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Candlestick: psicologia e aplicações na Bolsa de Valores

Publicado em 25.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Colaboradores, Estratégias

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A forma de representação gráfica dos preços conhecida como candlestick foi criada por um trader chamado Munehisa Homma que atuava no mercado de arroz japonês por volta do século XVIII. Foi trazida ao ocidente por Steve Nison, um trader norte-americano, no início da década de 1980.

O candlestick apresenta duas grandes vantagens em relação aos outros tipos de representação gráfica:

  1. Permite uma visualização mais fácil das tendências devido ao seu padrão de cores que identificam fechamentos positivos e negativos;
  2. Formam padrões que podem significar possível reversão ou continuação de movimentos.

Abaixo temos um exemplo do gráfico de candlestick em que enfatizo alguns padrões de reversão. Veja também como o padrão de cores verde (fechamento positivo) e vermelho (fechamento negativo) tornam a visualização dos movimentos de alta e baixa mais claros.

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Devido a essas vantagens, talvez, o sistema de candles ganhou grande popularidade no ocidente. Não tenho conhecimento de estatísticas oficiais, mas pelo que vejo na Internet me parece que atualmente, no Brasil pelo menos, a maioria dos traders estão utilizando os candles como parte de seu sistema de operações.

Embora os candles, por si só, já formem um sistema, prefiro utilizá-los em conjunto com as ferramentas da Análise Técnica ocidental. Dou especial atenção aos padrões de reversão encontrados em suportes ou resistências e em zonas de sobrecompra ou sobrevenda.

Existem centenas de padrões formados pelos candles e alguns traders iniciantes até se sentem desanimados com a quantidade. A boa notícia é que não é preciso saber todos eles para lucrar na Bolsa. Aprender os principais padrões ajuda muito o trader e o mais importante é compreender os fatores psicológicos por trás de sua formação.

Para aliviar quem se interessa pelo candlestick, em meu livro “Manual de Análise Técnica”, além de demonstrar os principais padrões existentes, apresento oito características específicas que resumem a psicologia por trás da formação dos padrões. Compreendendo essas características, um trader torna-se capaz de fazer uma excelente leitura do mercado ao analisar os candles em conjunto com outros aspectos que fazem parte do movimento dos preços.

Deixo aqui mais um convite aos interessados em investir na Bolsa de Valores para conhecer a minha obra e aprender sobre candlestick, análise técnica clássica, indicadores, setups e estratégias vencedoras!

Marcos Abe é investidor e autor do livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas“.

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Posição Simétrica Raríssima no DJI

Publicado em 17.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Colaboradores, Estratégias

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No dia-a-dia dos mercados financeiros, raríssimas são as vezes em que todos os alvos simétricos, nos diferentes tempos gráficos de um ativo apontam em uma mesma direção; nos indices de ações tal formação é ainda mais dificil de ser encontrada, assim, mostra-se muito interessante neste momento a análise de tais gráficos que apontam simultaneamente para uma entrada "Bear" no mercado dos EUA (vide imagens explicativas), motivos estes muito fortes para que os "players de inflexão", traders especialistas em operações contra-tendência, reconhecidos por suas entradas agressivas e grande capacidade financeira, não apostem em um recuo intenso e pontual.

 

 

DJI simetria afastada

 

DJI simetria direta

DJI – Simetria afastada

DJI – Simetria direta

 

DJI simentria semanal

DJI – Simetria Semanal

 
 
Artigo enviado por Lucio Behr – Trader – AT ações moedas commodities..
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Estratégia básica para encerrar operações

Publicado em 11.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Colaboradores, Estratégias

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É comum investidores iniciantes se preocuparem apenas em como e quando começar uma operação. A questão é que uma entrada bem feita, numa operação, pode se tornar um desastre se o operador não souber como e quando encerrar a mesma. Então podemos dizer que para operar lucrativamente, saber finalizar operações é tão importante quanto saber iniciá-las.

Uma estratégia muito comum é o estabelecimento de alvos operacionais. E a forma mais usada para estabelecer esses alvos é a utilização de suportes e resistências.

