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Turtle Soup Plus One

Publicado em 20.05.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias

A algum tempo, publiquei aqui no blog, um artigo sobre a estratégia Turtle Soup criada por Laurence Connors e Linda Bradford. Agora trago um complemento a tartesta mesma estratégia, com um “plus” a mais, como fizeram questão de denominar os mesmos autores.

Importante que o visitante leia o artigo anterior, para que tenha o entendimento completo.

O gráfico abaixo é o das ações preferancias do Bradesco (BBDC4). Podemos observar que no dia 20/03, o ativo fez uma mínima nos 31,86 reais. Seis pregões depois (dia 28/03) realizou um nova mínima ainda menor nos 31,46. O círculo rosa no canto superior esquerdo representa a vigésima barra contando desta última mínima do dia 28/03.

BBDC4

BBDC4 – Gráf. Diário

Pois bem, vamos agora para as regras da estratégia :

1- No dia 28/03 encontramos uma nova mínima dos últimos 20 dias (seta azul clara). Quanto mais baixa, melhor.

2- A mínima anterior (20/03) deve ter ocorrido, pelo menos 4 barras antes desta atual (seta verde).

3- É colocada uma ordem start de compra no dia seguinte, um pouco acima  da mínima anterior. A compra é válida apenas para o dia seguinte depois da nova mínima. Caso a ordem não seja executada neste dia, a operação deve ser desconsiderada.

4- Se a ordem for executada, colocar imediatamente uma ordem de stop loss um pouco abaixo da nova mínima. (linha vermelha)

5- Se o trade caminhar a nosso favor, é  recomendado realizar o lucro parcial entre o segundo e o sexto dia após a entrada. E consequentemente utilizar uma estratégia de trailing stop (Parabolic ou Hilo, por exemplo) afim de garantir os lucros no restante da posição.

Podemos observar que neste mesmo gráfico da BBDC4, teríamos outras duas entradas utilizando esta estratégia. Uma no dia 10/03 e outra no dia 17/03 (setas marrons). Em ambas o mercado confirmou uma alta no dia seguinte.
Vale a pena, somente ressaltar, que esta é uma operação de curto prazo. Portanto o trader precisa não ser ganancioso e respeitar seu time frame, realizando o lucro assim que puder.

A principal diferença entre a estratégia Turtle Soup e a Turtle Soup Plus One, consiste na disponibilidade de tempo e na paciência do investidor.

A segunda permite que o trader possa fazer uma análise com calma após o fechamento do pregão e se programar para o dia seguinte. Já a primeira estratégia exige um acompanhamento real time.

IMPORTANTE: O uso do money management em operações deste tipo, meramente especulativas, é fundamental. Utilize algum algoritmo de manejo do capital evitando correr grandes riscos financeiros para a carteira.

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Turtle Soup

Publicado em 25.03.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

 

Essa é uma estratégia técnica de curto prazo, criada por Laurence Connors e Linda Bradford, e publicada no livro Street Smarts, que procura identificar um ponto de reversão nos gráficos.

Antes de mostrar a técnica, acho conveniente falar um pouco sobre a história que originou esse "pattern".

Tartaruga

Nos anos 80, um grupo de traders conhecido come os Turtles (os tartarugas) utilizava um sistema que se baseava no breakout de preço dos últimos 20 dias. Ou seja, assim que os preços formassem uma nova máxima nos últimos 20 dias, eles compravam. Da mesma forma, uma nova mínima dentro deste período disparava a venda.

Essa estratégia se mostrou bastante eficaz (principalmente no longo prazo), tanto que "os tartarugas" ganharam muita notoriedade. O sistema pretendia capturar algum evento especial, que levasse os preços a novas máximas.

Com a evolução do trade eletrônico, se tornou muito comum os falsos breakouts. Ou seja, os rompimentos não são confirmados e os preços voltam a trabalhar dentro da zona de congestão.

E é pensando neste cenário, que Connors e Bradford, desenvolveram a estratégia Turtle Soup.

