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Setor Imobiliário – 1o. trimestre de 2012

Publicado em 28.05.2012 por na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Análise Técnica, Análises, Aprendizado, Estratégias

 

Chegou a hora de atualizar o estudo das construtoras com os dados do primeiro trimestre de 2012. Caso você ainda não conheça a abordagem deste estudo, dê uma olhada nos artigos anteriores: Artigo 1 e Artigo 2.

Comparando a tabela atual (abaixo) com os números apresentados nos trimestres anteriores, salta rapidamente aos olhos a queda na margem operacional e no retorno sobre o patrimônio líquido das construtoras.

Enquanto a média da Margem Ebit no 3trimestre de 2011 estava em 17,89%, alcançando 18,40% no 4trimestre de 2011, agora o percentual caiu para 17,10%. Já o ROE que nos números do ano passado se situava na casa dos 14%, despencou para 12,54%.

Tabela do estudo:

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Resultado de cada múltiplo analisado:

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  • Metodologia do estudo

A metodologia utilizada para o estudo é a mesma apresentada nos artigos anteriores. Utilizando os oito indicadores fundamentalistas mostrados na tabela acima, identifiquei o grau de atratividade de cada um deles e dei uma pontuação para cada ativo.

Por exemplo, no caso do P/L, listei em ordem crescente (do menor ao maior) os ativos. No caso, RSID, por ser o ativo que possuía a menor relação preço/lucro, ficou com 1 ponto. A MRVE3 com 2 pontos, a EVEN3 com 3 pontos… e assim por diante.

  • Ordem

P/L – EV/Ebit – DIv. Br/PL – Ordem crescente

ROE – Margem Ebit – LPA/P – Liq. Corrente – Div./Yield – Ordem decrescente

  • Cotação

O P/L, o EV/Ebit e o PLA/P usaram a cotação de sexta-feira, dia 25/05/2012, como parâmetro.

 

Resultado final:

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De uma forma geral os balanços das cias ficaram abaixo das expectativas. Muitas empresas se deixaram levar pelo boom do setor dos últimos anos e temerosas em perderem oportunidades, compraram terrenos por valores acima da média do mercado e não se estruturam para enfrentar o aumento da demanda. Hoje em dia, são crescentes as queixas de consumidores que reclamam, nos órgãos de defesa do consumidor, de construtoras que não respeitaram os prazos de entrega dos imóveis.

E é neste cenário, que as empresas mais conservadoras e focadas na manutenção das margens, se destacam. São elas que trimestre após trimestre aparecem como as mais bem qualificados no meu estudo.

Hoje, foi divulgado o  Índice Nacional da Construção Civil (INCC) do mês de Maio. O indicador mostrou uma alta de 1,30%, ante 0,83% do mês de Abril. No ano, o índice acumula variação de 3,63% e em 12 meses, de 7,16%.

A alta dos custos reflete a dura realidade e o descompasso que o setor vive.

Abaixo, eu apresento um gráfico da evolução das margens operacionais das empresas desde 2009. Importante salientar, que o Ebit usado como calculo é o acumulado de 12meses.

 

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Apesar de o gráfico ter ficado um pouco poluído, devido o grande número de cias do setor, é possível distinguir as que conseguem manter um patamar elevado de retorno e as que encontram sérias dificuldades com a elevação dos custos.

Uma particularidade importante do setor imobiliário é a forma como é contabilizada a receita. Enquanto, nos demais setores, em regra, a receita é contabilizada no mesmo momento da venda, no ramo imobiliário  a receita contábil somente é reconhecida de acordo com o andamento da obra e da venda.

Esta metodologia distinta prejudica alguns indicadores fundamentalistas, visto  que, muitas vezes um atraso na obra pode significar a postergação de um faturamento, mesmo que todos os imóveis já tenham sido vendidos.