Suportes e resistências são níveis onde podem ocorrer interrupções ou reversões na trajetória dos preços, mesmo que temporariamente. Se levarmos em conta essa definição, podemos considerar algo lógico o estabelecimento de suportes ou resistências como alvos de realização de lucros.

Numa tendência de alta, por exemplo, se comprarmos um ativo no rompimento de uma resistência, poderíamos definir a próxima resistência como alvo porque seria uma região em que o movimento de alta poderia sofrer uma correção. Assim, ao vender no alvo estaríamos nos antecipando à correção.

Na figura abaixo encontramos um bom exemplo dado pela VCPA4 no período diário. Veja como esse papel vinha num bom movimento de baixa até que não conseguiu romper o suporte dado pelo último fundo em torno de R$ 15,83. A partir do teste do suporte os preços foram elevados até formar um candle de reversão na resistência dada pelo topo anterior em torno de R$ 22,91. Esse cenário poderia ser interpretado como a iminência da formação de um retângulo. Assim, um operador que tivesse interpretado o gráfico dessa maneira, poderia efetuar uma venda alugada no rompimento da mínima do candle de reversão para tentar lucrar com o movimento de baixa que poderia vir a ocorrer. O alvo dessa operação poderia ser o suporte em torno de R$ 15,83, pois o ativo já havia sofrido os efeitos da pressão compradora nessa região – o que poderia se repetir.

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Vejamos, a seguir, o que teria ocorrido nessa operação.

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Pela figura observamos que o ativo atingiu o alvo e ameaçou iniciar nova alta dos preços antes de romper o suporte e dar continuidade ao movimento de baixa. Nesse caso teríamos lucrado mais se tivéssemos mantido a posição vendida por mais tempo. Mas não tínhamos como saber, com certeza, o que ocorreria até que o suporte fosse realmente rompido. Então o bom senso nos mandaria garantir o lucro e encerrar a operação no alvo porque o papel já estaria sobrevendido. Também havia a possibilidade do mercado seguir em tendência lateral e os preços poderiam voltar a subir conforme o padrão de reversão que ocorreu no suporte. De qualquer forma, uma nova posição vendida poderia ser aberta com o rompimento do limite inferior desse padrão.

Veja bem. O que estou explicando é uma forma de operar baseada em metas de lucros. Um investidor com outra visão poderia fazer diferente. A questão é que um bom sistema de investimentos deve, entre outras coisas, permitir ao seu usuário abrir e fechar posições de maneira que maximize seus lucros e minimize seus prejuízos. E utilizar alvos operacionais é uma excelente opção para operadores de curto prazo.

Dependendo das circunstâncias e do estilo do operador é possível usar a Extensão de Fibonacci ou a Extensão Alternada de Fibonacci para estabelecer alvos. Particularmente, costumo combinar a Extensão Alternada com suportes ou resistências em movimentos direcionais. Por outro lado, é possível também encerrar operações com sinais técnicos como evidências de fraqueza de um movimento ou mesmo sinais de sobrevenda ou sobrecompra.

Convido você a aprender todas essas estratégias em meu livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas” que os leitores mais exigentes vem considerando o mais completo sobre o assunto.

Marcos Abe é investidor e autor do livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas”.

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Os Desafios da Geração Note-Trader

Publicado em 27.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Colaboradores

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Assim como ocorre na história da humanidade, o mercado se repete em ciclos muito semelhantes. Estamos vendo nestes ultimos anos uma verdadeira invasão de traders munidos com seus notebooks operando baseados na análise técnica, a geração Note-Trader.

Mas a verdade é que a novidade não somos nós Note-Traders, a novidade é que estamos vivendo uma verdadeira revolução silenciosa na análise técnica e que continuamos a insistir nas mesmas fórmulas utilizadas nos tempos em que os notebooks sequer existiam e que traders ainda precisavam gritar em meio ao pregão viva-vóz.