 

O setup é o seguinte:

1- Hoje encontramos uma nova mínima dos últimos 20 dias (quanto mais baixo, melhor).

2- A mínima anterior deve ter ocorrido, pelo menos 4 barras antes desta atual.

3- É colocada uma ordem start de compra, um pouco acima  da mínima anterior. A compra é válida apenas para o dia de hoje.

4- Se a ordem for executada, colocar imediatamente uma ordem de stop loss um pouco abaixo da mínima de hoje.

5- Se o trade caminhar a nosso favor, usar alguma estratégia de trailing stop (Parabolic ou Hilo, por exemplo) afim de garantir os lucros.

 

Exemplo:

No dia 27/11, a CSNA3, abre formando uma nova mínima dos 20 dias e em seguida os preços reagem superando a mínima do dia 12/11. Neste momento é efetuada a compra, com stop um pouco abaixo dos 39,98. Nos dias que se seguem, o papel faz um rally de alta.

 

CSNA3

CSNA3 – Gráfico diário

 

Lembrando: Esta estratégia é de curtissimo/curto prazo. Pode durar apenas algumas horas, ou no máximo, alguns dias.

Além disso, o uso do money management em operações deste tipo, meramente especulativas, é fundamental. Utilize algum algoritmo de manejo do capital evitando correr grandes riscos financeiros na carteira.

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Desvendando o PL

Publicado em 13.03.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques

lucro

Muitos investidores encaram a análise fundamentalista de uma empresa olhando apenas para o PL.

É verdade que no passado a influência do PL na tomada decisão foi mais significativa. Hoje em dia, com a propagação de outras abordagens (fluxo de caixa, valuation, etc) a relação Preço/Lucro perdeu um pouco do seu encanto.

Basicamente, o índice é a divisão do lucro por ação de uma empresa (ou seja, o lucro dividido pelo número de ações que a companhia possui) pela cotação do papel no mercado. A idéia é avaliar se o papel está barato em relação ao lucro que a empresa apresenta e que vai para o bolso do acionista na forma de dividendos ou ao ser incorporado ao patrimônio da empresa. Assim, se uma empresa tem um lucro de R$ 50 por ação e cada papel é cotado a R$ 100, seu P/L seria 2 vezes (100 dividido por 50). Como o lucro é anual, de maneira simplista, poderia-se inferir que a empresa em dois anos retornaria ao investidor o valor pago pela ação.

Mas é importante deixar claro, que o PL não deve ser usado isoladamente. Olhando apenas o indicador, não é possível definirmos sobre um investimento.

Nem sempre um PL baixo significa uma boa oportunidade. O famoso especialista em investimento Aswath Damodaran em seu livro “Mitos dos Investimentos“, sentencia: “Uma estratégia baseada apenas nos baixos múltiplos Preço/Lucro pode ser perigosa”. Damodaran admite que as evidências do mercado confirmam que as ações com P/L baixo apresentam desempenho maior que as de P/L elevado. Mas quando são incluídos na análise outros dados, a conclusão é que o P/L baixo pode ser também um indicador de risco elevado e taxas futuras de crescimento baixas.

De qualquer forma a relação Preço/Lucro continua sendo muito usada pelas instituições financeiras / corretoras aqui no Brasil. Inclusive se calcularmos o PL das principais ações brasileiras depois da crise subprime é possível encontrar ótimas oportunidades. Mas é bom lembrar que outros critérios devem ser usados em conjunto com o PL, para uma tomada de decisão mais embasada.

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Expectativa positiva

Publicado em 14.02.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

É muito comum encontrarmos investidores/traders que buscam um trading system que consiga obter um grande percentual de operações vencedoras. Mas se esquecem que mensurar o tamanho dos ganhos/perdas é tão importante quanto conseguir um número maior de trades vencedores.