 

IMOB

 

Para finalizar, não podia deixar de comentar a recuperação recente das ações do setor. Alguns papeis mostram uma valorização superior a 30% nos últimos 5 dias. Examinando o gráfico do índice imobiliário (acima), o IMOB, que reúne as principais empresas do setor, vejam como a retomada ocorre em cima de uma importante zona de suporte na faixa dos 700 pontos.

Dificilmente este otimismo do mercado continuará em todos os ativos do setor. E é aqui que entra o meu estudo. A abordagem acima tem a  missão de colaborar com o investidor,  mostrando as empresas que conseguem apresentar números superiores às concorrentes, e que devem, em tese, performar melhor no futuro.

O que achou do estudo? Não concordou com a metodologia? Quer sugerir algo diferente? Deixe um comentário, manifestando a tua opinião. Este blog é mantido visando incentivar a troca de informações e ideias entres os investidores pessoas físicas. Participe !

 

Passeando pelos resultados do 1tri12 – Parte 3

Publicado em 14.05.2012 por na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Análise Técnica, ETER3, EZTC3, GFSA3, PCAR4, POMO4, x Raio X

 

Pão de Açucar – PCAR4

image image image PCAR4

Fundamentos – Lucro líquido alcançou R$770Milhões no acumulado dos últimos 12 meses. Parece que as sinergias com a Via Varejo (Ponto frio e Casas Bahia) foram totalmente alcançadas. A saída de Abílio Diniz do conselho da companhia parece já definido e isso pode trazer alguma volatilidade nas ações. Hoje saiu a notícia que a família Klein tem interesse de comprar a parte do Grupo Pão de Açucar na Via Varejo. Em resumo, nos próximos meses a empresa deve ser destaque nos noticiários financeiros.

Gráficos – Testando a congestão de curto prazo e a banda inferior do canal de alta que vem desde o fundo em Outubro de 2011. Divergência no Acumulação e Distribuição indica perda de força da tendência.

 

Eternit – ETER3

image image image ETER3

Fundamentos – Resultado do 1trimestre ficou acima das expectativas do mercado. O Ebit (12m) superou os R$136Milhôes. Empresa sem dívida e com reservas em caixa  de quase R$60Milhões. Importante acompanhar os desdobramentos jurídicos do amianto. Excelente pagadora de dividendos com payout elevado.

Gráficos – O rompimento da acumulação do inicio do ano, deixou caminho livre para o forte rali de alta que o ativo vem realizando. Quase 20% em menos de 1 mês.  Vejam como a formação do canal de alta no Acumulação e Distribuição ocorreu antes do rompimento da congestão nos preços. Ou seja, analisando este indicador na época era notória a grande força compradora que entrava no ativo. Papel esticado, qualquer posicionamento agora se torna bastante arriscado.

 

Marcopolo – POMO4

image image image POMO4

Fundamentos – A receita Líquida dos últimos 12 meses alcançou quase R$ 3,5 bilhões, alta de 14,5% em relação ao mesmo período do ano passado. A empresa consegue manter um ROE próximo dos 30% já a aproximadamente 2 anos. Com a desaceleração do setor automotivo recentemente é possível que a empresa também seja afetada. Por outro lado, a alta do dólar pode beneficiar o programa de internacionalização da cia.

Gráficos – Hoje o papel rompeu o fundo anterior  (9,70) com um gap na abertura. Volume ainda baixo pode indicar um rompimento falso e apenas uma realização de lucros. Mas é preciso atenção. O próximo suporte importante é na faixa dos R$8,80 onde temos fundos anteriores e a banda inferior do nosso canal de alta.

 

Eztec – EZTC3

image  image image EZTC3

Fundamentos – A Eztec manteve no primeiro trimestre de 2012 a mesma exuberância vista nos trimestre anteriores. A Margem Líquida elevadíssima, diferencia a cia das demais do setor. Além disso, com R$300Milhões em caixa e sem dívida, é uma das poucas empresas do setor que não depende de uma captação no mercado para se financiar. Com uma abordagem defensiva, evitou comprar terrenos a qualquer custo como fizeram outras incorporadoras.

