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O trader-torcedor

Publicado em 13.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias

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torcedor Recentemente um cliente me relatou o seu dilema sobre a aplicação ou não de um stop nas operações de curto prazo (especulativas) que ele possuía e que ainda estavam abertas no mercado. Como de costume, manifestei minha opinião, enfatizando que ele não deveria mudar a estratégia definida antes de comprar o ativo. Se o stop já havia sido determinado, ele deveria ser respeitado.

Depois de já ter colocado os recursos “em jogo”, o trader não pode virar torcedor !

Este exemplo do meu cliente é um dos motivos que nos leva a questionar a racionalidade do investidor. Por que não avaliamos devidamente todos os fatos disponíveis antes de tomar decisões em relação ao nosso dinheiro? Por que nos resulta tão difícil realizar prejuízos? Por que permanecemos reféns de uma decisão errada?

Estas, são algumas questões, que estão norteando uma nova escola no campo das finanças: a das finanças comportamentais. Na seção Livros existem algumas indicações sobre o assunto.

Quando olhamos para um gráfico e ainda não enviamos a ordem para a corretora, nossa análise parece clara, precisa e quase infalível. Temos um excesso de confiança. Superestimamos nossa habilidade de prever eventos de mercado. Acreditamos que temos  um faro infalível, o famoso “feeling”, e que podemos antecipar o movimento dos preços.

Pois bem, realizamos a operação. Agora, o trade não caminha como gostaríamos. Precisamos encerrar a posição, porque os preços alcançaram nosso stop, mas nós não o fazemos. Acreditamos que nossa estratégia vai funcionar e que ocorreu apenas uma “pequena falha na curva”. Um grande prejuízo parece inevitável.

De fato, o ser humano é otimista em relação às suas crenças, sejam elas quais forem. Mas isto é particularmente perigoso quando falamos em investimentos, pois leva o indivíduo a superestimar sua habilidade como investidor e subestimar os riscos envolvidos. Pior ainda, uma vez tomada a decisão errada, ela é mantida por tempo demais.

Portanto, não insista. Reconhecer o erro é bem mais doloroso que perder dinheiro. A ferramenta “stop-loss” é um importante mecanismo de gerenciamento de risco que põe um freio no trader-torcedor em momentos de grande volatilidade.

As considerações acima mostram o quanto somos vulneráveis na hora de tomar decisões. Quando decidir especular no mercado, tente definir, da melhor maneira possível, qual é o seu grau de aversão ao risco, diversifique, defina seu ponto de “stop-loss” e respeite-o. Tomar uma decisão de investimento errada faz parte, todos já passamos por isso. Insistir nessa decisão achando que está certa e a grande armadilha.

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As perguntas cruciais de um trader

Publicado em 04.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias

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42-22230794Operar no mercado exige do trader uma série de qualificações específicas. Engana-se aquele que acha que criando um sistema que lhe forneça um sinal de entrada terá alcançado o sucesso. A atividade de comprar e vender ativos, com o objetivo de obter um lucro maior que seus custos, é uma tarefa bem mais complexa que pode parecer. Aspectos relacionados a psicologia, muitas vezes difíceis de serem mensurados e portanto muito relativos, moldam essa profissão que fascina e muitas vezes ilude o indivíduo mais ansioso e despreparado.

Apesar da complexidade, acredito que o ponto de partida de todo trader deve ser responder a algumas perguntas cruciais, que permitirão identificar o perfil e a aptidão ao risco de cada um. Além disso, não se surpreenda se no final do questionário perceber que “infelizmente” esta profissão não foi feita para você. É preciso ser realista nas respostas, evitando assim maiores danos no futuro. Vamos as perguntas, então:

Quanto capital você tem?

    Especular no mercado com pouco capital é totalmente inviável. “Tradar” com menos de 40k no mercado a vista é suicídio no longo prazo. Quanto mais dinheiro você tem, mais opções existem para ganhá-lo. Aumenta o poder de diversificação e diminui o risco.

Quanto quer perder?

