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Peculariedades do mercado de opções

Publicado em 30.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias

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opcoes A negociação de opções nos mercados financeiros tem uma estreita associação com uma vasta gama de estratégias. Algumas são simples e facilmente compreensíveis, outras mais complexas. Algumas tem o intuito de fazer hedge de uma carteira e outras direcionadas à especulação.

Confesso que não sou um grande estudioso do assunto. As minhas estratégias envolvendo opções são simples e visam, na maioria das vezes, proteger a minha carteira de longo prazo (financiamento). Eventualmente, monto algumas travas e faço operações de taxa, mas nada muito complexo.

De qualquer forma, neste artigo, quero chamar a atenção para algumas peculiaridades do mercado de opções, que muitas vezes passam despercebidas pelos investidores que iniciam o estudo do assunto.

Ao elaborar uma estratégia básica em opções, o investidor precisa estar atento a 4 aspectos fundamentais:

  1. Criar uma expectativa de movimento no preço do ativo subjacente
  2. Acompanhar a relação entre o mercado à vista e o mercado de opções
  3. Observar a volatilidade do preço do ativo subjacente
  4. Conhecer o tempo necessário para o vencimento das opções

Quando operamos no mercado convencional, ou seja no mercado acionário, seja em uma operação long (de compra) ou short (de venda), a relação entre ganho e perda é ilimitada. Com as opções podemos montar uma posição onde esta relação se torne mais favorável.

Por exemplo vamos imaginar uma estratégia short call, ou seja a venda de uma opção de compra. Possuindo as ações que originaram as opções vendidas estamos fazendo um lançamento coberto. Esta estratégia é utilizada quando se acredita que o mercado irá cair ou andar de lado e a volatilidade está baixa. Portando vende-se a opção obtendo o ganho do valor do prêmio. Quanto mais “in the money” for o strike operado, maior será o ganho. O tempo está a nosso favor. Enquanto passa o tempo as opções perdem valor. Se a volatilidade aumenta, retarda a diminuição do valor; caso contrário, acelera.

Importante: Nesta operação o nosso lucro é limitado ao valor do prêmio e a nossa perda é ilimitada, já que aumenta na proporção que o mercado sobe.

Esta estratégia é a preferida dos investidores de longo prazo e não envolve nenhuma formula complexa ou um profundo conhecimento de derivativos. Mesmo não havendo uma verdade definitiva, o investidor, que estiver atento aos aspectos mencionados acima, poderá elaborar ou adequar (de forma mais rápida)  as suas estratégias diante das incertezas e expectativas do mercado.

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A estratégia “Key Buy”

Publicado em 28.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias

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Seguindo a tradição do blog, de apresentar técnicas operacionais dos maiores traders do mundo, hoje trago para vocês a estratégia “Key Buy”, de Oliver Velez e Greg Capra.

No livro, “Tools and Tatics for the Master Day Trader – Battle-Tested Techniques for Day, Swing and Position Traders”, os autores enfatizam que escolher o momento certo de abrir uma posição é o principal fator para obter sucesso no mercado. Segundo Velez e Capra, identificando o timing correto de entrada, 85% da operação já foi realizada. Os outros 15% ficariam a cargo da gestão de risco e da realização de lucro.

Confesso, que pela minha experiência achei exagerada a importância dada ao timing de entrada. Sem dúvida, acertar o ponto correto de comprar um papel é importante, mas, na minha opinião, o que diferencia um trader de sucesso de outro com resultados negativos é a correta administração do capital, controlando os riscos e alocando de forma racional os recursos em cada trade.

Mas vamos voltar a estratégia “Key Buy”, objeto deste artigo.

Critérios da estratégia:

1- Nova máxima – O primeiro critério que deve ser observado, é que o preço tenha feito uma nova máxima. A idéiaa é identificar um movimento forte e que a força compradora tenha sido agressiva. Para isto, os autores recomendam que o papel não tenha feito uma nova máxima nas 8 barras anteriores.

2- Três ou mais máximas consecutivas decrescentes – Neste critério, o papel precisa começar um processo de correção apresentando 3 ou mais barras com a máxima inferior a máxima do dia anterior.

Setup de entrada:

3- Comprar o ativo no momento que os preços superarem a máxima da barra anterior.

Veja no exemplo abaixo, a aplicação da estratégia “Key Buy”.