Gráficos – O ativo fez um rompimento falso de topo anterior no gráfico intraday há duas semanas atrás. Hoje ameaça perder o fundo dos R$20,30. Bandas de bollinger querendo abrir e consequentemente um movimento mais volátil é esperado.

 

Gafisa – GFSA3

image image image GFSA3

Fundamentos – Ao contrário da Eztec, a Gafisa possui um grau de alavancagem elevado. A dívida supera os R$3,5 Bilhões. Apenas as provisões para créditos de liquidação duvidosa e distratos superam os R$400Milhões. A compra da Tenda se mostrou equivocada e boa parte dos atrasos nas obras são de empreendimentos da empresa adquirida. Recentemente a Gafisa, anunciou que pretende vender R$100Milhões em terrenos não estratégicos visando aumentar a liquidez.

Gráficos – Em tendência de baixa há aproximadamente 1 ano e meio. O atual patamar de preços está muito próximo daqueles visto no auge da crise do subprime em 2008. Os gráficos não apresentam nenhum possível sinal de reversão no curto prazo. A média móvel de 20 períodos no gráfico semanal pode servir como referencial para eventuais entradas na ponta vendedora, já que tem funcionado como uma forte barreira durante todo o canal de baixa.

Passeando pelos resultados do 1tri12 – Parte 2

Publicado em 07.05.2012 por na(s) categoria(s) AMBV4, Análise Fundamentalista, Análise Técnica, BRFS3, ELPL4, GGBR4, UGPA3, x Raio X

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Ultrapar – UGPA3

image image image UGPA3

Fundamentos – Resultados continuam sólidos. Mas a margem líquida cai pelo 4trimestre consecutivo e o PL, em 25, se encontra bem esticado. Empresa planeja internacionalizar sua operação. Recentemente adquiriu empresa  nos EUA. No Brasil a meta para 2012 é de“ abrir três postos a cada 2 dias”. Semana passada foi noticiado que a cia negocia uma nova aquisição no setor de distribuição de combustíveis.

Gráficos – Excelente valorização em 2012. Mesmo com a queda dos últimos dias, +30% no ano. Mas atenção… hoje a UGPA3 abriu em gap de baixa, “pulando” a linha de tendência de alta que se originou do fundo deixado em Agosto de 2011. O principal suporte no curto prazo é a faixa dos R$39,40.

 

Ambev – AMBV4

image image image AMBV4

Fundamentos – Inquestionável a eficiência da cia. Os gráficos mostram isso. Receita e lucro crescendo consistentemente.  As margens caíram um pouco devido ao investimento em TI que a empresa anunciou. A empresa que já tinha uma liderança folgada no setor, conseguiu o improvável, e aumentou ainda mais sua participação no mercado para 69%.

Gráficos – Desde o fundo da crise do subprime, em 2008, o ativo subiu quase 500%. E o mais interessante é que esta tendência parece ter ainda bastante fôlego para continuar. Apenas um alerta… atualmente,  a distância dos preços para a sua média móvel de 200 períodos no gráfico diário, está muito próxima da máxima histórica. É provável que no curto prazo o ativo  perca um pouco seu ímpeto e faça o famoso “ retorno à média”.

 

Eletropaulo – ELPL4

image image image ELPL4

Fundamentos – Queda de 60% no Lucro Líquido do trimestre. Provisões derrubaram o lucro. Mas estas provisões ainda não englobam na totalidade a nova revisão tarifária. Revisão tarifária impede a retomada do payout de 100%. Dívida bilionária com a Eletrobrás ainda sem definição. Empresa acredita que a solução ocorra em 3/4 anos.

