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Depois da forte crise mundial provocada pelos subprimes americanos, o mundo vivencia uma recuperação surpreendente e consistente das principais bolsas mundiais. Mas se olharmos apenas para a valorização dos principais índices, as bolsas do Brasil e da China figuram como as grandes vedetes. O Ibovespa até ontem subiu 49,8%. O Shangai Composite 54,8%.
A valorização das duas bolsas é muito parecida, mas focando no Shangai Composite percebemos que a bolsa chinesa iniciou um processo corretivo mais intenso nas últimas 3 semanas (veja gráfico abaixo). Considerando a máxima do ano, alcançada no início de Agosto, o Shangai Composite chegou a apresentar uma alta de mais de 84%, no ano.
A economia da China cresceu nos últimos cinco anos (2003-07) a uma taxa de 10,6% ao ano. Em 2008, mesmo tendo como grande marco a realização da Olimpíada de Beijing, sua economia, pela primeira vez neste século, cresceu abaixo de dois dígitos. E em 2009, na margem, deverá crescer ainda menos, cerca de 8,0%.
Sem dúvida, ainda são padrões de crescimento altíssimos. Porém, estes pontos percentuais a menos de crescimento significam uma menor demanda por produtos do resto do mundo, com conseqüências para as cotações internacionais de commodities minerais e agrícolas, e para a saúde das contas externas dos países de quem comprar mais.
E é aqui que entra o Brasil. Nossa matriz com certeza ainda continua sendo a bolsa de NY, mas cada vez mais o que acontece nos pregões orienteais influencia as empresas negociadas por aqui.
Ainda mais sabendo que a economia chinesa não tem um monitoramento econômico de máxima qualidade e portanto não havendo um acompanhamento minucioso e transparente dos resultados domésticos. Esta ausência de medidores com maior precisão faz com que a incerteza seja maior. Por isso é ainda mais fundamental que os investidores mantenham os olhos bem atentos.
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Shangai Composite – Gráf. Semanal
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