    Essa é uma pergunta chata, mas muito importante. Ninguém quer pensar nas perdas antes de entrar no jogo, mas definir uma porcentagem de seu patrimônio que está disposto a colocar em risco é fundamental. Se perder mais que suporta perder, vai doer, e muito. Então, se não quer perdê-lo, não o arrisque. O mercado não perdoa erros de julgamento.

Quanto quer perder em cada operação?

    Depois de definir o máximo que pretende perder, chegou a hora de se concentrar na porcentagem que está disposto a sacrificar em cada operação. A maioria dos traders utiliza percentuais que variam entre 2 e 10, dependendo da aptidão ao risco e das características dos sistemas utilizados.

Qual mercado quer operar?

    Importante escolher bem o mercado que você vai investir. Afinal de contas, operar no mercado de futuros onde as posições são alavancadas, pode ser bem diferente que no mercado de ações. Neste caso o tamanho do capital e o perfil do investidor são relevantes para a escolha correta.

Quanto tempo você tem disponível ?

    Esta é uma das questões mais desprezadas pelo trader iniciante. Na maioria das vezes, o iniciante quer ser um day-trader mas não pode acompanhar o mercado de maneira full-time. É inevitável, o sistema que o trader escolher deve ser compatível com o tempo disponível. Day-traders passam o dia todo na frente da tela do computador. Quem opera tendências semanais tem mais tempo para pensar e se organizar.
    Vale notar também que o estresse é inversamente proporcional à duração média das operações.

Acredito que o trader que responder honestamente a estas perguntas antes de colocar “a mão na massa”, estará mais preparado e conseguirá sobreviver por mais tempo no mercado. Não adianta queimar etapas e se deixar influenciar pela opinião de outros traders. Tenha um objetivo realista e dedique o máximo de tempo disponível para o aprendizado.

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A estratégia “Key Buy”

Publicado em 28.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias

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Seguindo a tradição do blog, de apresentar técnicas operacionais dos maiores traders do mundo, hoje trago para vocês a estratégia “Key Buy”, de Oliver Velez e Greg Capra.

No livro, “Tools and Tatics for the Master Day Trader – Battle-Tested Techniques for Day, Swing and Position Traders”, os autores enfatizam que escolher o momento certo de abrir uma posição é o principal fator para obter sucesso no mercado. Segundo Velez e Capra, identificando o timing correto de entrada, 85% da operação já foi realizada. Os outros 15% ficariam a cargo da gestão de risco e da realização de lucro.

Confesso, que pela minha experiência achei exagerada a importância dada ao timing de entrada. Sem dúvida, acertar o ponto correto de comprar um papel é importante, mas, na minha opinião, o que diferencia um trader de sucesso de outro com resultados negativos é a correta administração do capital, controlando os riscos e alocando de forma racional os recursos em cada trade.

Mas vamos voltar a estratégia “Key Buy”, objeto deste artigo.

Critérios da estratégia:

1- Nova máxima – O primeiro critério que deve ser observado, é que o preço tenha feito uma nova máxima. A idéiaa é identificar um movimento forte e que a força compradora tenha sido agressiva. Para isto, os autores recomendam que o papel não tenha feito uma nova máxima nas 8 barras anteriores.

2- Três ou mais máximas consecutivas decrescentes – Neste critério, o papel precisa começar um processo de correção apresentando 3 ou mais barras com a máxima inferior a máxima do dia anterior.

Setup de entrada:

3- Comprar o ativo no momento que os preços superarem a máxima da barra anterior.

Veja no exemplo abaixo, a aplicação da estratégia “Key Buy”.

PETR4

PETR4 – Gráfico Diário

O stop inicial fica localizado um pouco abaixo da última barra que realizou uma máxima decrescente. Caso a operação tenha sucesso é aconselhável usar uma estratégia de trailing stop.

Velez e Capra ressaltam que a estratégia pode ser aplicada em qualquer time frame. Inclusive para operações de day trade. Neste caso, os autores apresentam uma técnica de como lidar com os gaps, muito frequentes nos gráficos intraday. Se houver interesse dos amigos aqui do blog, posteriormente posso escrever um novo artigo sobre o assunto.