Gráficos – Depois da forte queda no ativo, provocada pela revisão tarifária, a ELPL4 tenta se manter ainda dentro do seu extenso canal de alta. A perda do suporte imediato dos R$27,40, pode significar a formação de um grande pivot de baixa que teria como objetivo (segundo as expansões de Fibonacci) o longínquo patamar dos R$23,50.

 

Gerdau – GGBR4

image image image GGBR4

Fundamentos – Empresa apresentou novamente queda no seu Ebit, apesar do preço do aço ter se estabilizado no mercado interno. A Gerdau continua tentando sua autossuficiência em minério de ferro. Para isso, planeja investir R$838Milhões até 2014. O presidente, André Gerdau Johannpeter,  não descarta a ideia de conseguir um parceiro estratégico para monetização das minas de ferro da cia. Por ser a siderúrgica brasileira mais exposta ao mercado internacional, tem se beneficiado com a recuperação da economia americana.

Gráficos – Semana passada, a GGBR4 perdeu (com bom volume) a linha de tendência de um canal de alta que vinha desde o fundo deixado em Maio do ano passado. Este movimento confirmou um pivot de baixa no gráfico diário. O principal suporte está localizado nos R$15,80. IFR, bastante sobre-vendido.

 

BRFoods – BRFS3

image image image BRFS3

Fundamentos – O crescimento de 10% na dívida líquida da empresa impressionou. Segundo a empresa, o principal motivo para a queda do Ebit foi o resultado das exportações aquém do esperado. Importante salientar que todas as sinergias da fusão entre a Sadia e a Perdigão ainda não foram alcançadas. Portanto, a expectativa é de uma melhora nos números dos próximos trimestres.

Gráficos – Ativo lateralizando nos últimos 6 meses. Neste momento testando a média móvel dos 200 períodos no gráfico diário. A faixa próxima dos R$32,50 é o principal suporte no curto prazo.

Lembrando que esta visão “fast-food”  serve apenas como um referencial para um estudo mais aprofundado dos ativos citados, e não deve ser usada como uma recomendação definitiva de investimento.

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Passeando pelos resultados do 1tr12

Publicado em 30.04.2012 por na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Análise Técnica, Análises, BBDC4, BRML3, CIEL3, HGTX3, USIM5, VALE5

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Um breve comentário fundamentalista e gráfico sobre os recentes balanços divulgados na nossa bolsa:

 

Vale – VALE5

image image image VALE5

Fundamentos: Queda no lucro ocasionada pelo efeito sazonal e pelas chuvas na mina de Carajás. Em Março já começou a sentir os efeitos positivos da valorização do dólar. Uma das poucas empresas da nossa bolsa que atende a todos os critérios fundamentalistas do meu filtro.

Gráficos: Congestionada no curto prazo, mas recentes candles de força, sugerem a possível retomada da tendência de alta.

 

Usiminas – USIM5

image image image USIM5

Fundamentos: Ainda sentindo o desaquecimento do setor. Esperando por medidas salvadoras do governo federal e pela reorganização da nova controladora argentina, a Ternium.

Gráficos: No curto prazo fazendo topos e fundos descendentes. No prazo mais longo, dentro de uma congestão que vai dos R$13,90 até os R$9,70.

 

Cielo – CIEL3

image image image CIEL3

Fundamentos: Lucro e receita continuam crescendo. Apesar do avanço do Santander, o setor continua bastante blindado. Bem diferente dos receios que existiam com a quebra do monopólio em 2010.

Gráficos: Novo rompimento de topo, dando continuidade ao canal de alta que já dura 1 ano e meio.

 

BRMalls – BRML3

image image image BRML3

Fundamentos: Um exemplo de eficiência administrativa e agressividade na expansão. Alguns indicadores fundamentalista já se mostram esticados. Alugueis reajustados pelo IGPM deixam a  empresa protegida caso ocorra um aumento da inflação, reflexo dos recentes cortes dos juros.

