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Investimento em valor

Publicado em 14.05.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Estratégias

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cifrao Sem dúvida, o maior expoente da metodologia do investimento em valor é o presidente da Berkshire Hathaway, Sr. Warren Buffett. Buffett, o segundo homem mais rico do mundo,  foi discípulo de Benjamim Graham, autor do clássico livro “O investidor inteligente”  e pai da escola que tem como premissa básica o investimento em empresas que estão sendo negociadas a um preço bem abaixo do seu valor justo.

Todos concordam que empresas baratas e com uma “boa margem de segurança” (como o próprio Graham, gostava de chamar as pechinchas do mercado) são investimentos que no longo prazo tendem a gerar ótimo retorno. Difícil porém, é saber avaliar corretamente o valor justo de uma companhia.

Estimação da taxa livre de risco e do prêmio de risco, estimativa do custo de capital, estimação de fluxos de caixa, modelos de fluxo de caixa descontado (de dividendos, do acionista e da empresa), avaliação por múltiplos, opções reais, avaliação de ativos intangíveis, comentários sobre fusões e aquisições… estes são alguns dos pontos que devem ser considerados, usando a escola fundamentalista, para que possamos avaliar uma empresa.

Muitos profissionais do mercado levam dias, inclusive meses, analisando balanços e calculando o valuation de uma empresa. Um trabalho árduo e com muitas variáveis, que muitas vezes não traz o resultado esperado.

Lendo a biografia de Warren Buffett, “A bola de neve”,  podemos perceber como o megainvestidor sempre se preocupou com o perfil do gestor/administrador da  companhia em que investe, antes mesmo de olhar os números de um balanço. A procura é por profissionais dinâmicos e competentes capazes de gerar caixa e consequentemente agregar valor para a empresa. Além disso, para Buffett, o valor de uma empresa vem do seu bom posicionamento mercadológico, da sua correta identificação das ameaças e oportunidades existentes no mercado.

A leitura que faço dos ensinamento do livro de  Buffett é de que avaliar uma empresa sem levar em consideração a sua inserção no ambiente, a sua estratégia e o impacto disso tudo nos seus drivers (administradores) pode ser uma experiência simples e desastrosa. E isso tudo não pode ser fornecido apenas olhando para os números apresentados no relatório anual da companhia.

A preocupação do analista em entender a empresa, o seu modelo de negócios, os recursos que de alguma forma contribuem para a geração de valor é de fundamental importância para uma boa análise do tipo fundamentalista.

A idéia deste artigo, não é fazer uma crítica à abordagem em investimento em valor. Longe disso. Gosto muito do tema. Em uma carteira de acumulação de longo prazo, muitos dos conceitos desta escola devem ser usados por todos. Apenas desejo enfatizar que o mundo dos investimentos não é uma ciência exata que pode ser mensurada objetivando resultados precisos. Uma abordagem mais ampla e pessoal é imprescindível.

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A crise expandindo os horizontes do investidor brasileiro

Publicado em 07.05.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

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Entre o segundo semestre de 2002 e o primeiro semestre de 2008 observamos um grande ciclo virtuoso na economia mundial. Nesse período, muitos brasileiros foram atraídos para a bolsa de valores devido aos enormes ganhos que as ações proporcionaram. Muitos ganharam dinheiro com relativa facilidade, pois o forte mercado altista possibilitava ganhos até para leigos sem um bom sistema de investimentos. Entretanto, a recente crise do subprime provocou enorme prejuízo principalmente aos investidores iniciantes que entraram na fase final desse ciclo de expansão. Investidores assustados saíram do mercado tentando salvar o que restou de seu patrimônio; outros estão rezando para o mercado voltar a subir. E outros que estavam pensando em começar a investir desistiram da ideia.

O que a maioria dos brasileiros desconhecem, é que o mercado de ações possibilita ganhos até quando está em queda. Seria quase inevitável ficar sem engolir algum prejuízo com essa reviravolta no mercado, mas tenha certeza de que há investidores ganhando rios de dinheiro com a queda das ações.

Além de comprar ações para tentar ganhar com sua possível valorização há a possibilidade de fazer operações de venda para tentar lucrar com a queda dos seus preços. Isso pode ser realizado de duas formas: efetuando vendas a descoberto ou vendas alugadas.

A venda a descoberto é um tipo de operação permitida apenas para realização de day-trades (operações iniciadas e terminadas no mesmo dia). Nesse tipo de operação o investidor vende ações que não possui em sua custódia esperando que seus preços caiam abaixo do preço de venda. Ao recomprar as ações mais barato do que vendeu, o investidor estaria lucrando com a diferença entre o valor que recebeu pela venda a descoberto e o valor que desembolsou para recomprar as ações e assim encerrar sua operação.

