“Too big to fail”
Publicado em 19.05.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Informações, Opinião
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Pensando no artigo escrito pelo colaborador Rafael Valim e publicado ontem aqui no blog, sobre a queda da gigante GM, me ocorreu de escrever sobre o velho e surrado mito de que investimento seguro é investir nas grandes empresas.
Vocês ainda lembram da Kodak e da Xerox? Nos anos 70/80 quando se falava em fotografia e aparelhos de fotocópia, estas empresas eram a referência, ícones de sucesso. Hoje em dia, praticamente morreram na praia. A confiança na sustentabilidade eterna daquelas gigantes simplesmente se mostrou infundada.
As crises costumam ser responsáveis pelo óbito de muitas gigantes . Não poderia ser diferente na crise atual. Gigantes como a Fannie Mae, Freddie Mac, AIG e Citigroup assinaram seu atestado de óbito. Quem poderia pensar há poucos anos que as ações do conglomerado financeiro Citigroup chegassem a valer aproximadamente um mísero dólar (veja gráfico)? Até mesmo a General Electric, vista como grande exemplo de sucesso duradouro, viu suas ações desabarem vertiginosamente (gráfico). Atualmente, elas não chegam a valer um décimo do que já valeram poucos anos atrás.
Muitas vezes, nem mesmo o estigma, comumente utilizado pelos analistas americanos, de serem “too big to fail” ajuda estes grandes conglomerados a se salvar.
Neste ponto, a idéia de uma carteira de acumulação, que muitas vezes eu já defendi aqui no blog como uma boa opção para o longo prazo, precisa utilizar critérios de seleção rígidos e não apenas apostar nas chamadas blue chips do momento.
Não existe apenas uma estratégia de sucesso nos mercados financeiros. Existem especuladores com curto horizonte de tempo que ganham muito dinheiro, assim como investidores que focam no longo prazo e conseguem excelentes retornos também. Mas é preciso ter em mente que a estratégia de simplesmente apostar nas grandes empresas vencedoras de hoje e fechar os olhos, contando que seu sucesso será permanente, pode ser uma decisão muito arriscada.
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tb penso assim mas nao consigo ver como apostar no longo prazo em acoes! qual seria o correto posicionamento?? nunca aceitar perdas acima de uma % ? alguma ideia? acho q bater na tecla que podem cair e o apostador de LP perder tudo eh o que todos veem, mas o que todos gostariam de ler e saber eh como operar a longo prazo tentando evitar essa perda!!
abracos!
Erico,
Não sei qual a visão do Christian, mas a melhor forma que vejo de investir no longo prazo é não olhar só para os gráficos. No longo prazo, os fundamentos econômico-financeiros se sobressaem. Por isso é importante monitorar a rentabilidade do negócio (ROE, ROIC) e, é claro, certificar-se de que não está pagando caro demais mesmo por uma excelente empresa. Caso contrário o lucro não será tão bom quanto a empresa.
Olá Daniel,
não tenha dúvida, operar pensando no longo prazo, você precisa necessariamente usar conceitos macro econômicos e fundamentalistas.
Por acaso, você citou um multiplo, o ROE, que uso com muito frequencia nas minhas análises.
Os multiplos te dão uma visão geral do passado da companhia.
Mas é a visão macro que permitirá traçar cenários onde esta companhia estará atuando no futuro.
Grande Abraço
Para aqueles que desejam aprender um poucos mais sobre como se posicionar para longo prazo recomendo procurarem livros e trabalhos sobre investimento em valor, que foi um assunto tratado há alguns dias atrás aqui no site mesmo.
Estudos acadêmicos têm mostrado que o investimento em valor quando feito da forma correta tem superado portfolios que investem em crescimento e também tem superados os benchmarks de mercado de ações correndo menores riscos.
Olhar para os fundamentos realmente é o mais importante. Eu escolho empresas pelos números e, entro/saio conforme algumas indicações gráficas. Concordo que é dificil separar uma fase ruim de um movimento de decadência, como foi o caso da GM. No caso da GM em particular, bastava vc olhar o comportamento das suas principais concorrentes dentro dos EUA – Honda e Toyota ganharam todo o mercado americano, se vc olhar para essas duas empresas, vc entenderá pq GM e Chrysler sofreram oq sofreram.
É algo que pessoalmente vejo como sendo uma diferença no caso do Citi e da GE… são fases ruins e apostas erradas, houve um forte erro q quase matou o Citi, mas fora isso, as coisas continuavam bem. Essa é uma diferença.
Abs
P.s: Concordo com Julius, sobre a busca por informações em livros e artigos conceituados, eles realmente ajudam. Não há necessidade de uma corrida maluca por informação, mas um leitura constante e um bom debate são fundamentais.
Erico e demais debatedores,
Existe uma boa discussão sobre o investimento em fundos de índices. De uma maneira geral, eles mostram que, em gestão passiva, têm resultado melhor do que aqueles de gestão passiva.
Outra vantagem dessa opção para o longo prazo é que é diversificado, muda as carteiras com as movimentações do próprio mercado, enfim, custam mais barato se você souber pesquisar.
Sei que é uma atitude meio “deixa para lá” o estudo e a análise, mas pode ser mais eficiente.
Abraço do Beto
Pra defender a desvalorizaçao tem mais de uma forma.
Ainda mais la nos EUA, que existe um variedade maior de opçoes.
Mas pode ser usada opçoes ajustando com o delta.Fazendo um delta zero.
Pode usar indice.
Faz formas de minimizar possiveis grandes perdas q nem a dos graficos acima