Gráficos: Em tendência de alta desde o fundo do subprime. No curto prazo dentro de uma congestão entre os R$24,80 e os R$22,10. Divergência do Acumulação/Distribuição com os preços acende o sinal de alerta.

 

Hering – HGTX3

image image image HGTX3

Fundamentos: Os gráficos falam por si. Apesar de uma pequena queda no ROE e da forte valorização em bolsa, a empresa continua surpreendendo. Anunciou queda nas vendas do primeiro trimestre, mas o LL e o Ebit bateram novos recordes.E pensar que esta mesma empresa há 5 anos atrás estava praticamente quebrada.

Gráficos: Tentando romper a LTA de curto prazo e retomar a tendência de alta. Pelas expansões de Fibonacci, rompendo a LTA, objetivo nos R$50,10 (topo anterior) e depois R$53,80.

 

Bradesco – BBDC4

image image image BBDC4

Fundamentos: A queda tanto na Receita das Intermediações Financeiras, como no resultado final, surpreendeu o mercado. O Bradesco manifestou preocupação quanto a inadimplência para o segundo semestre e vem aumentando suas provisões. O setor de seguros cresceu e vem ganhando cada vez mais destaque na receita da empresa. Diferenciando inclusive a cia do seu principal concorrente no setor (Itaú).

Gráficos: Encontrou um forte suporte na média móvel de 200 períodos (linha verde) e na banda inferior do canal de alta iniciado em Agosto do ano passado. Não se segurando neste patamar o próximo suporte fica na faixa dos R$27. A queda desde o último topo já alcançou 10%.

 

P.S.: O que acharam desta visão “fast food” das empresas que recentemente apresentaram os balanços? Gostaram deste modelo?

Opinem nos comentários, por favor.

 

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Raio X – BRMalls

Publicado em 09.04.2012 por na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Análise Técnica, Análises, BRML3, x Raio X

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Depois que todas as empresas do setor de shopping centers já apresentaram os números de 2011, chegou a hora de atualizar o estudo que eu já havia realizado no início do ano sobre as quatro companhias do setor.

Os números mostram que a BRMalls ampliou a sua vantagem. Além de ser a maior empresa do setor em área bruta locável (ABL), agora a BRML3  aparece como o ativo mais atrativo na maioria dos múltiplos fundamentalistas que eu acompanho.

 

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Vejam como nos múltiplos que medem a eficiência da empresa (ROE e Margem Ebit) assim como naqueles que acompanham o valor relativo da empresa no mercado (EV/Ebit e LPA/P) a BRMalls se destaca perante as suas concorrentes. Outro detalhe, interessante de ser observado, é como a liquidez corrente da BRMalls é bem inferior as demais. Isso se deve a política de investimento da empresa que, sem dúvida, é bem mais agressiva.

O espaço para o crescimento do setor no país ainda é muito grande. Ainda existem muitos shoppings centers ineficientes na mão de famílias que conhecem pouco do negócio. O processo de consolidação está apenas no começo.

Graficamente a BRML3 surfa uma bela tendência de alta desde 2009. Respeitando o canal em azul traçado no gráfico semanal abaixo.

 

BRML3

 

Mais alguns motivos para você olhar com muito carinho o setor de shopping center e em especial a BRML3:

  •  BRML3 é listada no grau máximo de governança corporativa da Bovespa – Novo Mercado.
  • Liquidez – O volume médio negociado pelas ações da BRML3 é mais de 7 vezes o valor médio dos outros ativos do setor.
  • A BRMalls foi a que apresentou o melhor retorno para o acionista no último ano, quando usamos o Fluxo de Caixa Operacional como parâmetro.
  • A receita dos alugueis por ser reajustada pelo IGP-M funciona como uma excelente proteção contra a inflação.
  • BRMalls é a maior empresa no setor e com os shoppings distribuídos por todo o território nacional

Para fechar o artigo, resolvi plotar aqui mais alguns gráficos da BRMalls. Vejam a bela evolução da companhia.