PETR4

PETR4 – Gráfico Diário

O stop inicial fica localizado um pouco abaixo da última barra que realizou uma máxima decrescente. Caso a operação tenha sucesso é aconselhável usar uma estratégia de trailing stop.

Velez e Capra ressaltam que a estratégia pode ser aplicada em qualquer time frame. Inclusive para operações de day trade. Neste caso, os autores apresentam uma técnica de como lidar com os gaps, muito frequentes nos gráficos intraday. Se houver interesse dos amigos aqui do blog, posteriormente posso escrever um novo artigo sobre o assunto.

Importante:

O uso do money management em operações deste tipo, meramente especulativas, é fundamental. Utilize algum algoritmo de manejo do capital evitando correr grandes riscos financeiros para a carteira.

Esclarecimento:

A minha intenção com a apresentação destes patterns, não é incentivar o uso indiscriminado destas estratégias. Não quero vender a idéia que se trata de um setup infalível. Meu desejo é acrescentar informação para você trader e/ou investidor. E mais, sei que muitos que visitam o blog, tem muito a contribuir. Portanto fica aqui o convite: comente os artigos e debata as idéias, com certeza todos nós vamos ganhar muito com isso.

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Inverse ETF’s

Publicado em 16.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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Antes de mais nada, é importante frisar que os ativos que vou mostrar são (infelizmente) exclusividade do mercado americano.

Os chamados ETF’s (Exchange Traded Funds), ou fundos de índices, começaram a ser negociados no Brasil, no final do ano passado, e buscam obter o retorno de determinado índice e as cotas são negociadas na Bolsa (já escrevi sobre eles, neste artigo). Mas os Inverse ETF’s ainda não “aterrizaram” aqui no nosso mercado.

Os Inverse ETF’s são fundos que reproduzem uma posição de venda a descoberto, ou contrária, a um índice, um setor industrial, uma commodity, bonds, etc. Aqui no Brasil, se um pequeno investidor quiser ficar “short” em bancos, precisa vender uma carteira de ações, alugar os papéis, oferecer garantias e assinar contratos. Nos EUA, ele clica no computador e compra um fundo que faz isso tudo e negocia como se fosse uma ação. É facílimo e as pessoas podem comprar siderurgia, vender mineração, comprar bonds e vender ações de empresas pequenas ou estrangeiras ou emergentes etc.

Por isso, não é de se estranhar que hoje em dia 40% das operações realizadas na bolsa de NY são através de fundos ETF’s. E esse percentual continua crescendo.

Os Inverse ETF’s são também conhecidos como “Short ETF” ou “Bear ETF”. Abaixo, eu apresento dois tipos de Inverse ETF’s, juntamente com os índices que os originaram:

inversesp500

sp500

Inverse ETF 2x S&P500

S&P500

inverserussell

russell

Inverse ETF 2x Russell 2000

Russell 2000

É fácil perceber a correlação negativa existente entre os gráficos.

Para aqueles investidores aqui no Brasil que tem o costume de inverter o gráfico, visando operar no campo vendido, a disponibilidade deste tipo de ativo, sem dúvida, facilitaria muito o trabalho. Só nos resta esperar que a Bovespa se interesse em desenvolver este produto por aqui. Infelizmente, se depender da baixissima liquidez dos ETF’s atuais na nossa bolsa, o interesse pode demorar a chegar.

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Uma boa opção

Publicado em 14.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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bullbear Em outra ocasião já tratei da operação de aluguel de ações aqui no blog, mas agora com as novas taxas da BMF&Bovespa, resolvi voltar ao assunto. Este tipo de operação é destinada para os investidores de longo prazo, que possuem uma boa carteira de ações e não pensam em vender tão cedo.

Desde Maio deste ano, os investidores de ações que decidirem colocar os papeis da carteira para serem alugados, além de receber a taxa do aluguel, recebem um adicional pago pela bolsa, de 0,05% ao ano. Sem dúvida, não trata-se de um grande percentual, mas diante do cenário de queda de juros da economia, a taxa aparece como uma boa opção de ganhos extras.

Outro ponto positivo para este tipo de operação, consiste na isenção do pagamento da taxa de custódia. Vale lembrar, que a partir de Maio, carteiras acima de 300k pagam uma taxa mensal de custódia que varia dependendo do montante total (veja a tabela completa, clicando aqui). Alugando as ações, o investidor fica isento desta cobrança.

