Desvendando o PL
Publicado em 13.03.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques
Muitos investidores encaram a análise fundamentalista de uma empresa olhando apenas para o PL.
É verdade que no passado a influência do PL na tomada decisão foi mais significativa. Hoje em dia, com a propagação de outras abordagens (fluxo de caixa, valuation, etc) a relação Preço/Lucro perdeu um pouco do seu encanto.
Basicamente, o índice é a divisão do lucro por ação de uma empresa (ou seja, o lucro dividido pelo número de ações que a companhia possui) pela cotação do papel no mercado. A idéia é avaliar se o papel está barato em relação ao lucro que a empresa apresenta e que vai para o bolso do acionista na forma de dividendos ou ao ser incorporado ao patrimônio da empresa. Assim, se uma empresa tem um lucro de R$ 50 por ação e cada papel é cotado a R$ 100, seu P/L seria 2 vezes (100 dividido por 50). Como o lucro é anual, de maneira simplista, poderia-se inferir que a empresa em dois anos retornaria ao investidor o valor pago pela ação.
Mas é importante deixar claro, que o PL não deve ser usado isoladamente. Olhando apenas o indicador, não é possível definirmos sobre um investimento.
Nem sempre um PL baixo significa uma boa oportunidade. O famoso especialista em investimento Aswath Damodaran em seu livro “Mitos dos Investimentos“, sentencia: “Uma estratégia baseada apenas nos baixos múltiplos Preço/Lucro pode ser perigosa”. Damodaran admite que as evidências do mercado confirmam que as ações com P/L baixo apresentam desempenho maior que as de P/L elevado. Mas quando são incluídos na análise outros dados, a conclusão é que o P/L baixo pode ser também um indicador de risco elevado e taxas futuras de crescimento baixas.
De qualquer forma a relação Preço/Lucro continua sendo muito usada pelas instituições financeiras / corretoras aqui no Brasil. Inclusive se calcularmos o PL das principais ações brasileiras depois da crise subprime é possível encontrar ótimas oportunidades. Mas é bom lembrar que outros critérios devem ser usados em conjunto com o PL, para uma tomada de decisão mais embasada.
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Muito tem se falado sobre o tão esperado grau de investimento. E parece que ele nunca esteve tão próximo.
As estratégias long/short compreendem a manutenção simultânea de ações – e seus derivativos – compradas e vendidas. Os objetivos são eliminar ou reduzir a exposição dos investimentos aos chamados “riscos sistemáticos”, fatores que afetam os mercados acionários em geral, independentemente dos fundamentos das empresas. Sua expansão veio com a ampliação de empresas negociadas em mercados organizados, com o desenvolvimento dos instrumentos derivativos e, principalmente, com o crescimento das operações de aluguel de ações.
Nesses períodos de indecisão e volatilidade, surgem muitas opiniões a respeito dos benefícios de se “hedgiar” (proteger) uma carteira.









