Primeiro aniversário
Publicado em 15.09.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião
.
A exatamente 1 ano atrás a economia mundial parecia estar à beira da calamidade. No espaço de três dias, de 15 a 18 de setembro de 2008, o Lehman Brothers apresentou seu pedido de falência, o controle da mega-seguradora AIG foi assumido pelo governo dos EUA e o Merrill Lynch, ícone falido de Wall Street, foi absorvido pelo Bank of America numa transação intermediada e financiada pelo governo dos EUA. O pânico se instaurou e o crédito parou de circular. Companhias não conseguiam capital de giro, quanto mais recursos para investimentos de longo prazo. Uma depressão como aquela vista em 1929, parecia possível.
Hoje, a tempestade parece ter passado. Pelo menos, o temor de uma depressão foi descartado. Os principais bancos centrais do mundo impediram o colapso dos mercados financeiros fornecendo liquidez de curto prazo a outros bancos e a companhias industriais.
Os mercados reagiram de forma inusitada. No início se falava em uma recuperação na forma de “L”. Em seguida, se imaginou que seria possível o formato em “U”. Agora, alguns analistas já cogitam a idéia das principais bolsas do mundo apresentarem uma configuração do tipo em “V”.
Isso, tudo em “apenas” 365 dias.
Mas existe um custo para esta rápida reação. Os bancos centrais das maiores economias do mundo elevaram seus gastos visando compensar a queda no consumo das famílias e no investimento empresarial. Nos EUA, por exemplo, o pacote do governo superou US$ 1 trilhão aumentando consideravelmente o deficit orçamentário.
Não tem jeito… mas cedo ou mais tarde a conta precisará ser paga. Os problemas orçamentários nos EUA, obrigarão o governo, em um futuro próximo, a reduzir gastos ou elevar impostos. Além disso, a inflação deve voltar a dar as caras, obrigando o Fed a mexer na taxa básica de juros americana (hoje, praticamente zerada).
Portanto, neste primeiro aniversário do estopim da maior crise financeira do século XXI, acho que devemos ter uma comemoração contida. As decisões foram tomadas de maneira muito rápida e coordenada, acalmando as pressões recessivas. Porém novos desafios parecem estar próximos, e o mercado, como de costume, deve antecipar os fatos.
.
















15 de setembro de 2009 às 22:17
Recomendo um endereço eletrônico interessante, do ex-colunista da revista Veja, Stephen Kanitz. Vale a pena passar algum tempo lendo seus artigos ao longo deste ano que o mundo ”quase acabou”. http://brasil.melhores.com.br/
Obs: dias atrás postei um comentário sobre o que visualizava na vale4, e vc (Chris) disse que se buscasse o fundo de 32,20 estaria mais visível uma congestão em forma de diamante. Foi exato o que ocorreu. Depois voltou pra média e então saltou fora da congestão(gap) indo em direção à resistência horizontal, que hoje pode ter deixado pra trás, aos 34,83. Minha entrada foi no dia seguinte(03/09) aos 32,50.
16 de setembro de 2009 às 11:07
Olá mpmt,
ótima sugestão do Kanitz. Obrigado.
E parabéns pela operação na Vale.
Grande Abraço
16 de setembro de 2009 às 15:35
Vale fez um breakway gap. Mas o mercado está afoito demais.
Abs
20 de setembro de 2009 às 0:06
poderia acrescentar as consequencias para o investidor /consumidor comum algo como e eu com isso , com os futuros desafios enfrentados pela economia mundial ,o que q conteceria por exemplo com a economia brasileira quando ou se o fed americano ter que aumentar os juros …