As operações de aluguel não trazem riscos para o investidor, já que a garantia da negociação é da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), que funciona como contraparte. No site da instituição inclusive (www.cblc.com.br), podemos acessar o valor das taxas que estão sendo negociadas para cada papel. As corretoras normalmente informam o valor de cada taxa para o investidor, mas é altamente aconselhável que o investidor acesse o site da cblc e saiba quais foram os últimos percentuais negociados.

Há dois tipos de contrato de aluguel: o que pode ser revertido a qualquer momento e o não reversível, o mais comum, que prevê a devolução apenas no vencimento. O prazo é determinado pelo doador, mas normalmente o prazo médio é de 60 dias.

Vale lembrar, que quem cede as ações continua tendo direito aos dividendos, juros sobre capital próprio e bonificações e, que no final do contrato, recebe os papéis de volta pela cotação do dia.

Ações muito líquidas são as mais procuradas, mas também são as que pagam as menores taxas. Papeis da Petrobras e da Vale por exemplo, hoje em dia pagam menos de 0,4% ao ano. Nestes casos, na minha opinião, o aluguel pode não ser muito interessante. Já que tanto a PETR4 como a VALE5, possuem uma boa liquidez nos seus derivativos, permitindo outras estratégias de remuneração da carteira.

Por fim, é importante comentar, que os ganhos auferidos no aluguel das ações já são tributados na fonte pelo imposto de renda e que, assim como ocorre nos investimentos de renda fixa,  a tabela de alíquotas usada é a regressiva (até 6 meses – 22,50%, 6 a 12 meses – 20%, 12 a 24 meses – 17,50% e acima de 24 meses – 15%).

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Operações Simétricas – Day Trade

Publicado em 13.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

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Day trades baseados em simetria requerem muito mais do que simplesmente formações interessantes de visualização, necessitam de argumentos combinados como no exemplo a seguir onde USIM3 além de estar muito próxima de importantes topos anteriores, tocava pela quarta vez em um intervalo de apenas quatro dias a linha de base do IFR 60minutos, com stop a apenas alguns centavos do valor de entrada o cenário mostrou-se perfeito para o lado direto do gráfico ser prospectado. A todos que consigam administrar a arte de congelar emoções por alguns minutos, excelentes day trades de simetria !

USIM3 imagem 1

USIM3 imagem 2

Gráfico 1

Gráfico 2

USIM3 imagem 3
Gráfico 3
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Artigo enviado por Lucio Behr – Trader – AT ações moedas commodities

Algoritmos na bolsa de valores

Publicado em 02.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Colaboradores, Destaques, Estratégias

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form Trabalho na bolsa como daytrader/scalper em full time. Graças a este trabalho diário de dedicação de mais de 10 horas diárias, quase que sem intervalos, tenho a oportunidade de prestar a atenção em vários padrões de negociação. O que eu tenho notado é que as corretoras, principalmente estrangeiras operam sempre com cinco padrões de operações automáticas bem definidos(Algoritmos). Estes algoritmos aplicados por determinado período de tempo (de 5 min até pelo dia todo) alteram significativamente o preço dos ativos. Na prática eles fazem os preços. É, meu amigo leitor, a coisa é mais em baixo. Em função destas observações, pesquisei mais profundamente o assunto. Abaixo vão algumas das conclusões.

Conceito

Muitas definições podem ser dadas à palavra algoritmo. Atualmente, tem-se associado o termo algoritmo à computação, mas este não é um termo restrito à computação ou que tenha nascido com ela.

Vejamos algumas definições de algoritmo:

  • Um procedimento passo a passo para a solução de um problema.
  • Uma seqüência detalhada de ações a serem executadas para realizar alguma tarefa.

Assim, por exemplo, as ações que são necessárias para se fazer um balancete, constituem

um algoritmo. Outro exemplo clássico de algoritmo é a descrição de uma receita de culinária.

Algoritmos em Computação

Imagine se você fosse pedir para um computador/robô abrir uma porta. O que aconteceria? Para o computador/robô conseguir abrir a porta você teria que colocar uma série de comandos em seqüência para que ele executasse um por um até abrir a porta.
Ex: 1o – Levante, 2o Vire-se 30 graus para a direita, 3o Dê 5 passos para frente, 4o levante o braço 25 cm,5o coloque a mão na maçaneta, 6o Gire a maçaneta 90 graus no sentido anti horário, 7o Puxe a porta.
A maquina precisa receber todos os passos de um processo para conseguir executa-lo, como se fosse uma receita. Isso é algoritmo aplicado a computação.

