Os pontos principais de um trading system
Publicado em 18.06.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Destaques, Estratégias
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Dando continuidade ao artigo da semana passada sobre a importância de um trading system, hoje eu apresento os cinco pontos principais para a elaboração de um plano operacional. São eles:
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Elaboração de um conceito
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Transformar o conceito em uma série de regras objetivas
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Visualizar o conceito nos gráficos
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Testar o sistema
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Analisar os resultados
1- Elaboração de um conceito – A idéia neste primeiro ponto é desenvolver uma idéia operacional, utilizando os conceitos da análise técnica tradicional. Podemos acompanhar o comportamento das médias móveis, a configuração dos osciladores ou a formação de patterns gráficos. Não importa. O fundamental é que se elabore um plano objetivo e claro.
De preferência é interessante analisar outros trading system já criados, tentando identificar os pontos fracos e fortes. A maioria dos trading systems de sucesso são aqueles que seguem uma tendência, os chamados trend followers.
É importante que o trading system se adeque à personalidade e ao tempo disponível do operador. De nada adianta, elaborar um sistema no gráfico de 5 minutos, para um indivíduo ansioso e que não tenha tempo de acompanhar o mercado full-time.
O sistema deve ser repetitivo e objetivo. Optando por uma abordagem trend-follower, é importante que os trends estejam em tendência primária, deixando a operação fluir e assim maximizando os ganhos. A idéia deve ser que o trading-system traga resultados no médio-longo prazo e que portando tenha uma expectativa positiva.
Identificar um ponto de entrada é difícil, mas programar o momento certo de sair é bem mais difícil e mais importante. O ponto de entrada normalmente segue uma regra lógica e clara, a definição do encerramento do trade exige uma atenção à outros aspectos, como cortar as perdas e o que fazer com os lucros acumulados. Particularmente, prefiro sistemas que não invertam a posição automaticamente. Ou seja, prefiro fechar uma operação aberta anteriormente, antes de emitir uma nova ordem na direção contrária.
Quanto mais se trabalhar para otimizar o ponto de saída, maior será o retorno e menor serão os riscos assumidos.
2- Transformar o conceito em uma série de regras objetivas – Esse ponto é crucial. É importante que consigamos traduzir o conceito desenvolvido na primeira etapa em regras claras e objetivas, permitindo que qualquer indivíduo, por mais leigo que seja no assunto, possa utilizá-las.
Em poucas palavras, é agora que devemos dizer o que o nosso sistema irá fazer e como ele irá fazer.
3- Visualizar o conceito nos gráficos – Seguindo as regras definidas na segunda etapa, procuramos nos gráficos os sinais operacionais do nosso sistema. Antes de escrever os códigos do nosso trading system no computador, procuramos olhar os gráficos afim de percebermos se as idéias podem ser aplicadas corretamente e se existe, de fato, uma chance de obtermos êxito com o conceito elaborado.
4- Testar o sistema – Agora chegou o momento de transformar o nosso conceito em um código lógico para ser aplicado nas diversas plataformas disponíveis do mercado. As plataformas mais usadas no mundo são: Metastock, Wealth Lab e TradeStation. Mas existem muitas outras.
Caso você não tenha acesso a uma destas plataformas, até mesmo uma planilha no Excel, pode servir para fazer um back testing do seu trade system. Neste caso porém, é importante que você seja rigoroso com os cálculos e não deixe a subjetividade influenciar nos resultados.
Escolhida a plataforma e programado o código, outros aspectos devem ser considerados no teste. São eles:
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Definir os mercados que aplicaremos o trading system (mercado a vista, futuros, commodities, derivativos…etc)
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Definir se usaremos um período específico para o teste ou toda a série histórica do ativo (fundamental usar uma base de dados confiável)
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Incluir as despesas e os custos de corretagem
Terminado o período de testes, e chegando a resultados positivos, o nosso sistema está apto a ser colocado em prática.
Infelizmente no Brasil, ainda temos poucas plataformas a disposição do investidor pessoa física, capazes de rodar uma rotina automática de trading. De qualquer forma, algumas corretoras já se mostram interessadas em ampliar este serviço em breve.
5- Analisar os resultados – Neste ponto, vamos analisar a performance do nosso sistema. Não apenas se o sistema ganha mais do que perde. Vamos verificar se em momentos de perdas (os famosos “drawdowns”) não comprometemos significativamente o nosso capital.
Três são os aspectos estatísticos fundamentais:
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Rentabilidade – Relação entre a receita gerada pelas operações vencedoras e a perda oriunda das operações perdedoras. Neste cálculo saberemos quanto $ o nosso sistema ganha para cada dólar que perde. É uma medida de risco da nossa carteira.
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Média das operações – Relação entre os trades vencedores e perdedores. Essa é a expectativa positiva do nosso trading system. Importante ter uma boa expectativa, de maneira que os custos operacionais não influenciem no resultado.
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Drawdown máximo – Definir a perda máxima em cada operação e também a sequência de trades perdedores que o operador está disposto a sofrer. Muitas vezes um sistema gera ótimos resultados no final do back testing, mas o seu pior drawdown provoca uma perda insuportável para a maioria dos traders, inviabilizando assim, a metodologia.
Bem estes foram alguns conceitos importantes que devem ser observados na criação de um trading system. Espero ter contribuído com o aprendizado de todos.
P.S.: Apenas lembrando, eu realizo um treinamento para investidores pessoa física sobre o meu trading system nos mercados futuros. Através de uma abordagem simples e objetiva, que pode ser apresentada pela internet (msn / skype), eu ensino como aplicar uma metodologia eficiente de trading. Aqueles que quiserem obter maiores detalhes, por favor entrar em contato através do formulário de contato.
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18 de junho de 2009 às 19:18
Boa noite Christian, excelente texto. Eu também sou um adepto de trading systens. Uso atualmente o MetaStock alimentado pela Tradezone. Vi que você mencionou outros dois softwares la (Wealth Lab e Tradestation). Saberia me informar se existe alguma empresa que fornece o sinal para esses softwares no Brasil?
Grande abraço e sucesso!
18 de junho de 2009 às 19:45
Paulo, tb sou usuário do metastock via tradezone. Podemos trocar experiências? Se interessar, entre em contato comigo pelo vinicius.tunes.lacerda@gmail.com
abcs.
Christian, ótimo texto. Inspirador para quem está desenvolvendo seus próprios trades systems (meu caso). Tenho a mesma dúvida do Paulo. Abc.
29 de agosto de 2009 às 21:53
Christian. Tenho a mesma dúvida do Paulo e do Vinicius. Qual empresa fornece o sinal da bolsa brasileira para o Tradestation?
31 de agosto de 2009 às 11:08
Olá Paulo, Vinicius e André,
nesta página da Bovespa vocês terão acesso a uma grande quantidade de vendors autorizados.
É só escolher um !:)
http://www.bovespa.com.br/Bovespa/SinalVendorsAutorizados.asp
Grande Abraço