As operações de venda a descoberto podem ser realizadas por meio de um sistema de operações que utiliza a Análise Técnica como forma de análise das ações. A seguir, vamos estudar um exemplo.

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Temos na figura ilustrativa um gráfico da PETR4 na periodicidade de 5 minutos. No ponto A encontramos o papel dentro de uma tendência de baixa fazendo um repique até a resistência dada pela média móvel de 21 períodos e o suporte rompido, anteriormente, no movimento de expansão que precedeu essa correção. Repare que esse movimento de alta se deu com candles de corpos pequenos até culminar num doji em cima da resistência. Por essa leitura dos candles vemos que o movimento de alta não possui força. O doji formado na resistência nos dá um sinal de que é possível ocorrer uma retomada do movimento de baixa a partir desse ponto.

Se fôssemos operar esse papel poderíamos vendê-lo a descoberto na perda da mínima do doji. E também poderíamos traçar a extensão alternada de Fibonacci e combiná-la com os suportes para projetarmos o alvo da operação. Veja em B que temos um suporte dado pelo gap formado na abertura do pregão, nesse dia, nas proximidades da extensão alternada de 100%. Esse seria o nosso ponto de recompra do ativo para encerrar a operação. Observe que a PETR4 atingiu justamente esse nível de preços antes de fazer nova correção do movimento de baixa. Se tivéssemos seguido o plano de ação descrito, teríamos obtido um lucro bruto próximo de 0,7% – o que é bem razoável para um day-trade.

Como as vendas a descoberto são permitidas apenas para day-trades, aqueles que desejam montar operações de venda de maior duração precisam recorrer ao aluguel de ações.

Uma operação de venda alugada consiste em alugar ações de outros investidores mediante o pagamento de uma taxa de juros anual ao doador das ações e uma taxa de intermediação à corretora. Para efetuar a operação, o investidor entra em contato com a corretora por um de seus canais de atendimento e solicita as ações. Esclarecido detalhes como quantidade de ações, taxa de juros (valor a ser pago pelo aluguel), tipo de contrato (reversível ou não-reversível) e prazo de duração do mesmo a mesa de operações da corretora se encarrega de efetuar o aluguel e colocar as ações na custódia do tomador.

Uma vez alugada as ações, o tomador pode vendê-las e recomprá-las quantas vezes quiser até três dias antes do vencimento do contrato de aluguel – devido ao prazo de liquidação de D+3. O contrato pode durar alguns meses, mas se for reversível o tomador poderá devolver as ações no momento em que achar apropriado, pagando somente a taxa de juros proporcional ao tempo em que as ações estiveram sob sua custódia. Essa taxa varia conforme a liquidez do ativo. Um ativo mais líquido como a VALE5 pode ter uma taxa de menos de 0,4% ao ano enquanto um outro menos líquido como a JBSS3 pode ter uma taxa de 8% ao ano.

No próximo exemplo, encontramos a PETR4 no período diário. Vamos ver como a Análise Técnica nos ajudaria a fazer uma operação de venda alugada neste caso.

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A partir do meio do gráfico o ativo entra em tendência de baixa. No ponto A encontramos o papel corrigindo logo após romper o suporte. Essa correção sente o suporte rompido atuando como resistência e os preços formam um candle de reversão nesse ponto. Esse seria um sinal de que poderíamos iniciar uma operação de venda. Aqui também poderíamos traçar a extensão alternada de Fibonacci e descobriríamos que há um suporte em torno de R$ 32,64 logo após a extensão de 100%, conforme podemos observar em B. Esse seria nosso alvo para recomprar as ações e encerrar a operação. Então, no dia seguinte, poderíamos efetuar uma venda a descoberto na perda da mínima desse candle de reversão e em seguida alugar ações na mesma quantidade da venda realizada para nos mantermos posicionados até o alvo da operação. Conforme é possível observar, nesse caso também seríamos bem sucedidos ao recomprar as ações exatamente no alvo. O lucro bruto dessa operação seria algo próximo de 11% depois de quatro dias posicionados.

A partir desses exemplos podemos afirmar que não importa se o mercado se encontra em tendência de alta ou de baixa, mas sim sabermos aproveitar seus movimentos.

