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Depoimentos – Nilton Moura

Publicado em 25.02.2010 por na(s) categoria(s) Depoimentos

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Depois de um bom tempo sem publicar depoimentos aqui no blog, o Nilton, recentemente, me enviou seu relato e achei que deveria reativar esta categoria.

É muito gratificante perceber que o trabalho realizado aqui no blog, pode servir de inspiração para que outros investidores busquem o aprendizado financeiro.

Muito obrigado, Nilton !

Se desejar também participar da seção depoimentos, envie o seu relato através do formulário de contato.

Christian bom dia,

Vou deixar meu comentário e contar um pouco sobre as experiências boas e ruins que tive com o mercado, Bovespa e BM&F, e as crueldades que podem rondar uma Day Trade.

Comecei a realizar operações e estudar o mercado quando recebi o dinheiro da venda de um imóvel, coloquei na “brincadeira” algo entre 70k e 80k. Fiz um curso rápido para entender as portas que estariam abertas neste mundo e aprender análise gráfica.

No início minha vontade era realizar operações de médio prazo, blue chips, acompanhar ciclos, mitigar riscos e tudo o mais. Mas acabei querendo ver o circo pegar fogo e coloquei 20k para operar contratos mini do IBOV na BM&F, lucro GIGANTE, prejuízo MAIOR. Na primeira semana fechei 6k de lucro na BM&F, 30% em uma semana? Pensei comigo, pronto, encontrei a galinha dos ovos de ouro. Na segunda semana foram quase 3k e de repente em um dia uma operação errada, ou não, porque já não sabia mais o que estava acontecendo estava iniciada a crise mundial e a volatilidade, foram-se 4k. Desde então começaram os prejuízos, o desespero e o pior “TENTAR RECUPERAR”, essa é a mentalidade que trai qualquer investidor.

Em meio a isso, as análises já não cabiam e não funcionavam mais, foi quando procurei diversas fontes de informação, fóruns de pessoas sem noção, day traders que curtem MICOS, análises furadas das corretoras, e o site que realmente me fez enxergar muito que não via, CHR Investor.

Já tinha na cabeça a idéia inicial de operações fundamentadas de curto e médio prazo, utilizando a análise gráfica como uma referência de entrada saída e maximização de lucros, papéis líquidos e análises de cenários globais, macro-economia, tendências, fora da manipulação dos peixes grandes e dos MICOS do mercado.

Vou encurtar a novela, hoje tenho na cabeça que o mercado é SIM uma bela fonte de maximizar lucros com investimentos, desde que seja estudado, fundamentado, disciplinado e bem pensado. Sites como o seu ajudam MUITO a entender o que está acontecendo em âmbito global, o que é vital para sobrevivência no meio, por isso, parabéns pelo trabalho, o motivo a seguir passando seu conhecimento e experiência de mercado adiante. Já indiquei suas análises a diversos colegas que vieram me perguntar sobre mercado financeiro, pessoas que sempre tendem a ir para o mesmo lado e acabam perdendo muito dinheiro, como eu perdi, querem ficar ricos com a “Bolsa” e assumem um risco desnecessário que em 90% dos casos acaba em prejuízo.

O mercado não é cruel, não é impiedoso, ele respeita quem o respeita e se aplica intelectualmente à sua grandeza e complexidade de dados e informações.

Hoje estou voltando às operações com a mentalidade inicial, curto e médio prazo, estudando muito, sem fazer loucuras e almejando um lucro satisfatório, sem MILAGRES.

Um grande abraço e novamente PARABÉNS!

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Depoimentos – Ricardo Dorneles Furtado

Publicado em 11.05.2009 por na(s) categoria(s) Depoimentos

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Este é meu breve relato. Um texto que tenta sintetizar em algumas linhas uma breve, mas árdua e rica vivência junto à renda variável.

Tenho 38 anos e sou médico em Porto Alegre. Há cerca de 6 anos comecei a investir em fundos vinculados a grandes empresas, como Vale e Petro.

Provavelmente por ter surfado por longos anos de bonança na bolsa  brasileira, sem o mínimo conhecimento de ciclos, Elliott ou crash,  percebi que meus investimentos vinham somando ganhos em caráter  geométrico, o que me estimulou a me expor progressivamente à renda  variável. O problema é que até então, o que faltava era a percepção de  que a renda poderia ser realmente VARIÁVEL; o céu era de brigadeiro…  portanto, por quê não aumentar a exposição e alavancar ganhos?

