O perigo dos derivativos cambiais
Publicado em 15.10.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Informações, Opinião
Os derivativos cambiais representam hoje o maior risco das empresas brasileiras. E infelizmente este risco não é restrito apenas as companhias exportadoras, que tradicionalmente utilizam essa ferramenta. Muitas empresas (não exportadoras) resolveram especular no câmbio visando aumentar seus lucros.
Nessa operação de alto risco, chamada “target forward”, a empresa aposta duas vezes que o real vai se valorizar. Fica vendida em dólar futuro duas vezes. Primeiro, vende o dólar para o banco no mercado futuro – uma tradicional venda de dólar a termo, com cotação prefixada. Essa transação pode não representar exposição a risco cambial se for casada com uma receita em dólar que a empresa tiver a receber.
Porém, na operação realizada pelas empresas, elas vendiam o dólar de novo para o banco no futuro, por meio de uma transação mais arriscada: a venda de uma opção de compra. Nela, o banco paga um valor à empresa para ter o direito de comprar o dólar a uma cotação pré-estabelecida no futuro. Os riscos foram assumidos porque as empresas não acreditavam que o dólar subiria tanto no curto prazo a ponto de ultrapassar a cotação alvo e porque conseguiam ganhos maiores do que no dólar a termo, embora estes tivessem um limite e as perdas, não.
Sadia, Aracruz e o Grupo Votorantim já anunciaram perdas com os derivativos cambiais. Mas no mercado comenta-se que muitas empresas estão com o mesmo problema. Elas preferem esperar uma volta na cotação do dólar ao invés de zerar as posições e lançar as perdas expressivas nos balanços.
Sem dúvida, uma decisão muito arriscada. Se o dólar disparar de novo, a única alternativa para estas companhias será a via judicial, ou seja, processando os bancos que venderam os ativos ( A Aracruz já seguiu este caminho).![]()
Além disso é importante lembrar que as empresas brasileiras estão remando contra a maré. Apesar de nos últimos dias os estrangeiros (hedge funds) realizarem parte dos lucros, eles continuam fortemente comprados no dólar futuro da BMF (veja gráfico ao lado).
O mais impressionante é que a ajuda pode vir de onde ninguém esperava. O presidente Lula sinalizou com a intenção de ajudar através de empréstimos as empresas com problemas em operações de câmbio. Quem diria… nosso presidente tão crítico quando o assunto é a jogatina de Wall Street, dando uma mãozinha para os especuladores tupiniquins.

O mercado vive uma irracionalidade nunca antes vista. Mesmo diante deste cenário desolador, muitos analistas procuram encontrar algum sinal que represente um indício de desfecho. Não importa se usando gráficos e tendências, preços oscilantes de ativos e commodities, discursos econômicos e atas de bancos centrais, múltiplos e balanços. O que se vê é a busca incessante por tentar racionalizar os movimentos recentes dos ativos.
Vivemos um momento único. Estamos presenciando uma das mais graves crises financeiras da nossa história. Como investidor/trader estamos diante de uma experiência fundamental para a nossa formação.
Estratégias usando a relação entre o preço e o lucro por ação são muito comuns entre os investidores seguidores da análise fundamentalista.
Sei que pode parecer para muita gente loucura… sei que diante das últimas semanas de queda, alguns podem achar que eu surtei… sei que olhando para a crise das commodities, muitos vão achar minha opinião sem cabimento… mas… acho que este é o momento ideal para entrar no mercado.
Recentemente venho apresentando as posições em aberto na cblc das principais ações do nosso mercado. No caso específico da VALE5, pudemos comprovar na semana passada a forte movimentação nos papeis alugados da empresa (
Talvez esta represente a mais antiga e conhecida estratégia de investimento. Em uma tradução ao pé da letra: “Compre e segure”. Simples e segundo muitas estatísticas a mais eficiente metodologia do mercado.