Entende-se como expectativa positiva, obter um rendimento líquido superior as perdas líquidas. É possivel exemplificar essa definição através de uma formula:

Expectativa = (PW x AW) – (PL x AL)

PW (Probability of a Winning) – Probabilidade de ganhar
AW (Average Win) – Média (em valor) dos ganhos
PL (Probability of a Losing trade) – Probabilidade de perder
AL (Average Loss) – Média (em valor) das perdas

Por exemplo, vamos supor que tenhamos em um recipiente 60 bolas pretas e 40 bolas vermelhas. Toda vez, que sortearmos uma bola preta ganhamos 1 real, e perdemos 1 real se a bola for a vermelha. Jogando isso na formula, teriamos:

Expectativa = (0,6 x 1) – (0,4 x 1)= 0,6-0,4 = 0,2

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Ou seja, podemos auferir, depois de múltiplas tentativas,  em média, 20 centavos para cada real apostado. Sem dúvida, um retorno interessante.

Muito simples,não é verdade ? Infelizmente, como sabemos no mercado encontramos um número bem maior de variáveis (bolas) do que o exemplo acima. :)

Agora vamos imaginar que ao invés de 60% de chances de ganho nos tenhamos apenas 36%. Tenho certeza que muito investidor/trader fugiria de um trading system com esse percentual de acerto. Sem nem ao menos saber sobre o payoff de cada variável.

Ao invés de apenas duas cores, agora o nosso jogo se apresenta da seguinte forma:

Número e cor das bolas

Se sorteada..

Payoff (pagamento)

50 bolas pretas

Você perde

1:1

10 bolas azuis

Você perde

2:1

4 bolas vermelhas

Você perde

3:1

20 bolas verdes

Você ganha

1:1

10 bolas brancas

Você ganha

5:1

3 bolas amarelas

Você ganha

10:1

3 bolas trasparentes

Você ganha

20:1

Temos 100 bolas no recipiente, em 64 você perde e em apenas 36 você ganha. Antes o peso era igual. Agora cada cor possui um peso, ou seja, cada cor representa um valor de ganho ou perda.

Usando a formula, teríamos:

1. Bolas pretas – PL = 0,5 AL= 1; portanto (PLxAL) = 0,5 x 1 = 0,5
2. Bolas azuis – PL = 0,1 e AL=2; portanto (PLxAL) = 0,1 x 2 = 0,2
3. Bolas vermelhas, PL=0,04 e AL=3; portanto (PLxAL) = 0,04 x 3 = 0,12

Somando: 0,5+0,2+0,12 = 0,82. Essa é a expectativa negativa do jogo.

1. Bolas verdes, PW = 0,2 e AW = 1; portanto (PWxAW) = 0,2 x 1 = 0,2
2. Bolas brancas, PW = 0,1 e AW = 5; portanto (PWxAW) = 0,1 x 5 = 0,5
3. Bolas amarelas, PW = 0,03 e AW = 20; portanto (PWxAW) = 0,03 x 10 = 0,3
4. Bolas transparentes, PW = 0,03 e AW = 20; portanto (PWxAW) = 0,03 x 20 = 0,6

Somando: 0,2 + 0,5 + 0,3 + 0,6 = 1,6. Essa é a expectativa positiva do jogo.

Por fim, a expectativa global é a diferença entre os dois valores. Ou seja, 0,78 (1,6 – 0,82).

Com estes dois exemplos, fica claro que nem sempre um percentual maior de acertos significa um trading system mais lucrativo. No segundo exemplo, mesmo com uma probabilidade de “apenas” 36%, conseguimos obter uma perspectiva de ganho quase 4 vezes o primeiro jogo.
dado
Portanto é possível concluirmos, que para validar um trading system não devemos olhar isoladamente para a probabilidade de êxito, mas o fator crucial  consiste na expectativa para cada real apostado.

A única maneira de conseguirmos expectativas positivas no longo prazo é através de um dimensionamento correto das posições assumidas em cada trade e levando em consideração a quantidade de capital disponível na carteira. Isso se chama, position sizing. Em breve, pretendo tratar do assunto aqui no blog.