Estamos passando pela pior crise econômica desde 1929. A maioria dos investidores na ativa nunca viram coisa parecida. Como podemos constatar, a vida de muita gente foi prejudicada. Empregos foram perdidos, famílias estão em dificuldades financeiras… Contudo, é verdade quando dizem que toda crise trás oportunidades. Para os brasileiros, em especial, a crise está trazendo uma oportunidade para repensar seus conceitos e expandir seus horizontes como investidores da bolsa se valores; é uma chance de aprender a operar nos mercados em baixa assim como os norte-americanos já fazem há muito tempo.

Obs.: Todo tipo de operação, seja de compra ou venda, deve ser protegida por stops.

Marcos Abe é investidor e autor do livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas”.

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O famoso “Breakout”

Publicado em 05.05.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias, Money Management

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break3O “breakout”, ou rompimento, representa um dos sinais mais importantes na análise gráfica. Podemos definir o “breakout” como uma saída repentina dos preços em uma fase lateral de congestão que pode ser bem identificada através de suportes e resistências. Apesar de ser utilizada por muitos traders e ser de fácil compreensão, está configuração gráfica apresenta algumas dificuldades ao ser implementada.

Identificar uma fase de congestão, onde os preços ficam cercados por uma linha de suporte e outra de resistência, nem sempre é uma tarefa fácil como pode parecer. Alguns traders utilizam os preços de fechamento e abertura, outros preferem os pontos de máxima e mínima, para traçarem as linhas de suporte e resistência. Além disso, é de certa forma difícil encontrar o ponto certo de rompimento da congestão.

Quanto mais a congestão é longa, maiores são as probabilidades que o rompimento ocorra de maneira explosiva. Normalmente, a longa fase lateral de indecisão provoca uma diminuição dos volumes e uma progressiva contração do range dos preços. Neste momento surge a eterna dúvida. Antecipar o rompimento ou esperar até o último momento. Normalmente a desilusão ocorre nos dois casos. Se antecipamos o movimento, o preço não ultrapassa a resistência (ou suporte) e retorna. Se esperamos, o “breakout” ocorre de maneira tão violenta que permanecemos inertes com a mão no mouse sem fazer nada.

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Exemplo: “Breakout” cofirmado

Exemplo: Falso “breakout”

Os falsos "breakouts" são muito comuns e portanto inevitáveis. Todo trader, com certeza já sentiu o gosto amargo, de entrar no rompimento e em seguida o mercado reverter deixando a configuração de um vértice. Não acredito que exista uma técnica vencedora que lhe permita antecipar o movimento dos preços e garantir a validade de um "breakout". Se a intenção é especular no mercado, é preciso estar consciente de que existirão operações vencedoras e perdedoras. É importante que o trader, utilize um manejo de risco eficiente permitindo que ele possa ganhar mesmo que as operações negativas sejam em maior número do que as positivas.

Não podemos questionar de maneira subjetiva a validade de um “breakout”. Se temos um algoritmo de money management eficiente, devemos sempre entrar em todos os rompimentos. Algumas vezes, sairemos vencedores, em outras perdedores. Faz parte do jogo. Mas a expectativa no longo prazo deve ser de que os ganhos nas operações positivas superem as perdas nos trades negativos.

Por isso, como já escrevi várias vezes aqui no blog, não perca tempo apenas procurando o setup gráfico ideal. Concentre-se no manejo de risco. Este sim, será o responsável pelo sucesso nas operações do trader.

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Entradas e saídas parceladas. A tática dos múltiplos lotes

Publicado em 30.04.2009 por CHRinvestor na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

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42-20313789Uma das principais dificuldades dos traders é realizar o lucro no momento certo. Será que devo apertar o stop e embolsar o lucro ou deixar correr mais folgado para não sair da operação antes da hora? Descrevo abaixo como é possível proceder nas operações de curtíssimo prazo:

Quando o mercado está direcional, isso se torna mais fácil. A grande dificuldade é quando a tendência não está bem definida, com movimentos erráticos frequentes. A tática da realização parcial permite uma menor exposição ao risco e uma menor carga de estresse.

Antes de mais nada, vamos lembrar conceitos básicos para um trader bem-sucedido. 1) Lucro bom é o lucro no bolso. 2) Corte as perdas o quanto antes: o primeiro prejuízo é sempre o menor.

Ninguém sabe o que vai ocorrer no mercado nem no prazo de uma hora, quanto mais no prazo de dias ou semanas. O trader que consegue acertar o fundo e o topo com regularidade é uma farsa. Isso não é possível. E, se alguém pudesse prever o futuro, usaria esse dom em algo ainda mais rentável, como os seis números da mega-sena.

