram falar dos ciclos do mercado. No livro, Larry aborda o tema, nos primeiros capítulos. Sem me estender muito sobre o assunto, o autor apresenta os famosos ciclos dos quatro e dez anos.

O ciclo dos 4 anos, sustenta que a cada quatro anos o mercado faz um mínimo mais baixo, gerando ótimas oportunidades de compra.

O dos 10 anos, segue a mesma idéia, apenas ressaltando que os mínimos ocorrem nos anos terminados por “2″ e por “7″.

Dentro deste raciocínio, Larry apresenta o formidável “Fator do oitavo ano”. Usando dados históricos que vão desde 1878 do S&P500, ele apresentou uma tabela (transcrita por mim, logo abaixo) que demonstra que NUNCA o índice americano apresentou uma oscilação negativa nos anos terminados por “8″, se contarmos a partir de um fundo realizado no mês de Março até Dezembro.

tabela

O autor faz questão de mencionar no livro que ele desconhece os motivos para esse fenômeno, mas afirma que diante de uma evidência que já dura mais de 100 anos não se pode duvidar.

sp500

S&P500 – Gráfico Diário

Bem, e agora ? Chegamos em 2008. Podemos observar o gráfico do S&P500 atual (acima) e percebemos que de fato em Março ocorreu um fundo importante (1257 pontos). E que agora, o índice testa exatamente este patamar. Será que seguiremos a sina do Oitavo Ano e teremos um segundo semestre mais animador ? Ou será que depois de 120 anos presenciaremos a primeira exceção, deixando um prenúncio de que o pior ainda está por vir ?

Façam suas apostas !

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A "arapuca"

Publicado em 03.07.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Destaques, Estratégias, Fluxo Investidores

Apesar de todas as evidências que o passado nos propícia, ainda é possível encontrar muita gente no mercado que não acredita ou não valoriza de forma correta a importância dos estrangeiros na bolsa brasileira. Diante disso, resolvi escrever este artigo, onde fica evidenciada a ” arapuca ” que nossos queridos investidores internacionais armaram recentemente aqui na Bovespa.

Inicialmente trago para vocês 3 gráficos:

IBOV

fluxo

fluxosaldo

Ibov – Diário

Fluxo Bovespa

Fluxo – Saldo Mensal

O primeiro é o do Ibovespa diário, onde sinalizei alguns eventos: o dia dos dois investment grades, o dia em que os estrangeiros começaram a injetar dinheiro na bolsa e o dia que bateram em retirada.

O segundo gráfico é do fluxo dos investidores na Bovespa. A linha azul evidencia o movimento dos gringos e confirma o exposto no gráfico do Ibov.

No terceiro gráfico, eu apresento o fechamento mensal do saldo dos estrangeiros na nossa bolsa. Incluindo já, o surpreendente saldo do mês de Junho (-R$7,4 bilhões !).

Fica bastante claro, conforme eu já havia mencionado no vídeo semanal deste sábado, que a alta de mais de 25%, iniciada em meados de Março e concluída em meados de Maio, foi graças quase que exclusivamente aos estrangeiros. E que agora, após o anúncio do segundo investment grade, os gringos começaram a grande liquidação de ativos brasileiros.

Agora vejamos o mês de Abril em especial. Conforme podemos observar no fechamento mensal, os estrangeiros chegaram no final do mês com um saldo acima de R$6 bilhões. Lembro bem, que na época escrevi um artigo  intitulado “Eles voltaram !“, onde mostrava minha surpresa com o saldo elevadíssimo. Comentei inclusive, que um movimento de tamanha magnitude era inédito para mim, desde quando comecei o estudo dos fluxos da Bovespa.

Pois bem, olhem para o gráfico abaixo e me digam: Esse gráfico justifica o tamanho de recurso estrangeiro que entrou ? Temos uma tendência clara de alta ? Ou será que parece mais com um movimento lateral ? Ou melhor… não seria uma ACUMULAÇÃO ???

IBOVabril

Ibov – Abril antes IG

Bingo ! Sim, uma acumulação, para  que no último dia do mês (30/04) chegasse a coroação de toda a estratégia: o Investment Grade.

IBOVig

Ibov – Abril com o IG

Bem, diante de toda essa constatação, o que nos resta ? Reclamarmos da nossa realidade de sardinhas ? Questionar a transparência das instituições financeiras que nos cercam ? Criar suposições sobre o vazamento de informações privilegiadas para alguns em detrimento da maioria ? Abandonar o mercado, porque é impossível competir com os grandes players internacionais que conseguem direcionar nossa humilde bolsa ?

