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Modelo de garimpagem

Publicado em 17.03.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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image O Ibovespa se aproxima rapidamente do topo histórico nos 73920 pontos, atingido em 29 de maio de 2008. Ou seja, se considerarmos o fechamento de ontem, estamos a pouco mais de 5% da maior pontuação do principal índice da bolsa paulista. Se calcularmos a valorização do Ibov desde o fundo marcado em Outubro de 2008 (29435 pontos) superamos os 130% de valorização nos últimos 14 meses.

Diante deste cenário, as perguntas são inevitáveis: a bolsa está cara ou continua barata? Vale a pena investir agora ou é melhor esperar alguma correção? A bolsa vai continuar subindo ou vai cair?

A realidade é que não existe uma resposta única. Existem hoje na bolsa empresas que estão caras ao passo que há outras que continuam baratas. No pânico (como ocorreu no “bear market” de 2008), o mercado se desfez das ações de uma forma indiscriminada, pois nestes momentos a racionalidade deixa de prevalecer dando lugar ao comportamento de manada. E agora na euforia atual, a situação é muito parecida. Muitos investidores compram ativos influenciados pelo bom humor do mercado e não analisando os fundamentos e as perspectivas econômicas e gráficas do papel.

IBOV

Quando me refiro as perspectivas econômicas e gráficas do papel, quero dizer que não basta olhar apenas para os fundamentos de cada empresa. É necessário dimensionar o impacto de eventuais crises econômicas nos resultados futuros da empresa, e identificar a tendência do preço do ativo. Em linhas gerais o que pretendo é meclar os conceitos da escola fundamentalista e gráfica dentro de uma mesma estratégia.

Assim poderíamos criar o seguinte modelo de garimpagem:

  1. Selecionamos ativos com múltiplos atraentes.
  2. Encontramos ativos que tenham a capacidade de manter a lucratividade mesmo em um cenário macro-econômico mais adverso. Exemplo: empresas que conseguem manter a receita estável graças à monopólio, “market share” dominante, marca forte que permite a diferenciação do produto, etc. Exemplo2: Empresas que conseguem manter as margens porque possuem poder de barganha com fornecedores e desta forma podem repassar o aumento dos custos nos preços.
  3. Identificamos a tendência do ativo utilizando a análise gráfica e programamos o “momentum” de entrada.

Seguindo um modelo como este acho que o investidor pode sofrer menos com o movimento errático das bolsas e provavelmente conseguirá respostas para as duas primeiras perguntas do começo do artigo. Já uma resposta para a terceira e última pergunta duvido que alguém consiga dizer com grau de confiança satisfatório.

Dow Jones – Gráfico 15 minutos

Publicado em 19.11.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Análises, Estratégias

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DJI – Gráfico de 15 minutos

Dow Jones rompe para baixo zona de congestão que já durava 3 dias no gráfico intraday (15 minutos). Segundo a simetria, as zonas de suporte são marcadas pelos fundos em 10230 e 10170. A perda deste último anula a tendência de alta de curto prazo do índice americano e indica um possível período de lateralização.

Agora vejam que interessante… os indicadores apresentados hoje no mercado americano apresentaram sinais positivos:

- índice de indicadores antecedentes +0,3% em Outubro; previsão era +0,4%.

- índice de atividade do Fed da Filadélfia sobe para 16,7 em Novembro; expectativa era uma alta para 12.

- pedidos de auxílio desemprego ficam estáveis; previsão era de +4mil.

Conclusão: quanto menos procurarmos explicação para o movimento de curto prazo nos mercados, mais saudável será a nossa análise. Os mercados são livres e nem sempre eficientes.

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Cenários – 62 ou 67?

Publicado em 08.10.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

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62 ou 67? Por que os analistas apontam estes patamares

Quero começar através do site a trabalhar alguns textos, que não são necessariamente os tradicionais avisos gráficos. São o que chamo de “cenários”. Gosto de trabalhar com a criação de determinados cenários, que são meus guias ao longo de um determinado período de tempo. Estes cenários fazem com que qualquer movimento que ocorra no curto prazo, esteja de certa forma previsto permitindo que o sucesso operacional cresça.