O mundo mudou na velocidade da internet e nós traders estamos muitas vezes assistindo da arquibancada altas espetaculares após pivots de baixa declarados porque existe algo de novo no reino do capitalismo! Na era da tecnologia as mesas proprietárias sabem com exatidão onde estamos posicionados, conhecem cada um dos nossos stops, uma por uma das nossas linhas de tendência e exatamente onde nossos indicadores apresentam seus pontos de inflexão! A primeira geração dos Note-Traders, a nossa geração, tem o dever de ensinar a cada um dos novos participantes do mercado, assim como nossos mestres nos ensinaram a antiga análise técnica, estes novos detalhes, que devem mais do que nunca fazer toda a diferença nesta bolsa de valores dos tempos modernos, onde a leitura do lado direito dos gráficos raramente deverá ser uma mera repetição do passado.

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DJI

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Artigo enviado por Lucio Behr – Trader – AT ações moedas commodities
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Algoritmos na bolsa de valores

Publicado em 02.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Colaboradores, Destaques, Estratégias

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form Trabalho na bolsa como daytrader/scalper em full time. Graças a este trabalho diário de dedicação de mais de 10 horas diárias, quase que sem intervalos, tenho a oportunidade de prestar a atenção em vários padrões de negociação. O que eu tenho notado é que as corretoras, principalmente estrangeiras operam sempre com cinco padrões de operações automáticas bem definidos(Algoritmos). Estes algoritmos aplicados por determinado período de tempo (de 5 min até pelo dia todo) alteram significativamente o preço dos ativos. Na prática eles fazem os preços. É, meu amigo leitor, a coisa é mais em baixo. Em função destas observações, pesquisei mais profundamente o assunto. Abaixo vão algumas das conclusões.

Conceito

Muitas definições podem ser dadas à palavra algoritmo. Atualmente, tem-se associado o termo algoritmo à computação, mas este não é um termo restrito à computação ou que tenha nascido com ela.

Vejamos algumas definições de algoritmo:

  • Um procedimento passo a passo para a solução de um problema.
  • Uma seqüência detalhada de ações a serem executadas para realizar alguma tarefa.

Assim, por exemplo, as ações que são necessárias para se fazer um balancete, constituem

um algoritmo. Outro exemplo clássico de algoritmo é a descrição de uma receita de culinária.

Algoritmos em Computação

Imagine se você fosse pedir para um computador/robô abrir uma porta. O que aconteceria? Para o computador/robô conseguir abrir a porta você teria que colocar uma série de comandos em seqüência para que ele executasse um por um até abrir a porta.
Ex: 1o – Levante, 2o Vire-se 30 graus para a direita, 3o Dê 5 passos para frente, 4o levante o braço 25 cm,5o coloque a mão na maçaneta, 6o Gire a maçaneta 90 graus no sentido anti horário, 7o Puxe a porta.
A maquina precisa receber todos os passos de um processo para conseguir executa-lo, como se fosse uma receita. Isso é algoritmo aplicado a computação.

Aplicação em Bolsa de Valores

“O que acontece, de modo geral, é que as empresas criam determinadas estratégias, montam programas baseados em algoritmos e automaticamente eles disparam ordens dentro da estratégia estabelecida, ou de compra ou de venda, diretamente no book de preço da bolsa”, detalha Edison Marcelino, diretor de renda variável da corretora Finabank.

As vantagens dos algoritmos

Um exemplo clássico de algoritmo é o chamado VWAP (Volume Weighted Average Price), que busca preços médios de ativos no mercado. Por exemplo, supondo que um cliente peça a uma corretora que venda R$ 500 milhões de ações da Petrobras. Caso isso seja feito de um dia para o outro, derrubará o mercado. Então o que o algoritmo faz é analisar o mercado e executar as ordens em cima de uma lógica matemática buscando o preço médio e otimizando os ganhos. Os algoritmos são desenvolvidos para diferentes tipos de estratégia, como arbitragens entre ações e opções, compra e venda de volatilidade e operações de fluxo de um ativo. Para cada tipo de estratégia (compra/venda) há um algoritmo automático de negociação. As corretoras estrangeiras que operam com grande volume só operam desta forma.

Algoritmo para Pessoa Física

Essa não é uma operação para pessoa física. Como a margem é muito pequena, o volume financeiro deve ser substancial para poder rodar um algoritmo desses. “Ele não funciona com R$ 1 milhão, ele vai funcionar com R$ 100 milhões, os custos envolvidos neste processo são muitos altos, distanciando ainda mais o investidor de varejo.