Assim  há 2 anos comecei a negociar ações puras, tendo pela primeira vez  contato com papéis chamados VALE5, PETR4, BBDC4… e isso era  envolvente, me projetava a um patamar superior de investidor; eu era  dono do meu nariz.

No início deu certo, e assim, o que sobrava de  minhas atividades profissionais comprava cada vez mais papéis.  Negociando através da corretora de um grande banco brasileiro, deixava  valores consideráveis como corretagem, sem perceber que aquilo corroía  um percentual significativo da rentabilidade; mas, se estava ganhando  quase sempre, qual era o problema?

Como um bom sardinha, entrei pesado  em uma época que apontava para o topo do mercado. Um dia, um assunto começou a se tornar frequente nos noticiários (naquela época era muito influenciado por notícias), chamado subprime; e os efeitos não  tardaram a ocorrer.

Gradualmente as coisas começaram a retroceder e  a economia de tempos foi literalmente pulverizada em semanas. Em  paralelo a isso, comecei a ter contato com uma área chamada análise  técnica; no início extremamente difícil, pois o vocabulário era  estranho e como poderia funcionar algo que tenta ajustar paramétricamente um sentimento do mercado? Tentar medir algo que é  desordenado, cheio de sobe-desce? Nunca!

Apesar de ser absolutamente amador ao ambiente, comecei a estudar a área, fazer cursos, comprar  livros, ler sites especializados (CHRInvestor contribuiu muito para  isso) e progressivamente me tornar mais íntimo deste mundo. À medida  que o conhecimento ia aumentando, o volume financeiro ia minguando, em  uma proporção indireta, resultado do crash na Bovespa associada a uma  falta de postura operacional frente a um mercado bear. E isso se fez  sentir fisicamente, pelo preço que paguei por isso; pela maturidade  que se molda a ferro e fogo.

Em busca de troca de experiências,  informações e estudos, fundamos em abril de 2008 um grupo de  investidores denonimado Invest-poa, atualmente com 34 membros e  reuniões mensais para debates sobre o mercado, com foco na análise  técnica. Durante o dia, criamos uma rede de contato através do Skype,  onde várias pessoas analisam o mercado simultaneamente e postam  comentários acerca do que está ocorrendo com o mercado real time.

A  queda do volume financeiro de meus investimentos devido a uma atitude  equivocada perante o mercado me custou noites mal dormidas, flutuações  de humor, surgimento de psoríase e mais recentemente ganhei um  tratamento para gastrite; a vantagem é que o diagnóstico e tratamento, eu mesmo faço.

Personifiquei a postura de um daytrader, que se torna  swing trader, position trader e finalmente, investidor, à medida que o  buraco se abria sob meus pés. Percebi que conhecimento não era tudo:  faltava maturidade perante o mercado. Talvez deste determinante tenha  saído uma das virtudes mais importantes que um trader deve  desenvolver: a disciplina. O resumo deste texto seria este: os dois  maiores trunfos a quem se submete ao mercado deve ser o conhecimento e  a disciplina. Um complementa o outro; um não vive sem o outro. Estar  no mercado sem conhecimento é ser mais um na multidão; massa de  manobra para corretoras e dicas furadas. Imaginar um trader que tem  conhecimento mas não tem disciplina é como entregar um carro a alguém  que conhece todo o código de trânsito mas não sabe dirigir o veículo;  a disciplina é a regulação na prática do que se aprende e amadurece na  teoria; é a tática desenvolvida e bem executada.

Depois do vendaval,  vem a bonança; após um período traumático na bolsa, agora me empenho  em recuperar o financeiro perdido, colhendo ultimamente bons  resultados (lógico, beneficiado por tempos mais amenos na Bovespa).

Aprendi a usar o stop, poderoso aliado subestimado e aliado à  matemática (colaboração de um recente, mas já grande amigo) tracei uma  maneira própria de encarar o mercado. Pretendo encaminhar a este blog  um detalhamento deste setup.

Vejam que este poderia ser o relato de  milhares de pessoas que tem suas vidas ligadas ao mercado; me  considero um exemplo de todos estes colegas que se submetem aos duros  dias da Bovespa; mas independente de que maneira reencontrei a paz,  recomendo a todos: estudem, troquem informações, leiam, desconfiem do  mercado… e não esqueçam: ao seu lado seus maiores aliados serão o  conhecimento e a disciplina. Isso não canso de frisar. Bons trades.=

Para enviar também o seu depoimento, basta usar o formulário de contato.