Para quem se interessar sobre o assunto, recomendo a leitura dos artigos aqui publicados sobre Money Management .

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Vertentes da Escola Fundamentalista

Publicado em 07.02.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

artigoDando uma olhada nos artigos já postados aqui no blog, percebi que apesar de usar bastante a escola fundamentalista nas minhas análises dos pápeis que compõem a carteira CHR, muito pouco foi escrito sobre os conceitos básicos. Pensando nisso resolvi incrementar a seção Aprendizado, publicando este artigo sobre as duas princiapais vertentes que regem a análise fundamentalista.

Quando pensamos em analisar um ativo através da AF, podemos utilizar duas metodologias:

1- A Top Down

2- A Bottom-Up

A análise Top Down (de cima para baixo) concentra-se em observar os aspectos macroeconômicos. Eles seriam o principal fator para determinar o desempenho de um papel. Por exemplo: Em momentos de elevação de inflação, os investidores buscam proteção em ações de setores nos quais a alta de preços possa ser repassada de alguma forma. Os bancos em geral, por exemplo, podem proteger parte dos seus ativos no mercado financeiro.

A análise Bottom-Up (de baixo para cima) utiliza todas as informações disponíveis para calcular o valor justo de uma determinada empresa. Ou seja, ao invés de limitar-se somente ao cenário mais amplo, procura, através de um modelo determinado, identificar possíveis exageros (pra cima ou para baixo) nos preços dos ativos.
Isso se torna evidente, quando um papel cai violentamente devido a uma notícia ruim. O mercado, nestes casos, costuma primeiro vender e depois perguntar. Com uma análise Bottom-Up, o investidor pode mensurar o potencial impacto real daquele determinado evento no preço da ação.

As duas metodologias não são excludentes. Muito pelo contrário. Uma alimenta a outra. A análise Top Down, mesmo que muitas vezes seja subjetiva, cria o pano de fundo para que a a análise Bottom-Up vasculhe o mercado buscando empresas que através de seus ciclos, diferenças e momentos particulares, apresentem boas oportunidades.

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Estratégia – Volatilidade

Publicado em 14.01.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias

van tharp

Vou relatar uma estratégia publicada por Van K. Tharp em seu livro “Trade Your Way to Financial Freedom” (recomendadissimo !) utilizando a volatilidade do ativo. Não realizei um estudo estatístico sobre a eficiência desta técnica, mas pelo fato de utilizar o Average True Range, que na minha opinião é um indicador indispensável para qualquer trader/investidor, resolvi publicá-la. Caso alguém se aventure em realizar um estudo histórico mais aprofundado sobre os resultados da técnica, adoraria que compartilhasse aqui.

A idéia é encontrar um timming mais seguro para uma entrada. Para isso o autor sugere utilizar algum indicador como o ADX para identificar ativos que encontram uma tendência. Até mesmo o cruzamento de médias móveis pode ser usado. O importante é que a técnica da volatilidade permite evitar (ou tornar menos frequentes) os habituais sinais falsos de breakout.

Identificada a tendência, usaremos o Average True Range. Assim que os preços começarem a se mover dentro de um range curto, o trader deve redobrar sua atenção. Fortes oscilações nos preços de um ativo em tendência ocorrem depois de uma desaceleração dos preços.

Van Tharp, utiliza a comparação entre dois valores no Average True Range, para identificar que o range de um determinado ativo se encontra baixo (ou curto). Caso a média do range dos ultimos 5 dias seja inferior a 60% da média do range dos últimos 50, o autor considera que o papel está apresentando uma desaceleração. Neste caso o trader deve escolher, baseado na sua metodologia, um sinal de entrada assim que a volatilidade do ativo voltar a ficar intensa.

