Os extremos do mercado
Publicado em 01.09.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião
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A aproximadamente 10 meses atrás o Ibovespa alcançava os 29435 pontos. Parecia o fim do mundo. A crise do subprime havia se transformado em uma crise financeira global. Todos os mercados, desenvolvidos ou em desenvolvimento, pareciam fadados à ruína.
O cenário era sombrio. As quedas acentuadas e sucessivas do Ibovespa geravam pânico em muitos investidores, que na sua maioria estavam acostumados com ganho, já que grande parte ingressou na bolsa a partir de 2003 e daí em diante só presenciou valorizações. Desde 2002 o investidor nunca havia visto o Ibovespa no território negativo no final do ano.
Naquela época escrevi um artigo, intitulado “O momento é agora”, onde reforçava a oportunidade que a queda do Ibovespa estava gerando para investidores de longo prazo. Recebi algumas críticas e perdi até alguns leitores insatisfeitos com o fato de eu sugerir investimentos em renda variável em um momento tão delicado da economia mundial.
Mas na minha cabeça a idéia estava clara. Os mercados vivem de ciclos. O investidor não pode se deixar contagiar. No final do ano passado, não havia porque se desesperar, desde que não existisse a necessidade de utilização no curto prazo dos recursos aplicados em bolsa de valores.
No dia 28/10/08 escrevi outro artigo, intitulado “As crises do passado”, onde fazia uma retrospectiva dos “bear markets” dos últimos 15 anos no Ibovespa. Os gráficos deixavam claro que o mercado alternava ciclos altistas e baixista. O mais curioso é que, sem querer, o artigo foi publicado exatamente no dia que o Ibovespa encontrou o fundo da crise do subprime.
Seguindo o mesmo raciocínio, atualmente enxergo um certo exagero no movimento recente do Ibovespa. A alta de mais de 100% do IBOV dolarizado (veja gráfico abaixo) não encontra respaldo nos múltiplos das empresas e nos números macro-econômicos. Quando o mercado se comporta dessa maneira, temos como resultado o otimismo exagerado nos investidores, fazendo as pessoas subestimarem a possibilidade de quedas e a significância de eventos negativos. As finanças comportamentais chamam esse evento de limitações cognitivas. Ou seja, o investidor estima probabilidades a partir de amostras que não são verdadeiramente representativas da realidade objetiva.
Benjamim Graham, resumiu bem este comportamento cíclico dos mercado: “O mercado é um pêndulo que sempre oscila entre o otimismo insustentável e o pessimismo injustificável”.
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2 de setembro de 2009 às 5:30
Não concordo que o crescimento seja de 100%, visto que deve-se descontar neste período de crise uma fuga atípica dos investimentos de renda variável, isso quer dizer que o fundo do poço em meados de novembro de 2008 foi muito além de uma realidade econômica empresarial dos ativos da bovespa, um reflexo da aversão por esta modalidade de investimento neste momento específico. De fato, acredito que o índice atual reflete um patamar estabilizado de onde, obviamente, ocorrerão as flutuações salutares geradoras de perdas e ganhos típicas desta modalidade de aplicação.
2 de setembro de 2009 às 20:07
Boa noite Christian e demais.
Fluxo das ++ negativo com dólar caindo em d+3…Isso preocupa!!!
Outra chave…troca de custódia. Não tenho mais dúvida sobre isso: case…ubs na itsa4(29/05 a 02/09 vendeu -38.662.900 ações (Free float = 110.510.000 (35%)
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Joel
2 de setembro de 2009 às 20:10
Errata: Fluxo das ++ negativo com dólar caindo em d+3…Isso preocupa?
2 de setembro de 2009 às 21:27
Olá! Excelente abordagem. O trader profissional entra no mercado quandos os amadores estão em fuga! Amanhã é 3 de setembro, o dia negro conforme os astros ( Lembra? ).
Um abraço!