A visão de longo prazo
Publicado em 26.01.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques, Estratégias
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Antes de mais nada, me permitam fazer um alerta… Este artigo é voltado para o investidor de longo prazo, que não pensa em se desfazer da carteira nos próximos cinco anos.
É muito interessante observar o comportamento antagônico de muitos investidores durante o ápice da crise do subprime no final de 2008 e agora, apenas 1 ano e alguns meses depois. No final de 2008 e início de 2009, tive a oportunidade de conversar com investidores que estavam totalmente desiludidos com a bolsa de valores e entregaram para os céus suas carteiras de ações devido à desvalorização. Comentei na época, que fazer isso tem um custo de oportunidade e que ele precisava manter um distanciamento emocional deste contexto e mudar o foco para o lado racional da situação, isto é, para as oportunidades.
Recentemente, encontrei um destes investidores novamente. E sem dúvida, era nítida a sua felicidade de ter permanecido na bolsa (mesmo sem ter decidido isso racionalmente) e recuperado boa parte das perdas da carteira.
Mas e agora, que parece que o mercado novamente vai passar por um momento de correção, como será o comportamento deste mesmo investidor? Terá aprendido com a experiência recente?
Quando mencionamos a estratégia de investimento de longo prazo somos obrigados a citar Benjamim Graham, sem dúvida o mentor do chamado investimento em valor. Graham diz: ”Aquele investidor que se permite ficar preocupado ou até mesmo apavorado com as quedas de seus papéis na bolsa estará transformando sua maior vantagem em sua maior desvantagem. Para este homem seria melhor que não houvesse qualquer cotação na bolsa, para que ele não se deixasse contaminar pela angústia mental causada pelo erro de avaliação de outras pessoas.”
Portanto na próxima correção do mercado, o investidor de longo prazo deve procurar oportunidades. Alguns tópicos são importantes e devem ser observados na empresa que você escolher para compor a carteira:
- Caixa forte (empresa sem dívidas);
- Sendo negociada com múltiplos atrativos. Ações baratas, negociadas abaixo do seu valor de reposição, isto é, o mercado está atribuindo erroneamente que não existe nenhuma perspectiva futura;
- Negócio atrativo (possui vantagens competitivas);
- Gestão da empresa razoavelmente competente e alinhada aos interesses dos acionistas.
Com este pequeno filtro as chances de se escolher uma empresa vencedora são muito maiores. Lembre-se que o investidor de longo prazo não tem pressa e portanto não se preocupa com o timming correto. Para ele, acompanhar o consenso do mercado significa pagar um preço muito alto e portanto fazer preço médio se as ações caírem mais é algo corriqueiro e que pode trazer bons frutos no futuro.
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26 de janeiro de 2010 às 11:08
Christian, o que vc acha das construtoras? Qual a melhor se enquadra nesses topicos citados no texto?
Abraço
26 de janeiro de 2010 às 12:35
Olá Davi,
curto e direto. A minha preferida é a MRV.
Grande Abraço
27 de janeiro de 2010 às 20:37
Christina, algo em especial em optar pela MRV, a EZTC3 não teria melhores fundamentos?
Abs,
29 de janeiro de 2010 às 14:20
É bem verdade que os investidores de longo prazo não devem se preocupar com as oscilações das cotações no curto prazo. Ninguem melhor que Benjamin Graham para esclarecer como os verdadeiros investidores de valor devem reagir nos momentos de mercado eufórico ou pessimista ao extremo. Christian, excelente texto, parabéns!
29 de janeiro de 2010 às 18:40
Belo texto.
Simples e rápido.
Direto ao assunto.
14 de fevereiro de 2010 às 23:03
Ótimo!