 

 

 

 

Apenas lembrando, que as informações e os gráficos apresentados aqui não devem servir como uma orientação de investimento. O intuito é de despertar o interesse e aguçar a curiosidade para um estudo mais aprofundado da empresa.

 

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As fases do trader

Publicado em 12.03.2012 por na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias

Em artigos anteriores já havia manifestado a minha preocupação sobre a campanha exagerada, realizada por alguns sites e analistas gráficos,  de tornar a profissão de trader como uma atividade glamorosa, fácil e lucrativa. Fico realmente chocado quando vejo vídeos e leio artigos de pessoas que vendem a ideia de que poucos minutos por dia são suficientes para enriquecer o trader iniciante. Esse cenário foge muito da realidade do dia-a-dia do mercado.

Para ser trader é preciso experiência, conhecimento, estudo, muito trabalho e principalmente aptidão psicológica. E é exatamente sobre essa capacitação psicológica que quero tratar neste artigo.

Através de experiência própria e observando amigos e colegas operando no mercado, identifiquei algumas fases psicológicas que todo trader passa quando decide operar no mercado.

As fases podem ser determinadas da seguinte forma:

  • FASE 1 – Antes da entrada – Medo e ganância
  • FASE 2 – Durante o trade se a posição estiver apresentando perda – Orgulho, esperança e ansiedade.
  • FASE 3 – Durante o trade se a operação estiver apresentando lucro – Medo e ansiedade.
  • FASE 4 – Depois do fechamento do trade – Desconforto e orgulho.

Agora vamos tentar exemplificar estas fases, observando o gráfico abaixo do mini índice futuro do Ibovespa (WINFUT):

 

Fases do trader

 

Fase 1: Analisando este gráfico intraday de 5 minutos,  percebemos que a tendência no curtíssimo prazo parece ser de baixa. Neste momento, a intenção é tentar aproveitar essa correção do ativo o mais rápido possível (ganância) e surfar essa tendência até o final do pregão. Mas ao mesmo tempo tememos que já seja tarde demais e que a margem de ganho seja muito limitada (medo).

Fase 2: Por volta das 15:30hs, parece que o mini índice pretende deixar um novo topo na sua tendência de baixa. Desta forma, resolvemos entrar no trade assim que a mínima do candle anterior for perdida. Isso ocorre nos 55780 pontos. Resolvemos colocar o stop acima do topo das 13hs. Um stop um pouco mais longo, afinal de contas, como nos ensina os bons preceitos técnicos,  precisamos dar espaço para o trade “trabalhar”. No segundo candle depois da minha entrada, parece que o mini índice quer voltar a subir deixando um sinal de fundo (ansiedade). Mas ainda temos esperança que se trata apenas de um “ruído” e que a tendência do dia prevaleça. Afinal de contas não é possível que tenhamos errado novamente (orgulho).

Fase 3: Às 16:25hs o gráfico rompe a pequena congestão e o fundo deixado nos 55640. Parece que finalmente o trade seguirá o caminho desejado.  Neste momento, lembramos da célebre frase do mercado de que “dinheiro bom é dinheiro no bolso”  e somos movidos por um forte impulso de fechar a operação no lucro (ganância), principalmente com medo de perder aquilo que já havíamos lucrado até então.

Fase 4: O mini índice volta a subir com força. Rompe o topo dos 55800 e depois alcança o nosso stop no final do pregão nos 56070 pontos. A sensação de uma nova derrota é muito dolorosa (desconforto). No dia seguinte, o mini índice abre em forte gap de baixa e o mercado começa a fazer aquilo que havíamos planejado no dia anterior. Era o que faltava, para que o nosso orgulho nos empurrasse novamente para o homebroker afim de tentar recuperar o prejuízo acumulado.

Este exemplo, apesar de muito simplista, procura revelar as emoções que muitos traders sentem quando estão no meio de uma operação. Muitas vezes, estes sentimentos acabam influenciando negativamente uma metodologia que se mostrou lucrativa nos “back testings” realizados.