Nos últimos dois meses, após a melhora de alguns números e do mercado apresentar um bom fluxo de compra, um ótimo cenário foi criado e percebido pelos analistas, que começaram a apontar quais são os objetivos desta alta. Essa tradicional mensuração acaba influenciando emocionalmente muitos investidores. Os números dos gráficos não são números mágicos e suas existências são precedidas de motivos.

Neste texto pretendo mostrar de onde surgem tais números. Serei simplista, até porque irei utilizar o que são em minha opinião as duas maiores teorias gráficas, e sem dúvida, as que mais estudo, utilizo e confio, as duas que mais segurança me dão aos meus investimentos. São as teorias de Fibonacci e de Elliott. Assim pedirei perdão aos entusiastas das duas teorias, mas o objetivo deste texto é agregar um pouco mais de conhecimento e, por que não, de confiança aos jovens investidores, assim não irei me adentrar na complexidade teórica das mesmas.

As projeções se dão seguindo objetivos de alta da teoria de Elliott em suas ondas, Elliott aponta que os ciclos de alta, são tradicionalmente formados por 5 ondas, sendo que as ímpares são ondas altistas e as pares são ondas de queda dentro do ciclo de alta (imagem 1). Mas estas ondas guardam em si propriedades particulares, são recriações de um mesmo movimento, o primeiro. A princípio a onda 1 é a onda que determinará o movimento de praticamente todo o ciclo, determinará os objetivos de alta e por conseqüência objetivos de queda. E para determinar estes movimentos gosto de utilizar Fibonacci.

O objetivo de 62000 pontos

Uma vez que compreendemos a utilização das ondas de Elliott, precisamos compreender as projeções de Fibonacci dentro deste movimento, estipulando assim nossos objetivos. No caso das ondas de alta, a onda 3 tem como objetivo realizar 100% do movimento de alta de 1 e, a onda 5 tem por objetivo realizar os mesmos 100% de 1, porém partindo da onda 3. Observamos assim, nesta segunda imagem, o ciclo de Elliott praticamente completo, as 3 ondas ímpares contêm as mesmas projeções de Fibonacci. A onda 3 conseguiu através da força no fluxo de compra romper o máximo objetivo, o que acaba por sinalizar que o mercado estava fortemente posicionado na compra e que poderíamos esperar uma onda 5 com bom fluxo na mesma posição. É importante salientar aqui, que mesmo que os 62000 sejam o objetivo máximo, isso não necessariamente implica em um recuo do mercado, a onda 5 pode também extrapolar esse objetivo conforme ocorrido na onda 3.

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Imagem 1

Imagem 2

Imagem 3

O objetivo de 67500 pontos.

Nesta terceira e última imagem, utilizamos praticamente todos os mesmos ideais descritos no objetivo anterior. Existe uma única e simples diferença. Neste último caso o analista costuma duplicar o movimento da onda 3, uma vez que está se mostrou mais longa do que o normal, indicando que o mercado estava com ótimo fluxo de compra. Ao duplicarmos a onda 3 e posicionar esta na projeção da onda 5, enxergamos como objetivo os 63333 e o máximo objetivo na casa dos 67500 pontos.

62 ou 67?

A escolha que venho fazendo pelos 62000 é muitos simples. Acabamos de viver uma profunda crise, que sendo ou não marolinha por aqui, precisa ser vista na análise de forma cautelosa. Muitos investidores baseiam-se nas diversas análises, projeções e comentários deste complexo mercado financeiro. Um pouco de cautela não é nada demais. O objetivo de 67500 pontos não é por mim descartado, muito pelo contrário, ele pode sim ser real. E passará a ser a partir do momento que o mercado romper os 63.333 pontos e montar um novo pivô de alta, indicando que buscará os 67500 pontos. E mais, a ruptura dos 67500 não está, de forma alguma, descartada. Cada objetivo de alta alcançado pelo mercado se traduz em um comportamento do mesmo e também no ritmo em que este cumpre e conquista estes objetivos. Assim cada objetivo alcançado dentro de um cenário macro, tem seus significados.