Partindo do princípio de que ninguém consegue prever o futuro, é sábio garantir sempre o lucro de uma parte da operação.  Muitas vezes, o trader iniciante acerta, inclusive, mais do que erra, mas realiza rapidamente demais o lucro (e até aí nada muito danoso) e demora muito para realizar o prejuízo. Isso, sim, pode ser fatal.

Realizar parte da posição quando atingir um objetivo inicial ajuda a lidar com esse problema. Pode ser a venda de 50% ou 70% da posição inicial e manter a posição restante para aproveitar um movimento mais amplo. O stop dessa posição restante pode ficar abaixo de alguma zona de suporte, mas, até que se consiga elevar o stop para um ponto em que já se tenha lucro, o stop deve ficar no ponto de compra. Na pior das hipóteses, o trader sai com lucro em parte da posição e, no restante, sai no empate.

É fundamental não deixar uma operação vencedora se tornar perdedora. O lucro deve ser realizado. Sair da posição antes do tempo é muito melhor que depois do tempo.

O trader também pode realizar o restante da posição ao atingir o segundo objetivo. Os objetivos podem ser traçados a partir de suportes e resistências importantes ou secundárias, de projeções e retrações de fibonacci, médias móveis, bandas de bollinger, gaps.

Para operar dessa forma, é fundamental manter escritos e ao seu alcance os planos de entrada e saída com todas as possibilidades. Se fizer tal movimento vou agir desta forma, se fizer outro movimento eu agirei daquela outra maneira. Rigidez militar para seguir o plano inicial. Esse plano inicial foi feito de cabeça fria, longe do burburinho do pregão, sem as dicas e os trombeteiros dos fóruns que só acertam. Não acreditem neles. Trader que nunca é stopado não existe. É investidor.

A entrada numa operação normalmente é mais simples, mas ela também pode ser parcelada. Por exemplo: entrar com menos capital num rompimento de resistência e entrar com a posição restante num eventual pullback, no caso de operações de curtíssimo prazo. Lembrar que o pullback pode não ocorrer, então estaria garantida a entrada no rompimento com metade do planejado.

Muitos traders também têm dúvidas se esperam o fechamento do pregão ou entram assim que seu set-up for atingido. Mais uma vez a tática dos múltiplos lotes pode solucionar essa questão. Entra-se com parte do capital na hora em que o set-up for atingido, e com o capital restante mais perto do fechamento do pregão.

Para finalizar, ressaltamos que consistência é o mandamento. Pequenos lucros somados no longo prazo resultam em grandes lucros.

Marcos Moore, publicitário, opera através de Análise Técnica desde 2004. Desde 2005 se dedica exclusivamente ao mercado financeiro.

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A bolsa de valores como termômetro

Publicado em 23.04.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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termometro Durante muitos anos, a performance das bolsas nas principais nações do mundo representava um indício de como a economia real iria se comportar no futuro. O mercado de capitais era visto como uma bola de cristal. A sabedoria de milhões de investidores antevia a direção das principais economias.

Mas nas últimas décadas, com o aumento das operações especulativas e com o surgimento de uma enormidade de produtos financeiros complexos, essa regra foi colocada em “xeque”. A bolha da internet nos anos 90 é um bom exemplo. O mercado sinalizou com uma forte valorização dos ativos “.com”, mas na economia real, essa realidade não se confirmou.

A volatilidade nos mercados aumentou consideralmente. O VIX, que acompanhamos semanalmente nas análises em vídeo, confirma isso.

Mas, em meio ao pior declínio econômico em pelo menos uma geração, uma recuperação das bolsas (como a que está ocorrendo nas últimas semanas) pode ser um sinal especialmente bom.

As bolsas são mais do que simplesmente uma medida da expectativa do investidor. Elas são uma medida de confiança. Numa época em que a maior parte dos males da economia reside na crise de confiança, em que tanto os consumidores quanto os empresários estão tão inseguros quanto ao futuro que cortam ao máximo as despesas, a alta das ações recente é  um importante sinal de que a maré pode estar começando a virar. Mais que isso, bolsas em alta podem ser, por si só, um importante estimulante da confiança.

Estudos apresentados recentemente no The Wall Street Journal, comprovam que em quase todos os 11 declínios econômicos dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial, o Dow Jones atingiu seu ponto mais baixo da recessão e começou a subida seis meses antes do início da recuperação da economia. Geralmente, os investidores ficam ansiosos para comprar papéis antes da recuperação econômica porque, quando eles sobem depois de uma recessão, os ganhos são consideráveis.