Importante não esquecer de operar apenas na direção da tendência identificada no início.ITAU4

Exemplo: ITAU4 apresentava um período de congestão no curto, mas estava dentro de uma tendência clara de alta. No dia 06/07 o ATR (5) marcou 0,65, enquanto o ATR (50), 1,08 pontos. Neste momento o trader deveria acompanhar o ativo de perto e determinar um ponto de entrada (possivelmente um breakout) assim que a volatilidade mais intensa voltar. Os preços no dia 11/07 começaram a se movimentar com mais força e em seguida retomaram a tendência de alta.

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Buscando a realidade

Publicado em 09.01.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

realista

Cinco anos se passaram e a bolsa de valores nesse período se tornou sem dúvida o melhor investimento para nós, poupadores. Este ano as impressões até o momento, nos conduzem para um período de maior turbulência. Provavelmente para que consigamos obter os mesmo números de rentabilidade dos anos anteriores, será necessário uma dedicação e um esforço redobrado.

Analisando esse nosso passado recente, é interessante notar, como os diversos investidores[bb] reagem ao período próspero. Até 2007,  difícilmente encontraremos algum investidor que tenha conseguido ter grandes prejuízos. Tudo subiu. A escolha do ativo correto, através de análises criteriosas, se tornou quase secundário.

Auto-atribuição

E é neste cenário,que podemos encontrar investidores iludidos com a verdadeira eficiência de sua estratégia operacional. Atribuem única e exclusivamente para si e para a sua metodologia o sucesso no mercado. É o efeito da auto-atribuição. O viés de auto-atribuição faz com que atribuamos a nós o crédito por eventos passados cujos resultados foram favoráveis, mas sobre os quais tivemos pouca ou nenhuma influência. Mais precisamente, o indivíduo passa a se gabar de decisões passadas que resultaram em sucesso, ao passo que os fracassos são atribuídos a fatores externos e fora de seu controle.

A implicação de tal tendência comportamental para o universo dos investimentos é que ganhos passam a ser assimilados pelo aplicador como prova de seu conhecimento e competência, ao passo que perdas são atribuídas a fatores aleatórios ligados à macroeconomia e aos movimentos erráticos dos mercados.

Para exemplificar o que estou dizendo, experimentem se fazer as seguintes perguntas:

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1)- As perdas de minha carteira foram causadas freqüentemente por circunstâncias externas, como fatores macroeconômicos ?

2)- Os ganhos de minha carteira são resultado direto de minha competência em gerenciar minhas posições ?

3)- As perdas observadas em minha carteira foram na maior parte causadas por fatores imprevisíveis ?

4)- Meu instinto contribui com freqüência para a seleção de bons investimentos ?

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Se a sua resposta a essas questões for positiva, pode acreditar, você está sofrendo da tal tendência comportamental, denominada auto-atribuição.

Reconhecer os próprios erros

Um estudo conduzido por Nicolosi, Gina, Peng , Liang and Zhu, Ning – “Do Individual Investors Learn from Their Trade Experience?” – (December 2005), demonstra como essa anomalia comportamental pode influenciar nas suas operações. Verificou-se que quando a carteira registra ganhos, os investidores consideram que tal resultado ocorreu graças a suas qualidades de aplicador, lavando-os a transacionar mais no período subseqüente. Por outro lado, quando perdas são observadas, não há uma redução proporcional no número de transações realizadas no período subseqüente, o que seria um sinal da redução de confiança em sua própria habilidade de gestão. Pelo visto, reconhecer um erro passado é algo difícil para a maioria dos investidores.

Esse artigo visa chamar a atenção para o modo como estamos interpretando nossas operações no mercado. Seja realista e sincero consigo mesmo. Não se iluda achando que você é o novo Buffett ou Soros brasileiros. A falta da exata noção da realidade pode elevar demasiadamente seus riscos e colocar sua carteira em perigo.

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A regra de ouro

Publicado em 12.12.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

Talvez uma das regras mais famosas no mercado[bb] é a que diz: “corte rapidamente as perdas e deixe correr os ganhos”.