Neste caso, ou o trader tem o preparo e a experiência necessária para controlar o seu impulso psicológico ou o mais adequado é designar uma máquina (os chamados robôs ou algotrading) para enviar e executar as ordens.

Infelizmente muitos traders acreditam que são o motorista do  ônibus, podendo decidir a estrada e o ponto de chegada. Mas na verdade, eles assumem apenas o papel do passageiro; subindo , sentando e deixando que o soberano mercado defina o percurso a ser traçado.

“O Ser (Ir)Racional”

Publicado em 13.02.2012 por na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias

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image Na semana passada abordei algumas características básicas que um investidor e um trader precisam possuir para enfrentar o mercado financeiro. Hoje vou me aprofundar um pouco mais sobre a abordagem de um trader.

Olhar para o mercado financeiro como um trader exige um método racional testado estatisticamente em uma série histórica. Encontrar o método e a serie histórica é relativamente fácil. O difícil, para nós “homo sapiens”, é conseguir tomar decisões de forma racional.

Se você possui alguma experiência, por menor que seja, operando no mercado, com certeza sabe do que eu estou falando. Os nossos medos e anseios influenciam a tomada de decisão e nos cegam diante daquilo que deveria ser uma regra objetiva e racional.

Escolher a melhor alternativa de investimento sob uma ótica racional significa necessariamente possuir uma expectativa positiva favorável. Vamos ver um exemplo:

Você é um trader e deve escolher dentre as alternativas de investimento abaixo:

  1. investir 100% do capital em um trade conservador que lhe proporcionará uma rentabilidade de R$10mil. A série histórica analisada indicou que isso ocorre em 100% das vezes.
  2. investir 100% do capital em um trade moderado que lhe proporcionará uma rentabilidade de R$100mil em 41% das vezes e nos outros 59% não lhe renderá nada.
  3. investir 100% do capital em um trade agressivo que lhe proporcionará uma rentabilidade de R$150mil em 51% das vezes e nos outros 49% um prejuízo de R$ 75mil.

Olhando somente para o possível ganho em cada alternativa nos teríamos:

Primeiro caso: ganho máximo =  R$10mil

Segundo caso: ganho máximo = R$100mil

Terceiro caso: ganho máximo = R$150mil

A experiência comprova que a maioria dos traders despreparados escolheria a terceira alternativa, atraídos principalmente pela expectativa de obter um ganho financeiro maior.

Mas usando a formula simples da expectativa positiva, fica evidente que a alternativa mais racional seria a escolha da segunda. Vejamos:

Trade conservador —> (1 x 10.000) = R$10.000

Trade moderado —> (0,41×100.000) – (0,59×0) = R$41.000

Trade agressivo —> (0,51×150.000) – (0,49X75.000) = R$39.750

Mesmo com uma probabilidade de êxito inferior e com uma expectativa de ganho total menor, a segunda opção de investimento se mostrou mais atraente no longo prazo.

O exemplo acima é muito simplista, mas sem dúvida permite elucidar como age muitas vezes o nosso cérebro. Focamos apenas naquilo que mais nos agrada e esquecemos de analisar o todo.

Uma estrutura mental interna disciplinada e objetiva é fundamental para o trader. Ele precisa controlar o medo e a euforia que reinam no mercado e aceitar o risco do negócio de forma serena, afim de não prejudicar as regras pré-definidas em sua estratégia operacional.

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Mais sobre Expectativa positiva: http://www.chrinvestor.com/2008/02/14/expectativa-positiva/

Dólar: Mudança de viés

Publicado em 06.09.2011 por na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

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Quem diria, hein! depois de muito tempo apenas fazendo novas mínimas, agora o dólar surge como grande destaque de alta na semana. A moeda americana já se valorizou mais de 4,5% em Setembro.