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Depoimentos – Henrique Palhares

Publicado em 27.04.2009 por na(s) categoria(s) Depoimentos

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Queria agradecer as palavras de incentivo escritas no depoimento pelo Henrique Palhares.

É gratificante perceber que o trabalho realizado aqui no blog, pode servir de inspiração para que outros investidores busquem o aprendizado financeiro.

Obrigado, Henrique !

Se desejar também participar da seção depoimentos, envie o seu relato através do formulário de contato.

Tenho acompanhado suas análises em vídeo semanais a mais ou menos um ano e meio. Como estudante de administração gostaria de agradecer suas postagens, pois tenho aprendido muito sobre o mercado e, em especial, sobre análise técnica.
Neste meio tempo, adquiri grandes ensinamentos quanto a investimentos. Experimentei a emoção de acompanhar o IPO da Bovespa. Quase corri o risco de colocar todo o meu dinheiro naquela aplicação e, inacreditavelmente, “perdi” aqueles 50% em um dia. Ainda que não soubesse o que fosse de fato um IPO, me doeu consideravelmente aquela não experiência.
Depois, segui a manada e fiquei entre as pessoas que acharam que ganhariam mais dinheiro no IPO da BMF do que em um ano de trabalho. (o que não é uma soma astronômica quando se trata de um salário de estagiário universitário).
Por fim, mantive minha cota inicial até a queda do mercado e, genialmente, as vendi na baixa. (nesse dia aprendi que o mercado que outrora poderia ter me dado 12 salários de uma vez só, também pode ser traiçoeiro e te levar a renda de um mês de trabalho em poucos dias). Só então compreendi o que o Blaster fala sobre operar pequeno.
Na dor da derrota, segui acompanhando suas análises e as cotações diariamente. Conheci outros sites, como o do Dalton Viera, que recomendo para aqueles que querem aprender. Adquiri alguns livros, frequentei algumas palestras sobre ações e derivativos, voltei a investir e, finalmente, consegui minha primeira vitória no mercado operando PETR4 focado na análise técnica.
Passei a registrar minhas operações, anotando os fatores que me levaram a decisão. Ganhei 17% em duas semanas e sai do mercado aceitando esse número no meu placar interno (teria de esperar mais de um ano em um CDB para ganhar isto!). Desde então fiquei ausente do mercado, aceitando que não operar também pode ser uma posição honrosa de investimentos.
Em suma, muito obrigado pelo aprendizado deste tempo todo, parabéns pelo sucesso do blog e, por favor, não deixe de continuar este ótimo trabalho!

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Depoimentos – Marcos K. F.

Publicado em 02.03.2009 por na(s) categoria(s) Depoimentos

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No depoimento desta semana, mais um vez, encontramos um relato sobre os principais erros do investidor iniciante. Acreditar que é correto aplicar todas as nossas economias em renda variável é sem dúvida o pior deles. A relação risco/retorno é a única certeza que temos no mundo dos investimentos. Quanto maior o risco, maior o retorno. Não temos como fugir disso. Se encontrar algo fora deste padrão, desconfie.

Por isso, pense bem antes de alocar uma parte do seu capital de investimento em renda variável. Como a palavra diz, a tua carteira pode sofrer (fortes) fortes variações.

Obrigado, Marcos !

Iniciei na bolsa, entrando no fundo da PETRO e VALE em 2007 e como já sabem foi só alegria, um ano de bonança. Tanto é que comecei a colocar todas as minhas economias nos dois fundos, e o ganho parecia ser ilimitado.

Resolvi então, estudar um pouco e entrei num curso sobre mercado de ações mas não tive coragem de me aventurar sozinho comprando e vendendo. Mantive tudo nos fundos do meu Banco, mas ainda era só alegria. Resolvi então colocar um pouco por conta própria.

Cheguei até pegar emprestado 20mil na cooperativa da empresa da minha esposa a juros baixos e aplicar no ganho certo….
Depois disso já sabem o que está por vir… chegou a metade de 2008 e tudo começou a cair, mas era temporário….e caía,… vai passar… e caía… agora vai voltar… e caía… mas uma coisa aprendi na minha aula de Ações. Só invista o dinheiro do Johnnie Walker e nunca o da Parmalat e tenha muita resistência a dor de estômago.