A alta das últimas semanas nos mercados com certeza não é reflexo de indicadores econômicos mais consistentes. Os números continuam muito ruins. A recuperação do mercado de ações pode estar sendo liderada, simplesmente, pelo fim do medo dos investidores.

“Temos certeza, por exemplo, que a economia estará em frangalhos duranto todo 2009 – e, a propósito, provavelmente muito depois – mas essa conclusão não nos diz se as bolsas de valores subirão ou cairão.”
Warren Buffett

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As reservas internacionais do Brasil

Publicado em 09.04.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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A bolsa brasileira apresenta em 2009 uma das melhores performances do mundo.

Não quero entrar no mérito da polêmica tese sobre o descolamento. A minha intenção neste artigo, é mostrar algo que parece evidente: o Brasil, nos últimos anos, se comparado a outros países emergentes, assumiu um papel de destaque diante dos grandes investidores estrangeiros.

Os motivos para esta mudança de paradigma são inúmeros, mas vou me ater a questão do aumento considerável das reservas brasileiras.

Reservas internacionais
Reservas Internacionais

Até o final de Março as reservas internacionais do Brasil somavam R$190 Bilhões. Em Janeiro de 2007 eram apenas R$91 Bilhões (veja gráfico).

Estas reservas são muito importantes em momentos de crise, permitindo que o país forneça líquidez para o mercado de câmbio, evitando assim uma disparada da moeda americana. A partir de Setembro do ano passado, o Banco Central ampliou as intervenções. Desde então, o BC passou a divulgar as reservas internacionais em dois conceitos. Um deles é o conceito de caixa, que inclui os dólares prontamente disponíveis para intervir no câmbio. O outro conceito é o de liquidez internacional, que inclui aplicações que podem ser recuperadas em prazos mais longos.

O BC faz dois tipos de intervenção que não representam a venda definitiva de reservas. Numa, vende dólares com o compromisso de recompra. Noutra, empresta dólares aos bancos, que usam os recursos para financiar exportações.

Treasuries 10 anos
Treasuries 10 anos

Interesante notar como as reservas, desde o início da crise se mantiveram praticamente inalteradas. Apesar das pesadas vendas de dólar feitas pelo BC no mercado à vista (conceito de caixa), as reservas (conceito de liquidez internacional) registraram ganhos expressivos com a valorização das aplicações em títulos do Tesouro americano. Os juros dos papéis com prazo de dez anos (treasuries 10Y), por exemplo, caíram de 5,02% ao ano no fim de julho de 2007 para 2,92% ontem. A queda dos juros significa, para a autoridade monetária, a alta dos preços dos papéis, com efeitos positivos sobre o volume de reservas.

Por conseguinte, assim que a crise passar, a tendência é que os juros americanos voltem a subir, derrubando o preço dos papéis. Aliás, é o que parece estar já ocorrendo (veja gráfico).

Resumindo, a monitoração das reservas internacionais do Brasil é muito importante. Até o momento a estratégia entre os dois conceitos vem sendo bem utilizada. Porém, caso o Banco Central aumente os volumes de reservas dirigidos ao financiamento de exportadores e de empresas, os investidores estrangeiros passarão a questionar a solidez externa do país. Vale a pena, ficar de olho !

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A âncora do mercado

Publicado em 07.04.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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ancora Queria agradecer a grande participação dos leitores do blog na promoção do Acerte o Ibov. Até o momento foram muitos os lances para a pontuação do Ibov no dia 30/04. Ainda falta bastante tempo para o encerramento da promoção, faça também a sua aposta…

Pensando e olhando para os números já enviados, fiquei imaginando de que forma e que tipo de análise o investidor/trader usou para projetar a cotação do índice no final do mês. Independente da forma, com certeza esse número representa uma expectativa pessoal do indivíduo. Uma espécie de âncora, um referencial.

Até o momento, posso afirmar que os amigos do blog estão muito otimistas. A grande maioria espera o índice próximo ou acima do patamar atual.

Sem dúvida, esse resultado preliminar é reflexo da alta recente. Em finanças, estudos demonstram que o retorno de uma aplicação no período anterior influência as estimativas de desempenho futuro.

Um exemplo é a dificuldade que temos de identificar a formação de uma bolha especulativa. Ao comprarmos um ativo que se encontra sobrevalorizado, tomamos esse patamar apreciado como referência de valor e o associamos a um preço justo, visível e praticado pelo mercado. Quando a bolha estoura, percebemos que fizemos uma avaliação equivocada.