Na minha opinião, nada disso. O mais importante nos já identificamos. Ou seja, quem de fato comanda os rumos da nossa bolsa. Precisamos agora, “apenas” seguir os seus passos.

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Volatilidade e o scalper

Publicado em 01.07.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião

“Hoje consegui uma rentabilidade incrível ! Apenas operando no intraday… daytrade… meu trading system é infalível. Comprei nos fundos e vendi nos topos. Veja as setas do gráfico abaixo… Adoro essa volatilidade toda… e o melhor é que vou dormir sem nenhuma posição em aberto !!! “

Não é raro encontrarmos esse tipo de comentário nos diversos fóruns e blogs do mercado, depois de um dia como o de hoje. O mercado, principalmente o americano, voltou a mostrar uma volatilidade voraz. Basta ver o gráfico de 1 mínuto do Dow Jones abaixo.

DJI

Dow Jones – Gráf. 1 minuto

Antes que os daytraders comecem a entupir minha caixa postal com ofensas e insultos, deixem eu explicar minha forma de encarar o assunto.

Não dúvido que muitos scalpers consigam ótimos ganhos com o mercado na atual situação (eu mesmo conheço alguns… “poucos” :) ). É verdade, a volatilidade alta é o melhor dos mundos para este tipo de trader. Mas infelizmente, nem todos conseguem reunir as aptidões necessárias para esse tipo de operação.

trader Confesso que já tive a possibilidade de arriscar (e perder…) um bom dinheiro neste tipo de trade e não obtive sucesso. A necessidade de agir com rapidez fugiu um pouco das minhas características. Gosto de me debruçar no objeto do meu estudo, trabalho ou investimento. E o daytrader/scalper exige raciocínio e ação praticamente instantâneos.

Além disso, a questão do manejo de risco e a expectativa positiva me preocupam neste tipo de operação. Segundo estudos estatísticos, a única forma deste tipo de trading superar, em termos de rentabilidade, uma estratégia de mais longo prazo é através de uma abordagem quantitativa. Ou seja, quanto mais o trader operar maior será a expectativa positiva da estratégia. E mais… a quantidade de trades deve ser inversamente proporcional ao time frame utilizado nas operações. Quanto menor for o espaço de tempo que o scalper permanecer posicionado mais trades ele precisará fazer para alcançar uma expectativa positiva vantajosa (isso considerando a média das operações).

Portanto, concluindo, avalie bem suas operações de curto prazo. Se você não consegue, ou não pode, operar exaustivamente no mercado todos os dias, reveja seu horizonte de investimentos. Sua carteira agradecerá !

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Fluxo das 10 Mais

Publicado em 23.06.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Fluxo Investidores, Informações, Opinião

Queria apresentar para vocês um estudo que elaborei sobre o comportamento do investidor estrangeiro.

Como muitos já sabem, eu periodicamente publico aqui no blog como se comporta o fluxo dos investidores estrangeiros na Bovespa e na BMF. Desta vez, resolvi esmiuçar um pouco mais esta questão.

Antes de mais nada selecionei as 10 principais corretoras gringas que operam na Bovespa. São elas:  Citibank, Credit,Ubs , Griffo, JP Morgan, Merril Lynch, Santander, Santander Brasil, Deutsche e Morgan Stanley. Em seguida, usando uma combinação de plataformas, identifiquei a movimentação financeira destes players.

Na planilha, que você pode fazer o download abaixo, eu apresento duas tabelas que ilustram o saldo financeiro dos estrangeiros em cada uma das ações que compõem o IBX100, nas três primeiras semanas de Junho. Na primeira tabela, as ações estão divididas por ordem alfabética e na segunda por ordem de valor.

A intenção deste estudo é tentar identificar de maneira mais precisa como é alocado o capital estrangeiro na nossa bolsa. Afinal de contas, conforme já foi mostrado em um artigo publicado aqui no blog, os estrangeiros ainda mandam no Ibov. Sabendo em que ativo eles preferem investir, talvez consigamos ter mais êxito nas nossas operações

Sugiro que todos examinem a planilha juntamente com o desempenho das ações e se possível comentem o que acharam.

Para fazer o download da planilha clique aqui .

Completando o estudo, segue na imagem abaixo o fechamento de hoje:

fluxo

Ainda não elaborei nenhuma estratégia em cima das informações aqui contidas, mas confesso que a princípio estou bastante empolgado com a análise.

Continuarei acompanhando e postanto aqui para vocês.

