A estratégia dos “Quatro bobos”
Publicado em 31.08.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias
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É impressionante o poder de criação do ser humano. E quando se trata de criar algo para obter um retorno financeiro, parece que a imaginação se torna ainda mais fértil. Este é o caso desta estratégia chamada de “Quatro Bobos” que ficou muito famosa em meados da década de 1990, graças a forte divulgação feita pelo site The Motley Fool (o site ainda existe… www.fool.com ). De acordo com o site você teria uma performance muito superior à media dos últimos 25 anos do mercado “com um risco mínimo e gastando apenas 15 minutos ao ano” no planejamento dos seus investimentos. Com esta mensagem entusiasmada, porém desprovida de embasamento, o The Motley Fool chamou a atenção de muitos investidores.
A estratégia consistia em seguir os seguintes passos:
1- no final do ano, pegar as cinco ações do Dow Jones com a cotação mais baixa e as taxas de dividendos mais altas;
2- descartar a ação que tinha o preço mais baixo. Ou seja, a última colocada;
3- colocar 40% do capital para investimento na ação com o segundo preço mais baixo;
4- colocar 20% em cada uma das três ações restantes;
5- um anos depois, atualizar a carteira fazendo novamente a mesma seleção no índice Dow Jones
6- (essa é a melhor das etapas) repetir o processo até conseguir ficar rico.
Acredite, esta estratégia de fato existiu e muita gente a seguiu, apesar da metodologia estapafúrdia. Como pode uma estratégia que se propõe colocar 40% em apenas uma ação ser um “risco mínimo”?
O mais interessante é que os “Quatro bobos” era uma estratégia baseada em coincidências estatísticas aleatórias. Quando se analisa um grande volume de dados por tempo suficiente, um número imenso de padrões emergirá, ao menos por acaso. Este é o caso também da análise técnica. A AT utiliza padrões do passado para definir os rumos do futuro. É importante que o investidor/trader tenha conhecimento dos limites de previsibilidade dos preços e que use os padrões unicamente para criar cenários possíveis e não como uma verdade absoluta.
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Foi-se o tempo que as ações eram compradas e passadas de geração para geração. O investidor buscava se tornar sócio de uma empresa e não apenas especular no mercado.
Já tive a oportunidade aqui no blog de falar um pouco sobre finanças comportamentais, uma área de estudo inovadora que tenta identificar o que leva os investidores a nem sempre serem racionais na tomada de decisão.