A âncora, definida por cada participante da promoção, é uma tentativa de abreviar o processo decisório. No caso da âncora, selecionamos uma estimativa inicial e, então, a ajustamos à medida que recebemos informações. Isso nos permite focalizar a atenção em uma pequena quantidade de dados. Em várias situações, essa dinâmica gera boas estimativas. Problemas surgem quando usamos âncoras irrelevantes, ou quando os ajustes feitos são insuficientes para nos aproximar da realidade.

Em resumo, muito mais importante que escolher um tipo de metodologia de análise, ao tentar acertar o ibov, o investidor deve fazer um levantamento amplo do mercado, resistindo à influência dos primeiros preços que tiver contato. Isso permite uma avaliação mais abrangente do espectro de valores. Uma âncora será inevitavelmente formada. Porém, o investidor terá sua âncora formada com base em uma coleta representativa do universo de flutuação esperado, reduzindo a chance de ficar preso a uma falsa âncora e, literalmente, “afundar com ela”.

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A primeira alavancagem

Publicado em 06.04.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias

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bebeNeste presente texto pretendo continuar as observações e a mesma análise de meu último artigo. Mas buscando dessa vez observar certos aspectos no que se refere a alavancagens operacionais.

Quando começamos a operar em bolsa é comum seguirmos alguns estudos e estratégias, é comum também termos cautela e, a soma da cautela com uma simples estratégia inicial acrescida do baixo capital e consequentemente de uma baixa restrição operacional, acaba quase sempre nos levando a lucros iniciais. Isso ocorre acima de tudo porque normalmente entramos no mercado quando este está amplamente divulgado nas mídias de massa como o melhor investimento do momento, ou seja, estamos em tendência de alta de longo prazo.

Com os primeiros resultados positivos e normalmente com um bom retorno que toda tendência de alta nos traz, segue-se a clássica e errônea comparação com os mais populares investimentos brasileiros – a poupança e o CDB; Nessa comparação nasce um novo mundo, um mundo onde certamente ser um milionário se faz presente e, acima de tudo, se faz possível.

Apesar de todas as recomendações que ouvimos no mercado e de sabermos que investir em bolsa é investir no longo prazo, vislumbramos que é possível ser milionário no curto prazo.

Ocorre então a genial idéia de captarmos grana e alocá-la no mercado de capitais. Uma vez que os juros bancários brasileiros são excelentes e promovem sua captação e consequentemente o seu investimento, recorremos a outro tipo de banco, o “banco paterno”.

Qual pai não gosta de ver e inspirar o sucesso de seus filhos? Promover isto é gratificante para todo pai. Mas nesta relação o que a maior parte dos investidores não compreendem e muito menos os pais é que operar pouco ou operar pequeno é uma restrição ao amplo e fantástico mundo das bolsas de valores, ao ampliarem o capital do jovem investidor de forma fácil estamos na verdade permitindo o acesso a todo um universo amplo e complexo, um universo que não permite despreparos.

Esse capital extra é a primeira alavancagem de todo pequeno investidor, ela não representa na verdade uma alavancagem financeira, ela representa uma alavancagem psicológica, o salto do pequeno e restrito mundo do passado para um amplo universo de possibilidades e de lucros surpreendentes.

O crescimento no mercado precisa ser sempre um crescimento cauteloso, baseado em investimentos seguros e de gestão de riscos, operar em bolsa é gerenciar riscos. O jovem investidor não enxerga isso, o que é natural, pois, o baixo capital do passado de certa forma não exige essa atenção e também não expõe o investidor ao verdadeiro universo de riscos.

A expansão do capital e a consolidação do mesmo ocorre sempre agregada de uma expansão intelectual, crescer financeiramente é crescer mental e psiquicamente, se você não expandir seus conhecimentos e suas habilidades o seu capital vai encolher. E se ele está encolhendo neste momento é porque alguma coisa está errada. É hora de se alavancar em conhecimento e colher os frutos futuros.

Escrevi este artigo em primeira pessoa porque ele é de certa forma parte da minha história. E gostaria de aproveitar a oportunidade e dedicá-lo a meus pais e meus avós que permitiram não apenas minha expansão financeira, bem como a expansão intelectual necessária para o mesmo. Dedico também a todos os investidores e peço que lembrem-se sempre: para expandir seu patrimônio é preciso se expandir na mesma proporção.

Artigo escrito por Rafael Valim.

Rafael Valim, geógrafo e trader, opera no mercado financeiro e colabora eventualmente com o CHR Investor.