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A obrigação de operar

Publicado em 12.06.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Informações, Opinião

operar Nestas últimas duas semanas a volatilidade voltou a se intensificar no mercado brasileiro e mundial. Nestas horas, muitos analistas de renome apregoam que o mais prudente é sair rápido do mercado. Seja com um pequeno lucro ou até mesmo com um prejuízo, decorrente de um stop de proteção.

Ficando líquido, a intenção é tentar não correr riscos exagerados com a volatilidade do mercado. De fato, a movimentação dos preços no Brasil é notoriamente alta. Desde 1999, a volatilidade do índice Brasil MSCI ficou acima de 11% ao mês, quase o triplo do observado nos EUA e o dobro da média dos países emergentes. Alem disso, eventos de dois desvios padrão, que no mercado acionário brasileiro significam ganhos ou perdas superiores a 22% em um único mês, ocorrem, em média, uma vez a cada 15 meses.

Resumindo… o mercado brasileiro além de uma volatilidade mensal de 11%, oferece ao investidor a oportunidade de ganhar ou perder um quarto de seu investimento em um único mês. Sem dúvida, as ações brasileiras são de alto risco.

No entanto, vale lembrar o que ensina a teoria econômica. Alta volatilidade representa ganhos acima da média. E no Brasil, isso tem sido verdade.

Estudo do UBS Pactual Wealth Management, publicado no Valor Economico, demonstrou que desde 1999, as ações brasileiras renderam 542%, em comparação aos 265% nos países emergentes e 9,1% nos EUA. Lembrando porém, que para auferir este resultado o investidor deveria ficar posicionado e suportar as fortes oscilações do mercado.

Assim, chegamos em um impasse. Devemos surfar as ondas da volatilidade, entrando e saindo do mercado ou a estratégia mais viável é o tradicional buy & hold ?

Não acredito em uma resposta única e definitiva. Como já mencionei outras vezes aqui no site é totalmente viável direcionar uma parte do capital investido para investimentos de longo prazo que sirvam de sustentação da carteira e outra para operações de trading que procuram maximizar os ganhos.

Por fim, vale citar mais um dado sobre o estudo citado acima. As ações brasileiras, desde 1999, registraram um retorno 415 pontos percentuais acima da renda fixa local. Ou seja, elas podem de fato proporcionar retornos generosos, mas vale lembrar, que o investidor estará sujeito a uma queda superior de 22% da sua carteira em um único mês.

Se você não tem coração fraco, a renda variável pode ser o melhor dos mundos.

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Definições financeiras e fundamentalistas

Publicado em 05.06.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques

Resolvi reunir neste artigo algumas definições sobre indicadores financeiros e fundamentalistas.

Confesso que alguns, eu nunca utilizei, mas julgo importante o seu conhecimento.

Já outros são fundamentais para uma análise mais minuciosa de um investimento de médio/longo prazo.

  • Alfa: medida usada para avaliar a eficiência do gestor de uma carteira de investimentos ou fundo. De forma simples, o quanto sua gestão contribui além do retorno esperado. O ideal é que a carteira tenha um alfa elevado, com risco baixo, maximizando a relação entre esses dois. Em determinados tipos de produtos, como os fundos long/short, por exemplo, existe o chamado duplo-alfa, uma espécie de duplicação do retorno, via posições compradas e vendidas.
  • Beta: é a correlação entre a variação do preço da ação e o retorno de mercado. Pode-se dizer que é a parcela de risco não diversificável que uma açãoindi carrega consigo. O beta indica o perfil de comportamento da ação em comparação a um indicador de referência (Ibovespa, IBrX, etc.). Se o beta é superior à unidade, esse ativo será considerado agressivo, pois terá um desempenho melhor do que o índice. Se for inferior, diz-se que o ativo tem perfil conservador ou defensivo e ,caso seja igual à unidade, será um ativo neutro. A analogia é total em relação ao beta de uma carteira/fundo calculado por média ponderada. Há diversos softwares no mercado que disponibilizam o beta histórico das ações.
  • Delta: é a mudança no preço da opção em relação à mudança no preço do ativo objeto. Por exemplo, se o preço de uma ação sobe R$ 1 e a opção valoriza-se R$ 0,4, então o delta da opção será de 40% (R$ 0,4/R$ 1). O delta, entretanto, não é um número estático. Ele oscila dependendo de variações nos preços do ativo. Para essa variação destacamos outra letra grega, o Gama.
  • EV/EBITDA: múltiplo que relaciona o valor da empresa, incluindo sua dívida líquida (EV), com seu resultado operacional (EBITDA). É um indicador do tempo de retorno (anual) para se reaver o investimento feito na ação. Em minha opinião, é o múltiplo mais interessante de se analisar, pois possui a qualidade de se estar com um número mais adequado no denominador. indi2
  • P/L: múltiplo que relaciona preço em bolsa com o lucro da empresa. Tal qual o EV/EBITDA, é o tempo de retorno que se leva para reaver o investimento na ação, só que em termos de lucro. É o indicador mais usado pelos analistas.
  • Rho: mede a variação no prêmio da opção em relação à taxa de juros. Se os juros aumentam ou diminuem, isso causa impacto sobre o prêmio, para cima ou para baixo, supondo demais variáveis constantes.
  • Theta: mensura o quanto variará o prêmio da opção ao se aproximar o exercício da mesma. Suponha uma opção com preço de exercício de R$ 50 e que seu ativo objeto esteja negociado no mercado à vista por R$ 52. Se seu prêmio estiver negociando em bolsa por R$ 3, o valor temporal da mesma será R$ 1.
  • VaR: o Value at Risk é o máximo valor possível de perda para uma carteira de investimentos, dado um nível de significância estatístico estipulado (em geral 95%), em condições de não estresse. São nos outros 5% que podem ocorrer prejuízos superiores, originados, por exemplo, das crises sistêmicas.
  • Vega: um ativo oscila ao longo do tempo. Esse sobe e desce influi no prêmio da opção, que deriva daquele ativo. O vega é justamente essa mudança no preço da opção em função da mudança na volatilidade.
  • WACC: custo médio ponderado do capital. Uma empresa pode captar recursos de duas fontes: de seus acionistas e/ou via empréstimos. Cada uma dessas fontes possui um custo associado a ela. Chega-se ao WACC da empresa ponderando o custo do capital próprio e o capital de terceiros, considerando o benefício fiscal sobre esse último. Serve, dentre outras coisas, como taxa de desconto para cálculo do preço justo de uma empresa.