Quero lembrar aos leitores que este tipo de texto, é uma demonstração de como as análises buscam criar cenários de onde partem os estudos e operações de seus utilizadores. A melhor forma do leitor interpretar este texto é entender realmente a existência de movimentos de curto prazo dentro de movimentos de longo prazo. Essa simples compreensão, permite que tenhamos um melhor equilíbrio emocional na gestão de nossos investimentos, resultando em uma melhor performance acompanhada de dias tranqüilos.

Rafael Valim, geógrafo e trader, opera no mercado financeiro e colabora eventualmente com o CHR Investor.

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Canais do IFR

Publicado em 17.09.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

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Inúmeros são os Traders que utilizam de “Canais de Preços” em suas operações, porém muitas vezes são esquecidos os “Canais do IFR (Indice de Força Relativa) ou RSI (Relative Strength Index)”. Sendo armas poderosas para definir mercados sobrecomprados ou sobrevendidos e ainda mais interessante quando o mesmo se apresenta nos indices de ações. Com ele, podemos rastrear os ativos mais propensos à reversões naquele momento, principalmente para operações de “swing-trade” contra-tendência. Dentro desta perspectiva nesta semana o Ibovespa viola seu canal com maestria, espelhando inclusive o rompimento contrário efetuado em outubro do ano passado (conforme os círculos marcados nas imagens), configurando assim excelente oportunidade para operações baseadas em tal técnica gráfica.

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Ibov – Gráfico Semanal

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Análise enviada por Lucio Behr – Trader AT ações.moedas.commodities

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Como Analisar Divergências Entre Preços e Indicadores com Eficácia

Publicado em 10.09.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Estratégias

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Quem já tem alguma noção sobre Análise Técnica sabe que há vários indicadores, frutos de manipulações matemáticas de preços e volume, que nos ajudam a avaliar os vários aspectos envolvidos nos movimentos dos ativos negociados em bolsas.

Um padrão muito importante que alguns indicadores formam (osciladores e indicadores baseados em volume) é a divergência que geram em relação ao movimento dos preços. Uma divergência é identificada quando os topos ou fundos formados pelos indicadores são incompatíveis com os topos ou fundos gerados pelos preços.

As divergências são sinais de que um movimento a favor da tendência está enfraquecendo e pode ocorrer uma correção mais significativa ou até mesmo uma reversão da tendência. As divergências são classificadas em forte, média e fraca, e podem ser tanto altistas como baixistas.

Dentre todos os indicadores utilizáveis na análise de divergências dou maior relevância ao IFR de 14 períodos e ao Histograma MACD. Vamos utilizá-los para estudar um exemplo onde explicarei uma divergência de baixa forte e como fazer bom uso dessa análise.

No exemplo abaixo, temos um gráfico da RSID3. Vamos supor que compramos o papel na correção que ocorreu até a média móvel de 21 períodos no ponto B. Nosso objetivo nessa operação seria vender no alvo dado pela extensão alternada de Fibonacci de 100%, indicado no gráfico. No ponto C estaríamos com nossa posição comprada, em aberto, aguardando a concretização do rompimento da resistência dada pelo topo A para, em seguida, alcançar nosso alvo de lucro.

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A essa altura olhamos para o IFR14 e constatamos que, apesar dos preços terem avançado um pouco além do topo A, o indicador ainda continua em um nível inferior ao seu topo correspondente e virou para baixo a partir do ultimo dia de negócios. A isso chamamos de divergência de baixa forte, um padrão onde os preços estão formando um topo superior ao anterior e o indicador está gerando um topo inferior ao seu topo anterior. Esse padrão é uma indicação de desaceleração do movimento em curso.