Importante:

O uso do money management em operações deste tipo, meramente especulativas, é fundamental. Utilize algum algoritmo de manejo do capital evitando correr grandes riscos financeiros para a carteira.

Esclarecimento:

A minha intenção com a apresentação destes patterns, não é incentivar o uso indiscriminado destas estratégias. Não quero vender a idéia que se trata de um setup infalível. Meu desejo é acrescentar informação para você trader e/ou investidor. E mais, sei que muitos que visitam o blog, tem muito a contribuir. Portanto fica aqui o convite: comente os artigos e debata as idéias, com certeza todos nós vamos ganhar muito com isso.

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Intenções veladas

Publicado em 23.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião

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velada Ontem, tivemos o estrategista do Morgan Stanley, Jason Todd, prevendo que o mercado vai subir ainda mais este ano e que consequentemente o S&P500 deve atingir os 1100 pontos. Ainda esta semana, estrategistas do Goldman Sachs e do Credit Suisse, elevaram a projeção para o S&P 500 no final do ano para 1.060 e 1.050 pontos, respectivamente.

Mas o que representam estas previsões para o investidor pessoa física que opera aqui no Brasil ? Sem dúvida, não podemos desconsiderar estas opiniões se pensarmos na grande estrutura de research que estas instituições possuem.  A força de análise destes bancos é tão grande que lhes confere inclusive o sugestivo apelido de “senhores do mercado”. Os relatórios períodicos servem como um bom retrato de uma empresa e/ou de um setor.

Afinal de contas, hoje em dia, todo investidor procura uma bússola que o ajude a navegar no mar agitado do mercado, cercado por gráficos e tendências, preços oscilantes de ativos e commodities, discursos econômicos e atas de bancos centrais, reviravoltas geopolíticas e balanços instáveis. Sem alguém para seguir, o investidor comum pode entrar em paranóia, diante de um ambiente de volatilidade e risco, onde muitas vezes as decisões devem ser tomadas rapidamente.

Por outro lado, é importante fazer outras considerações sobre estas instituições que vem suprir a ânsia do investidor de saber se deve comprar ou vender diante das incertezas. Afinal de cotas, ninguém melhor do que estas grandes corretoras internacionais para saber como irá reagir a manada depois de um relatório. Sendo mais direto… nada melhor recomendar compra quando se quer vender e vice-versa. A arapuca do segundo “investiment grade” em meados do ano passado é um excelente exemplo desta estatégia (veja o artigo, clicando aqui, onde explico como isso ocorreu).

Muitos estudiosos da psicologia financeira afirmam que euforia e medo são respostas inatas humanas que se repetem ao longo das gerações. E que portanto, não aprendemos com a experiência. O investidor pessoa física deve estar atento para perceber estes fenômenos e evitar prejuízos causados tanto pelo pânico ou euforia da massa quanto pela  manipulação dos indicadores através dos relatórios e pareceres feitos pelos “senhores do mercado”.

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Inverse ETF’s

Publicado em 16.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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Antes de mais nada, é importante frisar que os ativos que vou mostrar são (infelizmente) exclusividade do mercado americano.

Os chamados ETF’s (Exchange Traded Funds), ou fundos de índices, começaram a ser negociados no Brasil, no final do ano passado, e buscam obter o retorno de determinado índice e as cotas são negociadas na Bolsa (já escrevi sobre eles, neste artigo). Mas os Inverse ETF’s ainda não “aterrizaram” aqui no nosso mercado.

Os Inverse ETF’s são fundos que reproduzem uma posição de venda a descoberto, ou contrária, a um índice, um setor industrial, uma commodity, bonds, etc. Aqui no Brasil, se um pequeno investidor quiser ficar “short” em bancos, precisa vender uma carteira de ações, alugar os papéis, oferecer garantias e assinar contratos. Nos EUA, ele clica no computador e compra um fundo que faz isso tudo e negocia como se fosse uma ação. É facílimo e as pessoas podem comprar siderurgia, vender mineração, comprar bonds e vender ações de empresas pequenas ou estrangeiras ou emergentes etc.