Aplicação em Bolsa de Valores

“O que acontece, de modo geral, é que as empresas criam determinadas estratégias, montam programas baseados em algoritmos e automaticamente eles disparam ordens dentro da estratégia estabelecida, ou de compra ou de venda, diretamente no book de preço da bolsa”, detalha Edison Marcelino, diretor de renda variável da corretora Finabank.

As vantagens dos algoritmos

Um exemplo clássico de algoritmo é o chamado VWAP (Volume Weighted Average Price), que busca preços médios de ativos no mercado. Por exemplo, supondo que um cliente peça a uma corretora que venda R$ 500 milhões de ações da Petrobras. Caso isso seja feito de um dia para o outro, derrubará o mercado. Então o que o algoritmo faz é analisar o mercado e executar as ordens em cima de uma lógica matemática buscando o preço médio e otimizando os ganhos. Os algoritmos são desenvolvidos para diferentes tipos de estratégia, como arbitragens entre ações e opções, compra e venda de volatilidade e operações de fluxo de um ativo. Para cada tipo de estratégia (compra/venda) há um algoritmo automático de negociação. As corretoras estrangeiras que operam com grande volume só operam desta forma.

Algoritmo para Pessoa Física

Essa não é uma operação para pessoa física. Como a margem é muito pequena, o volume financeiro deve ser substancial para poder rodar um algoritmo desses. “Ele não funciona com R$ 1 milhão, ele vai funcionar com R$ 100 milhões, os custos envolvidos neste processo são muitos altos, distanciando ainda mais o investidor de varejo.

Tipos de Algoritmos Utilizados

Entre os algoritmos mais usados, e que já estão adequados aos padrões nacionais, estão TWAP, VWAP, Volume Participation, Best Offer e SpredMaker. Para entender um pouco melhor, abaixo uma breve explicação da funcionalidade de cada um:

  • TWAP: algoritmo desenvolvido para fazer parcelamento de ordens de forma regular em intervalos de tempo pré-determinado. Evita deslocamento do mercado. Também diminui a volatilidade do papel.
  • VWAP: algoritmo desenvolvido para fazer parcelamento de ordens de forma a negociar de acordo com o volume negociado no mercado, buscando o preço médio do intervalo.
  • Volume Participation: possibilita ao investidor participar da movimentação do mercado com percentuais pré-designados de acordo com o volume de negociação que o papel apresenta.
  • Best Offer: o nome já define sua função. Ou seja, o investidor sempre estará posicionado com a melhor oferta de compra ou venda de um determinado papel. Ele aguarda a movimentação do mercado e se posiciona de acordo com valores de momento.
  • SpreadMaker: possibilita executar spreads entre quaisquer ativos. Serve para montar diversos tipos de operações financeiras como financiamento, reversão, travas e borboleta, entre outros.

Espero ter esclarecido e colaborado um pouco mais para o conhecimento geral dos traders que acompanham regularmente o blog do Christian.

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Artigo escrito pelo colaborador Francisco Zanette.

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VIX – O índice do medo

Publicado em 25.06.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias, Opinião

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O VIX é figura tarimbada nas minhas análises semanais em vídeo. Sem dúvida, na minha opinião, se trata de um dos indicadores mais confiáveis do mercado americano. Conhecido como um indicador da aversão ao risco, ou “índice do medo”, o VIX reflete os preços pelos quais os investidores estão querendo comprar e vender opções sobre o índice Standard & Poor´s 500, com freqüência para se proteger de mais perdas nas ações. Como resultado, o índice tende a se mover inversamente ao mercado de ações e é usado para determinar a severidade dos movimentos futuros.

vixNo auge da crise, em meados de Novembro do ano passado, o ex ministro da fazenda e respeitabilíssimo economista,  Sr. Pedro Malan, declarou que  se alguém quisesse saber quando os mercados voltariam ao normal, deveria observar o andamento do VIX.

De fato, quando índice de volatilidade bateu nos 80% no quarto trimestre de 2008, os mercados financeiros se prepararam para um período difícil. Em toda a sua história (desde janeiro de 1990) este indicador de volatilidade nunca havia estado tão alto.