Observe que o Histograma MACD também está formando uma divergência de baixa forte; veja como, em decorrência do último fechamento na borda direita do gráfico, o indicador entrou em movimento descendente demonstrando o enfraquecimento dos compradores.

Com o sinal de desaceleração dado por esses dois indicadores, simultaneamente, temos uma evidência forte de que a operação pode não atingir nosso alvo. Neste caso poderíamos vender no fim desse mesmo dia ou no after market, embolsando um lucro bem razoável (algo em torno de 10 ou 11% dependendo da forma que compramos e vendemos). Por outro lado, se quiséssemos tentar alcançar o alvo que estabelecemos, poderíamos realizar lucro parcialmente ou até mesmo manter a posição inteira e estreitar o stop.

Colocar o stop no nível do HiLo seria uma boa opção. Com essa segunda estratégia estaríamos garantindo os lucros obtidos até então, e ainda teríamos a possibilidade de aumentar os ganhos se a indicação de enfraquecimento do movimento não se confirmasse.

Veja abaixo que, no dia seguinte, o ativo iniciou um movimento que acabou se transformando numa tendência de baixa. Seja qual for a estratégia que tivéssemos adotado após a análise, teríamos garantido nosso lucro nesse movimento.

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Neste ponto devo ressaltar que as divergências são apenas sinais de enfraquecimento de um movimento a favor da tendência. Elas nem sempre são confirmadas, mas nos dão uma boa indicação operacional.

Uma pergunta que alguns leitores devem estar fazendo é se seria possível fazer uso dessa divergência baixista para abrir uma posição vendida e ganhar alguns bons trocados com essa baixa inicial dos preços. Embora operações contra a tendência sejam mais arriscadas, quem realmente quisesse tentar aproveitar esse movimento de baixa anunciado, poderia abrir uma posição vendida através do setup ISA (Impulse System Adaptado) apresentando em meu livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas”, desde que houvesse disponibilidade de papéis para alugar. O ISA é um setup bastante versátil que utilizo para abrir posições tanto contra como a favor de tendências.

Finalizo aqui mais um artigo e convido os leitores a conhecerem minha obra onde ensino, além dos outros tipos de divergências, setups e estratégias vencedoras para operar na Bolsa de Valores.

Marcos Abe é investidor e autor do livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas”, publicada pela Novatec Editora.

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Candlestick: psicologia e aplicações na Bolsa de Valores

Publicado em 25.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Colaboradores, Estratégias

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A forma de representação gráfica dos preços conhecida como candlestick foi criada por um trader chamado Munehisa Homma que atuava no mercado de arroz japonês por volta do século XVIII. Foi trazida ao ocidente por Steve Nison, um trader norte-americano, no início da década de 1980.

O candlestick apresenta duas grandes vantagens em relação aos outros tipos de representação gráfica:

  1. Permite uma visualização mais fácil das tendências devido ao seu padrão de cores que identificam fechamentos positivos e negativos;
  2. Formam padrões que podem significar possível reversão ou continuação de movimentos.

Abaixo temos um exemplo do gráfico de candlestick em que enfatizo alguns padrões de reversão. Veja também como o padrão de cores verde (fechamento positivo) e vermelho (fechamento negativo) tornam a visualização dos movimentos de alta e baixa mais claros.

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Devido a essas vantagens, talvez, o sistema de candles ganhou grande popularidade no ocidente. Não tenho conhecimento de estatísticas oficiais, mas pelo que vejo na Internet me parece que atualmente, no Brasil pelo menos, a maioria dos traders estão utilizando os candles como parte de seu sistema de operações.

Embora os candles, por si só, já formem um sistema, prefiro utilizá-los em conjunto com as ferramentas da Análise Técnica ocidental. Dou especial atenção aos padrões de reversão encontrados em suportes ou resistências e em zonas de sobrecompra ou sobrevenda.