Por isso, não é de se estranhar que hoje em dia 40% das operações realizadas na bolsa de NY são através de fundos ETF’s. E esse percentual continua crescendo.

Os Inverse ETF’s são também conhecidos como “Short ETF” ou “Bear ETF”. Abaixo, eu apresento dois tipos de Inverse ETF’s, juntamente com os índices que os originaram:

inversesp500

sp500

Inverse ETF 2x S&P500

S&P500

inverserussell

russell

Inverse ETF 2x Russell 2000

Russell 2000

É fácil perceber a correlação negativa existente entre os gráficos.

Para aqueles investidores aqui no Brasil que tem o costume de inverter o gráfico, visando operar no campo vendido, a disponibilidade deste tipo de ativo, sem dúvida, facilitaria muito o trabalho. Só nos resta esperar que a Bovespa se interesse em desenvolver este produto por aqui. Infelizmente, se depender da baixissima liquidez dos ETF’s atuais na nossa bolsa, o interesse pode demorar a chegar.

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Uma boa opção

Publicado em 14.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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bullbear Em outra ocasião já tratei da operação de aluguel de ações aqui no blog, mas agora com as novas taxas da BMF&Bovespa, resolvi voltar ao assunto. Este tipo de operação é destinada para os investidores de longo prazo, que possuem uma boa carteira de ações e não pensam em vender tão cedo.

Desde Maio deste ano, os investidores de ações que decidirem colocar os papeis da carteira para serem alugados, além de receber a taxa do aluguel, recebem um adicional pago pela bolsa, de 0,05% ao ano. Sem dúvida, não trata-se de um grande percentual, mas diante do cenário de queda de juros da economia, a taxa aparece como uma boa opção de ganhos extras.

Outro ponto positivo para este tipo de operação, consiste na isenção do pagamento da taxa de custódia. Vale lembrar, que a partir de Maio, carteiras acima de 300k pagam uma taxa mensal de custódia que varia dependendo do montante total (veja a tabela completa, clicando aqui). Alugando as ações, o investidor fica isento desta cobrança.

As operações de aluguel não trazem riscos para o investidor, já que a garantia da negociação é da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), que funciona como contraparte. No site da instituição inclusive (www.cblc.com.br), podemos acessar o valor das taxas que estão sendo negociadas para cada papel. As corretoras normalmente informam o valor de cada taxa para o investidor, mas é altamente aconselhável que o investidor acesse o site da cblc e saiba quais foram os últimos percentuais negociados.

Há dois tipos de contrato de aluguel: o que pode ser revertido a qualquer momento e o não reversível, o mais comum, que prevê a devolução apenas no vencimento. O prazo é determinado pelo doador, mas normalmente o prazo médio é de 60 dias.

Vale lembrar, que quem cede as ações continua tendo direito aos dividendos, juros sobre capital próprio e bonificações e, que no final do contrato, recebe os papéis de volta pela cotação do dia.

Ações muito líquidas são as mais procuradas, mas também são as que pagam as menores taxas. Papeis da Petrobras e da Vale por exemplo, hoje em dia pagam menos de 0,4% ao ano. Nestes casos, na minha opinião, o aluguel pode não ser muito interessante. Já que tanto a PETR4 como a VALE5, possuem uma boa liquidez nos seus derivativos, permitindo outras estratégias de remuneração da carteira.

Por fim, é importante comentar, que os ganhos auferidos no aluguel das ações já são tributados na fonte pelo imposto de renda e que, assim como ocorre nos investimentos de renda fixa,  a tabela de alíquotas usada é a regressiva (até 6 meses – 22,50%, 6 a 12 meses – 20%, 12 a 24 meses – 17,50% e acima de 24 meses – 15%).