Agora que o VIX recuou para cerca de 30%, parece que a tranquilidade voltou. Entretanto, esta ainda é uma volatilidade relativamente elevada pelos níveis históricos. A volatilidade normal fica na faixa de 15% a 20% e durante os 12 meses antes da quebra do Lehman Brothers ela ficou em 23%.

A volatilidade do mercado está relacionada a instabilidade macroeconômica. Por exemplo, de 2003 a 2007, o mundo viveu um período sem precedentes de crescimento, deixando a volatilidade em níveis muito baixos. Recentemente, com o receio de os EUA viverem uma nova Grande Depressão, as incertezas aumentaram e consequentemente o índice do medo disparou.

De qualquer forma, olhando para o gráfico do VIX , é inegável, que atualmente, a tendência é de baixa no curto prazo.

Até mesmo a recente correção das bolsas americanas não foi precificada pelo indicador. No momento, o VIX vem  trabalhando dentro de uma zona de congestão, que vai dos 27 aos 35 pontos percentuais.

Ainda é cedo para afirmarmos que o pior já passou. Quando o fim da recessão se tornar mais previsível e a recuperação estiver à vista,  então a volatilidade finalmente vai retornar ao seu nível normal e consequentemente devemos ter uma retomada mais consistente dos mercados globais.

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Olhando os indicadores fundamentalistas

Publicado em 23.06.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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Se você é apenas um trader, este artigo com certeza não terá muita relevância. Muito provavelmente, suas análises se concentram nos gráficos e conhecer alguns indicadores fundamentalistas pode parecer completamente desnecessário.

De qualquer forma, assim como já venho fazendo desde a criação do blog, insisto na idéia de que é totalmente possível associar a escola fundamentalista à escola gráfica, e assim buscar a formação de uma carteira de investimento mais rentável. Elaborar uma carteira de longo prazo, usando uma análise baseada nos múltiplos e identificar o momento de entrada e saída através das configurações gráficas, me parece o modelo ideal de abordagem. Somado a isso, podemos direcionar uma parte do nosso capital para operações especulativas, utilizando trading systems e estratégias quantitativas, visando maximizar e proteger nossa carteira em momentos de alta volatilidade.

Pensando desta forma, apresento abaixo três indicadores fundamentalistas que julgo serem importantes ao analisarmos uma companhia:

  • Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RPL ou em inglês, ROE) – Este indicador mede a lucratividade da empresa, através do retorno sobre o patrimônio líquido. Para calcular o ROE, pegue o lucro líquido (o dinheiro que sobra depois que todas as despesas são pagas), encontrado na Demonstração de Resultados, e divida, pelo patrimônio líquido total dos acionistas (quantidade de ativos que a empresa possui, menos todos os passivos), encontrado no balanço patrimonial.
    Além de oferecer ao investidor uma visão do retorno que a empresa é capaz de alcançar em relação ao patrimônio líquido, o ROE permite aos investidores compararem empresas lado a lado, independente do porte ou do setor. Desta forma, é aconselhável que os investidores se concentrem em empresas que produzam altos ROEs e que apresentem tendência ascendente ao longo dos últimos anos.
  • Margem Líquida – A margem líquida é o percentual do lucro para cada real obtido nas vendas. Para calcular a margem líquida, pegue o lucro líquido (o dinheiro que sobra depois que todas as despesas são pagas) e divida pelas vendas líquidas, também conhecida como receita.
    As empresas com vantagem competitiva devem ter médias de margem líquida mais alta que a do setor. Analisar apenas o resultado de um ano significa muito pouco. É importante acompanhar a evolução da margem, durante, pelo menos, os últimos cinco anos.
  • Margem Operacional – A margem operacional mostra quanto sobrou para a empresa de cada real obtido das vendas ou receita depois de pagar todas as despesas de administração do negócio (custo do produto vendido, despesas administrativas, eletricidade, aluguel, folha de pagamento, etc.).
    Importante escolher empresas que tenham alta margem operacional, assim em momentos de contração da economia ou quando ocorrerem aumentos significativos nos insumos, elas podem ser mais flexíveis no preço.

