Conheça o risco/retorno da tua carteira
Publicado em 14.04.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias, Money Management
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Nestes anos trabalhando no mercado financeiro já encontrei diversos investidores e traders afoitos em encontrar uma estratégia de investimento ideal mas esquecendo de calcular corretamente a rentabilidade da carteira. Não pretendo aqui no blog ensinar conceitos profundos de matemática financeira, mas alguns pontos são fundamentais para que conheçamos de verdade como anda a relação risco/retorno do nosso portfólio.
Antes de mais nada é primordial que entendamos o conceito de juros compostos. Se por exemplo, temos um capital inicial de R$100.000 e uma rentabilidade de 5% ao ano, no final do primeiro ano o saldo da carteira será de R$105.000. No final do segundo ano, estes R$ 105mil serão acrescidos novamente pela rentabilidade de 5% (considerando a mesma taxa de retorno do ano anterior) e o saldo final será de R$110.250. Já no final do terceiro ano, teríamos R$115.763,seguindo o mesmo método. E assim por diante. O lucro obtido no ano anterior se junta ao saldo para o calculo da rentabilidade do ano seguinte. Muito simples, mas já vi muito investidor “experiente” se enrolar nestes cálculos.
Sabendo calcular os juros compostos podemos calcular corretamente o retorno da nossa carteira. A formula neste caso seria:
TR = (Saldo final/Saldo inicial)^(1/Período)-1
TR é a taxa de retorno.
O período,neste caso, é representado pelo número de anos e é indicado usando uma fração decimal (ou seja 8 anos e meio seriam 8,5).
Considerando um investimento inicial de R$100.000 e um saldo final de 130.000, depois de quatro anos e meio, teríamos uma taxa de retorno composta de 6% ao ano.
TR= ((130.000/100.000)^(1/4,5))-1= 1,06-1 = 0,06 ou seja 6% aa
Se quiséssemos saber a taxa de retorno por mês, teríamos um total de 54 meses e portanto o resultado seria de 0,487% ao mês.
Sabendo qual o retorno da nossa carteira podemos estimar o risco. Para isso, recomendo usar o desvio padrão mensal/anual da carteira. O Excel neste caso faz todo o trabalho, através da função DesvPad. Basta selecionar o período que se deseja analisar.
O desvio padrão irá nos mostrar o risco de perdas da nossa carteira. Ele apresenta a medida estatística da distribuição, identificando como os dados são agrupados próximos a média. Assim podemos descobrir que uma estratégia de investimento que nos propicia ótimos ganhos em um determinado período pode representar também grandes perdas em outro momento.
Por exemplo no gráfico acima, as barras apresentam o lucro/ prejuízo em um determinado período. As linhas A, B, C representam respectivamente os desvios padrão 1,2 e 3.
Assim, concluímos que:
68% dos dados estão entre +1 desvio padrão e –1 desvio padrão (entre as bandas A e –A)
95% dos dados estão entre +2 desvios padrão e –2 desvios padrão (entre as bandas B e –B)
99% dos dados estão entre +3 desvio padrão e –3 desvio padrão (entre as bandas C e –C)
A partir do momento que a nossa preocupação é saber o risco máximo de perdas, precisamos observar a probabilidade da carteira ficar abaixo das bandas –A, –B e –C. Se 68% dos dados estão entre A e –A, portanto 32% estão do lado de fora. Metade destes 32% estão acima de A e a outra metade abaixo de –A. Portanto podemos concluir que temos 16% de probabilidade que as perdas ultrapassem 1 desvio padrão, 2,5% de probabilidade que superem 2 desvios padrão e 0,5% que superem 3 desvios padrão.
Usando estes dois conceitos simples sobre risco/retorno podemos conhecer mais a fundo como anda a performance do nosso portfólio. É claro que o assunto é muito mais extenso e profundo, mas acredito que este artigo possa servir para dar o ponta pé inicial no estudo.
No fim das contas, o que todos nós buscamos é uma taxa de retorno satisfatória mas que não nos exponha à riscos exagerados.
O perfil dos leitores do blog é muito variado. Por aqui passam traders/investidores ativos, profissionais do mercado e até mesmo indivíduos que nunca tiveram a experiência de aplicar na bolsa de valores.
O “breakout”, ou rompimento, representa um dos sinais mais importantes na análise gráfica. Podemos definir o “breakout” como uma saída repentina dos preços em uma fase lateral de congestão que pode ser bem identificada através de suportes e resistências. Apesar de ser utilizada por muitos traders e ser de fácil compreensão, está configuração gráfica apresenta algumas dificuldades ao ser implementada.