Tipos de Algoritmos Utilizados

Entre os algoritmos mais usados, e que já estão adequados aos padrões nacionais, estão TWAP, VWAP, Volume Participation, Best Offer e SpredMaker. Para entender um pouco melhor, abaixo uma breve explicação da funcionalidade de cada um:

  • TWAP: algoritmo desenvolvido para fazer parcelamento de ordens de forma regular em intervalos de tempo pré-determinado. Evita deslocamento do mercado. Também diminui a volatilidade do papel.
  • VWAP: algoritmo desenvolvido para fazer parcelamento de ordens de forma a negociar de acordo com o volume negociado no mercado, buscando o preço médio do intervalo.
  • Volume Participation: possibilita ao investidor participar da movimentação do mercado com percentuais pré-designados de acordo com o volume de negociação que o papel apresenta.
  • Best Offer: o nome já define sua função. Ou seja, o investidor sempre estará posicionado com a melhor oferta de compra ou venda de um determinado papel. Ele aguarda a movimentação do mercado e se posiciona de acordo com valores de momento.
  • SpreadMaker: possibilita executar spreads entre quaisquer ativos. Serve para montar diversos tipos de operações financeiras como financiamento, reversão, travas e borboleta, entre outros.

Espero ter esclarecido e colaborado um pouco mais para o conhecimento geral dos traders que acompanham regularmente o blog do Christian.

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Artigo escrito pelo colaborador Francisco Zanette.

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A queda de um gigante

Publicado em 18.05.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Colaboradores, Estratégias, Informações

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gm Foi em 1908 que a GM veio ao mundo como a conhecemos hoje, ao longo de 91 anos esta, que é uma das mais expressivas indústrias automobilísticas do mundo está chegando ao fim. O seu futuro é incerto, o que é certo é que a GM que conhecemos chegou ao fim. O que ela vai ser no seu post mortem não é o que vem ao caso neste texto.

Ao longo de uma vida, uma pessoa se forma, se transforma no que quer do mundo e no que quer fazer deste mundo, semeia seus idéia e seus genes, produz escolas e linhas de pensamentos e ideais e no fim morre por estar velho demais pra esse mundo.

A GM tem essa mesma história, inventou e reinventou o mundo automobilístico. Foi pioneira em uma série de invenções, aperfeiçoou tantas outras e seguiu tendências. Inovou em seu design, fabricou de carros esportivos a caminhões e “tanques de guerra” (Hummer). Empregou milhares de seres humanos mundo afora.

Mas o presente momento denúncia que seu fim chegou, há uma década esta empresa contraiu uma doença mortal, tentou ser quem sempre foi num mundo que não é mais aquilo que era. Seu simbolismo e sua arte tendem permanecer vivas por décadas a diante, mas sua história mostra que no mundo moderno inovar é preciso.

Interessante observar a GM e fazer uma breve comparação com a HONDA. A GM é dona de oito marcas – GMC, Chevrolet, SAAB, Cadillac, Hummer, Saturn, Pontiac, Buick; fornecendo no total 101 veículos para o mercado norte-americano. A Honda por sua vez, possui 18 veículos e mais 5 da Acura, divisão de luxo da Honda, além disso a empresa produz equipamentos domésticos, motores para barcos, motos e aviões.

Venho ouvindo muitas pessoas comentarem sobre a GM e a concordata que a empresa pretende divulgar. Há um certo inconformismo geral, de como que uma empresa como esta chega ao fim da noite para o dia. Nessas horas meus caros, olhar um pouco para as ações de uma empresa e ver o comportamento da mesma nos últimos tempos, ajuda os investidores a tomarem decisões racionais sobre as operações que pretendem fazer.

Após atingir US$ 94,63 em 28 de abril de 2000, o papel iniciou uma trajetória de queda que até o presente momento não teve fim, são quase 10 anos dentro de um claro canal de queda. Ano após ano, balanço após balanço, a empresa vem perdendo força, se enfraquecendo lentamente e caminhando para o seu fim.