Sem dúvida, olhar isoladamente para estes indicadores, não quer dizer muita coisa. Outros números do balanço também precisam ser analisados. Além disso, examinar a administração da companhia, conhecer a concorrência/setor e ter uma visão macro-econômica do país e do mundo, são fundamentais antes de pensarmos em fazer uma alocação do nosso capital em uma carteira de longo prazo.

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Os pontos principais de um trading system

Publicado em 18.06.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias

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Dando continuidade ao artigo da semana passada sobre a importância de um trading system, hoje eu apresento os cinco pontos principais para a elaboração de um plano operacional. São eles:

  1. Elaboração de um conceito
  2. Transformar o conceito em uma série de regras objetivas
  3. Visualizar o conceito nos gráficos
  4. Testar o sistema
  5. Analisar os resultados

trading1- Elaboração de um conceito – A idéia neste primeiro ponto é desenvolver uma idéia operacional, utilizando os conceitos da análise técnica tradicional. Podemos acompanhar o comportamento das médias móveis, a configuração dos osciladores ou a formação de patterns gráficos. Não importa. O fundamental é que se elabore um plano objetivo e claro.

De preferência é interessante analisar outros trading system já criados, tentando identificar os pontos fracos e fortes. A maioria dos trading systems de sucesso são aqueles que seguem uma tendência, os chamados trend followers.

É importante que o trading system se adeque à personalidade e ao tempo disponível do operador. De nada adianta, elaborar um sistema no gráfico de 5 minutos, para um indivíduo ansioso e que não tenha tempo de acompanhar o mercado full-time.

O sistema deve ser repetitivo e objetivo. Optando por uma abordagem trend-follower, é importante que os trends estejam em tendência primária, deixando a operação fluir e assim maximizando os ganhos. A idéia deve ser que o trading-system traga resultados no médio-longo prazo e que portando tenha uma expectativa positiva.

Identificar um ponto de entrada é difícil, mas programar o momento certo de sair é bem mais difícil e mais importante. O ponto de entrada normalmente segue uma regra lógica e clara, a definição do encerramento do trade exige uma atenção à outros aspectos, como cortar as perdas e o que fazer com os lucros acumulados. Particularmente, prefiro sistemas que não invertam a posição automaticamente. Ou seja, prefiro fechar uma operação aberta anteriormente, antes de emitir uma nova ordem na direção contrária.

Quanto mais se trabalhar para otimizar o ponto de saída, maior será o retorno e menor serão os riscos assumidos.

2- Transformar o conceito em uma série de regras objetivas – Esse ponto é  crucial. É importante que consigamos traduzir o conceito desenvolvido na primeira etapa em regras claras e objetivas, permitindo que qualquer indivíduo, por mais leigo que seja no assunto, possa utilizá-las.

Em poucas palavras, é agora que devemos dizer o que o nosso sistema irá fazer e como ele irá fazer.

3- Visualizar o conceito nos gráficos – Seguindo as regras definidas na segunda etapa, procuramos nos gráficos os sinais operacionais do nosso sistema. Antes de escrever os códigos do nosso trading system no computador, procuramos olhar os gráficos afim de percebermos se as idéias podem ser aplicadas corretamente e se existe, de fato, uma chance de obtermos êxito com o conceito elaborado.

4- Testar o sistema – Agora chegou o momento de transformar o nosso conceito em um código lógico para ser aplicado nas diversas plataformas disponíveis do mercado. As plataformas mais usadas no mundo são: Metastock, Wealth Lab e TradeStation. Mas existem muitas outras.

Caso você não tenha acesso a uma destas plataformas, até mesmo uma planilha no Excel, pode servir para fazer um back testing do seu trade system. Neste caso porém, é importante que você seja rigoroso com os cálculos e não deixe a subjetividade influenciar nos resultados.

Escolhida a plataforma e programado o código, outros aspectos devem ser considerados no teste. São eles:

  • Definir os mercados que aplicaremos o trading system (mercado a vista, futuros, commodities, derivativos…etc)
  • Definir se usaremos um período específico para o teste ou toda a série histórica do ativo (fundamental usar uma base de dados confiável)
  • Incluir as despesas e os custos de corretagem

Terminado o período de testes, e chegando a resultados positivos, o nosso sistema está apto a ser colocado em prática.

Infelizmente no Brasil, ainda temos poucas plataformas a disposição do investidor pessoa física, capazes de rodar uma rotina automática de trading. De qualquer forma, algumas corretoras já se mostram interessadas em ampliar este serviço em breve.