Sem dúvida, é muito provável que aqueles que conseguem seguir a risca essa determinação obterão vida longa no mercado. Mas o fato é que na maioria das vezes o investidor/trader se deixa levar por fatores emocionais inerentes as operações e consegue transgredir as duas pontas desta regra.

Vejamos esse exemplo abaixo.

O que você escolheria:

  1. Uma perda de 9.000 reais; ou
  2. Uma probabilidade de 5% de não perder nada mais uma possibilidade de 95% de perder 10.000 reais ?

O que você escolheria, a perda certa ou a sorte ? Essa pergunta foi feita para um grupo de investidores[bb] americanos e 80% deles escolheram arriscar na sorte. Ou seja, escolheu a segunda opção. Mesmo que esta porporcione uma perda maior ( 10.000 * 0,95 + 0 * 0,05 = 9.500 reais, portanto maior que a perda certa de 9.000 reais ).

“Corte rapidamente as perdas”… isso não ocorreu. Regra transgredida. Na maioria das vezes, o investidor/trader prefere confiar na sorte de que o mercado irá se recuperar, ao invez de encerrar a operação. O prejuízo assim se acumula e chega a um ponto que a venda se torna inevitável e bem mais dolorosa.

Vamos considerar agora, outro exemplo.

O que você escolheria:

  1. Um ganho de 9.000 reais; ou
  2. Uma probabilidade de 95% de ganhar 10.000 reais mais uma possibilidade de 5% de não ganhar nada ?

Mais uma vez, você escolheria o ganho certo ou a sorte ? Neste caso, 80% dos investidores americanos preferiram o ganho certo. Mesmo que, a alternativa de tentar a sorte se mostre matematicamente mais interessante ( 10.000 * 0,95 + 0 * 0,5 = 9.500 reais, portanto maior que o ganho certo de 9.000 reais ).

“Deixe correr os ganhos”…. mais uma vez, violamos a regra. Quando um investidor/trader tem nas mãos um ganho, na maioria das vezes, fica tão apavorado de perdê-lo, que no menor sinal de reversão do mercado, o realiza.

Este artigo exemplifica a importância do psicológico. Independente da estratégia utilizada, se não soubermos gerir os ganhos e as perdas, não conseguiremos sobreviver por muito tempo no mercado.

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Investment Grade e Risco Brasil

Publicado em 02.10.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Informações, Opinião

 

risco brasilMuito tem se falado sobre o tão esperado grau de investimento. E parece que ele nunca esteve tão próximo.

“Investment Grade” traduzido para o português significa grau de investimento, que nada mais é do que uma recomendação de investimento. Nesse caso, a recomendação é o país e quem recomenda são as agências de risco.

O JP Morgan Chase, por exemplo, calcula o EMBI+ Brasil, considerado  um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia brasileira.

O Emerging Markets Bond Index – Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.

O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.

Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como ” arriscado ” deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida – ao que se chama prêmio pelo risco.

Até ontem o EMBI+ foi cotado em 173 pontos. A crescente liquidez da bolsa brasileira e a constante presença do investidor estrangeiro pode representar um indício de que o investment grade está muito próximo.

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Fixed Fraction Method

Publicado em 24.09.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Money Management

Depois de algum tempo sem postar, estou retomando os artigos relacionados as estratégias de Money Management. Gostaria de agradecer aos emails recebidos de leitores elogiando e se interessando pelos artigos escritos sobre o assunto. Devido ao grande trabalho que estes artigos demandam, sem dúvida sem as palavras de incentivo de vocês talvez não voltasse a abordar o assunto.

Antes de iniciarmos, julgo interessante para aqueles que não leram os artigos anteriores  que o façam. Sem dúvida o entendimento será muito maior.

( Money Management, Martingale, Antimartingale, A formula de Kelly )

O Fixed Fraction Method é um sistema de manejo de risco que procura identificar qual é o melhor percentual do nosso capital de investimento que devemos arriscar em cada operação. Esse percentual é identificado como “fraction” ou “f%” ou simplesmente “f”.