Ainda que após a concordata a GM volte a respirar, eu me pergunto, será que ela vai continuar a ser como era, ou seja com 8 empresas e 101 veículos, ou vai se reduzir e se aperfeiçoar como as concorrentes japonesas? Isso o futuro vai dizer.

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General Motors

Na imagem (acima) trago os últimos 19 anos do papel e em destaque o canal de baixa. Quero fechar este texto com uma dica para investidores jovens e conservadores. Jamais comprem um papel porque ele caiu muito, se um papel caiu muito é porque algo que estava errado continua errado. Esperem o momento certo para comprar boas empresas com bons descontos nos preços. Mesmo boas e renomadas empresas podem chegar ao fim.

Artigo escrito por Rafael Valim.

Rafael Valim, geógrafo e trader, opera no mercado financeiro e colabora eventualmente com o CHR Investor.

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Variações acumuladas

Publicado em 13.03.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Colaboradores, Informações, Opinião

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percentagem A bolsa de valores subiu 0,12% num dia, 0,24% no seguinte e 0,35% no terceiro; qual foi a taxa acumulada nesse período? E se a bolsa tivesse caído 0,1% no segundo dia?

A divisão de uma percentagem por 100 resulta em um fator decimal (também chamado de fator unitário). Se a percentagem em questão for inferior a 100%, o fator será menor do que 1. Se a percentagem for maior do que 100%, o fator será superior a 1. Quanto são 10% de 172? Transforme a percentagem em fator decimal (10 ÷ 100 = 0,10) e multiplique-a pelo valor de referência (no caso, 172). O resultado é 17,2 (172 x 0,10).

Se o Ibovespa estava em 37.000 pontos e subiu 1% ao fim do pregão, para quanto ele foi? O fator decimal, você já sabe, será 0,01 (1 ÷ 100). Se você multiplicá-lo pelo valor de referência (37.000), chegará à variação ocorrida naquele pregão: 370 pontos (0,01 x 37.000). Ora, se o índice estava em 37.000 e ganhou 370 pontos, então obviamente fechou o dia em 37.370.

Dado que um número dividido por ele mesmo é sempre igual a 1, teria sido mais prático transformar o fator decimal em fator de multiplicação, somando-o a 1, e multiplicar esse novo fator pelo valor de referência, chegando-se diretamente ao resultado e eliminando a adição intermediária. Testando: 37.000 x 1,01 = 37.370.

Agora imagine que o Ibovespa tenha se valorizado em 6% no 1º semestre e que um analista diga “No semestre que vem, a bolsa subirá 5% mais do que subiu neste”. Ele pode estar dizendo que a valorização no 2º semestre será de 11% (6 + 5), em cujo caso ambas as percentagens são valores absolutos, ou de 11,13% (6 × 1,05), em cujo caso a primeira percentagem é um valor absoluto e a segunda, um valor relativo.

Quando se opera com percentagens, é fundamental deixar claro se a percentagem em questão é um valor absoluto ou relativo, para evitar dubiedade como a que está implícita na afirmação desse analista imaginário. A melhor maneira de fugir do problema é falar em “pontos percentuais” quando a percentagem for um valor absoluto.

Na primeira situação, o analista diria que o aumento do semestre que vem será 5 pontos percentuais maior do que o deste e na segunda hipótese ele diria, aí sim, que o próximo incremento será 5% maior. Para não criar esse tipo de confusão, falaremos aqui em adição e subtração de percentagens como valores absolutos (usando sempre a expressão “pontos percentuais”) e de acumulação e extração de percentagens como valores relativos.

A adição e a subtração de percentagens não têm mistério algum, pois se trata de operações triviais com números que, por acaso, são percentagens. Como se viu, um aumento de 5 pontos percentuais acima de 6% será de 11%. Um aumento de 5 pontos percentuais a menos será de 1% (6 – 5).