5- Analisar os resultados – Neste ponto, vamos analisar a performance do nosso sistema. Não apenas se o sistema ganha mais do que perde. Vamos verificar se em momentos de perdas (os famosos “drawdowns”) não comprometemos significativamente o nosso capital.

Três são os aspectos estatísticos fundamentais:

  • Rentabilidade – Relação entre a receita gerada pelas operações vencedoras e a perda oriunda das operações perdedoras. Neste cálculo saberemos quanto $ o nosso sistema ganha para cada dólar que perde. É uma medida de risco da nossa carteira.
  • Média das operações – Relação entre os trades vencedores e perdedores. Essa é a expectativa positiva do nosso trading system. Importante ter uma boa expectativa, de maneira que os custos operacionais não influenciem no resultado.
  • Drawdown máximo – Definir a perda máxima  em cada operação e também a sequência de trades perdedores que o operador está disposto a sofrer. Muitas vezes um sistema gera ótimos resultados no final do back testing, mas o seu pior drawdown provoca uma perda insuportável para a maioria dos traders, inviabilizando assim, a metodologia.

Bem estes foram alguns conceitos importantes que devem ser observados na criação de um trading system. Espero ter contribuído com o aprendizado de todos.

P.S.: Apenas lembrando, eu realizo um treinamento para investidores pessoa física  sobre o meu trading system nos mercados futuros. Através de uma abordagem simples e objetiva, que pode ser apresentada pela internet (msn / skype), eu ensino como aplicar uma metodologia eficiente de trading. Aqueles que quiserem obter maiores detalhes, por favor entrar em contato através do formulário de contato.

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Operando com opções

Publicado em 16.06.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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opcoes No mercado brasileiro o uso de estratégias envolvendo as opções de compra é muito comum. Sem dúvida, desde que realizadas com o devido acompanhamento, as opções de compra podem representar uma boa opção de proteção em momentos de forte volatilidade do mercado. Além das inúmeras possibilidades de se realizar travas (de alta ou de baixa) usando dois (ou mais) strikes, são muito frequentes, principalmente entre investidores pessoa física, as chamadas estratégias de “financiamento” e “taxa”, que combinam um ativo objeto e os seus respectivos derivativos.

Nos dois casos, possuímos (ou compramos) uma quantidade X de uma ação e em seguida vendemos uma opção de compra. Nesta operação esperamos que o mercado caia ou ande de lado. Até mesmo uma pequena subida, pode deixar a operação no lucro. Uma forte alta, determina o encerramento da trava.

Em mercados comportados, a probabilidade de êxito nas operações de financiamento é muito grande. Afinal de contas, o tempo está a nosso favor, o que significa dizer, que antes de desfazer uma operação antecipadamente é necessário pensar muito (pessoalmente, me arrependi em quase todas as vezes que o fiz).

Existe porém um outro tipo de operação com opções, pouco conhecido entre os investidores pessoa física, que envolve as opções de venda. Infelizmente, este tipo de derivativo, possui ainda muita pouca liquidez no mercado brasileiro, permitindo assim que apenas os grandes fundos possam participar da festa.

Um exemplo de estratégia comum usado pelos fundos  é o chamado “reverse convertible”, ou conversível reverso. O fundo pega o dinheiro do investidor e aplica em títulos públicos. Ao mesmo tempo, vende uma opção de venda de ações da Petrobras ou da Vale. Nesta operação, na data futura, ele tem a obrigação de comprar o papel por um preço fixado. No caso do fundo, ele se compromete a comprar o papel dali seis meses com desconto de 15%.

Por essa venda de opção, o fundo recebe um prêmio pago pelo comprador da opção. O dinheiro do prêmio é aplicado também e aumenta a remuneração do fundo. Se o papel não cair 15%, a opção vira pó, pois o comprador da opção não vai querer vender a ação por um preço abaixo do de mercado. O fundo embolsa, então, o prêmio e mais os juros da aplicação em renda fixa. Mas se o papel cai mais de 15%, o comprador da opção exerce o direito de vender o papel pelo preço fixado, acima do de mercado, e aí o fundo fica com as ações e o ganho na renda fixa.

Muito interessante, não acham ? Espero que o mercado brasileiro, acelere o processo de amadurecimento e que em breve, nós, pessoas comuns, possamos ter acesso também a esta modalidade de investimento.

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