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Algoritmos na bolsa de valores

Publicado em 02.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Colaboradores, Destaques, Estratégias

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form Trabalho na bolsa como daytrader/scalper em full time. Graças a este trabalho diário de dedicação de mais de 10 horas diárias, quase que sem intervalos, tenho a oportunidade de prestar a atenção em vários padrões de negociação. O que eu tenho notado é que as corretoras, principalmente estrangeiras operam sempre com cinco padrões de operações automáticas bem definidos(Algoritmos). Estes algoritmos aplicados por determinado período de tempo (de 5 min até pelo dia todo) alteram significativamente o preço dos ativos. Na prática eles fazem os preços. É, meu amigo leitor, a coisa é mais em baixo. Em função destas observações, pesquisei mais profundamente o assunto. Abaixo vão algumas das conclusões.

Conceito

Muitas definições podem ser dadas à palavra algoritmo. Atualmente, tem-se associado o termo algoritmo à computação, mas este não é um termo restrito à computação ou que tenha nascido com ela.

Vejamos algumas definições de algoritmo:

  • Um procedimento passo a passo para a solução de um problema.
  • Uma seqüência detalhada de ações a serem executadas para realizar alguma tarefa.

Assim, por exemplo, as ações que são necessárias para se fazer um balancete, constituem

um algoritmo. Outro exemplo clássico de algoritmo é a descrição de uma receita de culinária.

Algoritmos em Computação

Imagine se você fosse pedir para um computador/robô abrir uma porta. O que aconteceria? Para o computador/robô conseguir abrir a porta você teria que colocar uma série de comandos em seqüência para que ele executasse um por um até abrir a porta.
Ex: 1o – Levante, 2o Vire-se 30 graus para a direita, 3o Dê 5 passos para frente, 4o levante o braço 25 cm,5o coloque a mão na maçaneta, 6o Gire a maçaneta 90 graus no sentido anti horário, 7o Puxe a porta.
A maquina precisa receber todos os passos de um processo para conseguir executa-lo, como se fosse uma receita. Isso é algoritmo aplicado a computação.

Aplicação em Bolsa de Valores

“O que acontece, de modo geral, é que as empresas criam determinadas estratégias, montam programas baseados em algoritmos e automaticamente eles disparam ordens dentro da estratégia estabelecida, ou de compra ou de venda, diretamente no book de preço da bolsa”, detalha Edison Marcelino, diretor de renda variável da corretora Finabank.

As vantagens dos algoritmos

Um exemplo clássico de algoritmo é o chamado VWAP (Volume Weighted Average Price), que busca preços médios de ativos no mercado. Por exemplo, supondo que um cliente peça a uma corretora que venda R$ 500 milhões de ações da Petrobras. Caso isso seja feito de um dia para o outro, derrubará o mercado. Então o que o algoritmo faz é analisar o mercado e executar as ordens em cima de uma lógica matemática buscando o preço médio e otimizando os ganhos. Os algoritmos são desenvolvidos para diferentes tipos de estratégia, como arbitragens entre ações e opções, compra e venda de volatilidade e operações de fluxo de um ativo. Para cada tipo de estratégia (compra/venda) há um algoritmo automático de negociação. As corretoras estrangeiras que operam com grande volume só operam desta forma.

Algoritmo para Pessoa Física

Essa não é uma operação para pessoa física. Como a margem é muito pequena, o volume financeiro deve ser substancial para poder rodar um algoritmo desses. “Ele não funciona com R$ 1 milhão, ele vai funcionar com R$ 100 milhões, os custos envolvidos neste processo são muitos altos, distanciando ainda mais o investidor de varejo.

Tipos de Algoritmos Utilizados

Entre os algoritmos mais usados, e que já estão adequados aos padrões nacionais, estão TWAP, VWAP, Volume Participation, Best Offer e SpredMaker. Para entender um pouco melhor, abaixo uma breve explicação da funcionalidade de cada um:

  • TWAP: algoritmo desenvolvido para fazer parcelamento de ordens de forma regular em intervalos de tempo pré-determinado. Evita deslocamento do mercado. Também diminui a volatilidade do papel.
  • VWAP: algoritmo desenvolvido para fazer parcelamento de ordens de forma a negociar de acordo com o volume negociado no mercado, buscando o preço médio do intervalo.
  • Volume Participation: possibilita ao investidor participar da movimentação do mercado com percentuais pré-designados de acordo com o volume de negociação que o papel apresenta.
  • Best Offer: o nome já define sua função. Ou seja, o investidor sempre estará posicionado com a melhor oferta de compra ou venda de um determinado papel. Ele aguarda a movimentação do mercado e se posiciona de acordo com valores de momento.
  • SpreadMaker: possibilita executar spreads entre quaisquer ativos. Serve para montar diversos tipos de operações financeiras como financiamento, reversão, travas e borboleta, entre outros.