Existem centenas de padrões formados pelos candles e alguns traders iniciantes até se sentem desanimados com a quantidade. A boa notícia é que não é preciso saber todos eles para lucrar na Bolsa. Aprender os principais padrões ajuda muito o trader e o mais importante é compreender os fatores psicológicos por trás de sua formação.

Para aliviar quem se interessa pelo candlestick, em meu livro “Manual de Análise Técnica”, além de demonstrar os principais padrões existentes, apresento oito características específicas que resumem a psicologia por trás da formação dos padrões. Compreendendo essas características, um trader torna-se capaz de fazer uma excelente leitura do mercado ao analisar os candles em conjunto com outros aspectos que fazem parte do movimento dos preços.

Deixo aqui mais um convite aos interessados em investir na Bolsa de Valores para conhecer a minha obra e aprender sobre candlestick, análise técnica clássica, indicadores, setups e estratégias vencedoras!

Marcos Abe é investidor e autor do livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas“.

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Posição Simétrica Raríssima no DJI

Publicado em 17.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Colaboradores, Estratégias

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No dia-a-dia dos mercados financeiros, raríssimas são as vezes em que todos os alvos simétricos, nos diferentes tempos gráficos de um ativo apontam em uma mesma direção; nos indices de ações tal formação é ainda mais dificil de ser encontrada, assim, mostra-se muito interessante neste momento a análise de tais gráficos que apontam simultaneamente para uma entrada "Bear" no mercado dos EUA (vide imagens explicativas), motivos estes muito fortes para que os "players de inflexão", traders especialistas em operações contra-tendência, reconhecidos por suas entradas agressivas e grande capacidade financeira, não apostem em um recuo intenso e pontual.

 

 

DJI simetria afastada

 

DJI simetria direta

DJI – Simetria afastada

DJI – Simetria direta

 

DJI simentria semanal

DJI – Simetria Semanal

 
 
Artigo enviado por Lucio Behr – Trader – AT ações moedas commodities..
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Estratégia básica para encerrar operações

Publicado em 11.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Colaboradores, Estratégias

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É comum investidores iniciantes se preocuparem apenas em como e quando começar uma operação. A questão é que uma entrada bem feita, numa operação, pode se tornar um desastre se o operador não souber como e quando encerrar a mesma. Então podemos dizer que para operar lucrativamente, saber finalizar operações é tão importante quanto saber iniciá-las.

Uma estratégia muito comum é o estabelecimento de alvos operacionais. E a forma mais usada para estabelecer esses alvos é a utilização de suportes e resistências.

Suportes e resistências são níveis onde podem ocorrer interrupções ou reversões na trajetória dos preços, mesmo que temporariamente. Se levarmos em conta essa definição, podemos considerar algo lógico o estabelecimento de suportes ou resistências como alvos de realização de lucros.

Numa tendência de alta, por exemplo, se comprarmos um ativo no rompimento de uma resistência, poderíamos definir a próxima resistência como alvo porque seria uma região em que o movimento de alta poderia sofrer uma correção. Assim, ao vender no alvo estaríamos nos antecipando à correção.

Na figura abaixo encontramos um bom exemplo dado pela VCPA4 no período diário. Veja como esse papel vinha num bom movimento de baixa até que não conseguiu romper o suporte dado pelo último fundo em torno de R$ 15,83. A partir do teste do suporte os preços foram elevados até formar um candle de reversão na resistência dada pelo topo anterior em torno de R$ 22,91. Esse cenário poderia ser interpretado como a iminência da formação de um retângulo. Assim, um operador que tivesse interpretado o gráfico dessa maneira, poderia efetuar uma venda alugada no rompimento da mínima do candle de reversão para tentar lucrar com o movimento de baixa que poderia vir a ocorrer. O alvo dessa operação poderia ser o suporte em torno de R$ 15,83, pois o ativo já havia sofrido os efeitos da pressão compradora nessa região – o que poderia se repetir.

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Vejamos, a seguir, o que teria ocorrido nessa operação.