A acumulação de percentagens se faz pela multiplicação dos fatores de multiplicação. É mais simples do que parece. Recordando: o Ibovespa subiu 0,12%, 0,24% e 0,35% em três dias; qual foi a taxa acumulada no período? Comecemos com os fatores:

0,12 ¸ 100 = 0,0012 + 1 = 1,0012

0,24 ¸ 100 = 0,0024 + 1 = 1,0024

0,35 ¸ 100 = 0,0035 + 1 = 1,0035

Agora basta multiplicá-los um pelo outro (lembrando que a ordem dos fatores não altera o produto, ou seja, a multiplicação pode se dar em qualquer seqüência):

1,0012 × 1,0024 × 1,0035 = 1,007115

Então o Ibovespa subiu 1,007115%? Não, o resultando da multiplicação de fatores de multiplicação é outro fator de multiplicação. Para convertê-lo em percentagem, faça o caminho inverso ao da transformação de um fator decimal em um fator de multiplicação: subtraia 1 e multiplique o resultado por 100, assim:

1,007115 – 1 = 0,007115 × 100 = 0,7115%

E se a bolsa tivesse caído 0,1% no segundo dia? A lógica não mudaria, apenas, nesse caso, um dos fatores de multiplicação seria inferior a 1 (-0,1 ¸ 100 = -0,001 + 1 = 0,999), o que daria:

1,0012 × 0,999 × 1,0035 = 1,0037 – 1 = 0,0037 × 100 = 0,37%

Bom, sabendo que em 3 dias a bolsa subiu 0,7115% e que, em um desses dias, a alta foi de 0,24%, calcule de quanto foi a alta acumulada nos dois dia restantes. Trata-se agora da extração de uma percentagem de outra, o que se faz pela divisão dos fatores de multiplicação.

1,007115 / 1,0024 = 1,004704

Para concluir, transforme o fator de multiplicação apurado em percentagem, da forma já conhecida:

1,004704 – 1 = 0,004704 x 100 = 0,4704%

Como sabemos a variação dia a dia, podemos confirmar esse resultado acumulando as altas de cada um daqueles dois dias:

1,0012 × 1,0035 = 1,004704 – 1 = 0,004704 x 100 = 0,4704%

Cuidado! Como a extração é uma divisão, dividir um fator por outro ou “outro por um” faz diferença. O numerador da fração (a parcela que será dividida) deve ser o valor que contém o outro, isto é, aquele do qual o outro será extraído. O divisor da fração (a parcela que dividirá a outra) deve ser o valor que será extraído.

Resumindo:

Fator decimal: percentagem / 100

Fator de multiplicação: fator decimal + 1

Acumulação de percentagens [1]:

{(fator de multiplicação 1 x fator de multiplicação 2) – 1} x 100

Extração de percentagens:

formula

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[1] Os parênteses e as chaves mostram a hierarquia entre as várias operações que uma fórmula contém. O que está entre parênteses ocorre antes do que está entre chaves, que ocorre antes do que está fora das chaves.

______________________________________________________________________ _______

Artigo escrito por Andrei Winograd – Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-graduado em Finanças pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) e em Mercados Futuros e de Capitais pela Universidade Cândido Mendes. Atua como executivo e consultor, possuindo vasta experiência na avaliação econômico-financeira de empresas e projetos. Autor dos livros “Alfabetização Financeira”, lançado no dia 09/03 pela Editora Novatec, e “(F)Utilidades – Mistérios do dia-a-dia explicados”, publicado em 2006 pela Matrix Editora.

(alfabetizacao.financeira@sefer.net)

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Ensaios sobre a cegueira

Publicado em 09.03.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Colaboradores, Estratégias, Opinião

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cegueiraQuero começar pedindo licença a Saramago por utilizar não apenas o título de uma de suas obras, mas acima de tudo utilizar seu pensamento.

A cegueira por nós conhecida é algo físico, porém no livro de Saramago, bem como no filme fica claro que em muitos momentos agimos como cegos, uma cegueira que é do intelecto, algo que não apenas não vemos, não compreendemos, mas acima de tudo significa que não estamos prontos para a realidade iminente.

Conheço muita gente neste mercado, de traders profissionais até curiosos pelo mesmo, mantenho contato com todos, busco aprender e ensinar e de todo o amplo universo de mentes que operam neste mercado vejo uma profunda e negra nuvem que escurece os olhos e aflora os mais desesperados sentimentos.