Espero ter esclarecido e colaborado um pouco mais para o conhecimento geral dos traders que acompanham regularmente o blog do Christian.

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Artigo escrito pelo colaborador Francisco Zanette.

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Olhando os indicadores fundamentalistas

Publicado em 23.06.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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Se você é apenas um trader, este artigo com certeza não terá muita relevância. Muito provavelmente, suas análises se concentram nos gráficos e conhecer alguns indicadores fundamentalistas pode parecer completamente desnecessário.

De qualquer forma, assim como já venho fazendo desde a criação do blog, insisto na idéia de que é totalmente possível associar a escola fundamentalista à escola gráfica, e assim buscar a formação de uma carteira de investimento mais rentável. Elaborar uma carteira de longo prazo, usando uma análise baseada nos múltiplos e identificar o momento de entrada e saída através das configurações gráficas, me parece o modelo ideal de abordagem. Somado a isso, podemos direcionar uma parte do nosso capital para operações especulativas, utilizando trading systems e estratégias quantitativas, visando maximizar e proteger nossa carteira em momentos de alta volatilidade.

Pensando desta forma, apresento abaixo três indicadores fundamentalistas que julgo serem importantes ao analisarmos uma companhia:

  • Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RPL ou em inglês, ROE) – Este indicador mede a lucratividade da empresa, através do retorno sobre o patrimônio líquido. Para calcular o ROE, pegue o lucro líquido (o dinheiro que sobra depois que todas as despesas são pagas), encontrado na Demonstração de Resultados, e divida, pelo patrimônio líquido total dos acionistas (quantidade de ativos que a empresa possui, menos todos os passivos), encontrado no balanço patrimonial.
    Além de oferecer ao investidor uma visão do retorno que a empresa é capaz de alcançar em relação ao patrimônio líquido, o ROE permite aos investidores compararem empresas lado a lado, independente do porte ou do setor. Desta forma, é aconselhável que os investidores se concentrem em empresas que produzam altos ROEs e que apresentem tendência ascendente ao longo dos últimos anos.
  • Margem Líquida – A margem líquida é o percentual do lucro para cada real obtido nas vendas. Para calcular a margem líquida, pegue o lucro líquido (o dinheiro que sobra depois que todas as despesas são pagas) e divida pelas vendas líquidas, também conhecida como receita.
    As empresas com vantagem competitiva devem ter médias de margem líquida mais alta que a do setor. Analisar apenas o resultado de um ano significa muito pouco. É importante acompanhar a evolução da margem, durante, pelo menos, os últimos cinco anos.
  • Margem Operacional – A margem operacional mostra quanto sobrou para a empresa de cada real obtido das vendas ou receita depois de pagar todas as despesas de administração do negócio (custo do produto vendido, despesas administrativas, eletricidade, aluguel, folha de pagamento, etc.).
    Importante escolher empresas que tenham alta margem operacional, assim em momentos de contração da economia ou quando ocorrerem aumentos significativos nos insumos, elas podem ser mais flexíveis no preço.

Sem dúvida, olhar isoladamente para estes indicadores, não quer dizer muita coisa. Outros números do balanço também precisam ser analisados. Além disso, examinar a administração da companhia, conhecer a concorrência/setor e ter uma visão macro-econômica do país e do mundo, são fundamentais antes de pensarmos em fazer uma alocação do nosso capital em uma carteira de longo prazo.