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Arbitragem e Long/Short

Publicado em 24.03.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias, Informações, Opinião

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ursotouro Nas últimas semanas, o movimento das duas principais blue chips do mercado brasileiro apresentaram uma falta de sincronia muito incomum. A PETR4 e a VALE5, são disparadas as ações de maior liquidez da bolsa. Ambas representam praticamente 30% do volume de negócios. E dificilmente o Ibovespa se valorizará se estes dois papeis não fizerem o mesmo.

Mas se observarmos as últimas três semanas, podemos perceber a falta de correlação entre as ações preferenciais da Petrobras e da Vale. PETR4 ganhou aproximadamente 20% e a VALE5 não conseguiu alcançar a metade desta valorização. Esse comportamento antagônico permite aos players do mercado estruturar estratégias de arbitragem e long/short.

Em um artigo escrito aqui no blog em Setembro de 2007, eu já apresentei as modalidades deste tipo de operação. No caso de VALE5 e PETR4, uma operação de long/short poderia ser classificada como inter-setorial.

Em regra geral, essas estratégias compreendem a manutenção simultânea de ações (e/ou seus derivativos) compradas e vendidas. Seus objetivos são eliminar ou reduzir a exposição dos investimentos aos chamados “riscos sistemáticos”, fatores que afetam os mercados acionários em geral, independentemente dos fundamentos das empresas.

Na maioria dos casos, os administradores de carteiras long/short compram ações e opções de algumas empresas. Simultaneamente, alugam ações de outras empresas para vendê-las e devolvê-las quando lhes interessar ou quando expirarem os contratos de aluguel. Mais importante do que a valorização ou desvalorização das ações é o desempenho relativo entre as posições compradas e vendidas.

No gráfico abaixo, podemos identificar a distorção entre o movimento dos dois papeis. De uma maneira bem simplista, poderíamos elaborar uma estratégia, onde venderíamos PETR4 e compraríamos VALE5.

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PETR4 x VALE5

O principal nas carteiras long/short é posicionar os investimentos de forma que as ações compradas tenham desempenho superior às posições vendidas. Por isso, o potencial de rendimentos diferenciados está sempre presente, seja com mercados em alta, seja em períodos de baixa.

A escolha correta de posições pelo investidor é determinante, qualquer que seja a modalidade long/short. Vale lembrar que ao potencial de ganhos em quaisquer condições de mercado estão associados riscos de perda independentemente do movimento de mercado. Portanto, é vital que o investidor considere tais estratégias como parte integrante de sua carteira de investimentos e não como a única posição.

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Variações acumuladas

Publicado em 13.03.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Colaboradores, Informações, Opinião

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percentagem A bolsa de valores subiu 0,12% num dia, 0,24% no seguinte e 0,35% no terceiro; qual foi a taxa acumulada nesse período? E se a bolsa tivesse caído 0,1% no segundo dia?

A divisão de uma percentagem por 100 resulta em um fator decimal (também chamado de fator unitário). Se a percentagem em questão for inferior a 100%, o fator será menor do que 1. Se a percentagem for maior do que 100%, o fator será superior a 1. Quanto são 10% de 172? Transforme a percentagem em fator decimal (10 ÷ 100 = 0,10) e multiplique-a pelo valor de referência (no caso, 172). O resultado é 17,2 (172 x 0,10).

Se o Ibovespa estava em 37.000 pontos e subiu 1% ao fim do pregão, para quanto ele foi? O fator decimal, você já sabe, será 0,01 (1 ÷ 100). Se você multiplicá-lo pelo valor de referência (37.000), chegará à variação ocorrida naquele pregão: 370 pontos (0,01 x 37.000). Ora, se o índice estava em 37.000 e ganhou 370 pontos, então obviamente fechou o dia em 37.370.

Dado que um número dividido por ele mesmo é sempre igual a 1, teria sido mais prático transformar o fator decimal em fator de multiplicação, somando-o a 1, e multiplicar esse novo fator pelo valor de referência, chegando-se diretamente ao resultado e eliminando a adição intermediária. Testando: 37.000 x 1,01 = 37.370.

Agora imagine que o Ibovespa tenha se valorizado em 6% no 1º semestre e que um analista diga “No semestre que vem, a bolsa subirá 5% mais do que subiu neste”. Ele pode estar dizendo que a valorização no 2º semestre será de 11% (6 + 5), em cujo caso ambas as percentagens são valores absolutos, ou de 11,13% (6 × 1,05), em cujo caso a primeira percentagem é um valor absoluto e a segunda, um valor relativo.