Vejo a linearidade com que estratégias são desmanchadas e objetivos são esquecidos. E tudo isso ocorre porque os investidores são incapazes de agir com calma, buscar conhecimento e reflexão, buscar um feixe de luz no escuro.

O mercado não é algo tão simples como todo mundo tende a transformá-lo, porém fazemos parte dele querendo ou não, investindo ou não. Podemos fazer parte dele uma vez que como consumidores estamos à mercê de seus preços, mesmo sem investir em petróleo, café ou ouro, todos andamos de carro, tomamos café e usamos alianças ou outros objetos de ouro. Todos estes produtores tiveram seus preços determinados neste grande e global mercado do qual vivemos. É cego aquele que supõe não fazer parte do mercado simplesmente porque não é um investidor.

Mas e nós investidores, seríamos grandes sábios que vivem apenas na luz? Não vejo dessa forma, apesar de observar que muitos pensam assim. Na bolsa como em qualquer outro investimento é necessário saber três coisas: o que queremos extrair dele, como extrair e o quanto extrair.

Esses três fatores, ainda que não pareça, servem para qualquer investidor, qualquer perfil. Um especulador sabe muito bem essas três coisas, o objetivo é claro, a forma de se atingir ele idem e o quanto você quer retirar é tão fundamental que antecede toda a operação. Na realidade o quanto queremos extrair do mercado é o fator que todo ser humano pensa em primeiro lugar.

O investidor mais conservador, e sinceramente o que mais me preocupo neste momento, também leva ou deveria levar em conta estes três pontos. Para muitos deles o que eles querem extrair é uma aposentadoria, querem fazer isso correndo o menor risco possível e o quanto desejam extrair do mercado depende do estilo de vida que querem ter no futuro.

A cegueira começa a partir do momento que qualquer uma dessas variáveis apresente-se de forma distorcida. A maior parte não está pronta para o caos, não está pronta para o movimento que todo esse mercado global é capaz de proporcionar.

É incrível ver que tanta gente se desespere quando a bolsa varia pra baixo, investimos em renda variável, ela vai variar, é fundamental que varie, pois apenas assim podemos obter lucro. A mais de um século os mercados são assim… Problemas aparecem, resolvem-se e o mercado continua. Morrem empresas que precisam morrer, continua o que consegue continuar… Nascem novas empresas que irão produzir o futuro necessário.

Conheço muitos investidores que dizem assim: invisto em Vale porque é uma grande empresa e jamais vai quebrar, vou investir nela até me aposentar e irei me aposentar milionário. É estranho então observar que em menos de 2 ou 3 meses de crise todos tenham vendido, o mundo acabou, a Vale quebrou, quero me aposentar pobre.

A Vale está no mundo há mais tempo que grande parte de seus investidores, bem como a Petrobras. O que diríamos então de empresas como GE e Johnson&Johnson nos EUA, passaram por duas guerras mundiais e todas outras que os Estados Unidos conseguiu fazer, passaram por crises, depressões, má administração… E estão vivas há mais tempo que qualquer ser humano deste planeta.

Se você não agüenta uma oscilação de 10, 20, 30% e prefere sair do mercado e voltar quando tudo estiver mais calmo, você não é um investidor de LP, você é um investidor de MP. Ajam dentro daquilo que realmente são, busquem o auto-conhecimento, conversem em família, conversem com assessores e sigam em frente. Não sejam cegos em um tiroteio. É fundamental saber quem você é, só assim você saberá até onde pode ir, a pior coisa que você pode fazer é descobrir isso no meio da batalha, ou pior achar que tudo o que você idealizou estava errado. O mercado vai testá-los constantemente, estejam prontos para ele.

Em momentos de crise como esse, quando a visão fica completamente escura, é hora de aguçar os ouvidos, o tato, sentir o aroma do ar e tomar decisões coerentes. Sejam inteligentes e acendam uma vela, produzam sua própria luz. Jamais se desesperem, a única coisa que você não vai conseguir fazer quando estiver cego é enxergar.

Artigo escrito por Rafael Valim.

Rafael Valim, geógrafo e trader, opera no mercado financeiro e colabora eventualmente com o CHR Investor.

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