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Pela figura observamos que o ativo atingiu o alvo e ameaçou iniciar nova alta dos preços antes de romper o suporte e dar continuidade ao movimento de baixa. Nesse caso teríamos lucrado mais se tivéssemos mantido a posição vendida por mais tempo. Mas não tínhamos como saber, com certeza, o que ocorreria até que o suporte fosse realmente rompido. Então o bom senso nos mandaria garantir o lucro e encerrar a operação no alvo porque o papel já estaria sobrevendido. Também havia a possibilidade do mercado seguir em tendência lateral e os preços poderiam voltar a subir conforme o padrão de reversão que ocorreu no suporte. De qualquer forma, uma nova posição vendida poderia ser aberta com o rompimento do limite inferior desse padrão.

Veja bem. O que estou explicando é uma forma de operar baseada em metas de lucros. Um investidor com outra visão poderia fazer diferente. A questão é que um bom sistema de investimentos deve, entre outras coisas, permitir ao seu usuário abrir e fechar posições de maneira que maximize seus lucros e minimize seus prejuízos. E utilizar alvos operacionais é uma excelente opção para operadores de curto prazo.

Dependendo das circunstâncias e do estilo do operador é possível usar a Extensão de Fibonacci ou a Extensão Alternada de Fibonacci para estabelecer alvos. Particularmente, costumo combinar a Extensão Alternada com suportes ou resistências em movimentos direcionais. Por outro lado, é possível também encerrar operações com sinais técnicos como evidências de fraqueza de um movimento ou mesmo sinais de sobrevenda ou sobrecompra.

Convido você a aprender todas essas estratégias em meu livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas” que os leitores mais exigentes vem considerando o mais completo sobre o assunto.

Marcos Abe é investidor e autor do livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas”.

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As perguntas cruciais de um trader

Publicado em 04.08.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias

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42-22230794Operar no mercado exige do trader uma série de qualificações específicas. Engana-se aquele que acha que criando um sistema que lhe forneça um sinal de entrada terá alcançado o sucesso. A atividade de comprar e vender ativos, com o objetivo de obter um lucro maior que seus custos, é uma tarefa bem mais complexa que pode parecer. Aspectos relacionados a psicologia, muitas vezes difíceis de serem mensurados e portanto muito relativos, moldam essa profissão que fascina e muitas vezes ilude o indivíduo mais ansioso e despreparado.

Apesar da complexidade, acredito que o ponto de partida de todo trader deve ser responder a algumas perguntas cruciais, que permitirão identificar o perfil e a aptidão ao risco de cada um. Além disso, não se surpreenda se no final do questionário perceber que “infelizmente” esta profissão não foi feita para você. É preciso ser realista nas respostas, evitando assim maiores danos no futuro. Vamos as perguntas, então:

Quanto capital você tem?

    Especular no mercado com pouco capital é totalmente inviável. “Tradar” com menos de 40k no mercado a vista é suicídio no longo prazo. Quanto mais dinheiro você tem, mais opções existem para ganhá-lo. Aumenta o poder de diversificação e diminui o risco.

Quanto quer perder?

    Essa é uma pergunta chata, mas muito importante. Ninguém quer pensar nas perdas antes de entrar no jogo, mas definir uma porcentagem de seu patrimônio que está disposto a colocar em risco é fundamental. Se perder mais que suporta perder, vai doer, e muito. Então, se não quer perdê-lo, não o arrisque. O mercado não perdoa erros de julgamento.

Quanto quer perder em cada operação?

    Depois de definir o máximo que pretende perder, chegou a hora de se concentrar na porcentagem que está disposto a sacrificar em cada operação. A maioria dos traders utiliza percentuais que variam entre 2 e 10, dependendo da aptidão ao risco e das características dos sistemas utilizados.

Qual mercado quer operar?

    Importante escolher bem o mercado que você vai investir. Afinal de contas, operar no mercado de futuros onde as posições são alavancadas, pode ser bem diferente que no mercado de ações. Neste caso o tamanho do capital e o perfil do investidor são relevantes para a escolha correta.

