Definindo um risco aceitável
Publicado em 18.05.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques, Estratégias, Informações
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Dando continuidade ao assunto sobre riscos no mercado acionário iniciado no artigo “Conheça o risco/retorno da tua carteira”, vou mostrar, através de uma abordagem prática, como podemos medir o nível de exposição do nosso portfólio.
Antes de mais nada, precisamos definir o máximo de risco que desejamos assumir dentro de uma metodologia de trading. Por exemplo, vamos supor que um investidor resolva nos contratar para administrar uma carteira de R$10 milhões e que ele defina que o limite máximo de perda do capital deve ser de 10% (ou seja, R$1milhão). Supondo que nos já tenhamos uma metodologia operacional e que saibamos as flutuações médias do nosso sistema vamos supor o seguinte cenário:
(Para uma boa compreensão é importante que o leitor tenha lido o artigo anterior)
- Nosso histórico operacional nos mostra uma rentabilidade média/ano de 40% com um desvio padrão de 10%
- Nos sabemos que 1 desvio padrão significa que existe 84% de probabilidade que o nosso capital não caia mais de 10%
- Sabemos que 3 desvios padrão implicam que existe uma probabilidade de 99,5% de nosso capital não caia mais dos que 30%
Olhando os dados ao contrário, significa que existe uma probabilidade de 16% de que nos percamos mais de 10% ao ano do nosso capital. Ou seja, estamos correndo um risco considerável de não atendermos a exigência inicial feita pelo nosso investidor.
Neste caso, uma alternativa para o problema seria dividir o montante por 4 e assim operar com um capital reduzido. O Desvio padrão inicial que era de 10%, ficaria em 12,5% e nos teríamos:
- - 16% de probabilidade de perder mais de 2,5% (1 desvio padrão)
- - 2,5% de probabilidade de perder mais de 5% (2 desvios padrão)
- - 0,5% de probabilidade de perder mais de 7,5% (3 desvios padrão)
Vale lembrar, que a partir do momento que dividimos o risco por 4, o a nossa rentabilidade também é dividida por 4, deixando-a em 10% ao ano.
Para implementarmos este plano de trading estaríamos operando apenas com 1/4 do capital disponibilizado,ou seja R$2,5milhões, mantendo o restante em caixa para um eventual (indesejável mas possível) rali de operações ruins.
Será que o nosso investidor ficaria satisfeito em saber que R$7,5milhões estão “parados” porque não queremos assumir riscos exagerados na carteira? Esse é o dilema do trader e que leva muitas pessoas a assumirem riscos acima do que podem suportar.
Usar um modelo como este, mostrado nestes dois artigos da série que escrevi, é muito válido para que possamos ter conhecimento de uma medida de risco da nossa carteira, mas é importante saber que o mercado muitas vezes não pode ser “aprisionado” dentro de linhas estatísticas como as dos desvios padrão. A incerteza faz parte da natureza do mercado e apesar de toda a parafernália de números que nos ajuda a esquadrinhar o terreno, dificilmente ficaremos imunes de eventuais eventos extremos (“cisnes negros”).
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19 de maio de 2010 às 9:07
Só não entendi porque o desvio inicial de 10% ficaria em 12,5%…
19 de maio de 2010 às 18:03
Muito bom artigo
22 de maio de 2010 às 11:37
Bom dia.
Já fazia um tempo que não comentava teus vídeos. Antes de tudo um abraço.
Também acho que provavelmente esta subida seja só um repique de alta. Aliviou um pouco os IFRs das ações relacionadas a commodities, mas a Petro não vai nem com banda de música. Acredito que ela fique abaixo dos 25,00 no curto prazo. Andei tomando um pau dos Micos e abandonei totalmente o setor devido a perdas de mais de 200K. Nunca tinha entendido a tua preferência na Vale, mas agora operando no intraday com ela, vejo que é uma ação mais séria e volátil que a Petro. Petro é ilusão. Quando ela dá 1% a Vale dá 2 ou 3% na média. Estou me recuperando com aplicando só em Vale. Nestes tempos de incertesas, me veio a idéia de ver qual seria o principal driver ( raiz ) do Ibov. Tirando as variações de excessão, como as das construtoras nos últimos dois dias, nossa índice é basicamente 60% de empresas relacionadas a commodities. O que concluí foi que a relação Dolar/Euro é a raiz. Fiz um rápido estudo para comprovar esta minha tese. Está em http://stockcharts.com/charts/performance/perf.html?$CRB,$WTIC,$xeu,$u sd. Um abraço e se puderes me dê o feedback deste estudo.
Um abraço.