Foi difícil ver seu lucro de um ano  e mais um pouco ir para o buraco… mas resisti e não vendi nada, alguns \”mestres\” diziam que o fundo não ia ser  tão fundo, mas não chegava nunca o tal fundo. Resumindo perdi mais que a metade de tudo que tinha acumulado, mas aprendi algo valioso: o mercado não tem dó e se você não esta preparado, não entre.

Hoje estou recuperando aos poucos o que perdi, fiz um segundo curso sobre analise técnica e cada vez  mais fico  com vontade de operar por conta própria, mas ainda não tenho conhecimento suficiente. Estou estudando, lendo muito, vou fazer um curso de opções agora, e em breve vou me aventurar. Mas sempre com os pés no chão, pois achar que a bolsa é uma mina de dinheiro, eu não acho mais não.

É sim um lugar onde as oportunidades estão a seu alcance, mas só com muito conhecimento, sabedoria e sangue frio é que se consegue passar para dentro do circulo onde os tubarões dominam. Ficar mais perto deles, ser as rêmoras pelo menos, pois elas não são devoradas e  não ficam tão na beirada onde são facilmente comidas….

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Depoimentos – Daniel de Carvalho

Publicado em 16.02.2009 por na(s) categoria(s) Depoimentos

O depoimento desta semana é do amigo Daniel Carvalho.

Daniel é um profissional do mercado que eu respeito muito. Apesar das nossas abordagens muitas vezes antagônicas sobre o mercado, admiro muito a determinação e a disciplina com que ele se dedica a sua metodologia.

Por isso, apesar do seu curto depoimento (com certeza teria muito mais a nos revelar das suas experiências), as palavras abaixo devem servir como uma orientação para todo investidor.

Muito obrigado, Daniel !

Olá.
A muito tempo venho pensando em escrever no site do CHR. Apesar de conhecer o Christian a muito tempo nunca havia escrito nada em seu site, apesar de sempre estar dando umas olhadas.

Atuo no mercado a mais de 8 anos. Me especializei em operações automáticas e Trend Following de alta frequencia. Sempre achei mais interessante e lucrativo observar os movimentos do preço do que os fundamentos por trás destes movimentos. Acho extremamente interessante a junção que o CHR faz dos fundamentos com a analise tecnica. Apesar de eu nao utilizar nem a análise fundamentalista nem a análise técnica, acredito no conhecimento e acho que toda e qualquer forma de estudo é valida.

Tenho visto vários comentários de pessoas diferentes e suas histórias na bolsa o que me faz acreditar que a cada dia os participantes do mercado estão ficando mais técnicos e menos apostadores.

Espero que com Sites como o do CHR as pessoas achem uma maneira de entender a realidade por trás do mercado e não ficar por aí querendo uma dica milionária. O que diferencia os 9 perdedores para cada 1 ganhador das pessoas que atuam na bolsa é justamente o estudo e a disciplina. Quem entrara na bolsa dependendo da sorte vai perder tudo de maneira rápida e dolorosa.

Grande abraço a todos e ao CHR

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Depoimentos – Fabio Lima

Publicado em 09.02.2009 por na(s) categoria(s) Depoimentos

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Excelente ! O depoimento do Fabio Lima relata a trajetória de um investidor na bolsa de valores. E acreditem essa história é muito mais comum do que se imagina.

Tudo começa com a idéia de que a AT pode lhe fornecer todas as ferramentas para deixá-lo rico rapidamente… Em seguida, surge o interesse pelas small caps, derivativos, etc… Então, descobrimos o “dinheiro fácil” da conta margem da corretora. No final, o que nos resta é assumirmos o prejuízo e reconhecermos a necessidade do aprendizado.

Fabio Lima, muito obrigado !

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Comecei na bolsa há três anos, seguindo as informações do mercado colhidas a esmo, depositando todos os meses uma quantia em torno de R$ 500,00 em fundos vale/petro, com objetivo de formar patrimônio no longo prazo.

Mas aquilo era pouco. Afinal, passei a estudar sobre a renda variável e por que não gerir meus negócios, comprando eu mesmo minhas ações ?  comprar barato, vender na alta, usar os stops. E são tantas as ferramentas!