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Filosofia de Investimento

Publicado em 27.05.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião

filosofiaO blog vem me permitindo manter contato com diversos investidores pelo Brasil e até de fora.

Muitos me questionam a minha filosofia de investimento. Querem entender como eu trato de assuntos inerentes a análise técnica e gráfica e ao mesmo tempo publico artigos relacionados com economia e fundamentos das empresas. Ainda acreditam que existe um abismo entre as escolas técnica/gráfica e a fundamentalista. E que uma não pode andar junto com a outra.

Em agosto do ano passado, já havia publicado um artigo ( AT x AF – A eterna briga ) onde abordava minha maneira de pensar.

Voltando ao assunto, enfatizo que é obrigação de todo bom investidor usar todas as armas que puder para remunerar de forma eficiente seu capital. O importante é definir o horizonte de investimento e os objetivos.

Se quero ficar pouco tempo posicionado no mercado, de nada adianta eu conhecer que tipo de produto a empresa que comprei comercializa ou se o balanço apresentou números positivos no último trimestre. Olhando “apenas” para os gráficos posso identificar a psicologia de massa e tentar segui-la.

Por outro lado, se o meu objetivo visa o longo prazo, por que motivo eu olharia um gráfico de 15 minutos e estudaria indicadores intraday ? Não teria a menor importância. Me preocuparia sim, em fazer um profundo estudo sobre todos os aspectos que envolvem o negócio e os números da companhia que estou comprando.

Agora, dependendo do tamanho da carteira de cada um, é totalmente possível conciliar uma estratégia de acumulação visando um objetivo de longo prazo e operações especulativas de curto prazo (daytrade e swing trade).

Carteiras muito pequenas (abaixo de 50k) não devem operar exclusivamente especulando no mercado. No longo prazo, dificilmente conseguirão bater um benchmark tradicional como o CDI.

Após montar uma carteira de boas empresas que podem remunerá-lo através de dividendos e lançando opções, o investidor pode tentar maximizar os ganhos com a especulação. Para isso, é importante que as duas estratégias estejam muito bem definidas. Jamais comprar objetivando uma operação de swing trade (1-2 semanas) e depois transformá-la em uma de longo prazo, e vice-versa. Com o tempo, o indivíduo perde o controle emocional necessário e o prejuízo pode ser grande.

Essa é  a minha filosofia de investimento. E a sua ? Se baseia em que premissas ? O espaço do blog está sempre aberto.

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Turtle Soup Plus One

Publicado em 20.05.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias

A algum tempo, publiquei aqui no blog, um artigo sobre a estratégia Turtle Soup criada por Laurence Connors e Linda Bradford. Agora trago um complemento a tartesta mesma estratégia, com um “plus” a mais, como fizeram questão de denominar os mesmos autores.