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Os pontos principais de um trading system

Publicado em 18.06.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias

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Dando continuidade ao artigo da semana passada sobre a importância de um trading system, hoje eu apresento os cinco pontos principais para a elaboração de um plano operacional. São eles:

  1. Elaboração de um conceito
  2. Transformar o conceito em uma série de regras objetivas
  3. Visualizar o conceito nos gráficos
  4. Testar o sistema
  5. Analisar os resultados

trading1- Elaboração de um conceito – A idéia neste primeiro ponto é desenvolver uma idéia operacional, utilizando os conceitos da análise técnica tradicional. Podemos acompanhar o comportamento das médias móveis, a configuração dos osciladores ou a formação de patterns gráficos. Não importa. O fundamental é que se elabore um plano objetivo e claro.

De preferência é interessante analisar outros trading system já criados, tentando identificar os pontos fracos e fortes. A maioria dos trading systems de sucesso são aqueles que seguem uma tendência, os chamados trend followers.

É importante que o trading system se adeque à personalidade e ao tempo disponível do operador. De nada adianta, elaborar um sistema no gráfico de 5 minutos, para um indivíduo ansioso e que não tenha tempo de acompanhar o mercado full-time.

O sistema deve ser repetitivo e objetivo. Optando por uma abordagem trend-follower, é importante que os trends estejam em tendência primária, deixando a operação fluir e assim maximizando os ganhos. A idéia deve ser que o trading-system traga resultados no médio-longo prazo e que portando tenha uma expectativa positiva.

Identificar um ponto de entrada é difícil, mas programar o momento certo de sair é bem mais difícil e mais importante. O ponto de entrada normalmente segue uma regra lógica e clara, a definição do encerramento do trade exige uma atenção à outros aspectos, como cortar as perdas e o que fazer com os lucros acumulados. Particularmente, prefiro sistemas que não invertam a posição automaticamente. Ou seja, prefiro fechar uma operação aberta anteriormente, antes de emitir uma nova ordem na direção contrária.

Quanto mais se trabalhar para otimizar o ponto de saída, maior será o retorno e menor serão os riscos assumidos.

2- Transformar o conceito em uma série de regras objetivas – Esse ponto é  crucial. É importante que consigamos traduzir o conceito desenvolvido na primeira etapa em regras claras e objetivas, permitindo que qualquer indivíduo, por mais leigo que seja no assunto, possa utilizá-las.

Em poucas palavras, é agora que devemos dizer o que o nosso sistema irá fazer e como ele irá fazer.

3- Visualizar o conceito nos gráficos – Seguindo as regras definidas na segunda etapa, procuramos nos gráficos os sinais operacionais do nosso sistema. Antes de escrever os códigos do nosso trading system no computador, procuramos olhar os gráficos afim de percebermos se as idéias podem ser aplicadas corretamente e se existe, de fato, uma chance de obtermos êxito com o conceito elaborado.

4- Testar o sistema – Agora chegou o momento de transformar o nosso conceito em um código lógico para ser aplicado nas diversas plataformas disponíveis do mercado. As plataformas mais usadas no mundo são: Metastock, Wealth Lab e TradeStation. Mas existem muitas outras.

Caso você não tenha acesso a uma destas plataformas, até mesmo uma planilha no Excel, pode servir para fazer um back testing do seu trade system. Neste caso porém, é importante que você seja rigoroso com os cálculos e não deixe a subjetividade influenciar nos resultados.

Escolhida a plataforma e programado o código, outros aspectos devem ser considerados no teste. São eles:

  • Definir os mercados que aplicaremos o trading system (mercado a vista, futuros, commodities, derivativos…etc)
  • Definir se usaremos um período específico para o teste ou toda a série histórica do ativo (fundamental usar uma base de dados confiável)
  • Incluir as despesas e os custos de corretagem

Terminado o período de testes, e chegando a resultados positivos, o nosso sistema está apto a ser colocado em prática.

Infelizmente no Brasil, ainda temos poucas plataformas a disposição do investidor pessoa física, capazes de rodar uma rotina automática de trading. De qualquer forma, algumas corretoras já se mostram interessadas em ampliar este serviço em breve.

5- Analisar os resultados – Neste ponto, vamos analisar a performance do nosso sistema. Não apenas se o sistema ganha mais do que perde. Vamos verificar se em momentos de perdas (os famosos “drawdowns”) não comprometemos significativamente o nosso capital.

