Long/short: O que é isso ?
Publicado em 12.09.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Informações, Opinião
As estratégias long/short compreendem a manutenção simultânea de ações – e seus derivativos – compradas e vendidas. Os objetivos são eliminar ou reduzir a exposição dos investimentos aos chamados “riscos sistemáticos”, fatores que afetam os mercados acionários em geral, independentemente dos fundamentos das empresas. Sua expansão veio com a ampliação de empresas negociadas em mercados organizados, com o desenvolvimento dos instrumentos derivativos e, principalmente, com o crescimento das operações de aluguel de ações.
Na maioria dos casos, os administradores de carteiras long/short compram ações e opções de algumas empresas. Simultaneamente, alugam ações de outras empresas para vendê-las em mercado e devolvê-las quando lhes interessar ou quando expirarem os contratos de aluguel. Uma outra alternativa, as posições vendidas são feitas via contratos futuros ou opções de ações.
Mais importante do que a valorização ou desvalorização das ações é o desempenho relativo entre as posições compradas e vendidas.
Existem modalidades distintas de long/short:
- a modalidade intra-setorial – na qual o administrador compra e vende ações de empresas de um setor específico. É uma modalidade que tende a apresentar oscilações menores do que as demais, pois minimiza os riscos gerais, já que os impactos afetam o setor como um todo.
- modalidade é a intersetorial – pela qual o administrador compra ações de um setor e vende ações de outro: certamente o conhecimento profundo sobre os setores é determinante nessa modalidade, mais importante até do que o conhecimento das empresas propriamente dito.
- modalidade carteira contra carteira - O investidor compra uma carteira de ações diversas e vende outro grupo de ações, sem guardar relações entre setores. Uma variante dessa modalidade é a utilização de uma carteira de ações compradas e a venda de contratos futuros de índices de ações.
- modalidade quantitativa – cujas decisões são muito influenciadas por análises estatísticas.
Apesar de muito utilizados por grandes gestores, as estratégias long/short não se traduzem necessariamente em ganhos efetivos. A escolha correta das posições e o timing continuam sendo determinantes para o resultado da operação.
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Nesses períodos de indecisão e volatilidade, surgem muitas opiniões a respeito dos benefícios de se “hedgiar” (proteger) uma carteira.
É inegável que o planeta vem passando por mudanças climáticas expressivas e o mundo empresarial, como não podia deixar de ser, também sofrerá as consequências. A exposição crescente na mídia dos problemas inerentes a saúde do planeta, está formando uma nova geração de indivíduos ( e porque não dizer de investidores ) mais conscientes quanto ao seu papel nesse cenário. Já é possível perceber uma exigência maior para que as empresas tenham um comportamento responsável do ponto de vista sócio-ambiental.
- Quem nunca ouviu um analista fundamentalista criticando a análise técnica, ou o contrário? Sob o argumento de que a análise técnica é válida apenas para o curto prazo, os fundamentalistas criticam os técnicos, e na contramão, os analistas técnicos afirmam que a análise fundamental não possui timing.









