A âncora do mercado
Publicado em 07.04.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião
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Queria agradecer a grande participação dos leitores do blog na promoção do Acerte o Ibov. Até o momento foram muitos os lances para a pontuação do Ibov no dia 30/04. Ainda falta bastante tempo para o encerramento da promoção, faça também a sua aposta…
Pensando e olhando para os números já enviados, fiquei imaginando de que forma e que tipo de análise o investidor/trader usou para projetar a cotação do índice no final do mês. Independente da forma, com certeza esse número representa uma expectativa pessoal do indivíduo. Uma espécie de âncora, um referencial.
Até o momento, posso afirmar que os amigos do blog estão muito otimistas. A grande maioria espera o índice próximo ou acima do patamar atual.
Sem dúvida, esse resultado preliminar é reflexo da alta recente. Em finanças, estudos demonstram que o retorno de uma aplicação no período anterior influência as estimativas de desempenho futuro.
Um exemplo é a dificuldade que temos de identificar a formação de uma bolha especulativa. Ao comprarmos um ativo que se encontra sobrevalorizado, tomamos esse patamar apreciado como referência de valor e o associamos a um preço justo, visível e praticado pelo mercado. Quando a bolha estoura, percebemos que fizemos uma avaliação equivocada.
A âncora, definida por cada participante da promoção, é uma tentativa de abreviar o processo decisório. No caso da âncora, selecionamos uma estimativa inicial e, então, a ajustamos à medida que recebemos informações. Isso nos permite focalizar a atenção em uma pequena quantidade de dados. Em várias situações, essa dinâmica gera boas estimativas. Problemas surgem quando usamos âncoras irrelevantes, ou quando os ajustes feitos são insuficientes para nos aproximar da realidade.
Em resumo, muito mais importante que escolher um tipo de metodologia de análise, ao tentar acertar o ibov, o investidor deve fazer um levantamento amplo do mercado, resistindo à influência dos primeiros preços que tiver contato. Isso permite uma avaliação mais abrangente do espectro de valores. Uma âncora será inevitavelmente formada. Porém, o investidor terá sua âncora formada com base em uma coleta representativa do universo de flutuação esperado, reduzindo a chance de ficar preso a uma falsa âncora e, literalmente, “afundar com ela”.
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Atualmente mais de 50 empresas listadas na bolsa de valores de São Paulo aderiram à programas de recompra de ações. O principal objetivo destas empresas é sinalizar ao mercado confiança no próprio negócio e indicar que os papéis estão abaixo do valor justo. Essa pelo menos é a alegação mais comum.
Quando pensamos em formar uma carteira de longo prazo e de acumulação o fator principal e talvez mais difícil seja o de escolher os ativos que irão compor nosso portfólio. Muitos investidores buscam dicas através de amigos, sites, blogs ou até mesmo nas corretoras onde operam.
Mesmo sabendo que toda unanimidade é burra, parece inquestionável para a maioria dos especialistas do mercado que o ano de 2009 será um ano muito difícil para a economia mundial. E falando de bolsa a tendência é que também tenhamos muitas dificuldades.
O questionamento proposto no artigo anterior se resume ao debate de idéias entre a teoria de dois gurus da história econômica mundial: John Maynard Keynes e Milton Friedman.
Essa semana a BM&F Bovespa lançou 3 fundos de índices, os chamados ETF’s (Exchange Traded Funds). Esses fundos, muito populares no mundo todo, visam obter desempenho semelhante à performance de determinado índice de mercado, para tanto, suas carteiras replicam a composição desse índice.
Pensar na bolsa como um investimento de longo prazo, é sem dúvida uma das abordagens mais prudentes que um investidor pode tomar. Mas é preciso que fique bem claro, o que se entende por longo prazo.