Claro, me desfiz das minhas cotas, abri uma conta em uma corretora. Transferi  a quantia que já não representavam os R$500,00 por mês, inicialmente programados, mas já comportava décimo, bônus, ajudas de custos, salários quase que inteiros, beirava já  os 50.000,00.
Comprei um pouco de vale5, petr4, ggbr4, bbdc4, tmar5, e brto4, já dá pra vê pelo tamanho da carteira que um problema se avizinhava. Aproveitei o estouro da bolha da china (fev/2007) e enchi o carrinho, foi só alegria. Em pouco tempo os papéis já me retornavam 20, 30%.
Mas eu queria mais. Relizei os lucros.  Começaram os problemas. Com os lucros comprei bees3, bmin4, e outras tranqueras. Os prejuízos começaram a ser retumbantes.

Dos 50 mil iniciais só contava com pouco mais de 30 mil. Mas dinheiro perdido em bolsa se recupera na bolsa, passei então a operar day trade usando a conta margem da corretora. 4% a.m . Foi aí que se iniciou-se meu verdadeiro calvário, a operação que me tiraria do mercado. Ao tentar alavancar minhas posições com Brap4 tomei mais um caldo do mercado com a crise do subprime.

E o que eram 50.000, tornou-se um inferno que duraria um ano até o stop final. Numa operação que me levava aproximadamente R$ 2000,00, entre juros, IOF e CPMF, eu não stopava, esperando pela sonhada recuperação. E ela veio, o Investment grade, com ele minha carteira alavancada saltou pra 36.000,00, mas eu queria mais, afinal os 80.000 estavam tão perto….

O stop final foi dado pela corretora, zerando minhas posições. Transferi de volta pra minha conta corrente R$ 32,00.

Fora do mercado há um ano , resolvi retornar experimentando a operação vendida, o aluguel de ações. Só me esqueci que no mercado bear, você perde o que tem, e mais um pouco, ou muito mais.

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Depoimentos – Carlos Nascimento

Publicado em 02.02.2009 por na(s) categoria(s) Depoimentos

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Carlos Nascimento faz um relato importante sobre os ensinamentos que os anos como investidor lhe propuseram. As lições mencionadas sem dúvida não parecerão novidade para muitos. Mas sem dúvida, é fundamental sempre que possível recordar algumas regras básicas do bom gerenciamento do capital.

Obrigado, Carlos !

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Entrei na bolsa em 2001 e já de cara, poucos meses depois, passei pelos atentados de 11 Setembro e pelo período de baixa que se estendeu até o fim de 2002.

Meu perfil sempre foi, basicamente, de LP, com algumas operações esporádicas de DT e prazos de poucos dias/semanas. Além disso, minha exposição à renda variável havia chegado a 100% nos últimos anos. Assim sendo, ao iniciar esta crise, acreditei que poderia manter minha forma de atuar. Para fazê-la de forma mais apurada, passei a lançar opções cobertas como forma de limitar minhas eventuais perdas.
Entretanto, havia duas outras variáveis que, em um primeiro momento, considerei como de menor importância: primeiro, comprara um imóvel de valor considerável mas abaixo do que dispunha, possuindo um razoável \”colchão\”de proteção. Segundo, acreditava, como muitos, que a crise não era “lá essas coisas”, posição que ficou fortalecida após as quedas do início do ano e das fortes altas posteriores, que duraram até o final do mês de junho/08.

A realidade mostrou-se mais dura, pois na estratégia montada inicialmente, aceitava uma certa porcentagem de perda (seria mais correto usar o termo “diminuição dos lucros”), em que pagaria as obrigações assumidas e continuaria com um bom valor para investir. Entretanto, nunca imaginei que esse limite seria atingido, e o valor limite foi alcançado no dia do primeiro Circuit Break, quando estava em uma viagem de negócios.
Basicamente, alguns dias depois zerei todas as minhas posições, tanto de ações quanto de opções, possuindo ainda uma boa margem de sobra, mas abaixo do que havia estipulado inicialmente.

Nessa nova fase, que pretendo seja curta, tenho operado DT e ST, tendo tido ótimos ganhos e, em uma única operação mal-feita, devolvido quase tudo. Tenho operado também com aluguel de ações, esta sim uma operação que tem se mostrado rentável durante essa tendência de queda, mas que também necessita, por vezes, rápidas mudanças de posição.

