Intenções veladas
Publicado em 23.07.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião
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Ontem, tivemos o estrategista do Morgan Stanley, Jason Todd, prevendo que o mercado vai subir ainda mais este ano e que consequentemente o S&P500 deve atingir os 1100 pontos. Ainda esta semana, estrategistas do Goldman Sachs e do Credit Suisse, elevaram a projeção para o S&P 500 no final do ano para 1.060 e 1.050 pontos, respectivamente.
Mas o que representam estas previsões para o investidor pessoa física que opera aqui no Brasil ? Sem dúvida, não podemos desconsiderar estas opiniões se pensarmos na grande estrutura de research que estas instituições possuem. A força de análise destes bancos é tão grande que lhes confere inclusive o sugestivo apelido de “senhores do mercado”. Os relatórios períodicos servem como um bom retrato de uma empresa e/ou de um setor.
Afinal de contas, hoje em dia, todo investidor procura uma bússola que o ajude a navegar no mar agitado do mercado, cercado por gráficos e tendências, preços oscilantes de ativos e commodities, discursos econômicos e atas de bancos centrais, reviravoltas geopolíticas e balanços instáveis. Sem alguém para seguir, o investidor comum pode entrar em paranóia, diante de um ambiente de volatilidade e risco, onde muitas vezes as decisões devem ser tomadas rapidamente.
Por outro lado, é importante fazer outras considerações sobre estas instituições que vem suprir a ânsia do investidor de saber se deve comprar ou vender diante das incertezas. Afinal de cotas, ninguém melhor do que estas grandes corretoras internacionais para saber como irá reagir a manada depois de um relatório. Sendo mais direto… nada melhor recomendar compra quando se quer vender e vice-versa. A arapuca do segundo “investiment grade” em meados do ano passado é um excelente exemplo desta estatégia (veja o artigo, clicando aqui, onde explico como isso ocorreu).
Muitos estudiosos da psicologia financeira afirmam que euforia e medo são respostas inatas humanas que se repetem ao longo das gerações. E que portanto, não aprendemos com a experiência. O investidor pessoa física deve estar atento para perceber estes fenômenos e evitar prejuízos causados tanto pelo pânico ou euforia da massa quanto pela manipulação dos indicadores através dos relatórios e pareceres feitos pelos “senhores do mercado”.
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23 de julho de 2009 às 21:34
Boa CH!
Não vejo ninguém falando do rompimento do OCOI do DJI. Você considera rompida a NL ou será que eu estou ficando louco hehe?
Abraço!
23 de julho de 2009 às 22:01
Prezado Christian, antes de tudo queria parabenizar pelo site, e lhe fazer uma pergunta que pode parecer ridícula, mas como sou iniciante ela é importante para mim.
Depois da crise do subprime passei a usar STOP em todas as minhas operações na bolsa, justamente para me resguardar de “arapucas”.
A minha pergunta é se todos os pequenos investidores pessoas físicas usassem também as ordems STOP nós não estaríamos reesguardados dessas arapucas ?
Novamente parabéns pelo trabalho de nos trazer tantos dados importantes e principalmente educação financeira de qualidade e compromisso com a verdade !
Muito Obrigado !
24 de julho de 2009 às 10:14
Olá Fabricio,
se considera o fundo do dia 10/06 como um segundo ombro, o rompimento de uma formação de um OCOI, seria bem acima no DJI, próx. do topo nos 9600 pontos.
No vídeo semanal vou abordar o assunto. Dá uma olhada…
Grande Abraço
24 de julho de 2009 às 10:18
Olá Leonardo,
o uso de stops é fundamental se você quer especular no mercado. E sem dúvida, o trader muito provavelmente se defenderá de grandes correções do mercado.
Mas por outro lado, muitas perdas pequenas também podem representar, no fim das contas, uma grande perda.
Ou seja, a especulação no mercado vai muito além do simples uso dos stops. O importante é você combinar a tua estratégia operacional com um manejo de risco eficiente.
Grande Abraço
9 de agosto de 2009 às 19:14
CHRistian, muito bons artigos!!
Como você disse: A força de análise destes bancos é tão grande que lhes confere inclusive o sugestivo apelido de “senhores do mercado”. Realmente devemos ficar alertas devido a essas instuições que terem desencadeado a crise financeira.