Quando se opera com percentagens, é fundamental deixar claro se a percentagem em questão é um valor absoluto ou relativo, para evitar dubiedade como a que está implícita na afirmação desse analista imaginário. A melhor maneira de fugir do problema é falar em “pontos percentuais” quando a percentagem for um valor absoluto.

Na primeira situação, o analista diria que o aumento do semestre que vem será 5 pontos percentuais maior do que o deste e na segunda hipótese ele diria, aí sim, que o próximo incremento será 5% maior. Para não criar esse tipo de confusão, falaremos aqui em adição e subtração de percentagens como valores absolutos (usando sempre a expressão “pontos percentuais”) e de acumulação e extração de percentagens como valores relativos.

A adição e a subtração de percentagens não têm mistério algum, pois se trata de operações triviais com números que, por acaso, são percentagens. Como se viu, um aumento de 5 pontos percentuais acima de 6% será de 11%. Um aumento de 5 pontos percentuais a menos será de 1% (6 – 5).

A acumulação de percentagens se faz pela multiplicação dos fatores de multiplicação. É mais simples do que parece. Recordando: o Ibovespa subiu 0,12%, 0,24% e 0,35% em três dias; qual foi a taxa acumulada no período? Comecemos com os fatores:

0,12 ¸ 100 = 0,0012 + 1 = 1,0012

0,24 ¸ 100 = 0,0024 + 1 = 1,0024

0,35 ¸ 100 = 0,0035 + 1 = 1,0035

Agora basta multiplicá-los um pelo outro (lembrando que a ordem dos fatores não altera o produto, ou seja, a multiplicação pode se dar em qualquer seqüência):

1,0012 × 1,0024 × 1,0035 = 1,007115

Então o Ibovespa subiu 1,007115%? Não, o resultando da multiplicação de fatores de multiplicação é outro fator de multiplicação. Para convertê-lo em percentagem, faça o caminho inverso ao da transformação de um fator decimal em um fator de multiplicação: subtraia 1 e multiplique o resultado por 100, assim:

1,007115 – 1 = 0,007115 × 100 = 0,7115%

E se a bolsa tivesse caído 0,1% no segundo dia? A lógica não mudaria, apenas, nesse caso, um dos fatores de multiplicação seria inferior a 1 (-0,1 ¸ 100 = -0,001 + 1 = 0,999), o que daria:

1,0012 × 0,999 × 1,0035 = 1,0037 – 1 = 0,0037 × 100 = 0,37%

Bom, sabendo que em 3 dias a bolsa subiu 0,7115% e que, em um desses dias, a alta foi de 0,24%, calcule de quanto foi a alta acumulada nos dois dia restantes. Trata-se agora da extração de uma percentagem de outra, o que se faz pela divisão dos fatores de multiplicação.

1,007115 / 1,0024 = 1,004704

Para concluir, transforme o fator de multiplicação apurado em percentagem, da forma já conhecida:

1,004704 – 1 = 0,004704 x 100 = 0,4704%

Como sabemos a variação dia a dia, podemos confirmar esse resultado acumulando as altas de cada um daqueles dois dias:

1,0012 × 1,0035 = 1,004704 – 1 = 0,004704 x 100 = 0,4704%

Cuidado! Como a extração é uma divisão, dividir um fator por outro ou “outro por um” faz diferença. O numerador da fração (a parcela que será dividida) deve ser o valor que contém o outro, isto é, aquele do qual o outro será extraído. O divisor da fração (a parcela que dividirá a outra) deve ser o valor que será extraído.

Resumindo:

Fator decimal: percentagem / 100

Fator de multiplicação: fator decimal + 1

Acumulação de percentagens [1]:

{(fator de multiplicação 1 x fator de multiplicação 2) – 1} x 100

Extração de percentagens:

formula

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[1] Os parênteses e as chaves mostram a hierarquia entre as várias operações que uma fórmula contém. O que está entre parênteses ocorre antes do que está entre chaves, que ocorre antes do que está fora das chaves.

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Artigo escrito por Andrei Winograd – Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-graduado em Finanças pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) e em Mercados Futuros e de Capitais pela Universidade Cândido Mendes. Atua como executivo e consultor, possuindo vasta experiência na avaliação econômico-financeira de empresas e projetos. Autor dos livros “Alfabetização Financeira”, lançado no dia 09/03 pela Editora Novatec, e “(F)Utilidades – Mistérios do dia-a-dia explicados”, publicado em 2006 pela Matrix Editora.

(alfabetizacao.financeira@sefer.net)

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