Da crise, tirei algumas conclusões que são óbvias, repetidas e batidas, mas que quando somos nós que estamos cometendo os erros, nos esquecemos:

  • Dinheiro em bolsa é aquele que você não precisa para CP. Caso mantenha 100% exposto à renda variável, estabeleça um limite aceitável de perdas muito pequeno;
  • Em operações de DT, estabeleça estratégias e limites para zerar suas posições. Uma vez feito isso, siga rigorosamente o planejado. Minha maior perda neste período foi quando achei que o lucro de 1k era pouco, tendo, no fim, assumido um prejuízo de mais de 20k;
  • Como corolário do acima, estabeleça um limite de perdas. Ficar “torcendo” para que um trade errado vire pode piorar o resultado final. O “stop” bem planejado com todas as ferramentas disponíveis, como forma de aceitar uma perda sem sua interferência depois da operação iniciada, é a melhor escolha.

Por fim, creio ser interessante frisar que, com nessa crise, aprendi a operar nas duas pontas, a compradora e a vendedora, trabalhando com opções e tomando emprestadas ações de outros investidores, o que foi um ótimo aprendizado.

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Depoimentos – Neimar

Publicado em 26.01.2009 por na(s) categoria(s) Depoimentos

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O depoimento desta semana é do leitor Neimar.

Sei que acabo sendo repetitivo, mas novamente devo dizer que é um relato fiel do que muitos investidores já passaram. Principalmente o trecho que ressalta o despreparo dos gerentes de agências bancárias. Infelizmente, uma vergonhosa realidade.

Além disso, destaque para a observação quanto à tomada de decisão. Sem dúvida, é importante ler noticias, acompanhar sites e blogs, estudar livros sobre finanças e aprender com análises alheias. Mas na hora de aplicar o dinheiro, a decisão deve ser unicamente do investidor.

Muito obrigado, Neimar.

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Olá Chris e amigos investidores! Primeiro quero agradecer a todos pelos ensinamentos e o compartilhamento do conhecimento.

Tenho hoje 22 anos e apesar de estar mais para um simples aprendiz, vou compartilhar minha experiência em investimentos. Aos 18 anos comecei a trabalhar e todo mês eu separava um dinheirinho para juntar, guardava na poupança, que rendia a merreca que todos conhecem. Resolvi então, tentar fazer um investimento que valesse mais a pena, procurei me informar primeiro no site de meu banco e em primeira estância o renda fixa naquela situação me pareceu mais prudente. Então fui procurar saber com meu GERENTE qual a opinião, ou melhor, aconselhamento que ele tinha para eu iniciar um novo portfólio de investimentos. A minha surpresa foi que o GERENTE de minha conta, mal sabia o que era renda fixa e por falta de conhecimento – ou por pura esperteza – ele me sugeriu o CDB, que na época dava quase a mesma coisa que a poupança e ainda acredito que ele ganhava uma comissão por isso.

Então, um tempo depois resolvi acompanhar a tabela de rendimentos do Banco. Percebi que poderia ganhar mais com o renda fixa e que o gerente me indicou o CDB mais por proveito próprio e não pensando no melhor para seu cliente. A partir deste dia, resolvi aprender, ainda que sozinho, como investir melhor o meu dinheiro.

Passei alguns anos investindo em renda fixa, quando no final de julho/2007, vi o acumulado anual dos fundos em ação – na época por volta dos 40%. Como na época não tinha nenhuma referencia para distinguir qual o melhor fundo de ações, apliquei 1/3 de minhas economias no fundo da Vale. Ganhei em apenas 2 meses 28%, isto foi o suficiente para que eu ficasse eufórico com os investimentos em ações, coloquei então 2/3 das economias na Vale e incentivei irmã, patrões, amigos, a aplicarem também.

Continuei ganhando nos meses seguintes, mas então começou a aparecer a verdadeira cara do investimento em renda variável. Perdi em apenas 2 meses tudo que tinha ganhado em 5 meses. Isto foi assustador, cheguei a ficar 14% negativo, mas em fevereiro deste ano começou a recuperação. Apliquei mais no final de abril e voltei ao campo positivo com o anuncio do grau de investimento. Continuei com os 2/3 aplicados e dividia entre o fundo da Petro e o da Vale, esperava que até o final do ano – confiante nas “previsões” dos ANALISTAS – que dobraria meu capital. Então começou a “tal da crise” de verdade e comecei a perder tudo que tinha ganhado nos 4 anos de aplicações, a perder dinheiro da irmã, a ser gozado pelos amigos que não investiram, e a cada dia aplicava mais para recuperar o perdido, porém era inevitável e perdia cada vez mais. Foi então que procurei a me informar e desde então adquiri muito conhecimento – a crise está abrindo os conceitos e ensinamentos do mundo financeiro para todos.