O método exige que o investidor determine um stop loss e o valor financeiro máximo que se admite perder em cada operação. Dividindo um valor pelo outro alcançamos a quantidade de contratos (ou ações) que podem ser operados. Depois de cada operação concluída é necessário refazer o cálculo para que se determine o novo número de contratos a ser negociado.

Vamos supor uma série de trades, para ajudar na compreensão:

fixed-1

Vamos imaginar também que queremos limitar nossa perda em cada trade em 1.250 reais (stop loss) e que iremos arriscar 5% do nosso capital total em cada operação. Iniciamos a simulação com um montante de 100.000 reais.

fixed-2

Chegamos no final da simulação com um resultado de 123.150 reais(121.750+1.400 do décimo trade). Sem dúvida o percentual de 5% nos trouxe uma boa rentabilidade, mas será que é o melhor ? Vamos simular agora com outros percentuais:

fixed-3

Percebe-se que o aumento do percentual arriscado não corresponde necessariamente a um aumento do resultado final. O montante final com o percentual de 25% é superior ao de 50%. Aliás, esta constatação parece até óbvia. Afinal se pensassemos em operar com 100% do capital, bastaria um trade para que zerassemos nossa conta.

Devemos ressaltar que o percentual arriscado não representa o drawdown do sistema. O drawdown depende da sequência dos trades.

Ser obrigado a “stopar” uma operação é muito desagradável, mas sem dúvida é muito mais estressante para o trader assimilar um drawdown percentual, ou seja, o quanto se desvaloriza nosso capital total depois de ter alcançado uma máxima relativa.

Dito isso, vamos acrescentar ao nosso exemplo o drawdown (DD) e a respectiva percentual (DD%) depois de cada operação. Por exemplo, no primeiro trade nos perdemos 1.000 reais; começando com 100.000 reais menos os 1.000(=DD), chegamos aos 99.000, exatamente 1% (=DD%) de 100.000. Os cálculos são simples, lembrando que o drawdown é calculado sempre pela máxima cotação do contrato.

(Caso tenham alguma dúvida, sobre o entendimento da tabela abaixo, por favor, comentem. Terei enorme prazer em explicar).

fixed-4

Os percentuais em negrito representam os maiores drawdowns percentuais em cada fração “f” testada.

É interessante notar que nem sempre o maior drawdown percentual representa o maior drawdown absoluto. Isso se torna evidente na coluna da fração de 50%, onde o máximo DD% é a incrível marca de 69,91% correspondente ao valor absoluto de 108.500 reais, enquanto após alguns trades a estratégia alcança um valor de perda de 141.250 reais, diante de um percentual de “apenas” 49,68%.

Normalmente são utilizados os valores percentuais, considerando que a resistência a perda de determinado valor aumenta com o crescimento do capital total. Ou seja, perder 1.000 reais para quem tem 10.000, não é a mesma coisa (psicologicamente falando), do que uma perda de 1.000 e tem uma conta de 100.000 reais.

Voltando a olhar a tabela, parece evidente que uma exposição maior provoca movimentos mais voláteis, tanto nos trades positivos como naqueles negativos. O percentual de 25% no nosso exemplo aparece como a melhor escolha depois de 10 trades, levando o saldo total da nossa conta a 215.950 reais, mais de 115% de valorização. Mas aí, surge a pergunta fundamental: Quantos traders resistiriam a um drawdown de 43,41%, levando o total da conta a 78.550, diante dos 100.000 iniciais ?

Se conhecêssemos o futuro nossa tarefa seria mais fácil, escolheríamos o “f” igual a 25%, e teríamos apenas o trabalho de contar o dinheiro. :)

Bem, se você chegou até aqui, sem dúvida se interessou pelo assunto. Descobrimos agora a importância do drawdown na definição da nossa estratégia de money management. Nos próximos artigos continuarei com o estudo, buscando trazer para vocês os métodos e as aplicações mais usados por traders de todo o mundo.

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