Mercado eficiente
Publicado em 26.05.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião
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Uma das teorias mais discutidas em finanças é a de que o mercado é eficiente. Conceitualmente, um mercado é eficiente quando nos preços dos ativos todas as informações estão refletidas. Já abordei “an passant” este assunto outras vezes aqui no blog (Fundo ativo ou passivo?), mas depois da crise finaceira mundial vivenciada recentemente, acho oportuno voltar ao tema.
Do ponto de vista prático, a grande discussão é se é possível superar o mercado. Basicamente, a questão que se coloca é se a gestão ativa de investimentos propicia um retorno superior à gestão passiva. Quanto maior o grau de eficiência do mercado menor seria a possibilidade de obtenção de uma taxa acima do benchmark.
Teoricamente, a tendência é que os mercados sejam cada vez mais eficientes, quer pela maior disseminação de informações, quer seja pela existência de regras mais claras e transparentes nas operações. Cabe também destacar que mercados mais desenvolvidos tendem a ser mais eficientes. Assim como os preços dos ativos mais líquidos tendem a refetir melhor as informações.
Um ponto interessante a ser comentado é que a idéia de eficiência de mercado não implica que os preços devam ser estáticos. Pelo contrário, ela determina que as mudanças nos preços dos ativos sejam aleatórias e devem refletir imediatamente a incorporação de novas informações nos preços. Assim, o que está por trás desse conceito é justamente a idéia de racionalidade, pois num modelo de racionalidade os preços dos ativos só mudariam em virtude de novas informações.
Não foi o que aconteceu no final do ano passado. Os investidores foram movidos pelo efeito manada (pânico) e deixaram de lado o verdadeiro valor de cada empresa. A crise do subprime derrubou a idéia de que os mercados são perfeitos ou profundamente racionais. Agora, com a retomada dos preços e a volatilidade dos mercados voltando ao normal, as ações podem voltar a refletir melhor os fundamentos, porém ficou evidente que uma ferramenta capaz de interpretar a psicologia de massa é muito necessária na tomada de decisão.
Neste ponto, cabe uma reflexão por parte do leitor. Se você for adepto da eficiência de mercado, sua carteira poderia ser diversificada aleatoriamente, ou seja, você poderia ficar posicionado passivamente num índice amplo, como o PIBB11 (que reflete o IBX50) ou nos novos fundos ETF’s da Bovespa (BOVA11, MILA11, SMALL11 – veja artigo). Se, por outro lado, você acreditar que é possível bater o mercado, a sua estratégia seria ativa. Importante salientar que o fator tempo é importante nessa discussão, pois é relativamente fácil bater o mercado no curto prazo, mas vai ficando cada vez mais difícil quando os prazos vão se dilatando.
Existem gestores com um histórico de superação do benchmark de forma relativamente consistente. A questão básica parece ser não se o mercado é ou não eficiente, mas qual é o grau de eficiência do mercado. Assim, pode-se estabelecer uma política de investimentos que irá determinar até onde vale a pena garimpar na busca de retornos acima da média.
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27 de maio de 2009 às 10:54
Acho que o papel agora é PRBC4, acabou de anunciar recompra de 10%
29 de maio de 2009 às 17:06
Fala CHR..
legal o artigo..
ai vai minha visão.
No artigo você coloca em questão a eficiência ou não eficiência do mercado. de fato, o mercado não é eficiente, e de acordo com estudos quantitativos este grau de ineficiência tem aumentado e não diminuído. Quanto a ser relativamente facil bater o mercado no curto porem ser dificil no longo, a historia mostra diferente tambem.
Se pegarmos o SP500 por exemplo desde 1871, teremos um taxa de retorno anual de 1,7%. Um grande faor é a inflação, que ayua como uma “corretagem” no longo prazo. Se o mercado sobe, voce perde parte do ganho pela inflação, se ele cai voce aumenta a perda devido a inflação.
A estrutura Long Only em ações possui este grande porblema se tivermos uma visão de extremo longo prazo ou até de medio prazo. Quando partimos para abordagens que apostam na ineficiencia dos mercados como o “trend Following”, teremos um descolamento enorme da performance com o mercado.
Sistema Trend Followers tem tido um aumento relevante no Anual ROR nos ultmos 5 anos, isso mostra que o grau de ineficiencia dos mercados vem auemntando de forma relavante e não o contrario.
A tendencia secular dos mercados esta caa vez menos eficiente, os benchmarks tendem a se tornarem parametros irrelevantes no longo prazo. Na minha visão os mercados estao se tornando “meio” para se executar operações direcionais ou neutras, a ideia de que se aposta em um desepenho especifico de um determinando mercado, empresa ou setor tende a acabar com o tempo.
Estudos de nivesi de correlação seculares já mostram isso..
Minha visão é que a ineficiencia é total e deve seguir aumentando..
Abração
29 de maio de 2009 às 18:50
Olá Daniel,
não discordo de você… também acho que o mercado vem provando seguidamente que os modelos tradicionais de métrica do mercado são ineficientes… esta última crise prova isso…
Concordo também com a abordagem direcional… ou como você prefere, através do trend following. Muitos estudiosos começam a falar de finanças comportamentais… ou seja, os números de uma empresa já não são mais suficientes para orientar o investidor.
É necessário entender a psicologia de massa, que move os preços e cria as tendências.
Apenas uma ressalva no teu comentário. A inflação ela atua tanto para uma carteira teórica de um índice como também em uma gestão ativa. Na gestão ativa existe também a incidência da corretagem.
Analisar qual é a melhor gestão, ativa ou passiva, depende muito do gestor.
Bom vê-lo comentando por aqui.
Grande Abraço