Neste percurso, aprendi que devemos confiar em nós e não em GERENTES E ANALISTAS que visam o ganho próprio. Mas o aprendizado mais valioso, foi o de nunca comprar uma ação ou entrar em um fundo de investimento variável sem antes planejar bastante a estratégia e conhecer ao menos os projetos futuros da empresa.

Obrigado Chris pelo espaço e abraço a todos.

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Depoimentos – Arthur Matos

Publicado em 19.01.2009 por na(s) categoria(s) Depoimentos

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O depoimento desta semana é do leitor Artur Matos. Além de escrever o relato, o Artur fez questão de colocar um título (por sinal, muito apropriado) para o texto.

A abordagem muito original se destaca e coincide com um recente artigo escrito por mim sobre uma estratégia de compras na baixa.

Muito obrigado, Artur !

Para enviar o seu relato e participar desta seção, utilize o formulário de contato.

A Fuga das Baratas

Entrei no mercado de renda variável usando FGTS para comprar ações da Vale via Fundo Mútuo de Privatizações. Logo em seguida esqueci o assunto e somente em meados de 2007 fui avaliar quanto o capital investido tinha crescido. Mesmo tendo um lucro imenso, fiquei triste porque não tinha percebido a tempo o potencial da Bolsa e deixara de ganhar com as minhas economias que tinham ficado mofando na poupança e fundos de investimento durante aqueles anos maravilhosos da bolsa.

Resolvi então estudar o mercado e comecei imediatamente a simular compras e vendas de ações no FolhaInvest e InvestidorVirtual. Ainda na fase de “intuição”, antes de saber o que era um candle, “ganhava” dinheiro fácil nas simulações. Para surpresa minha, quanto mais estudava nos cursos gratuitos sobre análise gráfica, leitura de mil páginas da Internet sobre ações, fóruns, revistas e jornais especializados, meus “lucros” nas simulações iam diminuindo e eu adiando minha entrada num home broker real. Resolvi ir mais fundo nos estudos e investi em cursos e palestras com especialistas para entender melhor a “lógica” do mercado. Cheguei a ficar um dia de domingo inteiro no ExpoMoney INI Day Salvador, com o maior sol lá fora. Isso em maio/08, no auge da bolha.

Alguns meses depois, quando julguei estar “pronto” para entrar na “festa” e resgatei minhas aplicações num Fundo de Renda Fixa a bomba explodiu. Nenhuma crise é boa, mas para mim seria uma segunda chance de comprar barato e sabendo o que fazer. Fiquei com o dinheiro parado um tempo enquanto calculava e recalculava quando seria o fundo do poço. Em meados de setembro comprei um primeiro lote de ações PETR4 a R$ 30,89. Em poucos dias um lucro extraordinário e a sensação que a “segunda chance” estava indo embora e eu aplicando somente uma ínfima parte do meu capital. Embriagado com meu primeiro ganho, ao invés de vender, comprei mais um lote do mesmo papel a R$ 34,00.

Será que só se aprende errando como tantos dizem aqui? Mudei minha estratégia que era diversificar, esqueci meus estudos de outras empresas e fui buscar o fundo do poço da PETR4 aumentando a quantidade de ações a cada compra, como um apostador que persegue a “virada do jogo” e perde cada vez mais. Investi 50% do meu capital disponível dobrado o tamanho dos lotes iniciais, ao preço de R$ 25,50 e outro triplicado tudo a R$ 21,50, pois sonhei que fora descoberto um grande poço de petróleo em Camamu, onde eu vira uns movimentos da Petrobrás tempos atrás e que imaginei ser alguma prospecção.