Três são os aspectos estatísticos fundamentais:

  • Rentabilidade – Relação entre a receita gerada pelas operações vencedoras e a perda oriunda das operações perdedoras. Neste cálculo saberemos quanto $ o nosso sistema ganha para cada dólar que perde. É uma medida de risco da nossa carteira.
  • Média das operações – Relação entre os trades vencedores e perdedores. Essa é a expectativa positiva do nosso trading system. Importante ter uma boa expectativa, de maneira que os custos operacionais não influenciem no resultado.
  • Drawdown máximo – Definir a perda máxima  em cada operação e também a sequência de trades perdedores que o operador está disposto a sofrer. Muitas vezes um sistema gera ótimos resultados no final do back testing, mas o seu pior drawdown provoca uma perda insuportável para a maioria dos traders, inviabilizando assim, a metodologia.

Bem estes foram alguns conceitos importantes que devem ser observados na criação de um trading system. Espero ter contribuído com o aprendizado de todos.

P.S.: Apenas lembrando, eu realizo um treinamento para investidores pessoa física  sobre o meu trading system nos mercados futuros. Através de uma abordagem simples e objetiva, que pode ser apresentada pela internet (msn / skype), eu ensino como aplicar uma metodologia eficiente de trading. Aqueles que quiserem obter maiores detalhes, por favor entrar em contato através do formulário de contato.

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Operando com opções

Publicado em 16.06.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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opcoes No mercado brasileiro o uso de estratégias envolvendo as opções de compra é muito comum. Sem dúvida, desde que realizadas com o devido acompanhamento, as opções de compra podem representar uma boa opção de proteção em momentos de forte volatilidade do mercado. Além das inúmeras possibilidades de se realizar travas (de alta ou de baixa) usando dois (ou mais) strikes, são muito frequentes, principalmente entre investidores pessoa física, as chamadas estratégias de “financiamento” e “taxa”, que combinam um ativo objeto e os seus respectivos derivativos.

Nos dois casos, possuímos (ou compramos) uma quantidade X de uma ação e em seguida vendemos uma opção de compra. Nesta operação esperamos que o mercado caia ou ande de lado. Até mesmo uma pequena subida, pode deixar a operação no lucro. Uma forte alta, determina o encerramento da trava.

Em mercados comportados, a probabilidade de êxito nas operações de financiamento é muito grande. Afinal de contas, o tempo está a nosso favor, o que significa dizer, que antes de desfazer uma operação antecipadamente é necessário pensar muito (pessoalmente, me arrependi em quase todas as vezes que o fiz).

Existe porém um outro tipo de operação com opções, pouco conhecido entre os investidores pessoa física, que envolve as opções de venda. Infelizmente, este tipo de derivativo, possui ainda muita pouca liquidez no mercado brasileiro, permitindo assim que apenas os grandes fundos possam participar da festa.

Um exemplo de estratégia comum usado pelos fundos  é o chamado “reverse convertible”, ou conversível reverso. O fundo pega o dinheiro do investidor e aplica em títulos públicos. Ao mesmo tempo, vende uma opção de venda de ações da Petrobras ou da Vale. Nesta operação, na data futura, ele tem a obrigação de comprar o papel por um preço fixado. No caso do fundo, ele se compromete a comprar o papel dali seis meses com desconto de 15%.

Por essa venda de opção, o fundo recebe um prêmio pago pelo comprador da opção. O dinheiro do prêmio é aplicado também e aumenta a remuneração do fundo. Se o papel não cair 15%, a opção vira pó, pois o comprador da opção não vai querer vender a ação por um preço abaixo do de mercado. O fundo embolsa, então, o prêmio e mais os juros da aplicação em renda fixa. Mas se o papel cai mais de 15%, o comprador da opção exerce o direito de vender o papel pelo preço fixado, acima do de mercado, e aí o fundo fica com as ações e o ganho na renda fixa.

Muito interessante, não acham ? Espero que o mercado brasileiro, acelere o processo de amadurecimento e que em breve, nós, pessoas comuns, possamos ter acesso também a esta modalidade de investimento.

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