Importante que o visitante leia o artigo anterior, para que tenha o entendimento completo.

O gráfico abaixo é o das ações preferancias do Bradesco (BBDC4). Podemos observar que no dia 20/03, o ativo fez uma mínima nos 31,86 reais. Seis pregões depois (dia 28/03) realizou um nova mínima ainda menor nos 31,46. O círculo rosa no canto superior esquerdo representa a vigésima barra contando desta última mínima do dia 28/03.

BBDC4

BBDC4 – Gráf. Diário

Pois bem, vamos agora para as regras da estratégia :

1- No dia 28/03 encontramos uma nova mínima dos últimos 20 dias (seta azul clara). Quanto mais baixa, melhor.

2- A mínima anterior (20/03) deve ter ocorrido, pelo menos 4 barras antes desta atual (seta verde).

3- É colocada uma ordem start de compra no dia seguinte, um pouco acima  da mínima anterior. A compra é válida apenas para o dia seguinte depois da nova mínima. Caso a ordem não seja executada neste dia, a operação deve ser desconsiderada.

4- Se a ordem for executada, colocar imediatamente uma ordem de stop loss um pouco abaixo da nova mínima. (linha vermelha)

5- Se o trade caminhar a nosso favor, é  recomendado realizar o lucro parcial entre o segundo e o sexto dia após a entrada. E consequentemente utilizar uma estratégia de trailing stop (Parabolic ou Hilo, por exemplo) afim de garantir os lucros no restante da posição.

Podemos observar que neste mesmo gráfico da BBDC4, teríamos outras duas entradas utilizando esta estratégia. Uma no dia 10/03 e outra no dia 17/03 (setas marrons). Em ambas o mercado confirmou uma alta no dia seguinte.
Vale a pena, somente ressaltar, que esta é uma operação de curto prazo. Portanto o trader precisa não ser ganancioso e respeitar seu time frame, realizando o lucro assim que puder.

A principal diferença entre a estratégia Turtle Soup e a Turtle Soup Plus One, consiste na disponibilidade de tempo e na paciência do investidor.

A segunda permite que o trader possa fazer uma análise com calma após o fechamento do pregão e se programar para o dia seguinte. Já a primeira estratégia exige um acompanhamento real time.

IMPORTANTE: O uso do money management em operações deste tipo, meramente especulativas, é fundamental. Utilize algum algoritmo de manejo do capital evitando correr grandes riscos financeiros para a carteira.

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Desvendando o PL

Publicado em 13.03.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques

lucro

Muitos investidores encaram a análise fundamentalista de uma empresa olhando apenas para o PL.

É verdade que no passado a influência do PL na tomada decisão foi mais significativa. Hoje em dia, com a propagação de outras abordagens (fluxo de caixa, valuation, etc) a relação Preço/Lucro perdeu um pouco do seu encanto.

Basicamente, o índice é a divisão do lucro por ação de uma empresa (ou seja, o lucro dividido pelo número de ações que a companhia possui) pela cotação do papel no mercado. A idéia é avaliar se o papel está barato em relação ao lucro que a empresa apresenta e que vai para o bolso do acionista na forma de dividendos ou ao ser incorporado ao patrimônio da empresa. Assim, se uma empresa tem um lucro de R$ 50 por ação e cada papel é cotado a R$ 100, seu P/L seria 2 vezes (100 dividido por 50). Como o lucro é anual, de maneira simplista, poderia-se inferir que a empresa em dois anos retornaria ao investidor o valor pago pela ação.

Mas é importante deixar claro, que o PL não deve ser usado isoladamente. Olhando apenas o indicador, não é possível definirmos sobre um investimento.

Nem sempre um PL baixo significa uma boa oportunidade. O famoso especialista em investimento Aswath Damodaran em seu livro “Mitos dos Investimentos“, sentencia: “Uma estratégia baseada apenas nos baixos múltiplos Preço/Lucro pode ser perigosa”. Damodaran admite que as evidências do mercado confirmam que as ações com P/L baixo apresentam desempenho maior que as de P/L elevado. Mas quando são incluídos na análise outros dados, a conclusão é que o P/L baixo pode ser também um indicador de risco elevado e taxas futuras de crescimento baixas.

De qualquer forma a relação Preço/Lucro continua sendo muito usada pelas instituições financeiras / corretoras aqui no Brasil. Inclusive se calcularmos o PL das principais ações brasileiras depois da crise subprime é possível encontrar ótimas oportunidades. Mas é bom lembrar que outros critérios devem ser usados em conjunto com o PL, para uma tomada de decisão mais embasada.

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