Quando já não agüentava mais ler nada do noticiário de economia e o prejuízo era considerável, achei conforto num livro sobre análise fundamentalista de Benjamin Graham, pois mesmo com perdas eu estava operando na contramão da maioria, como ele preconizava. Li também que as fórmulas que eu usara só tem algum valor durante um tempo e seu sucesso leva a generalizações que, aplicadas a novas situações e por se tornarem ferramenta de muitos, já não dão os resultados esperados. Em seguida li um artigo científico que aparentemente não tinha nada a ver – A Fuga das Baratas – (http://cienciahoje.uol.com.br/132571) onde pesquisadores avaliavam o ângulo de fuga desses insetos quando em situação de risco e fiz uma associação com o momento vivido. Ampliei o estudo soltando umas bombinhas perto do depósito de lixo do edifício, onde muitas baratas se alimentam. Filmei tudo e descobri que na hora do pânico, mesmo jogando mais comida elas correm pra longe. Aí usei um sistema de reconhecimento e comparação de padrões (trabalho mesmo é com informática). Associei notícias ruins, tempo de retardo e/ou antecipação de movimentos de comida das baratas com os gráficos da bolsa, calculando o ângulo de fuga e o seu tempo duração com os movimentos mais prováveis que foram detectados.

Voltei aos velhos simuladores testei e ajustei o estudo. A partir daí mudei toda minha estratégia e gastei mais 20% do meu capital, 13o. e etc, investindo em outros papeis ao sabor do noticiário ruim para cada empresa. Falaram mal dos bancos, comprei BBDC4. O mercado de aço vai desandar, comprei GGBR4 e GOAU4. Marquei gatilhos e stops de acordo com o resultado das novas fórmulas, mesmo quando parecia improvável. Os pequenos e repetidos ganhos já começaram a cobrir as perdas iniciais. Agora que já estava pensando em vender as PETR4 para mergulhar de vez no mar dos lucros, eis que entro no site de RI da Petrobrás e fico sabendo que eles encontraram hidrocarbonetos entre Belmonte e Ihéus, perto de Camamu. E agora baratão? Alguém comenta alguma coisa a respeito de minha experiência?

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Depoimentos – Leitores

Publicado em 12.01.2009 por na(s) categoria(s) Depoimentos

 

Retornando das minhas curtas (mas proveitosas) férias, trago mais dois depoimentos de leitores do blog, sobre suas experiências no fascinante mundo do mercado financeiro.

Apesar de breves relatos, os textos reafirmam a importância da contínua educação financeira. Boa leitura !

E lembrem-se que todos podem relatar as próprias experiências na bolsa. Basta enviar o relato através do formulário de contato com o título Depoimento.

 

Comecei a operar na Bolsa de São Paulo em agosto de 2002. No ano seguinte, saí da empresa que trabalhava e fui morar na Nova Zelandia, e a cada 2 dias efetuava algumas operações, e com isso fiquei por lá viajando 5 meses e vivendo com os lucros dessas operações. Nos anos seguintes, pude aproveitar as altas do mercado para fazer outras viagens. Poderia ter estudado mais sobre opções para  aproveitar mais essa fazer de crise. Mas como não podemos viver do passado, tenho estudado tudo que posso agora e tentando aproveitar essa quedas do mercado para aumentar minha carteira de longo prazo. Pois são nas maiores crise que aparecem as melhores oportunidade de investimentos.

 

Paulo Eduardo Coelho Portilho

Caro CHRistian,
Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pela qualidade do site, o qual sempre procuro acessar para me manter bem informado.
A minha caminhada na bolsa começou em março de 2006, onde realizei algumas pequenas compras de VALE e PETR. Quando fui me acostumando mais com o mercado, passei a realizar outras, sempre com a idéia de montar uma carteira de ações para longo prazo.
Como muitos, achei que essa queda não seria tão grande, e por isso procurei manter minha carteira, focando o longo prazo. Hoje percebo como algumas compras haviam sido realizadas com o mercado muito esticado e como muitas ações estavam caras. Mas valeu a experiência! Hoje não dou mais tanta atenção ao que muito analistas falam, procurei fazer meu dever de casa e aprender a garimpar as melhores oportunidades por minha conta e risco, estudando bastante. Nada mais gratificante do que você poder tomar uma decisão baseado nos seus conhecimentos e depois perceber que realmente estava certo. Quando a bolsa estava em 70 mil pontos, analistas projetavam 80, 90 mil pontos, e hoje dizem que vai continuar caindo…. É fácil seguir a tendência!
Acredito que já chegamos no fundo do poço, e agora “torço” para que a bolsa “ande de lado” por algum tempo afim de poder realizar muitas compras a esses preços baixíssimos que muitos papéis se encontram, antes que a bolsa engate uma alta consistente. Também estou aproveitando para colocar em prática outras técnicas como lançamento coberto de opções, pois vejo como uma excelente maneira de aumentar a rentabilidade da carteira, principalmente neste momento.
Um grande abraço.

Fabiano Meier

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