Quanto tempo você tem disponível ?

    Esta é uma das questões mais desprezadas pelo trader iniciante. Na maioria das vezes, o iniciante quer ser um day-trader mas não pode acompanhar o mercado de maneira full-time. É inevitável, o sistema que o trader escolher deve ser compatível com o tempo disponível. Day-traders passam o dia todo na frente da tela do computador. Quem opera tendências semanais tem mais tempo para pensar e se organizar.
    Vale notar também que o estresse é inversamente proporcional à duração média das operações.

Acredito que o trader que responder honestamente a estas perguntas antes de colocar “a mão na massa”, estará mais preparado e conseguirá sobreviver por mais tempo no mercado. Não adianta queimar etapas e se deixar influenciar pela opinião de outros traders. Tenha um objetivo realista e dedique o máximo de tempo disponível para o aprendizado.

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A estratégia “Key Buy”

Publicado em 28.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias

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Seguindo a tradição do blog, de apresentar técnicas operacionais dos maiores traders do mundo, hoje trago para vocês a estratégia “Key Buy”, de Oliver Velez e Greg Capra.

No livro, “Tools and Tatics for the Master Day Trader – Battle-Tested Techniques for Day, Swing and Position Traders”, os autores enfatizam que escolher o momento certo de abrir uma posição é o principal fator para obter sucesso no mercado. Segundo Velez e Capra, identificando o timing correto de entrada, 85% da operação já foi realizada. Os outros 15% ficariam a cargo da gestão de risco e da realização de lucro.

Confesso, que pela minha experiência achei exagerada a importância dada ao timing de entrada. Sem dúvida, acertar o ponto correto de comprar um papel é importante, mas, na minha opinião, o que diferencia um trader de sucesso de outro com resultados negativos é a correta administração do capital, controlando os riscos e alocando de forma racional os recursos em cada trade.

Mas vamos voltar a estratégia “Key Buy”, objeto deste artigo.

Critérios da estratégia:

1- Nova máxima – O primeiro critério que deve ser observado, é que o preço tenha feito uma nova máxima. A idéiaa é identificar um movimento forte e que a força compradora tenha sido agressiva. Para isto, os autores recomendam que o papel não tenha feito uma nova máxima nas 8 barras anteriores.

2- Três ou mais máximas consecutivas decrescentes – Neste critério, o papel precisa começar um processo de correção apresentando 3 ou mais barras com a máxima inferior a máxima do dia anterior.

Setup de entrada:

3- Comprar o ativo no momento que os preços superarem a máxima da barra anterior.

Veja no exemplo abaixo, a aplicação da estratégia “Key Buy”.

PETR4

PETR4 – Gráfico Diário

O stop inicial fica localizado um pouco abaixo da última barra que realizou uma máxima decrescente. Caso a operação tenha sucesso é aconselhável usar uma estratégia de trailing stop.

Velez e Capra ressaltam que a estratégia pode ser aplicada em qualquer time frame. Inclusive para operações de day trade. Neste caso, os autores apresentam uma técnica de como lidar com os gaps, muito frequentes nos gráficos intraday. Se houver interesse dos amigos aqui do blog, posteriormente posso escrever um novo artigo sobre o assunto.

Importante:

O uso do money management em operações deste tipo, meramente especulativas, é fundamental. Utilize algum algoritmo de manejo do capital evitando correr grandes riscos financeiros para a carteira.

Esclarecimento:

A minha intenção com a apresentação destes patterns, não é incentivar o uso indiscriminado destas estratégias. Não quero vender a idéia que se trata de um setup infalível. Meu desejo é acrescentar informação para você trader e/ou investidor. E mais, sei que muitos que visitam o blog, tem muito a contribuir. Portanto fica aqui o convite: comente os artigos e debata as idéias, com certeza todos nós vamos ganhar muito com isso.

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