Inverse ETF’s
Publicado em 16.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião
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Antes de mais nada, é importante frisar que os ativos que vou mostrar são (infelizmente) exclusividade do mercado americano.
Os chamados ETF’s (Exchange Traded Funds), ou fundos de índices, começaram a ser negociados no Brasil, no final do ano passado, e buscam obter o retorno de determinado índice e as cotas são negociadas na Bolsa (já escrevi sobre eles, neste artigo). Mas os Inverse ETF’s ainda não “aterrizaram” aqui no nosso mercado.
Os Inverse ETF’s são fundos que reproduzem uma posição de venda a descoberto, ou contrária, a um índice, um setor industrial, uma commodity, bonds, etc. Aqui no Brasil, se um pequeno investidor quiser ficar “short” em bancos, precisa vender uma carteira de ações, alugar os papéis, oferecer garantias e assinar contratos. Nos EUA, ele clica no computador e compra um fundo que faz isso tudo e negocia como se fosse uma ação. É facílimo e as pessoas podem comprar siderurgia, vender mineração, comprar bonds e vender ações de empresas pequenas ou estrangeiras ou emergentes etc.
Por isso, não é de se estranhar que hoje em dia 40% das operações realizadas na bolsa de NY são através de fundos ETF’s. E esse percentual continua crescendo.
Os Inverse ETF’s são também conhecidos como “Short ETF” ou “Bear ETF”. Abaixo, eu apresento dois tipos de Inverse ETF’s, juntamente com os índices que os originaram:
É fácil perceber a correlação negativa existente entre os gráficos.
Para aqueles investidores aqui no Brasil que tem o costume de inverter o gráfico, visando operar no campo vendido, a disponibilidade deste tipo de ativo, sem dúvida, facilitaria muito o trabalho. Só nos resta esperar que a Bovespa se interesse em desenvolver este produto por aqui. Infelizmente, se depender da baixissima liquidez dos ETF’s atuais na nossa bolsa, o interesse pode demorar a chegar.
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