E o mais importante é que essa movimentação não foi fruto de alguma medida desesperada do nosso querido ministro da Fazenda. Aliás, eu diria que o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre o aumento de posição vendida líquida em derivativos apenas machucou o especulador e reduziu a liquidez. Não vejo nenhuma influência direta na recente alta do dólar.

A movimentação vista por aqui é a mesma que ocorre no US Dollar Index (último gráfico abaixo), que é o índice que reúne o comportamento da moeda americana em relação a um pacote de outras moedas do mundo (São elas: o Euro, a Libra Esterlina, o Yen Japonês, o Franco-Suíço e a Coroa Sueca).

Ou seja, o Brasil apenas vem seguindo uma tendência mundial.

Vale lembrar, que se uma nova rodada de estímulos for anunciada pelo Fed resultará em um instantâneo aumento de oferta de dólares no mundo. E assim como a história nos ensinou, tudo que é muito ofertado tende a cair de preço.

 

DOLFUT

DOLFUT – Gráfico diário – O rompimento de R$1,70, confirma pivot de alta, com objetivo pelas expansões de Fibonacci em R$1,78.

 

DOLFUT2

DOLFUT – Gráfico Semanal – A LTB de longo prazo parece ter ficado para trás.

 

dollar

US Dollar Index – Gráfico Diário – Quinto dia seguido de alta. Nesta terça a valorização foi de 1,63%.

Novatas do índice

Publicado em por na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

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Desde ontem, a carteira do principal índice brasileiro, o Ibovespa, possui uma nova composição. Foram incluídas as ações da BrMalls e da Hering, respectivamente BRML3 e HGTX3.

Além da boa valorização que os dois papeis vem obtendo na bolsa nos últimos anos, ambas estão muito próximas de romper o topo histórico de suas cotações. E se pensarmos que diversos fundos replicam a  carteira do  IBOV, é de se esperar que muito em breve estes ativos alcancem novas máximas.

Independente disso, se trata de duas empresas voltadas para o consumo interno e que devem passar pela atual turbulência mundial sem muitos arranhões.

 

BRML3

 

HGTX3

Cenários gráficos de longo prazo

Publicado em 15.08.2011 por na(s) categoria(s) Análise Técnica, Análises, Aprendizado

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Aqueles que acompanham o blog a mais tempo sabem que não sou um profundo admirador da teoria de Elliott. Sempre considerei a contagem de ondas muito difícil e principalmente passível à inúmeras interpretações.

Mas sempre mencionei que quando olhamos um período mais longo a movimentação das ondas se torna maís nítida,  evitando com que os “ruídos” do mercado atrapalhem a interpretação.

Neste sentido, no gráfico abaixo, eu apresento um gráfico mensal do Ibovespa dolarizado de 1990 até a presente data. É possível perceber com bastante clareza a formação das ondas 1 e 2 e das sub-ondas a-b-c. Além disso, podemos também identificar o início da onda 3, ocorrendo em 2002. A partir daí temos duas possíveis interpretações: ou ainda estamos surfando uma onda 3, ou já iniciamos a correção da onda 4.

Se pensarmos na força da correção provocada pela crise do sub-prime em 2008, eu diria que a segunda interpretação se torna mais provável. Neste caso, o corte da primeira linha de tendência da onda 3 seria um sinal de que a onda corretiva iniciou e a correção levou o índice até os 12mil pontos (ibov dolarizado), respeitando o topo da onda 1.

Na teoria de Elliott a onda 4 costuma ser menos incisiva do que a onda 2. Desta forma, o índice não deveria apresentar um a-b-c descendente e portanto não perderia o fundo anterior nos 12mil pontos.

Essas são apenas conjecturas e elucubrações que nos permitem traçar cenários para o futuro. Usando este conhecimento com parcimônia e sem exageros, podemos obter benefícios reais para a nossa carteira de longo prazo.

 

ibovus

 

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